Sempre fui um admirador do Arq Saraiva e, embora lhe reconheça uma vaidade descabida, reconheço os seus méritos como fazedor de oipinião.
A sua vaidade , no entanto , retira-lhe a objectividade e , assim, a sua aventura no novo Jornal, provou-se um desastre .
Desafiar o Expresso é certamente corajoso mas talvez não seja de bom senso.
Qd saíu o jornal , durante alguns meses comprei-o juntamente com o Expresso que se ressentiu da sua saída e da sua equipa.
Verifiquei, todavia, que o Expresso recuperou rápidamente e que o Sol , para além da página do arquitecto e das saídas da última página do Lima, nada acrescentava.
Assim, o jornal foi definhando (as sobras são claramente vistas em todas as tabacarias) e entrando em dificuldades financeiras a ponto dos donos venderem a sua parte á filha do presidente de angola, a actual dona do jornal.
O desespero das tiragens pequenas levou o jornal a enveredar por um estilo que parecia impossível de utilizar pelo Arq Saraiva.
Invenções de 1ª página foram mais que muitas e todas desmentidas. A criação de factos políticos falhou, a naõ ser quando veio a novela Sócrates que realmente ajudou o jornal , mas muito antes disso o carácter sensionalista e pouco rigiroso tomou conta do jornal e destruíu a reputação do Arq Saraiva.
Isto a propósito da "entrevista" de Queiroz .
Como sabem, eu não sou grande fan do indivíduo, creio até que é um mediocre que normalmente atira para cima dos outros as suas próprias culpas.
Portanto , numa primeira fase não estranhei estas declarações, sobretudo quando o jornalista disse que tinha a gravação da entrevista.
Todavia, quando saíu um comunicado do jornal a dizer que se recusava a publicar a gravação "porque se tratava de uma conversa particular" fiquei esclarecido !
Uma "conversa particular" que virou 1ª página e criou um facto jornalistico, mais um, na tentativa de vender o jornal. O mesmo que há pouco tempo lutou corajosamente contra a ditadura dos tribunais e da censura publicando "conversas particulares".
É uma pena que um homem brilhante tenha caído nisto.
Sou forçado a concluir que compreendo a falência do 24 horas , um jornal que inventava escândalos para vender.
É que o 24 horas não resistiu á concorrência do Sol.
sábado, 10 de julho de 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário