Olá; Para verem bem a diferença entre um craque português e um craque brasileiro, leiam isto; agora vejam o video e ... treinem!!
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Estado de Direito
Já aqui falei ácerca do (des)respeito que os líderes políticos em geral têm pelas leis e sobretudo pela mais importante a Constituição.
Vem isto a propósito pelo conluio entre o Presidente da República, o Governo a a oposição (PSD), para a aprovação das normas que instituem novos impostos com carácter de retroactividade.
A não retroactividade das leis em geral é um princípio enformador dos estados de direito e faz parte da chamada constituição material do estado de direito.
Trata-se de um conjunto de princípios aceites pelos países que têm o primado da lei, nomeadamente as chamadas democracias ocidentais.
Ora a própria constituição portuguesa em vigôr consagra inequívocamente a não retroactividade das leis, pelo que qualquer violação a este princípio é acompanhado do vício de inconstitucionalidade.
O Gverno apressadamente negociou com o PSD um aumento de impostos que, de lá por onde der , viola o principio da não retroactivdade.
A seguir o Presidente acabou de rectificar o diploma pedindo ao Tribunal Constitucional para se pronunciar.
Ora o PR tem duas hipóteses: pede ao Tribunal constitucional se pronuncie preventivamente , não promulgando a lei até que o Tribunal se pronuncie, ou, em alternativa, promulga a lei, que automáticamente entra em vigôr, e pergunta ao Tribunal Constitucional se considera a norma inconstitucional.
O presidente optou pela segunda alternativa. Ora imaginemos agora que entretanto o Tribunal se pronuncia pela incostitucionalidade da norma, o que acontecerá.
Nesse caso os cidadãos individualmente terão que meter acções em tribunal contra o Estado para reaver os impostos inconstitucionais já pagos.
Com a maravilhosa justiça que temos ,cada cidadão levará para aí 10 anos até que o assunto chegue á fase de julgamento.
Ora por aqui se vê que mesmo o guardião do funcionamento das instituições democráticas , que supostamente deveria ser o Presidente, se conluia com os líderes dos principais partidos para violar um princípio legal existente para proteger os cidadãos dos abusos do poder.
E ainda se admiram do pouco respeito que os cidadãos têm deles.
Vem isto a propósito pelo conluio entre o Presidente da República, o Governo a a oposição (PSD), para a aprovação das normas que instituem novos impostos com carácter de retroactividade.
A não retroactividade das leis em geral é um princípio enformador dos estados de direito e faz parte da chamada constituição material do estado de direito.
Trata-se de um conjunto de princípios aceites pelos países que têm o primado da lei, nomeadamente as chamadas democracias ocidentais.
Ora a própria constituição portuguesa em vigôr consagra inequívocamente a não retroactividade das leis, pelo que qualquer violação a este princípio é acompanhado do vício de inconstitucionalidade.
O Gverno apressadamente negociou com o PSD um aumento de impostos que, de lá por onde der , viola o principio da não retroactivdade.
A seguir o Presidente acabou de rectificar o diploma pedindo ao Tribunal Constitucional para se pronunciar.
Ora o PR tem duas hipóteses: pede ao Tribunal constitucional se pronuncie preventivamente , não promulgando a lei até que o Tribunal se pronuncie, ou, em alternativa, promulga a lei, que automáticamente entra em vigôr, e pergunta ao Tribunal Constitucional se considera a norma inconstitucional.
O presidente optou pela segunda alternativa. Ora imaginemos agora que entretanto o Tribunal se pronuncia pela incostitucionalidade da norma, o que acontecerá.
Nesse caso os cidadãos individualmente terão que meter acções em tribunal contra o Estado para reaver os impostos inconstitucionais já pagos.
Com a maravilhosa justiça que temos ,cada cidadão levará para aí 10 anos até que o assunto chegue á fase de julgamento.
Ora por aqui se vê que mesmo o guardião do funcionamento das instituições democráticas , que supostamente deveria ser o Presidente, se conluia com os líderes dos principais partidos para violar um princípio legal existente para proteger os cidadãos dos abusos do poder.
E ainda se admiram do pouco respeito que os cidadãos têm deles.
domingo, 27 de junho de 2010
Ambiente
Não sei se leram , mas, se não, aqui vai a informação.
O Ministério do Ambiente acabou de chumbar uma das 10 barragens previsas no Plano de aproveitamento dos recursos hidricos porque nela vivia uma comunidade de mexilhões de uma espécie em via de extinção.
Ete é o mesmo Ministério que permite barbaridades no ordenamento do território e que permite a destruição de paisagens e lugares.
Esperemos , como diz o Madrinha, que nas novas barragens não encontrem uma comunidade de pulgas na areia de espécie rara.!!!
Só visto !
O Ministério do Ambiente acabou de chumbar uma das 10 barragens previsas no Plano de aproveitamento dos recursos hidricos porque nela vivia uma comunidade de mexilhões de uma espécie em via de extinção.
Ete é o mesmo Ministério que permite barbaridades no ordenamento do território e que permite a destruição de paisagens e lugares.
Esperemos , como diz o Madrinha, que nas novas barragens não encontrem uma comunidade de pulgas na areia de espécie rara.!!!
Só visto !
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Scuts
Pois bem diz o Manel , aqueles 90 m foram muito bons. O problema é que o Mundial não é apenas um jogo e logo com a equipa mais fraca do ranking.
No entanto se ainda não há optimismo , há pelo menos esperança e ,como sempre disse ,fé. Não é meuito racional, mas isto é a bola.
Agradeço o artigo do EPC que já tinha em arquivo e que espelha bem o que venho defendendo acompanhado pelos meus amigos: o problema não são só os 14 000 políticos , mas os 10 milhões de habitantes desta terra.
Quanto ás SCUT, é pura poítica do mais do mesmo:
O Governo que as instituíu e defendeu contra as criticas da oposição, acaba por soçobrar e atirar ás malvas as suas razões!
A oposição ,sobretudo o PSD que sempre defendeu o fim das scuts agora é contra. O Dr Rui Rio nessa altura vice ppresidente do PSD e voz alta contra as Scut agora é a favor elas e até ameaça que o Norte está a arder !
Como disse, mais do mesmo.
No entanto se ainda não há optimismo , há pelo menos esperança e ,como sempre disse ,fé. Não é meuito racional, mas isto é a bola.
Agradeço o artigo do EPC que já tinha em arquivo e que espelha bem o que venho defendendo acompanhado pelos meus amigos: o problema não são só os 14 000 políticos , mas os 10 milhões de habitantes desta terra.
Quanto ás SCUT, é pura poítica do mais do mesmo:
O Governo que as instituíu e defendeu contra as criticas da oposição, acaba por soçobrar e atirar ás malvas as suas razões!
A oposição ,sobretudo o PSD que sempre defendeu o fim das scuts agora é contra. O Dr Rui Rio nessa altura vice ppresidente do PSD e voz alta contra as Scut agora é a favor elas e até ameaça que o Norte está a arder !
Como disse, mais do mesmo.
terça-feira, 22 de junho de 2010
CRISE & CARAPUÇA Lda
Espectáculo! O futebol é coisa boa!Em 90 minutos juntou optimistas/pessimistas, poder/oposição,novos/velhos, crentes/ateus, operários/intelectuais, analfabetos/sábios. Sem excepção, ouvimos ilustres representantes de toda este grande "naipe" representativo desta Nação, expressar louvores, mostrar satisfação e afirmar o orgulho em ser Português. Quase tudo o que temos escrito, e que o foi antes daqueles 90 minutos, afinal diz respeito a quê?!
Para contraste, leiam isto, e digam, somos isto ou somos aquilo? - "Fixe and chips"
Para contraste, leiam isto, e digam, somos isto ou somos aquilo? - "Fixe and chips"
Pessimista vs optimista
Depois da leitura atenta dos argumentos apresentados sobre o tema , acrescento : o mundo progride e avança devido aos optimistas , os pessimistas quanto muito terão razão . Mas como dizia o Daniel Sebiaul - ser optimista requer acção .
Gostava de compartilhar um artigo escrito pelo Eduardo Prado Coelho sobre nós : Portugueses . Como não sou capaz de o copiar para este artigo , vou tentar enviar-vos por email . Se alguém não o receber , informe-me .
Chamo à vossa atenção o artigo do Fernando Madrinha - Expresso do último fim de semana . Refere a excelente intervenção do Prof. Hernani Lopes no Plano Inclinado de duas atrás .
Casem o artigo do EPC com a lista : "onde está - pôr" que foi elencado pelo Professor e transcrita no artigo , com essas duas peças de informação temos um bom roteiro para tirar Portugal das dificuldades em que nos encontramos .
Revejo-me no artigo do EPC , também sou parte do todo que precisa de mudar !
Um abraço
Adolfo
PS. Seguiram os fantásticos artigos do Correio da Manhã sobre a RPP / Barão Vermelho ? Podem fazê-lo no site do jornal , no campo de pesquisa escrevam : Alexandre Alves .
Claro que sou interessado , logo pouco isento , mas a forma como os temas tem sido tratados leva-me a conclusões :
- usando as palavras do JC - o povo português não tem direito a boas notícia
- a imprensa tem critérios deontológicos muito elásticos ...
- a suspeição/insinuação é uma das mais ferozes e eficazes formas de denegrir pessoas / instituições / empresas .
Gostava de compartilhar um artigo escrito pelo Eduardo Prado Coelho sobre nós : Portugueses . Como não sou capaz de o copiar para este artigo , vou tentar enviar-vos por email . Se alguém não o receber , informe-me .
Chamo à vossa atenção o artigo do Fernando Madrinha - Expresso do último fim de semana . Refere a excelente intervenção do Prof. Hernani Lopes no Plano Inclinado de duas atrás .
Casem o artigo do EPC com a lista : "onde está - pôr" que foi elencado pelo Professor e transcrita no artigo , com essas duas peças de informação temos um bom roteiro para tirar Portugal das dificuldades em que nos encontramos .
Revejo-me no artigo do EPC , também sou parte do todo que precisa de mudar !
Um abraço
Adolfo
PS. Seguiram os fantásticos artigos do Correio da Manhã sobre a RPP / Barão Vermelho ? Podem fazê-lo no site do jornal , no campo de pesquisa escrevam : Alexandre Alves .
Claro que sou interessado , logo pouco isento , mas a forma como os temas tem sido tratados leva-me a conclusões :
- usando as palavras do JC - o povo português não tem direito a boas notícia
- a imprensa tem critérios deontológicos muito elásticos ...
- a suspeição/insinuação é uma das mais ferozes e eficazes formas de denegrir pessoas / instituições / empresas .
Eis senão quando...
....o milagre aconteceu.
Milagre não é a vitória sobre a equipa mais baixa do ranking presente na África do Sul, mas sim o 7 a zero e a exibição que foi excelente sobretudo na segunda parte !
Bom , como sabem, eu prefiro um projecto com um bom líder e bons jogadores.
Mas, na falta do mesmo temos duas aletrnativas: um bom lider e uma boa organização com maus jogadores que, claramente , não funciona ou então um mau líder uma má organização mas bons jogadores pode funcionar, que é o caso.
Esperemos então que este jogo seja um marco que crie um novo paradigma de vitória e ambição.
E já agora que o Deco se mantenha magoado para que o homem não tenha a tentação de o meter a jogar substituindo o melhor jogador em campo Tiago (uma total surpresa para mim que não sou apreciador da sua arte).
Há mais na sexta feira.
Milagre não é a vitória sobre a equipa mais baixa do ranking presente na África do Sul, mas sim o 7 a zero e a exibição que foi excelente sobretudo na segunda parte !
Bom , como sabem, eu prefiro um projecto com um bom líder e bons jogadores.
Mas, na falta do mesmo temos duas aletrnativas: um bom lider e uma boa organização com maus jogadores que, claramente , não funciona ou então um mau líder uma má organização mas bons jogadores pode funcionar, que é o caso.
Esperemos então que este jogo seja um marco que crie um novo paradigma de vitória e ambição.
E já agora que o Deco se mantenha magoado para que o homem não tenha a tentação de o meter a jogar substituindo o melhor jogador em campo Tiago (uma total surpresa para mim que não sou apreciador da sua arte).
Há mais na sexta feira.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Saramago
Eu provávelmente sou suspeito porque detestava a criatura, mas as cerimónias de Etado , com transmissão televisiva em directo (com meios sofisicados como helicópteros) são um claro exagero e uma prova do provincianismo e do oportunismo político.
Ora , creio eu, o que tem que ser reconheçido a Saramago é o facto de ter sido um grande escritor e , consequentemente , ter ganho o prémio nobel da literatura, ponto final!
Ora o prémio nobel da literatura não é equivalente ao nobel da paz.
O que estamos a fazer é "promover" o Saramago ao nível do Nelson Mandela!
Imagine-se que morrem por exemplo prémios nobel da economia (equivalentes ao da literatura com algum esforço) nos EUA (eles tiveram vários) , também se efectuará um enterro de Estado com a presença do Presidente do líder do Congresso e do Senado, etc ?
Claro que não. seria o cúmulo do ridículo.
Eu por mim acho correcto que o Estado vá buscar o corpo e que a Ministra da Cultura, participe nas cerimónias, ponto final !
O que se pretende com tudo isto é "promover" uma fiura que além de bom escritor nada tem que interessa.
É um indivíduo que defendeu regimes repressivos como Cuba (critica a Inquisição mas esquece-se dos gulags), enquanto militante comunista quando foi Chefe de Redacção do Diário de Notícias saneou todos os jornalistas e funcionários que não aceitávam a linha imposta pelo partido, etc.
Além disso é um homem arrogante e intolerante , características que não abandonou ao longo da sua via. Finalmente foi um indivíduo que sempre insultou o seu país comparando-o com a maravilha de Espanha país onde viveu os últimos anos!
Em seguida os políticos de serviço como Louçã ou Alegre ao criticarem o PR apenas pretenderam tempo de antena.
Ora, se concordássemos que estas cerimónias eram apropriadas (o que não é o caso), ,mesmo assim, aceito a posição do PR de se fazer representar. É evidente que o PR não é isento de criticas e não pode, em nome delas eximir-se ás responsabilidades públicas, no entanto o que recebeu deste homem foi insultos, portanto eu também me faria representar.
Portanto, façam o que quizerem para reconhecer o escritor, não envolvam o Estado a "branquear" o homem !
O que se passou, repito foi excessivo e mesmo ridículo e demonstrou o nosso provincianismo mais uma vez!
Ora , creio eu, o que tem que ser reconheçido a Saramago é o facto de ter sido um grande escritor e , consequentemente , ter ganho o prémio nobel da literatura, ponto final!
Ora o prémio nobel da literatura não é equivalente ao nobel da paz.
O que estamos a fazer é "promover" o Saramago ao nível do Nelson Mandela!
Imagine-se que morrem por exemplo prémios nobel da economia (equivalentes ao da literatura com algum esforço) nos EUA (eles tiveram vários) , também se efectuará um enterro de Estado com a presença do Presidente do líder do Congresso e do Senado, etc ?
Claro que não. seria o cúmulo do ridículo.
Eu por mim acho correcto que o Estado vá buscar o corpo e que a Ministra da Cultura, participe nas cerimónias, ponto final !
O que se pretende com tudo isto é "promover" uma fiura que além de bom escritor nada tem que interessa.
É um indivíduo que defendeu regimes repressivos como Cuba (critica a Inquisição mas esquece-se dos gulags), enquanto militante comunista quando foi Chefe de Redacção do Diário de Notícias saneou todos os jornalistas e funcionários que não aceitávam a linha imposta pelo partido, etc.
Além disso é um homem arrogante e intolerante , características que não abandonou ao longo da sua via. Finalmente foi um indivíduo que sempre insultou o seu país comparando-o com a maravilha de Espanha país onde viveu os últimos anos!
Em seguida os políticos de serviço como Louçã ou Alegre ao criticarem o PR apenas pretenderam tempo de antena.
Ora, se concordássemos que estas cerimónias eram apropriadas (o que não é o caso), ,mesmo assim, aceito a posição do PR de se fazer representar. É evidente que o PR não é isento de criticas e não pode, em nome delas eximir-se ás responsabilidades públicas, no entanto o que recebeu deste homem foi insultos, portanto eu também me faria representar.
Portanto, façam o que quizerem para reconhecer o escritor, não envolvam o Estado a "branquear" o homem !
O que se passou, repito foi excessivo e mesmo ridículo e demonstrou o nosso provincianismo mais uma vez!
Mundial
Meus amigos boas notícias:
Em primeiro lugar enganei-me no prognóstico do jogo do Brasil, emboa a vitória tenha sido ensombrada pelas 2 mãos do avançado do Brasil. É claro que o árbitro sendo françês, está habituado a considerar estas bolas na mão como incidentes normais do jogo !
Segundo, rebentou a bronca na selecção gaulesa !
Ora estes acontecimentos vêm provar que se nas selecções dos grandes estas broncas acontecem, não vejo porque nós nos queixemos da nossa por muito menos.
Estes acontecimentos até permitem que daqui até ao fim do campeonato, mais broncas aconteçam na nossa selecção que, mesmo assim, não atingirão o baixo nível da França !
Em primeiro lugar enganei-me no prognóstico do jogo do Brasil, emboa a vitória tenha sido ensombrada pelas 2 mãos do avançado do Brasil. É claro que o árbitro sendo françês, está habituado a considerar estas bolas na mão como incidentes normais do jogo !
Segundo, rebentou a bronca na selecção gaulesa !
Ora estes acontecimentos vêm provar que se nas selecções dos grandes estas broncas acontecem, não vejo porque nós nos queixemos da nossa por muito menos.
Estes acontecimentos até permitem que daqui até ao fim do campeonato, mais broncas aconteçam na nossa selecção que, mesmo assim, não atingirão o baixo nível da França !
sábado, 19 de junho de 2010
Pessimismo....optimismo
Meu caro Joaquim
Entendeu mal quando eu disse que o mal de Portugal é o optimismo. Pelo contrário, concordo consigo que o que chamo de "pessimismo militante" faz parte do ADN nacional.
O que também é verdade é que, equivalentemente, o "optimismo militante" é igualmente tão pernicioso.
Procuro criticar quer um quer outro.
O patriotismo não é ter fé cega, mas, pelo contrário, estabelecer juízos objectivos (tanto qto possível) e , a partir deles, arranjar soluções para o que está mal e enaltecer o que está bem.
Relativamente ao país e, apesar de acções importantes do governo anterior , nomeadamente a consolidação da despesa pública, a não apresentação de orçamentos rectificativos, a reforma da SEgurança Social, algumas reformas contra as corporações, quase tudo foi destruído posterirmente porque, como defendo no meu livro, os governos minoritários não conseguem cumprir as legislaturas e não tem condições para impôr políticas , sendo, por isso , fracos. Assim , em 35 anos apenas um governo minoritário cumpriu a legislatura (o de Guterres).
Por outro lado, quando um país durante os últimos 10 anos se afastou da média comunitária ( sobretudo um pais que se encontra na cauda), é difícil estar optimista !
Sim ,meu amigo , o facto do país ter estagnado e até regredido na comparação com os seus parceiros da europa não é uma oipinião, é um facto. E também não se trata de uma situação conjuntural mas , pelo contrário, estrutural.
E tal situação não se deve apenas á inepcia dos governos mas á inexistência de líderes e de elites.
Quem estuda a História de Portugal, como eu, sabe que este é um problema recorrente há séculos.
Não temos políticos, empresários, sindicalistas e intelectuais com massa critica, formação e capacidade de liderança. Assim, um povo com fracas ou inexistentes elites, segue os exemplos e torna-se preguiçoso , inculto, irresponsável e trafulha, como infelizmente é o português médio.
O facilitismo é apanágio, o mérito desprezado. A inveja manipulada pelos partidos da extrema esquerda ansiosos por colocar a direita no poder, prevalece.
Repare que o nível do conhecimento da matemática em Portugal está ao nível do Irão!!!
Não parece portanto que quem ,como eu, reconhece estes males, esteja optimista.
Os que apesar desta situação estejam optimistas, têm que me desculpar mas fazem parte do problema. A primeira condição necessária para que um problema seja resolvido é o reconhecimento que ele existe !
Embora compreenda e concorde que já estamos todos fartos do pessimismo habitual, não me parece acertado termos em contrapartida de ser "overreactamente" optimistas por tudo e por nada.
Vejamos a selecção.
Já tinha aqui previsto que uma vez que selecções importantes falhem , havia imediatamente um coro a defender a nossa selecção "porque não era pior que as outras".
Veja bem esta bitola de classificação é igual áquela que critiquei ao Manel quando "branqueou" a política do João Jardim por ser tão mau como os outros.
Parece-lhe bem?
A mim , não.
Porque sabe, o meu problema não foi ter empatado, foi ter jogado tão mal.
Por exemplo a Espanha perdeu surpreendentemente mas fizeram um jogão ! não ganharam porque é daqueles jogos em que os deuses estão contra nós.
No entanto , nem por um minuto duvido que estará lá nos próximos e que, para mim é a favorita juntamente com a Argentina (apesar do Maradona).
O que eu critico são questões bem objectivas e que , já agora, jamais faríamos na nossa empresa (quando a decisão fosse nossa), como:
- Escolher um mau líder.
Não me lembro em nenhuma situação em que tenhamos escolhido um mau líder para qualquer dos nossos projectos e tenhamos obtido sucesso.
Este nosso seleccionador, que apenas teve êxito nas camadas jovens também j´+a foi selecciobnador com péssimos resultados e quanto a equipas que dirigiu foi despedido da selecção nacional porque não conseguimos ir ao campeonato do mundo, foi despedido da selecção da África do Sul e do Real MAdrid e até do Sporting !!
Ora com este curriculum , não teria sido contratado na nossa empresa, como certamente você confirma!
A sua falta de liderança verificou-se aquando do "affaire" Deco. Ou você tem algumas dúvidas que se fosse um dos nossos líderes na nossa empresa, o cavalheiro tinha desde logo apanhado o avião e regressado a POrtugal ?
Pelo contrário, tal como eu previa e escrevi no blog, e faz parte dos nossos bons costumes, "branqueou-se" a coisa e tudo continua na mesma.
Por outro lado, porque não foi explicado o caso do Nani ? Como é possível que o Drogba tenha sido operado e já está a jogar e o Nani que nem tem que ser operado não?
E quanto ao Pepe que foi recuperar para o campeonato do mundo ?
Esta história não foi bem contada e , assim ,foi sujeita a "boatos" (serão ?).
Estes exemplos de falta de liderança são óbvios mas são apenas aqueles que chegaram á opinião pública.
A entrevista do seleccionador é apenas outro exemplo de falta de liderança : afinal a culpa é do Eriksson que resolveu jogar á defesa !!E do Drogba que jogou com uma tala!!
É de esperar portanto que quanto á Coreia a coisa seja ainda pior.
Ora os medíocres são , entre outras coisas, pessoas que não se responsabilizam pelas suas acções e este senhor é useiro e vezeiro. Se, efectivamente formos eliminados, aposto que ele terá uma lista de culpados da qual ele não faz parte.
Você já viu nós na nossa empresa tolerarmos tal falta de liderança?
A isto pode acrescer o jogar num sistema que não se coadugna com os jogadores que tem , o ter deixado em casa jogadores que seriam soluções importantes, como agora bem se vê, etc.
- É necessa´rio também ter um plano de preparação com uma correcta "curva de arranque" para, como nós faríamos, acabar em crescendo. Igualmente é preciso estar preparado para enfrentar selecções com poder físico superir e também rapidez.
Em vez de criar endurance, prefere-se Moçambique e Cabo Verde !
Era de esperar portanto o que aconteceu no 1º jogo.
- Ter uma logística adequada.
Ora pOrtugal que joga sobretudo em Cape Twn e Durban que distam milhares de Kms de Joanesburgo (cerca de 1,30m de voo - idêntico a Liboa-Barcelona), não parece ter escolhido em termos logísticos o melhor quartel general.
Aliás é bem de ver que a actual situação de pessimismo relativamente á selecção resultou desde logo do facto de , apesar de termos um grupo de qualificação dos mais fracos que nos apareceram nos últimos 20 anos, tivemos que ir a uma "negra", tendo-nos safado "in extremis". E nem os mais optmistas podem afirmar que jogámos bem. Foi uma tristeza. Ora depois da qualificação as actuações da equipa nacional foram idênticas (más) ao período da qualificação.
Numa palavra ,não vemos a selecção jogar bem há mais de 2 anos.
Ora se isto não cria pessimismo.... não sei o que cria|
Veja porque considero os optimistas militantes tão pernicioosos como os pessimistas.
Ao não recomhecerem o problema , contribuem para que ele nunca seja resolvido.
Outra razão que prova que o optimimo militante é perniciosa é o facto de se atribuir á selecção a condição de favorita.
Exactamente como irrealisticamente os sulafricanos dizem que os bafana/bafana vão ganhar, nós dizemos que a nossa selecção tem capacidade para ficar nos primeiros.
Ora para termos essa capacidade seria preciso que o prova´ssemos no campo. Com uma qualificação na negra e com as exibições que fazemos há mais de 1 ano e meio, não é licito concluir que temos uma grande selecção. Termos certamente bons jogadores mas não somos das melhores nem pouco mais ou menos como temos provado ao longo destes dois anos.
Portanto ser optimista quando todos os factos objectivos apontam para o contrário , só pode ser por causa da fé !
Ora , como dizia o saudoso Cãndido Serra, a fé também é preciso, mas sózinha não chega!
Diz bem o Joaquim , a nossa empresa foi o exemplo do êxito e este êxito foi baseado no profissionalismo e do rigôr da gestão e , finalmente no voluntarismo dos actores.
Se, como é o caso, não tratamos um projecto como o Mundial ( caro, e só o seleccionador custa 1,3 milhões !!!) com o mesmo profissionalismo , o êxito só acontecerá por coincidência.
Claro que espero não ter razão e que , apesar do amdorismo, a rapaziada se "encontre" e nos dê uma alegria !
Já agora prognóstico para hoje e amanhâ : Brasil 1 Costa do Marfim 1 ,Portugal 1 Coreia 0.
Prognóstico para o último jogo : Portugal 0 Brasil 3, Costa do Marfim 2 Coreia 0.
Passam Brasil e Costa do Marfim.
Veremos !
Grande abraço
Entendeu mal quando eu disse que o mal de Portugal é o optimismo. Pelo contrário, concordo consigo que o que chamo de "pessimismo militante" faz parte do ADN nacional.
O que também é verdade é que, equivalentemente, o "optimismo militante" é igualmente tão pernicioso.
Procuro criticar quer um quer outro.
O patriotismo não é ter fé cega, mas, pelo contrário, estabelecer juízos objectivos (tanto qto possível) e , a partir deles, arranjar soluções para o que está mal e enaltecer o que está bem.
Relativamente ao país e, apesar de acções importantes do governo anterior , nomeadamente a consolidação da despesa pública, a não apresentação de orçamentos rectificativos, a reforma da SEgurança Social, algumas reformas contra as corporações, quase tudo foi destruído posterirmente porque, como defendo no meu livro, os governos minoritários não conseguem cumprir as legislaturas e não tem condições para impôr políticas , sendo, por isso , fracos. Assim , em 35 anos apenas um governo minoritário cumpriu a legislatura (o de Guterres).
Por outro lado, quando um país durante os últimos 10 anos se afastou da média comunitária ( sobretudo um pais que se encontra na cauda), é difícil estar optimista !
Sim ,meu amigo , o facto do país ter estagnado e até regredido na comparação com os seus parceiros da europa não é uma oipinião, é um facto. E também não se trata de uma situação conjuntural mas , pelo contrário, estrutural.
E tal situação não se deve apenas á inepcia dos governos mas á inexistência de líderes e de elites.
Quem estuda a História de Portugal, como eu, sabe que este é um problema recorrente há séculos.
Não temos políticos, empresários, sindicalistas e intelectuais com massa critica, formação e capacidade de liderança. Assim, um povo com fracas ou inexistentes elites, segue os exemplos e torna-se preguiçoso , inculto, irresponsável e trafulha, como infelizmente é o português médio.
O facilitismo é apanágio, o mérito desprezado. A inveja manipulada pelos partidos da extrema esquerda ansiosos por colocar a direita no poder, prevalece.
Repare que o nível do conhecimento da matemática em Portugal está ao nível do Irão!!!
Não parece portanto que quem ,como eu, reconhece estes males, esteja optimista.
Os que apesar desta situação estejam optimistas, têm que me desculpar mas fazem parte do problema. A primeira condição necessária para que um problema seja resolvido é o reconhecimento que ele existe !
Embora compreenda e concorde que já estamos todos fartos do pessimismo habitual, não me parece acertado termos em contrapartida de ser "overreactamente" optimistas por tudo e por nada.
Vejamos a selecção.
Já tinha aqui previsto que uma vez que selecções importantes falhem , havia imediatamente um coro a defender a nossa selecção "porque não era pior que as outras".
Veja bem esta bitola de classificação é igual áquela que critiquei ao Manel quando "branqueou" a política do João Jardim por ser tão mau como os outros.
Parece-lhe bem?
A mim , não.
Porque sabe, o meu problema não foi ter empatado, foi ter jogado tão mal.
Por exemplo a Espanha perdeu surpreendentemente mas fizeram um jogão ! não ganharam porque é daqueles jogos em que os deuses estão contra nós.
No entanto , nem por um minuto duvido que estará lá nos próximos e que, para mim é a favorita juntamente com a Argentina (apesar do Maradona).
O que eu critico são questões bem objectivas e que , já agora, jamais faríamos na nossa empresa (quando a decisão fosse nossa), como:
- Escolher um mau líder.
Não me lembro em nenhuma situação em que tenhamos escolhido um mau líder para qualquer dos nossos projectos e tenhamos obtido sucesso.
Este nosso seleccionador, que apenas teve êxito nas camadas jovens também j´+a foi selecciobnador com péssimos resultados e quanto a equipas que dirigiu foi despedido da selecção nacional porque não conseguimos ir ao campeonato do mundo, foi despedido da selecção da África do Sul e do Real MAdrid e até do Sporting !!
Ora com este curriculum , não teria sido contratado na nossa empresa, como certamente você confirma!
A sua falta de liderança verificou-se aquando do "affaire" Deco. Ou você tem algumas dúvidas que se fosse um dos nossos líderes na nossa empresa, o cavalheiro tinha desde logo apanhado o avião e regressado a POrtugal ?
Pelo contrário, tal como eu previa e escrevi no blog, e faz parte dos nossos bons costumes, "branqueou-se" a coisa e tudo continua na mesma.
Por outro lado, porque não foi explicado o caso do Nani ? Como é possível que o Drogba tenha sido operado e já está a jogar e o Nani que nem tem que ser operado não?
E quanto ao Pepe que foi recuperar para o campeonato do mundo ?
Esta história não foi bem contada e , assim ,foi sujeita a "boatos" (serão ?).
Estes exemplos de falta de liderança são óbvios mas são apenas aqueles que chegaram á opinião pública.
A entrevista do seleccionador é apenas outro exemplo de falta de liderança : afinal a culpa é do Eriksson que resolveu jogar á defesa !!E do Drogba que jogou com uma tala!!
É de esperar portanto que quanto á Coreia a coisa seja ainda pior.
Ora os medíocres são , entre outras coisas, pessoas que não se responsabilizam pelas suas acções e este senhor é useiro e vezeiro. Se, efectivamente formos eliminados, aposto que ele terá uma lista de culpados da qual ele não faz parte.
Você já viu nós na nossa empresa tolerarmos tal falta de liderança?
A isto pode acrescer o jogar num sistema que não se coadugna com os jogadores que tem , o ter deixado em casa jogadores que seriam soluções importantes, como agora bem se vê, etc.
- É necessa´rio também ter um plano de preparação com uma correcta "curva de arranque" para, como nós faríamos, acabar em crescendo. Igualmente é preciso estar preparado para enfrentar selecções com poder físico superir e também rapidez.
Em vez de criar endurance, prefere-se Moçambique e Cabo Verde !
Era de esperar portanto o que aconteceu no 1º jogo.
- Ter uma logística adequada.
Ora pOrtugal que joga sobretudo em Cape Twn e Durban que distam milhares de Kms de Joanesburgo (cerca de 1,30m de voo - idêntico a Liboa-Barcelona), não parece ter escolhido em termos logísticos o melhor quartel general.
Aliás é bem de ver que a actual situação de pessimismo relativamente á selecção resultou desde logo do facto de , apesar de termos um grupo de qualificação dos mais fracos que nos apareceram nos últimos 20 anos, tivemos que ir a uma "negra", tendo-nos safado "in extremis". E nem os mais optmistas podem afirmar que jogámos bem. Foi uma tristeza. Ora depois da qualificação as actuações da equipa nacional foram idênticas (más) ao período da qualificação.
Numa palavra ,não vemos a selecção jogar bem há mais de 2 anos.
Ora se isto não cria pessimismo.... não sei o que cria|
Veja porque considero os optimistas militantes tão pernicioosos como os pessimistas.
Ao não recomhecerem o problema , contribuem para que ele nunca seja resolvido.
Outra razão que prova que o optimimo militante é perniciosa é o facto de se atribuir á selecção a condição de favorita.
Exactamente como irrealisticamente os sulafricanos dizem que os bafana/bafana vão ganhar, nós dizemos que a nossa selecção tem capacidade para ficar nos primeiros.
Ora para termos essa capacidade seria preciso que o prova´ssemos no campo. Com uma qualificação na negra e com as exibições que fazemos há mais de 1 ano e meio, não é licito concluir que temos uma grande selecção. Termos certamente bons jogadores mas não somos das melhores nem pouco mais ou menos como temos provado ao longo destes dois anos.
Portanto ser optimista quando todos os factos objectivos apontam para o contrário , só pode ser por causa da fé !
Ora , como dizia o saudoso Cãndido Serra, a fé também é preciso, mas sózinha não chega!
Diz bem o Joaquim , a nossa empresa foi o exemplo do êxito e este êxito foi baseado no profissionalismo e do rigôr da gestão e , finalmente no voluntarismo dos actores.
Se, como é o caso, não tratamos um projecto como o Mundial ( caro, e só o seleccionador custa 1,3 milhões !!!) com o mesmo profissionalismo , o êxito só acontecerá por coincidência.
Claro que espero não ter razão e que , apesar do amdorismo, a rapaziada se "encontre" e nos dê uma alegria !
Já agora prognóstico para hoje e amanhâ : Brasil 1 Costa do Marfim 1 ,Portugal 1 Coreia 0.
Prognóstico para o último jogo : Portugal 0 Brasil 3, Costa do Marfim 2 Coreia 0.
Passam Brasil e Costa do Marfim.
Veremos !
Grande abraço
Carta aberta ao Dr: Jorge Cardoso
Caro doutor,
Com máxima consideração lhe envio esta carta aberta, em resposta a algumas teses que proferiu em relação á selecção Nacional. Fundamentou as suas criticas, o que relevo, e conferiu um notável palpite antes da primeira ronda. Mas o que me leva a escrever esta carta é o facto de ter defendido que o optimismo é um defeito dos Portugueses. Discordo em absoluto. É o Inverso, o pessimismo é que é apanágio dos Portugueses, e este é o problema. Vou aqui substanciar porque estou amplamente convencido desta tese. Vamos por partes.
Primeiro, tal como referencio no ultimo post , penso não existir nada mais virtuoso que a pluralidade de opiniões e consequente contraditório. Quando dois Indivíduos pensam exactamente da mesma forma (por convicção ou conveniência) a minha primeira conclusão é que um pelo menos é redundante. Um sobra, pois não produz nenhum valor acrescentado.
Não tenho o Dr: Cardoso como militante do pessimismo Português, nem da habitual chacota Nacional. Pelo contrário, eu há muito que referencio o dr. Cardoso como um exemplo de um grande Português. Costumo dizer mais ainda : teríamos um País muito diferente se existissem ou tivessem existido muitos “Jorge Cardosos”. A Delphi foi e é um extraordinário exemplo de quadros com notável sucesso profissional, que merecem amplo relevo. Por isso muito me surpreende a defesa que faz , porque pontualmente , espero , se adicionou ao coro daqueles que sempre tudo está mal e estará. Que atacam e atacarão tudo o que mexe.
Tenho-me repetido no diagnóstico do maior problema do nosso País : é a ausência de massa critica em antítese á massiva maledicência. Não se valoriza o mérito e desculpabiliza-se quem não o tem. De aqui parto para a aquilo, que na minha opinião, diferencia os Optimistas dos Pessimistas. Penso que estará de acordo na sintonia dos argumentos que esbarram nesta dicotomia:
Ser-se PESSIMISTA é FÁCIL. É fútil e gratuito. Nunca compromete, e é uma profissão garantida. É Invocar uma doutrina metafísica do mal sobre o bem. É Partilhar e induzir numa atitude de Imobilismo, conformismo e escapismo - a cabeça fica sempre dentro da areia. É ser-se exigente com os outros e não traçar um objectivo próprio por mais mediano que seja. É não concretizar, mas generalizar ou diabolizar. É diminuir quem tem obra, uma vez que os próprios não a têm. É Hipocritamente mostram-se muito interessados pelo País, mas a lógica é que quanto pior melhor para eles. Quanto mais desgraça alheia melhor. O “output” maioritário de um pessimista: “é tudo igual e são todos iguais”. Esta tese de nivelamento por baixo que nos vendem é um seguro de vida dos próprios e dos medíocres afins. Um pessimista tem Inveja (como já lhe vi referir, e bem, neste blogue). É curioso que perante duas más opções, o pessimista escolhe as duas. Ao invés atacam as opções competentes para se autodefenderem. Existirá maior convite á inacção e ao laxismo? Não, e deles seguramente não rezará a história!
Ser-se OPTIMISTA dá TRABALHO. Significa comprometermo-nos com um Objectivo. Ser-mos parte integrante duma determinada perspectiva ou estratégia. É alinharmo-nos com solução e não com o problema. Com a acção e não com a Inacção. Com a decisão e não com desculpas de não decisão. É abnegar o porreirismo Nacional.. . É Assumir erros. Um Optimista arrisca, um pessimista desiste. O pessimista vê dificuldades em cada oportunidade, o optimista vê oportunidade em cada dificuldade. É diferenciar e não colocar tudo no mesmo “saco”. É Responsabilizarmo-nos e não auto responsabilizar sempre os outros pelos próprios Insucessos.
Faço permanentemente esta reflexão que tem como expoente máximo a lógica de sobrevivência dos pessimistas. Assim, observo que toda a gente se acha melhor que aquilo que efectivamente é . Mas o problema é o mundo real ! E quando chegados á realidade como não estão no topo da pirâmide como supostamente todos se auto legitimam, a seguir vem a frustração. E a melhor forma de a curarem não é procurar melhorar, mas sim por a culpa aos outros, ao governo, á sociedade, ao sistema, ao D.Afonso Henriques, ...
Com toda a sinceridade procuro todos os dias não me resignar. Não é fácil remar contra a maré, porque está na moda falar mal País, e sinceramente me surpreendem, ás vezes, aqui algumas posições enveredarem nesse caminho tão fácil,...
Em Nenhuma circunstância me se sinto envergonhado por ser Português. Procuro antes ser mensageiro dos bons exemplos de empreendedorismo. Procuro eu próprio o meu melhor. Quando na minha esfera profissional me referenciam os PIGS eu respondo com os STUPID ( sim o UK está lá ! ) ou então os desastres e delírios da Administração Bush . No futebol orgulho-me e defendo-me referenciando as vitórias além fronteiras do FCP – não sendo o meu Club é o prestigio duma Organização do nosso País. Em contraponto, veja-se como os nosso comentadores veneram o Messi e o Kaka quando o resto do mundo se rende ao CR7 ! É Curioso e elucidativo.
Definitivamente não me deslumbro cada vez que atravesso a Fronteira (e faço-o quase todas as semanas). Não me incomoda o “Hino” ser em Inglês – A semana passada a Alemanha ganhou o Euro festival da canção, porque recorreu á letra Inglesa. Se existem lições elas devem ser as do Pragmatismo. Para dar um exemplo na minha área profissional, detesto os manifestos proteccionistas e bacocos de alguns Economistas e empresários. O capital não tem fronteiras e na Economia todos ganham conjuntamente ou perdem mutuamente.
O problema do nosso País não são os Optimistas. Se fosse tínhamos
o “commitment” dos Opinion Makers em valorizar o mérito, promove-lo e gerar confiança á sociedade com os bons exemplos. Mas o politicamente correcto é culpabilizar sempre o Governo ( pois claro !) e neste caso a selecção ou o Treinador Nacional – até quando estamos no topo, e este como é um bom exemplo de excelência então á que abate-lo ! Assim, que legitimidade ou moral resta para atacar o que efectivamente está mal?
Concordo com a critica quando é fundamentada. Quando o diagnostico evidencia os pontos fracos, mas também releva os fortes. Se focam os riscos , mas também as oportunidades. Acabo de ler o seu artigo relativamente á sinistralidade e não posso estar mais de acordo. Hoje continua-se a dizer á boca cheia que Portugal continua na cauda da Europa. É mentira, pois a sinistralidade diminui com os mesmos critérios de sempre, mas não interessa. Achei notável a sua afirmação, e passo a citar para nada estragar : «O povo Português não tem direito a boas noticias».Chegámos ao cúmulo de tudo ser atacado. As más e as boas noticias,dá tudo igual.
Por isso o meu conceito de INJUSTIÇA é tratar por igual o que é desigual. Tratar de forma diferente o que é diferente é praticar a IGUALDADE
Já agora, deixemos acabar o campeonato. Depois da primeira volta, como previa as decepções já começaram (Espanha, França , Alemanha , Inglaterra, Itália ) , ou será que a Suiça a Nigéria e a Serbia são muito melhores que a Costa do Marfim ? O problema é que alguns só prevêem insucessos a tudo o que “cheira a tuga” Pois, esse é outro problema: os pessimista temem é que as eventuais boas noticias sejam verdade. O optimista até pode errar, mas o pessimista já está conceptualmente errado!
Estou seguro que a sua capacidade e intuição de análise não se revê na sofrível mediania dos fazedores de opinião da nossa Praça. Com toda a sinceridade, este fórum de opinião vale e pode valer muito mais que a generalidade da pieguice do choradinho Nacional que inundou e tomou conta da suposta massa critica do País. Se não contribuirmos para a Inflexão desta beatice histérica, então o País não tem remédio. E a factura será elevada.
Um grande abraço
Joaquim
Com máxima consideração lhe envio esta carta aberta, em resposta a algumas teses que proferiu em relação á selecção Nacional. Fundamentou as suas criticas, o que relevo, e conferiu um notável palpite antes da primeira ronda. Mas o que me leva a escrever esta carta é o facto de ter defendido que o optimismo é um defeito dos Portugueses. Discordo em absoluto. É o Inverso, o pessimismo é que é apanágio dos Portugueses, e este é o problema. Vou aqui substanciar porque estou amplamente convencido desta tese. Vamos por partes.
Primeiro, tal como referencio no ultimo post , penso não existir nada mais virtuoso que a pluralidade de opiniões e consequente contraditório. Quando dois Indivíduos pensam exactamente da mesma forma (por convicção ou conveniência) a minha primeira conclusão é que um pelo menos é redundante. Um sobra, pois não produz nenhum valor acrescentado.
Não tenho o Dr: Cardoso como militante do pessimismo Português, nem da habitual chacota Nacional. Pelo contrário, eu há muito que referencio o dr. Cardoso como um exemplo de um grande Português. Costumo dizer mais ainda : teríamos um País muito diferente se existissem ou tivessem existido muitos “Jorge Cardosos”. A Delphi foi e é um extraordinário exemplo de quadros com notável sucesso profissional, que merecem amplo relevo. Por isso muito me surpreende a defesa que faz , porque pontualmente , espero , se adicionou ao coro daqueles que sempre tudo está mal e estará. Que atacam e atacarão tudo o que mexe.
Tenho-me repetido no diagnóstico do maior problema do nosso País : é a ausência de massa critica em antítese á massiva maledicência. Não se valoriza o mérito e desculpabiliza-se quem não o tem. De aqui parto para a aquilo, que na minha opinião, diferencia os Optimistas dos Pessimistas. Penso que estará de acordo na sintonia dos argumentos que esbarram nesta dicotomia:
Ser-se PESSIMISTA é FÁCIL. É fútil e gratuito. Nunca compromete, e é uma profissão garantida. É Invocar uma doutrina metafísica do mal sobre o bem. É Partilhar e induzir numa atitude de Imobilismo, conformismo e escapismo - a cabeça fica sempre dentro da areia. É ser-se exigente com os outros e não traçar um objectivo próprio por mais mediano que seja. É não concretizar, mas generalizar ou diabolizar. É diminuir quem tem obra, uma vez que os próprios não a têm. É Hipocritamente mostram-se muito interessados pelo País, mas a lógica é que quanto pior melhor para eles. Quanto mais desgraça alheia melhor. O “output” maioritário de um pessimista: “é tudo igual e são todos iguais”. Esta tese de nivelamento por baixo que nos vendem é um seguro de vida dos próprios e dos medíocres afins. Um pessimista tem Inveja (como já lhe vi referir, e bem, neste blogue). É curioso que perante duas más opções, o pessimista escolhe as duas. Ao invés atacam as opções competentes para se autodefenderem. Existirá maior convite á inacção e ao laxismo? Não, e deles seguramente não rezará a história!
Ser-se OPTIMISTA dá TRABALHO. Significa comprometermo-nos com um Objectivo. Ser-mos parte integrante duma determinada perspectiva ou estratégia. É alinharmo-nos com solução e não com o problema. Com a acção e não com a Inacção. Com a decisão e não com desculpas de não decisão. É abnegar o porreirismo Nacional.. . É Assumir erros. Um Optimista arrisca, um pessimista desiste. O pessimista vê dificuldades em cada oportunidade, o optimista vê oportunidade em cada dificuldade. É diferenciar e não colocar tudo no mesmo “saco”. É Responsabilizarmo-nos e não auto responsabilizar sempre os outros pelos próprios Insucessos.
Faço permanentemente esta reflexão que tem como expoente máximo a lógica de sobrevivência dos pessimistas. Assim, observo que toda a gente se acha melhor que aquilo que efectivamente é . Mas o problema é o mundo real ! E quando chegados á realidade como não estão no topo da pirâmide como supostamente todos se auto legitimam, a seguir vem a frustração. E a melhor forma de a curarem não é procurar melhorar, mas sim por a culpa aos outros, ao governo, á sociedade, ao sistema, ao D.Afonso Henriques, ...
Com toda a sinceridade procuro todos os dias não me resignar. Não é fácil remar contra a maré, porque está na moda falar mal País, e sinceramente me surpreendem, ás vezes, aqui algumas posições enveredarem nesse caminho tão fácil,...
Em Nenhuma circunstância me se sinto envergonhado por ser Português. Procuro antes ser mensageiro dos bons exemplos de empreendedorismo. Procuro eu próprio o meu melhor. Quando na minha esfera profissional me referenciam os PIGS eu respondo com os STUPID ( sim o UK está lá ! ) ou então os desastres e delírios da Administração Bush . No futebol orgulho-me e defendo-me referenciando as vitórias além fronteiras do FCP – não sendo o meu Club é o prestigio duma Organização do nosso País. Em contraponto, veja-se como os nosso comentadores veneram o Messi e o Kaka quando o resto do mundo se rende ao CR7 ! É Curioso e elucidativo.
Definitivamente não me deslumbro cada vez que atravesso a Fronteira (e faço-o quase todas as semanas). Não me incomoda o “Hino” ser em Inglês – A semana passada a Alemanha ganhou o Euro festival da canção, porque recorreu á letra Inglesa. Se existem lições elas devem ser as do Pragmatismo. Para dar um exemplo na minha área profissional, detesto os manifestos proteccionistas e bacocos de alguns Economistas e empresários. O capital não tem fronteiras e na Economia todos ganham conjuntamente ou perdem mutuamente.
O problema do nosso País não são os Optimistas. Se fosse tínhamos
o “commitment” dos Opinion Makers em valorizar o mérito, promove-lo e gerar confiança á sociedade com os bons exemplos. Mas o politicamente correcto é culpabilizar sempre o Governo ( pois claro !) e neste caso a selecção ou o Treinador Nacional – até quando estamos no topo, e este como é um bom exemplo de excelência então á que abate-lo ! Assim, que legitimidade ou moral resta para atacar o que efectivamente está mal?
Concordo com a critica quando é fundamentada. Quando o diagnostico evidencia os pontos fracos, mas também releva os fortes. Se focam os riscos , mas também as oportunidades. Acabo de ler o seu artigo relativamente á sinistralidade e não posso estar mais de acordo. Hoje continua-se a dizer á boca cheia que Portugal continua na cauda da Europa. É mentira, pois a sinistralidade diminui com os mesmos critérios de sempre, mas não interessa. Achei notável a sua afirmação, e passo a citar para nada estragar : «O povo Português não tem direito a boas noticias».Chegámos ao cúmulo de tudo ser atacado. As más e as boas noticias,dá tudo igual.
Por isso o meu conceito de INJUSTIÇA é tratar por igual o que é desigual. Tratar de forma diferente o que é diferente é praticar a IGUALDADE
Já agora, deixemos acabar o campeonato. Depois da primeira volta, como previa as decepções já começaram (Espanha, França , Alemanha , Inglaterra, Itália ) , ou será que a Suiça a Nigéria e a Serbia são muito melhores que a Costa do Marfim ? O problema é que alguns só prevêem insucessos a tudo o que “cheira a tuga” Pois, esse é outro problema: os pessimista temem é que as eventuais boas noticias sejam verdade. O optimista até pode errar, mas o pessimista já está conceptualmente errado!
Estou seguro que a sua capacidade e intuição de análise não se revê na sofrível mediania dos fazedores de opinião da nossa Praça. Com toda a sinceridade, este fórum de opinião vale e pode valer muito mais que a generalidade da pieguice do choradinho Nacional que inundou e tomou conta da suposta massa critica do País. Se não contribuirmos para a Inflexão desta beatice histérica, então o País não tem remédio. E a factura será elevada.
Um grande abraço
Joaquim
quinta-feira, 17 de junho de 2010
A inveja
Considero que os portugueses têm muitas qualidades mas também ,como é de esperar, têm bastantes defeitos, sendo a inveja a que me incomoda mais.
Além da caça á linha e a tiro que se faz dos políticos, gestores públicos e privados que ganham muito, chegou-se agora aos locutores e funcionários da televisão. Assim corre na internet uma lista dos salários escandalosos.
A bitola vai descendo. Na blogosfera diz-se que os o novo escalão de imposto de 45% (mais 1,5%) agora atribuído aos rendimentos superiores a 150 000 euros, devia ser também cobrado a pessoas que ganham menos de 150 000 euros!
Ou seja não tarda nada, os impostos e as reduções de salários devem ser impostos a quem ganha mais do que eu, ponto final.
As pessoas que ganham bem são malandros que abusam dos outros. Ninguém quer saber quais as razões para esses salários ou se são consequência do mérito dos que os recebem.
O que é triste é as elites se unirem ao populismo. Outro dia , dizia o Prof Marcelo (que percebe além da política, de ténis, futebol , medicina, literatura, de gatos piriquitos e canários)que os gestores das empresas privadas deviam ter o decoro de reduzir os seus sal´rios, Não se consta, no entanto , que o referido professor tenha feito o mesmo com os seus rendimentos (que não devem ser nada maus)!
Entretanto, os jogadores de futebol, os artistas e os trabalhadores independentes (como Souto Moura, por exemplo) , ninguèm fala!
Como se vê, Portugal é o único país do mundo onde não se quer acabar com a pobreza mas com os ricos (com mais de 150 000-grande riqueza!)
Não há paciência !
Além da caça á linha e a tiro que se faz dos políticos, gestores públicos e privados que ganham muito, chegou-se agora aos locutores e funcionários da televisão. Assim corre na internet uma lista dos salários escandalosos.
A bitola vai descendo. Na blogosfera diz-se que os o novo escalão de imposto de 45% (mais 1,5%) agora atribuído aos rendimentos superiores a 150 000 euros, devia ser também cobrado a pessoas que ganham menos de 150 000 euros!
Ou seja não tarda nada, os impostos e as reduções de salários devem ser impostos a quem ganha mais do que eu, ponto final.
As pessoas que ganham bem são malandros que abusam dos outros. Ninguém quer saber quais as razões para esses salários ou se são consequência do mérito dos que os recebem.
O que é triste é as elites se unirem ao populismo. Outro dia , dizia o Prof Marcelo (que percebe além da política, de ténis, futebol , medicina, literatura, de gatos piriquitos e canários)que os gestores das empresas privadas deviam ter o decoro de reduzir os seus sal´rios, Não se consta, no entanto , que o referido professor tenha feito o mesmo com os seus rendimentos (que não devem ser nada maus)!
Entretanto, os jogadores de futebol, os artistas e os trabalhadores independentes (como Souto Moura, por exemplo) , ninguèm fala!
Como se vê, Portugal é o único país do mundo onde não se quer acabar com a pobreza mas com os ricos (com mais de 150 000-grande riqueza!)
Não há paciência !
O pessimismo
depois de ter chateado o Joaquim com a questão do pessimismo referente ao Mundial, eis-me desta vez do lado dele, relativamente ao "pessimismo militante" bem português:
- Aqui há uns meses foi publicada uma estatística que provava que tinha havido menos acidentes de viação, menos feridos e menos mortosque no ano anterior.
Como qualquer pessoa, óbviamente fiquei satisfeito. Num país em que morreram mais pessoas de acidentes de viação que na guerra colonial, não se trata de notícia de somenos.
Nada disso. Imediatamente quer associações do sector quer a oposição político partidária vieram lançar um coro de dúvidas, criticas, etc.
Até com a vida das pessoas se faz política.
Pois bem ,uma das criticas era de que o número de mortes não era correcto pois não considerava os feridos graves que entretanto vieram a morrer em consequência dos ferimentos !
Ora é bem de ver que dado que os dados do anterior tinham sido obtidos com o mesmo critério, essa questão era inócua para aquilatar da "diferença" entre um ano e outro .
Eu, se houver melhoria nesta questão, fico satisfeito não porque o governo tenha feito isto ou aquilo mas porque os condutores passaram a ser mais cuidadosos (já que é nelas que recai 90% da culpa). Outros, no entanto , aproveitam para fazer política ou para protestar por tudo e por nada como é habitual
- Parece que nestes dias se reduziram 19 000 pessoas nas listas de desempregados.
O número é tão diminuto face á totalidade dos desempregados que não deveria merecer interesse.
No entanto , pelo menos o facto de o desemprego não crescer, é uma notícia a dar alguma esperança a essa massa de desempregados.
Como sempre, a malta do costume veio a terreiro. Que estes números não correspondem aos do eurostat, que se trata de emprego sazonal (estamos no Verão?), berréu béu béu pardais ao ninho, etc e, por outro lado, o governo a dizer que isto era a consequência da sua política, etc.
Conclui-se que o povo não tem direito a boas notícias porque ele próprio não quer.
Entretanto na minha agência de viagem os cruzeiros de verão estão esgotados bem como as estadias para o nordeste do Brasil !O Rock in Rio bateu este ano o record de assistência, etc etc.
- Aqui há uns meses foi publicada uma estatística que provava que tinha havido menos acidentes de viação, menos feridos e menos mortosque no ano anterior.
Como qualquer pessoa, óbviamente fiquei satisfeito. Num país em que morreram mais pessoas de acidentes de viação que na guerra colonial, não se trata de notícia de somenos.
Nada disso. Imediatamente quer associações do sector quer a oposição político partidária vieram lançar um coro de dúvidas, criticas, etc.
Até com a vida das pessoas se faz política.
Pois bem ,uma das criticas era de que o número de mortes não era correcto pois não considerava os feridos graves que entretanto vieram a morrer em consequência dos ferimentos !
Ora é bem de ver que dado que os dados do anterior tinham sido obtidos com o mesmo critério, essa questão era inócua para aquilatar da "diferença" entre um ano e outro .
Eu, se houver melhoria nesta questão, fico satisfeito não porque o governo tenha feito isto ou aquilo mas porque os condutores passaram a ser mais cuidadosos (já que é nelas que recai 90% da culpa). Outros, no entanto , aproveitam para fazer política ou para protestar por tudo e por nada como é habitual
- Parece que nestes dias se reduziram 19 000 pessoas nas listas de desempregados.
O número é tão diminuto face á totalidade dos desempregados que não deveria merecer interesse.
No entanto , pelo menos o facto de o desemprego não crescer, é uma notícia a dar alguma esperança a essa massa de desempregados.
Como sempre, a malta do costume veio a terreiro. Que estes números não correspondem aos do eurostat, que se trata de emprego sazonal (estamos no Verão?), berréu béu béu pardais ao ninho, etc e, por outro lado, o governo a dizer que isto era a consequência da sua política, etc.
Conclui-se que o povo não tem direito a boas notícias porque ele próprio não quer.
Entretanto na minha agência de viagem os cruzeiros de verão estão esgotados bem como as estadias para o nordeste do Brasil !O Rock in Rio bateu este ano o record de assistência, etc etc.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Mundial
Então mmeu caro Joaquim que acha dos péssimistas?
E dos optimistas ?
Até acertei nos prognósticos para Portugal e Brasil.
Mas, para além do resultado, o que vimos foi uma selecção a jogar desgarrada, um meio campo que não agarra a bola e perde-a em circustâncias e em zonas em que lançam imediatamente um contraataque do adversário, uma incapacidade total de fazer circulação de bola, apesar da superior técnica dos nossos jogadores (???), uma lentidão aflitiva, um ataque inexistente (só dois remates em todo o jogo) o melhor do mundo ao seu nível habitual da selecção.
A teimosia no 4X3X3, o mágico , supostamente o 10 da equipa, não ganhou uma bola, não fez um lançamento e , no geral, a lentidão da selecção e a falta do poder de choque fazem com que o resultado tenha sido lisongeiro e só foi possível porque o adversário também não tem pontaria e os centrais e sobretudo Coentrão , o melhor em campo, foram suficientes para as encomendas !
Depois o incompetente do seleccionador veio queixar-se de que o problema da tala do Drogba era um problema (e só jogou 10m) e até disse que Portugal tinha causado dificuldades ao adversário "que vocês viram". Ora eu não vi nada !
Depois a falta de liderança e de autoridade reinante na selacção veio imediatamente ao de cima quando o Deco reclamou que o seleccionador o colocou a extremo e depois o tirou, etc.
Ora o tipo reclama pela única coisa decente que o Queiróz fez que foi colocar o Simão a nº 10 em virtude da total inépcia do Deco durante todo o jogo. Apesar do Simão estar fora dela ,quer ele quer o Tiago foram melhores que o Deco o que, convenhamos, não era difícil.
Isto porque o seleccionador deixou em casa Carlos Martins, Nuno Assis e João Moutinho !
Por mim, o Deco apanhava um avião e voltava para casa para descansar e dava um murro na mesa a estas primadonas mimadas que são os nossos jogadores.
Aposto que o seleccionador vai desvalorizar as declarações públicas do menino e até o vai continuar a colocar a jogar.
Ontem vimos a Coreia defender-se com unhas e dentes e perder só por 1. Sempre quero ver o que acontecerá connosco.
E como os portugueses (sobretudo os mais jovens), são bons a matemática, teremos agora mais uma oportunidade de começar a fazer contas, o que , na verdade, é o que fazemos habitualmente.
Aliás o que aconteceu mostra também á saciedade que a nossa selecção não é uma das candidatas aos primeiros lugares de modo nenhum. Essa forma bem portuguesa de aumentar as expectativas , aumenta as possibilidades de maior decepção.
A selecção (sobretudo esta selecção) é uma equipa assim assim ao nível da Costa do Marfim e não uma candidata aos primeiros lugares. Não há Eusébio, Coluna ou Simões, não há Pauleta, Figo ou Rui Costa.
Os seus substitutos estão a milhas de distância.
Em consequência do quase certo falhanço aposto que o Queiróz vai sacudir a água do capote como habitualmente e deitar as culpas para todos....menos para ele.
Em bom rigôr ele não é o principal culpado. Esse é quem o contratou !
E dos optimistas ?
Até acertei nos prognósticos para Portugal e Brasil.
Mas, para além do resultado, o que vimos foi uma selecção a jogar desgarrada, um meio campo que não agarra a bola e perde-a em circustâncias e em zonas em que lançam imediatamente um contraataque do adversário, uma incapacidade total de fazer circulação de bola, apesar da superior técnica dos nossos jogadores (???), uma lentidão aflitiva, um ataque inexistente (só dois remates em todo o jogo) o melhor do mundo ao seu nível habitual da selecção.
A teimosia no 4X3X3, o mágico , supostamente o 10 da equipa, não ganhou uma bola, não fez um lançamento e , no geral, a lentidão da selecção e a falta do poder de choque fazem com que o resultado tenha sido lisongeiro e só foi possível porque o adversário também não tem pontaria e os centrais e sobretudo Coentrão , o melhor em campo, foram suficientes para as encomendas !
Depois o incompetente do seleccionador veio queixar-se de que o problema da tala do Drogba era um problema (e só jogou 10m) e até disse que Portugal tinha causado dificuldades ao adversário "que vocês viram". Ora eu não vi nada !
Depois a falta de liderança e de autoridade reinante na selacção veio imediatamente ao de cima quando o Deco reclamou que o seleccionador o colocou a extremo e depois o tirou, etc.
Ora o tipo reclama pela única coisa decente que o Queiróz fez que foi colocar o Simão a nº 10 em virtude da total inépcia do Deco durante todo o jogo. Apesar do Simão estar fora dela ,quer ele quer o Tiago foram melhores que o Deco o que, convenhamos, não era difícil.
Isto porque o seleccionador deixou em casa Carlos Martins, Nuno Assis e João Moutinho !
Por mim, o Deco apanhava um avião e voltava para casa para descansar e dava um murro na mesa a estas primadonas mimadas que são os nossos jogadores.
Aposto que o seleccionador vai desvalorizar as declarações públicas do menino e até o vai continuar a colocar a jogar.
Ontem vimos a Coreia defender-se com unhas e dentes e perder só por 1. Sempre quero ver o que acontecerá connosco.
E como os portugueses (sobretudo os mais jovens), são bons a matemática, teremos agora mais uma oportunidade de começar a fazer contas, o que , na verdade, é o que fazemos habitualmente.
Aliás o que aconteceu mostra também á saciedade que a nossa selecção não é uma das candidatas aos primeiros lugares de modo nenhum. Essa forma bem portuguesa de aumentar as expectativas , aumenta as possibilidades de maior decepção.
A selecção (sobretudo esta selecção) é uma equipa assim assim ao nível da Costa do Marfim e não uma candidata aos primeiros lugares. Não há Eusébio, Coluna ou Simões, não há Pauleta, Figo ou Rui Costa.
Os seus substitutos estão a milhas de distância.
Em consequência do quase certo falhanço aposto que o Queiróz vai sacudir a água do capote como habitualmente e deitar as culpas para todos....menos para ele.
Em bom rigôr ele não é o principal culpado. Esse é quem o contratou !
I´ve got a feeling
.... Que vamos empatar a zero e que o Brsil ganha apenas por 1 !
Mais logo falamos
Mais logo falamos
(cont)
Ora o governo e o PS não pretendem fazer alterações na lei laboral porque entendem que, na presente conjuntura, iria adensar as dificuldades com a reacção dos sindicatos ,com instabilidade social e greves que afectariam a tão depauperada economia.
Por outro lado, Passos Coelho e o PSD defendem que se deve aproveitar a situação em que as pessoas estão mais preaparadas para más notícias e , até, para realizar alterações temporárias que só deveriam vigorar no período de crise.
Vejo-me obrigado a , neste particular, estar do lado de Passos Coelho. Todos os momentos são bons momentos para fazer o que interessa ao país.
Ora, a visãp acima é a que é pública.
No entanto há uma mais política e de cinismo táctico que se aproximará mais da realidade.
O PS e o Governo já está em dificuldades e sabe que quem fizer esta reforma ficará com um estigma na sociedade portuguesa devido á emoção consequente da manipulação dos sindicatos.
Sabe, portanto, que a fazer esta reform, teria que fazer uma travessia do deserto mais longa que a que, a meu ver, irá fazer e a curto prazo, porque perderia apioi á sua esquerda.
Quanto ao PSD , reconhecendo a validade das alterações ,pretende, no entanto, que seja o PS a faz^-las para que o partido não fique com o estigma de ser ele próprio a realizá-lo, reduzindo o apoio eleitoral do centro esquerda.
Parece-me que esta última versão será a que se aproxima da realidade.
Aqui se vê a diferença entre politiquiçe e política e entre líderes de pacotilha e estadistas.
Por outro lado, Passos Coelho e o PSD defendem que se deve aproveitar a situação em que as pessoas estão mais preaparadas para más notícias e , até, para realizar alterações temporárias que só deveriam vigorar no período de crise.
Vejo-me obrigado a , neste particular, estar do lado de Passos Coelho. Todos os momentos são bons momentos para fazer o que interessa ao país.
Ora, a visãp acima é a que é pública.
No entanto há uma mais política e de cinismo táctico que se aproximará mais da realidade.
O PS e o Governo já está em dificuldades e sabe que quem fizer esta reforma ficará com um estigma na sociedade portuguesa devido á emoção consequente da manipulação dos sindicatos.
Sabe, portanto, que a fazer esta reform, teria que fazer uma travessia do deserto mais longa que a que, a meu ver, irá fazer e a curto prazo, porque perderia apioi á sua esquerda.
Quanto ao PSD , reconhecendo a validade das alterações ,pretende, no entanto, que seja o PS a faz^-las para que o partido não fique com o estigma de ser ele próprio a realizá-lo, reduzindo o apoio eleitoral do centro esquerda.
Parece-me que esta última versão será a que se aproxima da realidade.
Aqui se vê a diferença entre politiquiçe e política e entre líderes de pacotilha e estadistas.
Mais exemplos
Um exemplo concreto da falta de líderes e estadistas como muito bem indica o Zé:
A necessidade de se alterar a legislação laboral.
Ora , em Portugal ,criou-se um tabu quando se fala de legislação laboral, trata-se da manipulação da opinião pública por parte dos sindicatos que a assutam com aliberalização do desemprego.
Ora hoje em dia em Portugal nem os patrões reinvidicam mais liberalidade no desemprego porque entendem que embora possam sempre ser melhorados, os mecanismos existentes são suficientes.
Mas a Leu do trabalho não é só isso. Tem que se mudar a lei das férias , feriados e faltas que permite barbaridades nomeadamente o direito a férias no dia 1 de Janeiro (quando nos outros países tem que se trabalhar 12 meses para ter direito a férias), ou a LDT que é inflexível nos horários, exige pagamentos de 200% no fim de semana, não permite trabalho a tempo parcial a não ser em situações extremas e não permite a adequação das empresas aos pedidos dos seus clientes que , em muitos casos, têm oscilações significativas, ou dificulta as actividades sazonais que deveriam ter regras próprias, etc.
Concluindo , não queremos criar condições legais dignas da ìndia ou da China mas idênticas ás alemãs !
As alterações realizadas pelos diversos governos são positivas, claro , mas não vão ao âmago da questão por medo e cinismo de tácticas políticas, mesmo que isso prejudique o país. Não vimos ninguém defender a revisão dessas leis ou, se o faz
A necessidade de se alterar a legislação laboral.
Ora , em Portugal ,criou-se um tabu quando se fala de legislação laboral, trata-se da manipulação da opinião pública por parte dos sindicatos que a assutam com aliberalização do desemprego.
Ora hoje em dia em Portugal nem os patrões reinvidicam mais liberalidade no desemprego porque entendem que embora possam sempre ser melhorados, os mecanismos existentes são suficientes.
Mas a Leu do trabalho não é só isso. Tem que se mudar a lei das férias , feriados e faltas que permite barbaridades nomeadamente o direito a férias no dia 1 de Janeiro (quando nos outros países tem que se trabalhar 12 meses para ter direito a férias), ou a LDT que é inflexível nos horários, exige pagamentos de 200% no fim de semana, não permite trabalho a tempo parcial a não ser em situações extremas e não permite a adequação das empresas aos pedidos dos seus clientes que , em muitos casos, têm oscilações significativas, ou dificulta as actividades sazonais que deveriam ter regras próprias, etc.
Concluindo , não queremos criar condições legais dignas da ìndia ou da China mas idênticas ás alemãs !
As alterações realizadas pelos diversos governos são positivas, claro , mas não vão ao âmago da questão por medo e cinismo de tácticas políticas, mesmo que isso prejudique o país. Não vimos ninguém defender a revisão dessas leis ou, se o faz
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Contraditório
Acho que a ideia do Manel é boa, aliás para ficarmos menos chateados tudo é bom.
Eu por exemplo , como Benfiquista , apesar do campeonato estar parado , continuo a ver os jogadores do Benfica quase todos os dias no campeonato do mundo.
Assim, desde o Uruguai, o Paraguai, a Argélia, a Argentina e no futuro o brasil , continuo a deliciar-me com a excelência da rapaziada que é para aproveitar já que alguns, para o ano rumarão certamente a outras paragens.
Li hoje no jornal que Espanha pode ser o próximo a seguir á Grécia e que , embora o Governo o desminta, terão que utilizar o fundo da UE/FMI.
Entretanto têm 19,7% de desemprego, ou seja tantas pessoas desempregadas com a Alemanha que tem mais do dobro da população.
Para quem nos dava 10 a zero em tudo não é mau, também nos ganham no desemprego !
Meu querido Zé sejamos rigorosos na definição das posições de cada um.
Eu nunca afirmei que não é necessário reduzir a despesa pública, pelo contrário, quer aqui quer no meu livro estou farto de insistir nessa necessidade e também , quer queiramos quer não na ladaínha de que sem redução de pessoal o problema não se resolve. Talvez o meu amigo não se lembre mas neste blog até fiz uma proposta de financiar essa redução e consegui-la no espaço de 3 legislaturas !
O que defendo é que (1) sendo a redução de pessoal uma tarefa a longo prazo , mesmo a fazer-se não terá efeitos em tempo útil (2) As reduções que não sejam o pessoal já que apenas serão de 20% terão um efeito diminuto mas terão que ser feitas.
Portanto , reconheço há muito tempo ,já lá vão 3 anos que escrevi o livro, que é necessário reduzir as despesas do Estado.
O que defendo é que simultâneamente se deve investir na economia, porque a não acontecer,ÑÃO haverá equilíbrio orçamental nem redução do endividamento , pelo contrário ele aumentará, já que as medidas levarão a uma recessão, consequantemente a uma redução do PIB. significa que reduzem automáticamente as receitas do Estado (menos empresas e menos IRS em virtude do desemprego) e aumentam as despesas (subsídios de desemprego).E mesmo que em termos nominais a despesa reduzisse e as rceitas diminuissem, com a redução do PIB, EM PERCENTAGEM, que é como se mede, o defice seria sempre maior.
Isso aconteceu no governo Barroso em que congelou aumentos na função publica, aumentou-se o IVA e vendeu-se património público e, embora as despesa tenham efectivamente diminuido, o defice aumentou de 4 % para 6%, ou não será verdade ?
E eu é que já estou farto da ladínha que não há dinheiro, porque então Maarocos, Tuníisa, India, Israel, Perú, Paraguai, etc etc etc etc, já estavam parados para obras há muito tempo.
Quanto aos europeus estarem todos de acordo com estas medidas, não me afecta nada. Não foram afinal eles que são parte do problema e que cauzaram estes problemas ?
Pois.....que credibilidade terão? Cada um fica com quem pretende claro mas eu prefiro estar longe dessa gente.
Mais um apontamento ao Zé.
O funcionamento da democracia exige transparência entre os eleitos e os eleitores e exige também que os eleitos governem de acordo com o que pretende a maioria. Não é portanto aceitável que tomem decisões que , embora acertadas, sejam contra o pretendido pela maioria, julgo eu.
Finalmente tenho uma visão diferente do que é um estadista e um líder político: a meu ver é aquele que convence a maioria dos eleitores que as medidas que toma são correctas mesmo quando exigem sacrifícios.
Porque tomar medidas contra a vontade do povo não é ,pura e simplesmente democrático.
Em qualquer dos casos , concordo com o Zé que o mundo, e não só a Europa, não possuem esses líderes.
Eu por exemplo , como Benfiquista , apesar do campeonato estar parado , continuo a ver os jogadores do Benfica quase todos os dias no campeonato do mundo.
Assim, desde o Uruguai, o Paraguai, a Argélia, a Argentina e no futuro o brasil , continuo a deliciar-me com a excelência da rapaziada que é para aproveitar já que alguns, para o ano rumarão certamente a outras paragens.
Li hoje no jornal que Espanha pode ser o próximo a seguir á Grécia e que , embora o Governo o desminta, terão que utilizar o fundo da UE/FMI.
Entretanto têm 19,7% de desemprego, ou seja tantas pessoas desempregadas com a Alemanha que tem mais do dobro da população.
Para quem nos dava 10 a zero em tudo não é mau, também nos ganham no desemprego !
Meu querido Zé sejamos rigorosos na definição das posições de cada um.
Eu nunca afirmei que não é necessário reduzir a despesa pública, pelo contrário, quer aqui quer no meu livro estou farto de insistir nessa necessidade e também , quer queiramos quer não na ladaínha de que sem redução de pessoal o problema não se resolve. Talvez o meu amigo não se lembre mas neste blog até fiz uma proposta de financiar essa redução e consegui-la no espaço de 3 legislaturas !
O que defendo é que (1) sendo a redução de pessoal uma tarefa a longo prazo , mesmo a fazer-se não terá efeitos em tempo útil (2) As reduções que não sejam o pessoal já que apenas serão de 20% terão um efeito diminuto mas terão que ser feitas.
Portanto , reconheço há muito tempo ,já lá vão 3 anos que escrevi o livro, que é necessário reduzir as despesas do Estado.
O que defendo é que simultâneamente se deve investir na economia, porque a não acontecer,ÑÃO haverá equilíbrio orçamental nem redução do endividamento , pelo contrário ele aumentará, já que as medidas levarão a uma recessão, consequantemente a uma redução do PIB. significa que reduzem automáticamente as receitas do Estado (menos empresas e menos IRS em virtude do desemprego) e aumentam as despesas (subsídios de desemprego).E mesmo que em termos nominais a despesa reduzisse e as rceitas diminuissem, com a redução do PIB, EM PERCENTAGEM, que é como se mede, o defice seria sempre maior.
Isso aconteceu no governo Barroso em que congelou aumentos na função publica, aumentou-se o IVA e vendeu-se património público e, embora as despesa tenham efectivamente diminuido, o defice aumentou de 4 % para 6%, ou não será verdade ?
E eu é que já estou farto da ladínha que não há dinheiro, porque então Maarocos, Tuníisa, India, Israel, Perú, Paraguai, etc etc etc etc, já estavam parados para obras há muito tempo.
Quanto aos europeus estarem todos de acordo com estas medidas, não me afecta nada. Não foram afinal eles que são parte do problema e que cauzaram estes problemas ?
Pois.....que credibilidade terão? Cada um fica com quem pretende claro mas eu prefiro estar longe dessa gente.
Mais um apontamento ao Zé.
O funcionamento da democracia exige transparência entre os eleitos e os eleitores e exige também que os eleitos governem de acordo com o que pretende a maioria. Não é portanto aceitável que tomem decisões que , embora acertadas, sejam contra o pretendido pela maioria, julgo eu.
Finalmente tenho uma visão diferente do que é um estadista e um líder político: a meu ver é aquele que convence a maioria dos eleitores que as medidas que toma são correctas mesmo quando exigem sacrifícios.
Porque tomar medidas contra a vontade do povo não é ,pura e simplesmente democrático.
Em qualquer dos casos , concordo com o Zé que o mundo, e não só a Europa, não possuem esses líderes.
QUAL CRISE, QUAL CARAPUÇA
Olá! Desde a última vez que "mensagei", fui a águas; o Jorge achou que eu estava a ficar muito cor de laranja e por isso decidi ir fazer um tratamentozito para a Beira Alta; com umas belas cerejas e uns canecos de tinto, amorenei, vejam bem, não "arrozei", graças ao tintol! Passando às coisas sérias, descobri uma pequena pílula para cura da crise! Verdade. Já pensaram que tudo isto pode ser questão de ordem psicológica?! A tal pílula que vos deixo contém 2 máximas fundamentais "life is a matter of choice" e "the secret of happiness is low expectations"! Pois é, vamos lá a baixar essas espectativazinhas e verão que tudo vai correr bem.Divirtam-se com este "maluco mal despido":
Um abraço especial para o Adolfo.
Um abraço especial para o Adolfo.
Onde andam os Estadistas ?
Diz o Jorge,e muito bem,que politico que opte por fazer o que é necessario e "incomode" o Povo votante de um páis acaba arredado do Poder.
Pois bem,eu dio que hoje o que falta aos países é isso mesmo : gente que nao se importe de ser arredado do Poder por tomar as medidas que sao necessarias.Dir-me-ao que sto é masoquismo. Pois é mas é assim que os verdadeiros Estadistas se comportam : movem-se por grandes ideias e valores em que acreditam e nao pela preocupaçao de se manterem no Poder.
Como hoje existem "funcionários" da politica,o mais fácil é trabalhar para a reeleiçao e "agradar à galeria".
Veremos como isto vai acabar (a mim parece-me que nao acabaá bem...)
Pois bem,eu dio que hoje o que falta aos países é isso mesmo : gente que nao se importe de ser arredado do Poder por tomar as medidas que sao necessarias.Dir-me-ao que sto é masoquismo. Pois é mas é assim que os verdadeiros Estadistas se comportam : movem-se por grandes ideias e valores em que acreditam e nao pela preocupaçao de se manterem no Poder.
Como hoje existem "funcionários" da politica,o mais fácil é trabalhar para a reeleiçao e "agradar à galeria".
Veremos como isto vai acabar (a mim parece-me que nao acabaá bem...)
Nao ha milagres
A dicussao sobre as medidas economicas que estao a ser tomadas na Europa segue interessate e animada no nosso log:
O nosso "confrade" Jorge lá segue na sua "cruzada" de discórdia quanto a essas medidas porque "anulam o investimento e assim comprometem o futuro".Curiosamente,apesar de segundo ele tudo o que é economista que se preze concordar com a tese que defende,todos os governos europeus vao no sentido contrário.É curiosa esta situaçao e,decertoque há-de ter uma justificaçao.
Na minha modesta opiniao ( e nao vou listar aqui todos os economistas que a suportam que isto nao é nenhum concurso de "popularidade de posiçoes") há um encadeamento de razoes que justificam a actual situaçao : os Estados atingiram endividamentos tais que quem empresta dinheiro considera que alguns (como Portugal apesar da "qualidade" dos seus líderes) se aproximam do momento em que nao conseguirao pagar os seus compromissos.
Perante isto,e como nos ensina a experiência empresarial que acumulámos (muitos de nós sob a esclaecida direcçao do nosso amigo Jorge...)só temos uma soluçao : criar mais riqueza que nos dê meios para pagarmos o que devemos e se vai vencendo e/ou diminuir os nossos gastos adequando-os ao que podemos suportar. No caso dos Estados (como Portugal) as despesas dividem-se bàsicamente entre as despesas correntes de funcionamento do Estado e as despesas de investimento.Os mercados nao sao esquisitos ; procuram uma evidencia de reduçao adequada das despesas dos Estados.Se estes decidem(como Portugal devido às "esclarecidas" escolhas dos ses governantes e,infelizmente,dos seus lideres da oposiçao) optar por cortar as despesas de investimento porque nao querem chatices que resultam da reduçao das despesas correntes de funcionamento,a culpa só tem de ser assacada a qeum opta por esta via.
Bem sei que me virao com a ladainha habitual de que nao se pode reduzir a despesa corrente porque ela é sobretudo despesa com Pessoal.Pois bem,se aceitamos esse argumento entao calemo-nos com as queixas de que cortamos o investimento porque se o nao queremos cortar nem uma coisa nem outra entao queremos o quê ?
Básico como sou,direi que queremos que os holandeses que o Adolfo referiu continuem a dizer (infelizmente,com razao) que nao estao para estar a fazer sacrificios para que os portugueses continuem a construir auto estradas (e secalhar nem sonha que ja estamos no record de construir 3 auto estradas "paralelas" para ligar Lisboa ao Porto...).
Bem se pode clamar contra os mercados e as agencias de rating.A verdade é que nos hbituámos a viver a crédito e assim queremos continuar.Infelizmente,nao acredito que seja possivel.Por isso é melhor mudarmos de vida !
O nosso "confrade" Jorge lá segue na sua "cruzada" de discórdia quanto a essas medidas porque "anulam o investimento e assim comprometem o futuro".Curiosamente,apesar de segundo ele tudo o que é economista que se preze concordar com a tese que defende,todos os governos europeus vao no sentido contrário.É curiosa esta situaçao e,decertoque há-de ter uma justificaçao.
Na minha modesta opiniao ( e nao vou listar aqui todos os economistas que a suportam que isto nao é nenhum concurso de "popularidade de posiçoes") há um encadeamento de razoes que justificam a actual situaçao : os Estados atingiram endividamentos tais que quem empresta dinheiro considera que alguns (como Portugal apesar da "qualidade" dos seus líderes) se aproximam do momento em que nao conseguirao pagar os seus compromissos.
Perante isto,e como nos ensina a experiência empresarial que acumulámos (muitos de nós sob a esclaecida direcçao do nosso amigo Jorge...)só temos uma soluçao : criar mais riqueza que nos dê meios para pagarmos o que devemos e se vai vencendo e/ou diminuir os nossos gastos adequando-os ao que podemos suportar. No caso dos Estados (como Portugal) as despesas dividem-se bàsicamente entre as despesas correntes de funcionamento do Estado e as despesas de investimento.Os mercados nao sao esquisitos ; procuram uma evidencia de reduçao adequada das despesas dos Estados.Se estes decidem(como Portugal devido às "esclarecidas" escolhas dos ses governantes e,infelizmente,dos seus lideres da oposiçao) optar por cortar as despesas de investimento porque nao querem chatices que resultam da reduçao das despesas correntes de funcionamento,a culpa só tem de ser assacada a qeum opta por esta via.
Bem sei que me virao com a ladainha habitual de que nao se pode reduzir a despesa corrente porque ela é sobretudo despesa com Pessoal.Pois bem,se aceitamos esse argumento entao calemo-nos com as queixas de que cortamos o investimento porque se o nao queremos cortar nem uma coisa nem outra entao queremos o quê ?
Básico como sou,direi que queremos que os holandeses que o Adolfo referiu continuem a dizer (infelizmente,com razao) que nao estao para estar a fazer sacrificios para que os portugueses continuem a construir auto estradas (e secalhar nem sonha que ja estamos no record de construir 3 auto estradas "paralelas" para ligar Lisboa ao Porto...).
Bem se pode clamar contra os mercados e as agencias de rating.A verdade é que nos hbituámos a viver a crédito e assim queremos continuar.Infelizmente,nao acredito que seja possivel.Por isso é melhor mudarmos de vida !
A democracia e a economia
Almocei com um meu amigo de há mais de 30 anos com o qual partilho muitas das preocupações e que foi o grande incentivador do livro que ambos publicámos. Partilhamos os pricípios e os valôres mas nem sempre concordamos com tudo o que só aguça o engenho e , da discussão geram-se consenços importantes.
Isto a propósito do que o Adolfo já aqui escreveu da ssociedade baseada no consumo que não tem futuro.
Fal´mos na democracia de que ambos somos acérrimos defensores , mas também reconhecemos os seus problemas. Como Churchil concordamos que a democracia é o pior dos sistemas exceptuando todos os outros. Na ânsia bem compreensível de limitarmos os poderes dos líderes ainda que eleitos, construimos uma dependência dos mesmos em re~lação ás opiniões públicas que tem ás vezes efeitos preversos.
Os líderes das democracias ocidentais , para obterem o poder têm que realizar acções que, a longo prazo têm efeitos preversos. Assim, por exemplo, atribuímos regalias sociais quando as economias não tinham condições para as satisfazerem. Como consequência, as economias ocidentais e, por arrasto todo o resto do mundo dado o seu poder económico, estão falidas.
Como é habitual , criticamos os políticos e está o problema resolvido.
Nem os intelectuais que não deviam ter aptência pelo exercício do poder, ou não existem ou não estudam uma alternativa á economia de consumo que literalmente falhou.
Sem esses intelectuais que normalmente se caracterizam pelo desafio ao status quo difícilmente as nossas sociedades crescerão no sentido correcto da solidariedade no planeta.
A democracia obriga que os líderes procurem o bem estar do seu povo acima de tudo e , portanto, a humanidae esgota as sua energias em "guerras" paroquiais (comparadas como planeta) que a nada levam senão ás dúvidas sobre o futuro , sobretudo para os países mais desfavorecidos e as populações mais vulneráveis.
Contudo, a nós (dsiscussão ao almoço) não satisfaz o mero reconhecimento da situação antes quremos, com algum atrevimento ,contribuír para ideias diferentes e talvez seja o mote para o nosso próximo livro.
Como exemplo mais prosaico e próximo, temos os que se passa hoje em Portugal.
Há um mês atrás, a sondagem do Expresso dava o PSD muito perto da maioria absoluta. Se bem que tenha sido depois da "entronização" de Passos Coelho no Congresso do Psd e das suas intervenções moderadas (a classe média não gosta de radicalismos), o resultado era o esperado tendo em conta a situação do país, mesmo que á semalhança dos países europeus.
Só recentemente e como consequência da crise , que os cidad~ºaos têm a tendência bem compreensível de culpar os governos em funções, foram substituídos os governos da Grécia, Irlanda, Inglaterra,Hungria, Holanda,etc e ganharam eleições os flamengos na Bélgica , para não falar da queda do governo do Japão e a eleição de Obama.
Ora , a verdade é que , um mês depois, a nova sondagem do Expresso apresenta o PSD apenas com menos de 1% de vantagem sobre o PSD !!!
Isto não faz sentido nenhum, ou se calhar até faz.
O Presidente do PSD de que nada tenho a apontar, antes pelo contrário, sendo um político pouco experiente começou a falar do que era necess´rio fazer no país. Redução do Estado (minist´´rios, governadores civis, assessores e até deputados, etc). Não contente com isto pretende allterar as leis laborais. O que o homem foi dizer !
É evidente que a classe dirigente não pode apoiar quem diminue as probendas, por outro lado, os sindicatos não podem deixar que se altere a legislação laboral !
Ora bem, como vêem, qualquer político ou partido que pretenda fazer o que é melhor para o país , não tem hipótese de ganhar quaisquer eleições pelo menos em condições estáveis de governação com uma maioria no Parlamento.
No nosso livro digo que exceptuando o Governo munoritário do Guterres nenhum governo minoritario ou de coligação cumpriu 4 anos de legislatura (POrtugal é o único pa+is dos 27 que tem um Governo minoritário)! Nem a AD (com 3 partidos) !
Ora o que diz esta sondagem é que se houvesse eleições hoje o PSD e o CDS não conseguriam formar governo ( e todos os governos PSD/CDS caíram antes do fim da legislatura).
A questão é: devem os políticos continuar a alimentar a opinião pública e desenvolver pol+iticas suicidárias para estarem no poder ?
A resposta é não.
No entanto , se o não fizerem e falarem verdade, não têm hipóteses de serem eleitos.
Em que é que ficamos ?
Não é a democracia a vontade da maioria? Pois aí temos o resultado.
O que fazer e ,apesar de tudo em termos de democracia a "defensora da vontade dos cidadãos ??
Isto a propósito do que o Adolfo já aqui escreveu da ssociedade baseada no consumo que não tem futuro.
Fal´mos na democracia de que ambos somos acérrimos defensores , mas também reconhecemos os seus problemas. Como Churchil concordamos que a democracia é o pior dos sistemas exceptuando todos os outros. Na ânsia bem compreensível de limitarmos os poderes dos líderes ainda que eleitos, construimos uma dependência dos mesmos em re~lação ás opiniões públicas que tem ás vezes efeitos preversos.
Os líderes das democracias ocidentais , para obterem o poder têm que realizar acções que, a longo prazo têm efeitos preversos. Assim, por exemplo, atribuímos regalias sociais quando as economias não tinham condições para as satisfazerem. Como consequência, as economias ocidentais e, por arrasto todo o resto do mundo dado o seu poder económico, estão falidas.
Como é habitual , criticamos os políticos e está o problema resolvido.
Nem os intelectuais que não deviam ter aptência pelo exercício do poder, ou não existem ou não estudam uma alternativa á economia de consumo que literalmente falhou.
Sem esses intelectuais que normalmente se caracterizam pelo desafio ao status quo difícilmente as nossas sociedades crescerão no sentido correcto da solidariedade no planeta.
A democracia obriga que os líderes procurem o bem estar do seu povo acima de tudo e , portanto, a humanidae esgota as sua energias em "guerras" paroquiais (comparadas como planeta) que a nada levam senão ás dúvidas sobre o futuro , sobretudo para os países mais desfavorecidos e as populações mais vulneráveis.
Contudo, a nós (dsiscussão ao almoço) não satisfaz o mero reconhecimento da situação antes quremos, com algum atrevimento ,contribuír para ideias diferentes e talvez seja o mote para o nosso próximo livro.
Como exemplo mais prosaico e próximo, temos os que se passa hoje em Portugal.
Há um mês atrás, a sondagem do Expresso dava o PSD muito perto da maioria absoluta. Se bem que tenha sido depois da "entronização" de Passos Coelho no Congresso do Psd e das suas intervenções moderadas (a classe média não gosta de radicalismos), o resultado era o esperado tendo em conta a situação do país, mesmo que á semalhança dos países europeus.
Só recentemente e como consequência da crise , que os cidad~ºaos têm a tendência bem compreensível de culpar os governos em funções, foram substituídos os governos da Grécia, Irlanda, Inglaterra,Hungria, Holanda,etc e ganharam eleições os flamengos na Bélgica , para não falar da queda do governo do Japão e a eleição de Obama.
Ora , a verdade é que , um mês depois, a nova sondagem do Expresso apresenta o PSD apenas com menos de 1% de vantagem sobre o PSD !!!
Isto não faz sentido nenhum, ou se calhar até faz.
O Presidente do PSD de que nada tenho a apontar, antes pelo contrário, sendo um político pouco experiente começou a falar do que era necess´rio fazer no país. Redução do Estado (minist´´rios, governadores civis, assessores e até deputados, etc). Não contente com isto pretende allterar as leis laborais. O que o homem foi dizer !
É evidente que a classe dirigente não pode apoiar quem diminue as probendas, por outro lado, os sindicatos não podem deixar que se altere a legislação laboral !
Ora bem, como vêem, qualquer político ou partido que pretenda fazer o que é melhor para o país , não tem hipótese de ganhar quaisquer eleições pelo menos em condições estáveis de governação com uma maioria no Parlamento.
No nosso livro digo que exceptuando o Governo munoritário do Guterres nenhum governo minoritario ou de coligação cumpriu 4 anos de legislatura (POrtugal é o único pa+is dos 27 que tem um Governo minoritário)! Nem a AD (com 3 partidos) !
Ora o que diz esta sondagem é que se houvesse eleições hoje o PSD e o CDS não conseguriam formar governo ( e todos os governos PSD/CDS caíram antes do fim da legislatura).
A questão é: devem os políticos continuar a alimentar a opinião pública e desenvolver pol+iticas suicidárias para estarem no poder ?
A resposta é não.
No entanto , se o não fizerem e falarem verdade, não têm hipóteses de serem eleitos.
Em que é que ficamos ?
Não é a democracia a vontade da maioria? Pois aí temos o resultado.
O que fazer e ,apesar de tudo em termos de democracia a "defensora da vontade dos cidadãos ??
Leitura em dia
Aproveitei o longo fim de semana para pôr a leitura em dia e gostaria de partilhar convosvo algumas notícias correndo o risco de póvávelmente ser redundante pois, provávelmente, também asleram.
Já escrevi que a crise actual, tendo embora começado com uma crise financeira, despoletada pela falência do Lehman Brothers nos EEUU e que o Governo americano, fiel ao seu ADN liberal e não intervêncionista, permitiu, a verdade é que a crise é económica antes de mais.
Defendi ainda que a desregulção do sector financeiro , em particular , quer pelo Sr Greenspan quer pela Sra Tthatcher, segidos pelo BCE, foi culpada por toda esta situação e que, portanto urgia alterar a situação e tomar medidas em termos de "lessons learned".
Entretanto, só o Sr Greenspan reconheceu o erro e disso se desculpou. Os "liberais" esses continuam a defender a não inevenção do Estado na economia excepto quando precisam do dinheiro dos contribuintes para "salvar" os seus negócios e as suas fortunas.
Lamentávelmente, por outro lado, além de medidas pontuais e envergonhadas , não se vêem verdadeiras medidas correctivas para prevenir crises financeiras e restaurar a confiança necessária. Perdeu-se portanto mais uma oportunidade e certamente haverá um preço a no futuro e infelizmente mais próximo do que se possa pensar.
Assim, verifico que a crise financeira redundou numa verdadeira crise económica . Por todo o mundo ouvimos notícias negativas.
Os EEUU têm um défice público de cerca de 13% do PIB e um endividamento terceiro mundista tendo a sua dívida sido subscrita na sua grande maioria pela China. O novo Governo do Japão já informou que teme a bancarrota porque o defice público se encontra perto dos 12% e a dívida pública de mais de 200% ! do PIB.
Na China o crescimento económico é de menos de 5% quando nos últimos anos chegou sempre aos 2 digitos. Na Hungria, desconfia-se da situação estando a UE a investigar também a situação da Bulgária.
Entretanto o novo governo inglês fala em despedir milhares de funcionários o´públicos já que o seu defice e de 2 digitos e o seu endividamento é superior a 120% do PIB, números aliás identicos ao outrora tigre celta, a Irlanda.
A Itália também tem um défice de 2 digitos e um endividamento de cerca de 100% do PIB.Quanto a Alemanha e a França que estão pelos 5 e 6% de défice estão perto do dobro do défice que é permitido pelos PEC (3%)!
Quanto ao défice Espanha vai nos 13% e endividamento em 60% e Portugal nos 9,5% e nos 80% , quanto á Grécia é um desastre.
Na verdae, os PIIGS até nem são os piores. Se tivesse a mesma bitola para qualificar os políticos idêntica ao Manel, o que não é o caso, diria simplesmente que o Sócrates e os 1º ministros que o antecederam estão"perdoados ão são piores que os outros , são até muito melhores".
Leia-se no Expresso na página internacional: Com o título Balbúrdia na Eurolandia-surpresa - Afinal não são só os PIIGS que têm problemas otçamentais. Os grandes países também.
Isto significa que há uma crise mundial (do capitalismo) que não se resolverá com medidas avulsas e regionais e com medidas de salve-se quem puder!
Quanto ás medidas tomadas,levantam-se as vozes conra elas de todos os lados. Todos concordam com medidas de austeridade, mas discordam do cancelamento do investimento público.
Por mais que procure, não encontro ninguém que concorde como que se está a fazer.
Já indiquei o Presidente do FMI e o próprio Prémio Nobel da Paz, agora indico outros:
Jacques Caieux , falando realativamente a Portugal, afirma que embora o endividamento público português seja alto encontra-se na média dos países europeus, abaixo dos EUA e do Japão e melhor que países com economias fortes na zona euro como a Itália e a Inglaterra membros do G 8 !
Declara ainda que a sendo adívida pública cerca de 80% do PIB, a dívida privada detida por estrangeiros " é bem o dobro do correspondente á dívida pública".
Assim se o Estado, mesmo com planos de austeridade tem dificuldade em pagar as dívidas, imagine-se o que acontecerá com os privados que, com uma economia estagnada e sem investimento , não têm hipóteses de realizar lucros para pagar sequer o serviço da dívida quanto mais amortizá-la.Assim "sem investimento público, a situaçãp será agravada a curto e longo prazo".
O Nicolau Santos no Expresso escreve com o título "A estúpida decisão da Europa" : " A Europa além de estar velha e gorda também ficou estúpida ?...." Os severos cortes orçamentais que estão a ser praticados vão lançar a UE numa recessão- qua a Aelemanha se prepara para agravar ".
Se a minha poisição começou contra a corrente, afinal agora está a favor da corrente.
Mas não nos precipitemos, atendendo á mediocridade dos jogos do Mundial a nossa selecçao também não é das piores, portanto,se calhar,ainda temos uma hipótese. Cá para mim aposto no empate amanhÃ.
Já escrevi que a crise actual, tendo embora começado com uma crise financeira, despoletada pela falência do Lehman Brothers nos EEUU e que o Governo americano, fiel ao seu ADN liberal e não intervêncionista, permitiu, a verdade é que a crise é económica antes de mais.
Defendi ainda que a desregulção do sector financeiro , em particular , quer pelo Sr Greenspan quer pela Sra Tthatcher, segidos pelo BCE, foi culpada por toda esta situação e que, portanto urgia alterar a situação e tomar medidas em termos de "lessons learned".
Entretanto, só o Sr Greenspan reconheceu o erro e disso se desculpou. Os "liberais" esses continuam a defender a não inevenção do Estado na economia excepto quando precisam do dinheiro dos contribuintes para "salvar" os seus negócios e as suas fortunas.
Lamentávelmente, por outro lado, além de medidas pontuais e envergonhadas , não se vêem verdadeiras medidas correctivas para prevenir crises financeiras e restaurar a confiança necessária. Perdeu-se portanto mais uma oportunidade e certamente haverá um preço a no futuro e infelizmente mais próximo do que se possa pensar.
Assim, verifico que a crise financeira redundou numa verdadeira crise económica . Por todo o mundo ouvimos notícias negativas.
Os EEUU têm um défice público de cerca de 13% do PIB e um endividamento terceiro mundista tendo a sua dívida sido subscrita na sua grande maioria pela China. O novo Governo do Japão já informou que teme a bancarrota porque o defice público se encontra perto dos 12% e a dívida pública de mais de 200% ! do PIB.
Na China o crescimento económico é de menos de 5% quando nos últimos anos chegou sempre aos 2 digitos. Na Hungria, desconfia-se da situação estando a UE a investigar também a situação da Bulgária.
Entretanto o novo governo inglês fala em despedir milhares de funcionários o´públicos já que o seu defice e de 2 digitos e o seu endividamento é superior a 120% do PIB, números aliás identicos ao outrora tigre celta, a Irlanda.
A Itália também tem um défice de 2 digitos e um endividamento de cerca de 100% do PIB.Quanto a Alemanha e a França que estão pelos 5 e 6% de défice estão perto do dobro do défice que é permitido pelos PEC (3%)!
Quanto ao défice Espanha vai nos 13% e endividamento em 60% e Portugal nos 9,5% e nos 80% , quanto á Grécia é um desastre.
Na verdae, os PIIGS até nem são os piores. Se tivesse a mesma bitola para qualificar os políticos idêntica ao Manel, o que não é o caso, diria simplesmente que o Sócrates e os 1º ministros que o antecederam estão"perdoados ão são piores que os outros , são até muito melhores".
Leia-se no Expresso na página internacional: Com o título Balbúrdia na Eurolandia-surpresa - Afinal não são só os PIIGS que têm problemas otçamentais. Os grandes países também.
Isto significa que há uma crise mundial (do capitalismo) que não se resolverá com medidas avulsas e regionais e com medidas de salve-se quem puder!
Quanto ás medidas tomadas,levantam-se as vozes conra elas de todos os lados. Todos concordam com medidas de austeridade, mas discordam do cancelamento do investimento público.
Por mais que procure, não encontro ninguém que concorde como que se está a fazer.
Já indiquei o Presidente do FMI e o próprio Prémio Nobel da Paz, agora indico outros:
Jacques Caieux , falando realativamente a Portugal, afirma que embora o endividamento público português seja alto encontra-se na média dos países europeus, abaixo dos EUA e do Japão e melhor que países com economias fortes na zona euro como a Itália e a Inglaterra membros do G 8 !
Declara ainda que a sendo adívida pública cerca de 80% do PIB, a dívida privada detida por estrangeiros " é bem o dobro do correspondente á dívida pública".
Assim se o Estado, mesmo com planos de austeridade tem dificuldade em pagar as dívidas, imagine-se o que acontecerá com os privados que, com uma economia estagnada e sem investimento , não têm hipóteses de realizar lucros para pagar sequer o serviço da dívida quanto mais amortizá-la.Assim "sem investimento público, a situaçãp será agravada a curto e longo prazo".
O Nicolau Santos no Expresso escreve com o título "A estúpida decisão da Europa" : " A Europa além de estar velha e gorda também ficou estúpida ?...." Os severos cortes orçamentais que estão a ser praticados vão lançar a UE numa recessão- qua a Aelemanha se prepara para agravar ".
Se a minha poisição começou contra a corrente, afinal agora está a favor da corrente.
Mas não nos precipitemos, atendendo á mediocridade dos jogos do Mundial a nossa selecçao também não é das piores, portanto,se calhar,ainda temos uma hipótese. Cá para mim aposto no empate amanhÃ.
sábado, 12 de junho de 2010
I´ve got a feeling
Esqueci-me de dizer: numa altura em que o que interessa é a naciolalidade, escolhe-se uma canção em inglês.
Que saudades da Nelly Furtado a cantar " Como uma força"
Pois, meus amigos , com um coeficiEnte de cagaço tão alto , preferimos o "feeling" á "força".
Isto diz tudo !
Que saudades da Nelly Furtado a cantar " Como uma força"
Pois, meus amigos , com um coeficiEnte de cagaço tão alto , preferimos o "feeling" á "força".
Isto diz tudo !
Humilhações e selecção
Primeiro, estamos todos solidários com o nosso amigo Adolfo. Tem toda a razão, como quase sempre, quando diz que estas questões são as verdadeiras questões: a saúde, a vida e a morte, o objectivo da vida.
Quando falamos destes temas , e sobretudo quando eles no atingem, é que compreendemos a superficialidade de todos os outros.
E gostaria de sublinhar que também me sinto muitas vezes humilhado.
Desde logo quando nos colocam na categoria dos PIGS e depois por afirmações como a que o Adolfo exemplifica. Ainda há pouco tempo o nosso PR foi humilhado públicamente (neste caso o autor da graça teve uma excelente ocasião pata estar calado) na sua visita á Rep Checa que nada paga , apenas recebe da UE.
Neste caso, havia razões para o embaixador ser chamado ao MNE português e ser solicitado um pedido de desculpas.
Neste caso não se tratou da afirmação de um político sem funções de Estado mas o mais alto representante de um país aliado !
De qualquer forma, o que me fere mais não é a atitude dos que criticam, mas sim a razão que, em muitos casos, lhes assiste.
Realmente como diz o Adolfo, nós vivemos há muitos anos acima do que produzimos e produzimos pouco. Temos mais feriados que os outros, mais absentismo que os outros, 40% de baixas fraudelentas, mas queremos viver como os que produzem mais.
Ainda agora na situação em que vivemos em que ter um emprego é uma benção, há greves para melhorias salariais numa altura em que há uma redução do custo de vida!
Manifestações da CGTP por básicamente 2 razões: por tudo e por nada !
Compreendo estes povos que nos criticam. A Alemanha tem que pagar para a Grécia, no entanto, os alemães só se reformam aos 67 anos, os gregos aos 60 !
Se eu fosse alemão reagiria certamente mal e, portanto, não os podemos criticar.
Tudo isto significa que o verdadeiro problema em Portugal é a questão da CULTURA.
Temos que alterar o paradigma do facilitismo, da preguiça da trafulhiçe para o trabalho, o mérito e a solidariedade.
Para tal precisamos de políticos, empresários, catedráticos, sindicatos e intelectuais que, como membros das elites tomem em mãos essa tarefa.
Adolfo: as melhoras por aí !
Quanto ao amigo Joaquim, não confunda o que penso da selecção com o sentimento habitual de pessimismo português.
O pessimismo ou optimismo de um projecto é visto por razões objectivas.
Ora a selecção para ter êxito tem que ter algumas caractrísticas, a saber:
1. Ter um líder forte, competente e carismático
2. Ser constituída pelos melhores jogadores da altura
3. Ter um plano de preparação adequado
4. Ser acompanhado por uma logística perfeita.
Ora o que se vê é o seguinte:
1. O nosso seleccionador já tem 60 anos , logo já teria tempo de ter ganho alguma coisa. No Sporting substituiu Robson quando o Sporting ia á frente e levou-o á derrota. No Real Madrid e na selecção da África do Sul, não conseguiu sequer acabar o contrato.
Só serviu para ser o segundo do MU !
Ora nós não precisamos de 2ºs.
Por outro lado, a sua personalidade é constituída pela vaidade (não percebo porquê), o desprezo pela crítica e , como todos os medíocres, quando as coisas falham ñunca assumem as suas responsabilidades, e atiram (pelo menos tentam) as culpas para cima dos outros.
Pois é, o Scolari não era técnicamente muito bom, mas era um líder. Não consta que a selecção nacional tenha tido tanto apoio como no seu tempo, o que não foi por acaso.
2. Quando se selecciona o Pepe, grande jogador, mas aleijado, ou o Ferreira e o Miguel e mesmo o Tiago, ignorando por outro lado, Carlos Martins, João Moutinho , Makukula que marcou mais de 20 golos e se prefere o Almeida que marcou 7, quando se esquece o Nuno Assis que fez a melhor época da sua carreira, quando se leva guarda redes que jogaram 11 e 13 jogos este anos em detrimento do Quim o menos batido ex aequo com o Eduardo, quando se coloca o Nani como suplente do Simão (que não acertou uma),quando se coloca o Coentrão como suplente do Duda, verifica-se que não estão lá os melhores jogadores.
Se o Deco se magoar, ou se se cansar em consequência do peso do cu e da barriga, quam o substitui ?
Deixamos todos os criativos a ver os jogos pela televisão.
3. Um plano de preparação em que mete Cabo Verde e Moçambique e que contrasta com as equipas quer querem ganhar (que jogam com selecções fortes e ganham e por muitos), é , mais uma vez, a consequência dos nossos brandos costumes. Em lugar de se obter a endurance para uma prova tão difícil, opta-se pelo descanso e pelo facilitismo !
Acredita-se, no entanto que os nossos jogadores se estão a preparar para o campeonato de matraquilhos que um dia será modalidade oficial. Diz quem participa no estágio que, neste particular, somos os melhores !
4. Quando preferimos pernoitar em Joanesburgo quando teremos que ir jogar no sul, obrigando a deslocações por avião para POrt Elisabeth ou Durban, não dá para entender!
Mais uma inovação bem portuguesa.
Portanto meu caro Joaquim o meu péssimismo é baseado em questões bem objectivas e não é consequência do "pessimismo militante português".
Mas também lhe digo que o optimismo que você tem (oxalá tenha razão) não me parece baseado no profissionalismo, no rigor e na capacidade da selecção , mas sobretudo na Fé.
Ora este é um sentimento e um defeito bem português: quando não fazemos as coisas como deve de ser, pensamos em Fátima esperando protecção.
Que ela venha !
Quando falamos destes temas , e sobretudo quando eles no atingem, é que compreendemos a superficialidade de todos os outros.
E gostaria de sublinhar que também me sinto muitas vezes humilhado.
Desde logo quando nos colocam na categoria dos PIGS e depois por afirmações como a que o Adolfo exemplifica. Ainda há pouco tempo o nosso PR foi humilhado públicamente (neste caso o autor da graça teve uma excelente ocasião pata estar calado) na sua visita á Rep Checa que nada paga , apenas recebe da UE.
Neste caso, havia razões para o embaixador ser chamado ao MNE português e ser solicitado um pedido de desculpas.
Neste caso não se tratou da afirmação de um político sem funções de Estado mas o mais alto representante de um país aliado !
De qualquer forma, o que me fere mais não é a atitude dos que criticam, mas sim a razão que, em muitos casos, lhes assiste.
Realmente como diz o Adolfo, nós vivemos há muitos anos acima do que produzimos e produzimos pouco. Temos mais feriados que os outros, mais absentismo que os outros, 40% de baixas fraudelentas, mas queremos viver como os que produzem mais.
Ainda agora na situação em que vivemos em que ter um emprego é uma benção, há greves para melhorias salariais numa altura em que há uma redução do custo de vida!
Manifestações da CGTP por básicamente 2 razões: por tudo e por nada !
Compreendo estes povos que nos criticam. A Alemanha tem que pagar para a Grécia, no entanto, os alemães só se reformam aos 67 anos, os gregos aos 60 !
Se eu fosse alemão reagiria certamente mal e, portanto, não os podemos criticar.
Tudo isto significa que o verdadeiro problema em Portugal é a questão da CULTURA.
Temos que alterar o paradigma do facilitismo, da preguiça da trafulhiçe para o trabalho, o mérito e a solidariedade.
Para tal precisamos de políticos, empresários, catedráticos, sindicatos e intelectuais que, como membros das elites tomem em mãos essa tarefa.
Adolfo: as melhoras por aí !
Quanto ao amigo Joaquim, não confunda o que penso da selecção com o sentimento habitual de pessimismo português.
O pessimismo ou optimismo de um projecto é visto por razões objectivas.
Ora a selecção para ter êxito tem que ter algumas caractrísticas, a saber:
1. Ter um líder forte, competente e carismático
2. Ser constituída pelos melhores jogadores da altura
3. Ter um plano de preparação adequado
4. Ser acompanhado por uma logística perfeita.
Ora o que se vê é o seguinte:
1. O nosso seleccionador já tem 60 anos , logo já teria tempo de ter ganho alguma coisa. No Sporting substituiu Robson quando o Sporting ia á frente e levou-o á derrota. No Real Madrid e na selecção da África do Sul, não conseguiu sequer acabar o contrato.
Só serviu para ser o segundo do MU !
Ora nós não precisamos de 2ºs.
Por outro lado, a sua personalidade é constituída pela vaidade (não percebo porquê), o desprezo pela crítica e , como todos os medíocres, quando as coisas falham ñunca assumem as suas responsabilidades, e atiram (pelo menos tentam) as culpas para cima dos outros.
Pois é, o Scolari não era técnicamente muito bom, mas era um líder. Não consta que a selecção nacional tenha tido tanto apoio como no seu tempo, o que não foi por acaso.
2. Quando se selecciona o Pepe, grande jogador, mas aleijado, ou o Ferreira e o Miguel e mesmo o Tiago, ignorando por outro lado, Carlos Martins, João Moutinho , Makukula que marcou mais de 20 golos e se prefere o Almeida que marcou 7, quando se esquece o Nuno Assis que fez a melhor época da sua carreira, quando se leva guarda redes que jogaram 11 e 13 jogos este anos em detrimento do Quim o menos batido ex aequo com o Eduardo, quando se coloca o Nani como suplente do Simão (que não acertou uma),quando se coloca o Coentrão como suplente do Duda, verifica-se que não estão lá os melhores jogadores.
Se o Deco se magoar, ou se se cansar em consequência do peso do cu e da barriga, quam o substitui ?
Deixamos todos os criativos a ver os jogos pela televisão.
3. Um plano de preparação em que mete Cabo Verde e Moçambique e que contrasta com as equipas quer querem ganhar (que jogam com selecções fortes e ganham e por muitos), é , mais uma vez, a consequência dos nossos brandos costumes. Em lugar de se obter a endurance para uma prova tão difícil, opta-se pelo descanso e pelo facilitismo !
Acredita-se, no entanto que os nossos jogadores se estão a preparar para o campeonato de matraquilhos que um dia será modalidade oficial. Diz quem participa no estágio que, neste particular, somos os melhores !
4. Quando preferimos pernoitar em Joanesburgo quando teremos que ir jogar no sul, obrigando a deslocações por avião para POrt Elisabeth ou Durban, não dá para entender!
Mais uma inovação bem portuguesa.
Portanto meu caro Joaquim o meu péssimismo é baseado em questões bem objectivas e não é consequência do "pessimismo militante português".
Mas também lhe digo que o optimismo que você tem (oxalá tenha razão) não me parece baseado no profissionalismo, no rigor e na capacidade da selecção , mas sobretudo na Fé.
Ora este é um sentimento e um defeito bem português: quando não fazemos as coisas como deve de ser, pensamos em Fátima esperando protecção.
Que ela venha !
sexta-feira, 11 de junho de 2010
I've got a feeling
Registo com agrado que os meus caros bloguistas têm acentuado um debate interessante , pela simples razão que têm divergido. É de saudar o contraditório quer seja em relação á lógica interpretativa de Keynes ou em outros temas como a Madeira , Madrid , TGV , Educação , etc
Mas constato também um grande descrédito em relação á nossa selecção. Hoje começa a copa do mundo. É para mim incompreensível e típico do Português Velho do Restelo neste prévio e habitual desacreditar da selecção nacional. Calma, não vos estou a chamar velhos do Restelo, mas andam lá perto neste tema. Digo porquê .
É evidente que é mais fácil ser pessimista que optimista. Veja-se o seguinte constatação: destas sete selecções que descrevo a seguir seis estão condenadas ao fracasso ( Brasil , Argentina , Itália , Espanha , França , Holanda e Alemanha) . Esta é uma realidade dura , mas inevitável. Para seis delas a frustração será plena. Só uma sairá em Glória.
O futebol é uma imagem de marca do País. Este é um produto de excelência que nos coloca no patamar dos melhores do mundo. Veja-se a dimensão do País. Em quantos sectores de actividade isso acontece ? Em termos relativos até poderemos estar no topo em alguns ratios – mas aqui é uma comparação em termos absolutos. Para muitos é seguramente digno de um “Case study”.
É muito difícil quantificar o que isso traduz. Mas diria que existe algo de mensurável nesta matéria ,uma vez que o futebol é uma Industria (o sétimo sector de actividade em contributo para o BIB Europeu) Mas mais que isso este é o acontecimento mais mediático do planeta. Estamos no topo. Se existe alguma duvida dou-vos o meu testemunho. Presenciei esta semana na Alemanha uma surpreendente euforia com o Futebol . Os carros com bandeirinhas , e abordagem obrigatória em todas as conversas. Os cafés e restaurantes estão preparados como autênticos mini estádios . Não estou a exagerar , e dirijo-me ao Pacheco Pereira reafirmando : isto é na Alemanha , não é só nos Países do terceiro mundo !
Eu acredito numa grande campanha da nossa selecção. Acredito no talento dos Portugueses sempre que têm a oportunidade de competir em iguais circunstancias.
Mais ainda daqueles que vencem a mediania e principalmente os Profetas da Desgraça.!
Vá lá , meus amigos , não sejam os “Pachecos Pereiras” cá do sitio nesta matéria !!!.
Um abraço
Força Portugal
Joaquim
Mas constato também um grande descrédito em relação á nossa selecção. Hoje começa a copa do mundo. É para mim incompreensível e típico do Português Velho do Restelo neste prévio e habitual desacreditar da selecção nacional. Calma, não vos estou a chamar velhos do Restelo, mas andam lá perto neste tema. Digo porquê .
É evidente que é mais fácil ser pessimista que optimista. Veja-se o seguinte constatação: destas sete selecções que descrevo a seguir seis estão condenadas ao fracasso ( Brasil , Argentina , Itália , Espanha , França , Holanda e Alemanha) . Esta é uma realidade dura , mas inevitável. Para seis delas a frustração será plena. Só uma sairá em Glória.
O futebol é uma imagem de marca do País. Este é um produto de excelência que nos coloca no patamar dos melhores do mundo. Veja-se a dimensão do País. Em quantos sectores de actividade isso acontece ? Em termos relativos até poderemos estar no topo em alguns ratios – mas aqui é uma comparação em termos absolutos. Para muitos é seguramente digno de um “Case study”.
É muito difícil quantificar o que isso traduz. Mas diria que existe algo de mensurável nesta matéria ,uma vez que o futebol é uma Industria (o sétimo sector de actividade em contributo para o BIB Europeu) Mas mais que isso este é o acontecimento mais mediático do planeta. Estamos no topo. Se existe alguma duvida dou-vos o meu testemunho. Presenciei esta semana na Alemanha uma surpreendente euforia com o Futebol . Os carros com bandeirinhas , e abordagem obrigatória em todas as conversas. Os cafés e restaurantes estão preparados como autênticos mini estádios . Não estou a exagerar , e dirijo-me ao Pacheco Pereira reafirmando : isto é na Alemanha , não é só nos Países do terceiro mundo !
Eu acredito numa grande campanha da nossa selecção. Acredito no talento dos Portugueses sempre que têm a oportunidade de competir em iguais circunstancias.
Mais ainda daqueles que vencem a mediania e principalmente os Profetas da Desgraça.!
Vá lá , meus amigos , não sejam os “Pachecos Pereiras” cá do sitio nesta matéria !!!.
Um abraço
Força Portugal
Joaquim
Como Português fui humilhado !
Sem grande disposição para algumas das tontarias que dia a dia vão ocorrendo neste mundo , porque a Vida se foi encarregando de , mais uma vez , me lembrar como frágil é a nossa existência terrena . Num par de semanas duas notícias terríveis : o primo direito , decano da Família , sofre um acidente de carro - numa recta de mais de 2Km , uma viatura em sentido contrário ,inexplicavelmente deixa a faixa de rodagem , provoca o acidente , atirando a viatura do meu primo por uma ribanceira - como resultado , estado de coma , politraumatismos vários . Recuperação muito lenta devido às lesões e à idade . Estava a " alcateia " a procurar superar esta ferida quando somos afectados por uma outra má notícia , esta afectando-me de uma forma ainda mais violenta . O meu irmão mais velho há dois anos atrás ultrapassou , de uma forma estóica , um cancro no sistema linfático , mas , infelizmente , sintomas da terrível doença voltaram a aparecer . O calvário vai ter que ser novamente percorrido . O suporte anímico é e vai ser decisivo , sendo imperioso uma disponibilidade afectiva total de quem lhe é mais próximo .
Estes dois factos pessoais fazem reflectir sobre algo que é muito mais denso , complexo e inquietante do que qualquer questão estratégica - a Vida ! Desde os primeiros filosofos gregos que a questão : quem somos , de onde vimos , para onde vamos ? - continua a pertubar a mente humana . Esta inquietação ganha outra dimensão quando somos confrontados com a nossa fragilidade enquanto seres vivos .
Servem estas linhas para catarse dos meus estados de alma , esperando a vossa compreensão e desculpa por ocupar este espaço de liberdade com assuntos pessoais . O meu título não tem nada a ver com o que escrevi até agora . Vamos lá ao tema do artigo . Via um noticiário televisivo - Euronews ou CNN ( os nossos telejornais são muito maus no tocante a notícias internacionais ) -relativamente às recentes eleições na Holanda , deram uma pequena entrevista com o lider do partido da Liberdade , que com grande probabilidade irá ser um dos partidos de coligação para a formação do novo governo . Esse senhor , do qual não fixei o nome , para além de fazer alguns comentários sobre emigração , expansão do islamismo , defendeu mais Holanda versus menos Europa , leia-se UE . Em particular fez o seguinte comentário como demonstrativo da sua tese : estamos cansados de dar dinheiro para UE para que países como Portugal e Roménia andem a construir auto-estradas . Este comentário , como Português , humilhou-me ! Não sendo toda a verdade , aquele comentário não deixa , também , de ser verdade . Cada um fará a leitura como quizer , a minha é : aqui estão uns tipos ( portugueses , que é a razão da minha humilhação ) que fazem pouco pela vida e que vivem acima das suas possibilidades à custa do esforço alheio . Esquema pobrezinho que vive das esmolas angariadas à porta da igreja . Isto para mim é humilhante ! Enquanto pessoa não fui educado para viver desta forma . Houve na minha vida uma pessoa que me marcou profundamente - a minha avó paterna ( aliás a única que conheci ) . Esta Senhora , com uma infinita sabedoria pelas muitas dificuldades que a vida lhe apresentou e que ela soube ultrapassar , de uma forma singular e superior sob todos os ângulos possíveis de análise , ensinou-me / ensinou-nos que na vida teriamos direito a tudo o que o nosso trabalho e engenho fosse capaz de nos proporcionar . Esta tem sido um valor que me norteia , imutável . Sabendo que o colectivo a que pertenço - Portugal enquanto nação - poderá não ter que se guiar exactamente pelos mesmos valores que regem a minha vida , mesmo assim não deixo de ter uma enorme dificuldade em perceber e aceitar que a nossa vida colectiva não tenha aquele princípio orientador . É nesta disfunção entre o eu pessoa singular - que não admite viver às custas dos outros , e o eu parte integrante de um colectivo que se sujeita a dependências que podem ser ultrajantes , que surge o meu sentimento de humilhação .
Dizia essa minha avó que ninguém é pobre senão do juizo ! Neste particular o meu Portugal vai-se revelando muito pobrezinho .
Um abraço
Adolfo
Estes dois factos pessoais fazem reflectir sobre algo que é muito mais denso , complexo e inquietante do que qualquer questão estratégica - a Vida ! Desde os primeiros filosofos gregos que a questão : quem somos , de onde vimos , para onde vamos ? - continua a pertubar a mente humana . Esta inquietação ganha outra dimensão quando somos confrontados com a nossa fragilidade enquanto seres vivos .
Servem estas linhas para catarse dos meus estados de alma , esperando a vossa compreensão e desculpa por ocupar este espaço de liberdade com assuntos pessoais . O meu título não tem nada a ver com o que escrevi até agora . Vamos lá ao tema do artigo . Via um noticiário televisivo - Euronews ou CNN ( os nossos telejornais são muito maus no tocante a notícias internacionais ) -relativamente às recentes eleições na Holanda , deram uma pequena entrevista com o lider do partido da Liberdade , que com grande probabilidade irá ser um dos partidos de coligação para a formação do novo governo . Esse senhor , do qual não fixei o nome , para além de fazer alguns comentários sobre emigração , expansão do islamismo , defendeu mais Holanda versus menos Europa , leia-se UE . Em particular fez o seguinte comentário como demonstrativo da sua tese : estamos cansados de dar dinheiro para UE para que países como Portugal e Roménia andem a construir auto-estradas . Este comentário , como Português , humilhou-me ! Não sendo toda a verdade , aquele comentário não deixa , também , de ser verdade . Cada um fará a leitura como quizer , a minha é : aqui estão uns tipos ( portugueses , que é a razão da minha humilhação ) que fazem pouco pela vida e que vivem acima das suas possibilidades à custa do esforço alheio . Esquema pobrezinho que vive das esmolas angariadas à porta da igreja . Isto para mim é humilhante ! Enquanto pessoa não fui educado para viver desta forma . Houve na minha vida uma pessoa que me marcou profundamente - a minha avó paterna ( aliás a única que conheci ) . Esta Senhora , com uma infinita sabedoria pelas muitas dificuldades que a vida lhe apresentou e que ela soube ultrapassar , de uma forma singular e superior sob todos os ângulos possíveis de análise , ensinou-me / ensinou-nos que na vida teriamos direito a tudo o que o nosso trabalho e engenho fosse capaz de nos proporcionar . Esta tem sido um valor que me norteia , imutável . Sabendo que o colectivo a que pertenço - Portugal enquanto nação - poderá não ter que se guiar exactamente pelos mesmos valores que regem a minha vida , mesmo assim não deixo de ter uma enorme dificuldade em perceber e aceitar que a nossa vida colectiva não tenha aquele princípio orientador . É nesta disfunção entre o eu pessoa singular - que não admite viver às custas dos outros , e o eu parte integrante de um colectivo que se sujeita a dependências que podem ser ultrajantes , que surge o meu sentimento de humilhação .
Dizia essa minha avó que ninguém é pobre senão do juizo ! Neste particular o meu Portugal vai-se revelando muito pobrezinho .
Um abraço
Adolfo
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Mais desabafos
Temos já várias vezes falado de educação e , neste particular, estamos de acordo. Lembro um escrito do Adolfo que gerou discussão e aprovação.
Sou dos que acredita que o facto de 100% da população ter acesso ao ensino é não só justo mas significa o progresso de uma sociedade.
Ora se é compreensível que qualquer pais em que apenas iam á escola 17% da população tem dificuldades em rápidamente implementar o acesso ilimitado (em escolas, professores, material escolar, etc), seria de esperar que passados 35 anos, o ensino se devia caracterizar não só pela quantidade das pessoas abrangidas mas também pela qualidade das matérias e finalmente por sistemas de avaliação dos alunos e professores , beneficiando os melhores e penalizando os piores !
Falamos, por exemplo, no restabelecimento dos quadros de honra, da imposição coativa da disciplina quando necessário e a responsabilização de professores e pais.
É bem de ver que a culpa aqui não morre solteira é dos políticos ,dos professores e respectivos sindicatos e , em grande medida também dos pais.
Quero , no entanto hoje falar dos políticos.
O que se vê crescer progressivamente desde Abril é a ausência de rigôr nas escolas.
Os meninos não podem fazer exames porque a pressão é grande e os testes, quando existem, são de cruzes~mesmo os de linguas, o que faz com que ninguém saiba escrever ou mesmo compreenda o que está escrito ( a iletracia).
Por outro lado, as matérias do curriculum mudam todos os anos não contribuindo para um progresso harmónico da evolução da aprendizagem.
Vimos por exemplo um governo de direita ter abolido o Camões e tê-lo substituido pelo Saramago. Seria o mesmo que em Ingalaterra abolir o Shakespere e substituí-lo pelo E. Stanley Gardner ( o que criou o Perry Mason), já vimos governos de esquerda abolirem as faltas e exames e permitirem que individuos que não obtiveram notas para passar continuem ad aeternum sem chumbar já que o que verdadeiramente interessa são as estatísticas e não a educação.
Agora temos mais uma decisão da MInistra da Educação que permite por lei que os alunos do 8º anos que não obtiveram nota para passarem para o 9º ano, podem no entanto submeterem-se a exame do 9º ano !
Ora isto é mais uma estupidez. Para além da injustiça relativa (porque não noutros anos da escolaridade?), vem afirmar-se que, afinal a frequência das aulas não é necessária, desautoriza a escola que tinha chumbado estes meninos e alinha no maior facilitismo que se possa imaginar.
Que os nossos ministros são na sua esmagadora maioria incompetentes , não é novidade para ninguém. No entanto uma decisão deste tipo não requer competência mas sim de bom senso e uma visão da educação e da cultura que forma ignorantes. Dizia-me o Manel há uns anos no Luxemburgo: se estes tipos permitem no técnico indivíduos com negativa a matemática, não nos podemos admirar que as pontes caiam !
Parece-me , portanto que se deve criar uma nova doença na faculdade de medicina e encontar tratamento adequado, A Bem da Nação : a síndrome política (em linguagem corrente, trata-se de uma doença que transforma uma pessoa de inteligência normal em perfeita idiota só pelo simples facto de ser ministro ou membro do governo).
Finalmente dizia outro dia o Prof Jorge Miranda: já que se fala tanto em poupar o dinheiro do Estado , talvez fosse mais apropriado ter um ministério que se encarregasse da educação e cultura., em vez de termos um para o ensino primário e secundário , outro para o ensino universitário e outro para a cultura !
Pois......
Sou dos que acredita que o facto de 100% da população ter acesso ao ensino é não só justo mas significa o progresso de uma sociedade.
Ora se é compreensível que qualquer pais em que apenas iam á escola 17% da população tem dificuldades em rápidamente implementar o acesso ilimitado (em escolas, professores, material escolar, etc), seria de esperar que passados 35 anos, o ensino se devia caracterizar não só pela quantidade das pessoas abrangidas mas também pela qualidade das matérias e finalmente por sistemas de avaliação dos alunos e professores , beneficiando os melhores e penalizando os piores !
Falamos, por exemplo, no restabelecimento dos quadros de honra, da imposição coativa da disciplina quando necessário e a responsabilização de professores e pais.
É bem de ver que a culpa aqui não morre solteira é dos políticos ,dos professores e respectivos sindicatos e , em grande medida também dos pais.
Quero , no entanto hoje falar dos políticos.
O que se vê crescer progressivamente desde Abril é a ausência de rigôr nas escolas.
Os meninos não podem fazer exames porque a pressão é grande e os testes, quando existem, são de cruzes~mesmo os de linguas, o que faz com que ninguém saiba escrever ou mesmo compreenda o que está escrito ( a iletracia).
Por outro lado, as matérias do curriculum mudam todos os anos não contribuindo para um progresso harmónico da evolução da aprendizagem.
Vimos por exemplo um governo de direita ter abolido o Camões e tê-lo substituido pelo Saramago. Seria o mesmo que em Ingalaterra abolir o Shakespere e substituí-lo pelo E. Stanley Gardner ( o que criou o Perry Mason), já vimos governos de esquerda abolirem as faltas e exames e permitirem que individuos que não obtiveram notas para passar continuem ad aeternum sem chumbar já que o que verdadeiramente interessa são as estatísticas e não a educação.
Agora temos mais uma decisão da MInistra da Educação que permite por lei que os alunos do 8º anos que não obtiveram nota para passarem para o 9º ano, podem no entanto submeterem-se a exame do 9º ano !
Ora isto é mais uma estupidez. Para além da injustiça relativa (porque não noutros anos da escolaridade?), vem afirmar-se que, afinal a frequência das aulas não é necessária, desautoriza a escola que tinha chumbado estes meninos e alinha no maior facilitismo que se possa imaginar.
Que os nossos ministros são na sua esmagadora maioria incompetentes , não é novidade para ninguém. No entanto uma decisão deste tipo não requer competência mas sim de bom senso e uma visão da educação e da cultura que forma ignorantes. Dizia-me o Manel há uns anos no Luxemburgo: se estes tipos permitem no técnico indivíduos com negativa a matemática, não nos podemos admirar que as pontes caiam !
Parece-me , portanto que se deve criar uma nova doença na faculdade de medicina e encontar tratamento adequado, A Bem da Nação : a síndrome política (em linguagem corrente, trata-se de uma doença que transforma uma pessoa de inteligência normal em perfeita idiota só pelo simples facto de ser ministro ou membro do governo).
Finalmente dizia outro dia o Prof Jorge Miranda: já que se fala tanto em poupar o dinheiro do Estado , talvez fosse mais apropriado ter um ministério que se encarregasse da educação e cultura., em vez de termos um para o ensino primário e secundário , outro para o ensino universitário e outro para a cultura !
Pois......
Desabafo
Desta vez estou mesmo chateado com o meu amigo Manel.
Então o meu amigo pensa que as minhas observações têm índole político partidária ?
Que tenho eu a ver com o Jaime Gama ou com membros do Governo a namorarem o João Jardim ?
Ser´+a que me confunde com eles?
Será que ao longo destes escritos no noso blog ainda não provei a minha independência e o facto de pensar pela minha própria cabeça ?
Podemos ter pontos de vista diferentes, claro, mas são baseados em opiniões próprias e não induzidas pelos partidos é assim que eu entendo , senão nem vale a pena discutir os assuntos. Decalca-se dos partidos e já está.
Eu concordo ou discordo disto ou daquilo por razões objectivas e portanto critico á esquerda´e á direita.Posso ter razão ou não claro mas faço-o com INDEPENDENCIA INTELECTUAL.
Não alinho em tal maniqueísmo estúpido e pensava que isto estava claro, mas pelos vistos enganei-me.
Se o Manel quer provar que o Jardim é um excelente político, que o faça apresentando factos.Está no seu direito.
Se o Gama e os membros do Governo o namoram signica que são tão estúpidos como ele e NÃO FAZEM QUE A MINHA OPINIÃO mude um milímetro ou mesmo um micron sequer!
Então o meu amigo pensa que as minhas observações têm índole político partidária ?
Que tenho eu a ver com o Jaime Gama ou com membros do Governo a namorarem o João Jardim ?
Ser´+a que me confunde com eles?
Será que ao longo destes escritos no noso blog ainda não provei a minha independência e o facto de pensar pela minha própria cabeça ?
Podemos ter pontos de vista diferentes, claro, mas são baseados em opiniões próprias e não induzidas pelos partidos é assim que eu entendo , senão nem vale a pena discutir os assuntos. Decalca-se dos partidos e já está.
Eu concordo ou discordo disto ou daquilo por razões objectivas e portanto critico á esquerda´e á direita.Posso ter razão ou não claro mas faço-o com INDEPENDENCIA INTELECTUAL.
Não alinho em tal maniqueísmo estúpido e pensava que isto estava claro, mas pelos vistos enganei-me.
Se o Manel quer provar que o Jardim é um excelente político, que o faça apresentando factos.Está no seu direito.
Se o Gama e os membros do Governo o namoram signica que são tão estúpidos como ele e NÃO FAZEM QUE A MINHA OPINIÃO mude um milímetro ou mesmo um micron sequer!
Madeira
Ora ainda bem que tudo está bem. Foi rápido, porque não ficou mais tempo para se embevecer com a "obra" do João Jardim?
Bom, os seus comentários á minha "surpreendente" reacção, não colhem, meu amigo.
Que me importa que o Jaime Gama ou outros digam bem do Jardim ?
Que afinidades tenho eu com tal criatura ?
Talvez uma leitura do meu livro a pags 192 e sgs lhe dê uma ideia o que penso da classe política. E quando falo da classe política é de TODA a classe política e não do partido A ou B. Procuro usar óculos brancos neutros nas minhas apreciações.
Parece-me que o meu amigo Manel me confunde com ele próprio que vê muitas coisas pelos óculos laranja.
Como tem visto pelos meus escritos as minhas críticas são baseadas em opiniões que procuro sejam objectivas. Já fiz elogios ao líder do PSD e , em contrapartida criticas ao Governo em muitas áreas mormente no actual pacote de medidas contraproducentes etc.
POrtanto, sejamos claros. Se o meu amigo entende que o Jardim é um exemplo para o país, devo dizer-lhe que tal atitude, na minha opinião e com bastante pena , não o beneficia, ponto final.
Não é por ser políticamente correcto ou não . É por acreditar ou não nos princípios democráticos , de repudiar o caciquismo, o pactuar com a injusta repartição dos dinheiros públicos (50% do que recebem as autarquias do país), ser contra o endividamento (o da Madeira é mais de 300% sobre o PIB ali produzido) e contra o desiquilibrio orçamental (muito maior em proporção que o do Estado português)e mesmo com a falta de educação e de chá de um dirigente político.
Ou será que o endividamento e o desiquilibrio orçamental só é mau quando é do país e na Madeira já se justifica ?. E o mesmo se diga do endividamento. Ou será que se não admite que o Estado não pode ter órgãos de informação excepto na Madeira em que o Governo regional tem um jornal pago 100% pelo erário público (ou seja por todos nós) em que a oposição não tem acesso e , pelo contrário, os caciques locais aproveitam para fazer propagenda á maneira do Izvestya das suas acções e onde o Presidente do Governo Regonal aproveita como é seu timbre para insultar os seus opositores políticos ?
É aceitável que após a acusação pelo MP de vários autarcas na Madeira o Presidente Jardim tenha pedido a substituição destes magistrados por membros da região ?
Não será estranho que o Director do Jornal Notícias da Madeira se tenha demitido em virtude de constantes pressoes do Governo Regional ?
Ou as pressões só interessam quando é o Sócrates ?.
Como lhe digo, não devemos ser políticamente correcto ou incorrecto: devemos é ser coerentes !
Bom, os seus comentários á minha "surpreendente" reacção, não colhem, meu amigo.
Que me importa que o Jaime Gama ou outros digam bem do Jardim ?
Que afinidades tenho eu com tal criatura ?
Talvez uma leitura do meu livro a pags 192 e sgs lhe dê uma ideia o que penso da classe política. E quando falo da classe política é de TODA a classe política e não do partido A ou B. Procuro usar óculos brancos neutros nas minhas apreciações.
Parece-me que o meu amigo Manel me confunde com ele próprio que vê muitas coisas pelos óculos laranja.
Como tem visto pelos meus escritos as minhas críticas são baseadas em opiniões que procuro sejam objectivas. Já fiz elogios ao líder do PSD e , em contrapartida criticas ao Governo em muitas áreas mormente no actual pacote de medidas contraproducentes etc.
POrtanto, sejamos claros. Se o meu amigo entende que o Jardim é um exemplo para o país, devo dizer-lhe que tal atitude, na minha opinião e com bastante pena , não o beneficia, ponto final.
Não é por ser políticamente correcto ou não . É por acreditar ou não nos princípios democráticos , de repudiar o caciquismo, o pactuar com a injusta repartição dos dinheiros públicos (50% do que recebem as autarquias do país), ser contra o endividamento (o da Madeira é mais de 300% sobre o PIB ali produzido) e contra o desiquilibrio orçamental (muito maior em proporção que o do Estado português)e mesmo com a falta de educação e de chá de um dirigente político.
Ou será que o endividamento e o desiquilibrio orçamental só é mau quando é do país e na Madeira já se justifica ?. E o mesmo se diga do endividamento. Ou será que se não admite que o Estado não pode ter órgãos de informação excepto na Madeira em que o Governo regional tem um jornal pago 100% pelo erário público (ou seja por todos nós) em que a oposição não tem acesso e , pelo contrário, os caciques locais aproveitam para fazer propagenda á maneira do Izvestya das suas acções e onde o Presidente do Governo Regonal aproveita como é seu timbre para insultar os seus opositores políticos ?
É aceitável que após a acusação pelo MP de vários autarcas na Madeira o Presidente Jardim tenha pedido a substituição destes magistrados por membros da região ?
Não será estranho que o Director do Jornal Notícias da Madeira se tenha demitido em virtude de constantes pressoes do Governo Regional ?
Ou as pressões só interessam quando é o Sócrates ?.
Como lhe digo, não devemos ser políticamente correcto ou incorrecto: devemos é ser coerentes !
Um Viva à Madeira
Primeiro, esta nota de " Um Viva à Madeira": a família estava óptima, o tempo excelente e ... tratei-me bem! A recuperação após "catástrofe" pareceu-me boa a todos os níveis e o movimento de turistas é disso o bom atestado.
O progresso existente na Região, disse ainda, «é um trabalho notável, é uma conquista extraordinária, é uma obra ímpar e isso deve ser reconhecido».
«A Madeira é bem o exemplo com Democracia, com Autonomia, com a integração Europeia de um vasto e notável progresso no país», afirmou.
«Mas toda esta obra históricamente tem um rosto e um nome e esse nome é o do presidente do Governo Regional da Madeira, a quém quero prestar uma homenagem, na diferença de posições, por esta obra e este resultado».
Agora, que recuperei as mensagens dos meus caríssimos, não posso deixar de comentar a surpreendente reacção do Jorge aos meus comentários sobre a "calidade" da actual classe política. Eu sei que não é politicamente correcto "não dizer mal" do Alberto João; até não pareceu tão politicamente incorrecto chamar-lhe em determinada altura o Bokassa Branco! No entanto prefiro não fazer mais comparações, fico-me pela imagem de um Parlamento que parece um condomínio fechado - gostava mesmo que os meus amigos comentassem -, e qualquer dia vou estender a imagem a outras estruturas de controle desta sociedade, como por exemplo a comunicação social. Voltarei a isto.
Mas já agora, meu querido Jorge, para que a memória não se esfume, anexo esta reprodução, que tem dois anitos!:
"Na sexta-feira passada, durante a visita à Região do presidente da Assembleia da República, no âmbito do Congresso da Associação Nacional de Freguesias, o socialista Jaime Gama, afirmou que Alberto João Jardim«é um exemplo supremo na vida democrática e do que é um combate político combativo».
O progresso existente na Região, disse ainda, «é um trabalho notável, é uma conquista extraordinária, é uma obra ímpar e isso deve ser reconhecido».
«A Madeira é bem o exemplo com Democracia, com Autonomia, com a integração Europeia de um vasto e notável progresso no país», afirmou.
«Mas toda esta obra históricamente tem um rosto e um nome e esse nome é o do presidente do Governo Regional da Madeira, a quém quero prestar uma homenagem, na diferença de posições, por esta obra e este resultado».
Veja-se nesta cena a felicidade estampada nos rostos socialistas do Presidente da Assembleia da Republica e do Ministro Ajudante do Sr Primeiro Sócrates.
Futebol
Não sei se os meus amigos viram o jogo treino com Moçambique. Mas , se não viram, não perderam nada.
O ritmo de samba, a falta de fio de jogo torna a nossa equipa um conjunto de jogadores e não uma equipa.
Em toda a 1ª parte só houve um remate á baliza que foi á trave mas da baliza de Portugal!
Entretanto os responsáveis da selecção e a numenklatura jornalística, continuam com as loas que é a brincar , et, etc.
O que é facto é que a Inglaterra, o Brasil e a Espanha, mesmo a brincar dão aos 5 e aos 6 a equipas que, apesar de tudo, são muito mais fortes que Moçambique.
Ou seja vamos começar para a semana a sério tendo passado magníficos 15 dias de férias!
Já prevejo as desculpas para a nossa mais que previsível eliminação : perdemos o Nani, estava frio (o Fortes dizia que o corpo lhe pedia caminha nos Jogos Olimpicos) ou , em última análise, as más arbitragens !
Claro que, se ganharmos á Costa do Marfim seremos heróis e já não nos lembraremos da falta que lhes fez o Drogba.
Infelizmente , por este caminho, nem sem Drogba lhes conseguimos ganhar.
Resta para os jogadores o turismo e as férias que compensaram uma época difícil época.
Viram o enfado com que as nossas vedetas enfrentaram os emigrantes portugueses que, com uma lágrima no olho, se deslocaram para ver os representantes da sua terra?
Uma MInistra francesa foi visitar a selecção do seu país ao seu quartel general na àfrica do Sul. Ao ver o luxo e a opulência das condições oferecidas aos jogadores e a sua entourage, ficou chocada e não teve pejo de criticar a sua selecção porque " em tempo de crise é preciso alguma decência"
Assino por baixo.
Algumas notas individuais:
A perca do Nani é sem dúvida importante , trata-se do melhor avançado e incluindo o Ronaldo que não marcou até agora um golo sequer mesmo na fase de qualificação. Todavia, o rapaz não vai fazer grande falta pois o inteligente seleccionador o considerava apenas o suplente do Simão que não tem dado uma para a caixa e particularmente neste jogo foi uma nódoa.
A substituição de Nani por um defesa do Benfia, nem sequer um jogador indiscutível na sua equipa, diz tudo do seleccionador. Já não chegavam 10 defesas, foi preciso reforçar ainda mais a defesa. E daí talvez o homem tenha razão : a incapacidade de Miguel e Ferreira é de tal ordem que talvez Amorim faça uma perninha.
Carvalho parece-me seguro e em boa forma , Alves com maus passes e cortes duvidosos( foi um mau corte que deu ma bola ao poste de MOçambique. Erros destes em jogos a sério podem dar a eiminação). Coentrão em forma , no entanto parece-me que o tipo inteligente ainda o considera segunda escolha a seguir ao Duda.
O meio campo é a zona pior. Sem criatividade, a jogar 4X3X3 que quase ninguém joga, perde-se em confusões e empastela o jogo mesmo com equipas fracas. Só tem um criativo e entretanto ficaram de fora, Martins, joão Moutinho e Assis (que fez uma época excepcional mas que não joga nos grandes!)!
Salva-se o Mendes que defende bem , mas que ansioso por fazer asneira, não me admirava que o seleccionador ponha o Pepe que não joga há meses e que está compreensívelmente fora dela !Esta tipo nem devia ter vindo á selecção . Sendo um grande jogador nem é trinco nem se encontra em forma física para actuar a um nível destes.
O ataque é uma miséria: Simão uma nódoa, Liedson nos últimos 3 jogos fez 2 remates !, Ronaldo , o costume, rodriguinhos para as bancadas e, em grande Danny.
Mas duvido que jogue , o lugar é do Simão mesmo que não jogue nada !
O homem do Bremen marcou os golos mas é um cepo claro e quando lhe chamam goleador é para rir: marcou 7 golos no campeonato alemão. Entretanto deixa-se em casa o Makukula que marcou 25 golos. Cepo por cepo , prefiro quem marca.
Estamos feitos.
E também o Bloco Central que agora (des)governa o país, não terá grande folga da opiinião pública que a acontecer o que parece óbvio, a nossa eliminação, depressa se voltará para as tristes realidades actuais.
O ritmo de samba, a falta de fio de jogo torna a nossa equipa um conjunto de jogadores e não uma equipa.
Em toda a 1ª parte só houve um remate á baliza que foi á trave mas da baliza de Portugal!
Entretanto os responsáveis da selecção e a numenklatura jornalística, continuam com as loas que é a brincar , et, etc.
O que é facto é que a Inglaterra, o Brasil e a Espanha, mesmo a brincar dão aos 5 e aos 6 a equipas que, apesar de tudo, são muito mais fortes que Moçambique.
Ou seja vamos começar para a semana a sério tendo passado magníficos 15 dias de férias!
Já prevejo as desculpas para a nossa mais que previsível eliminação : perdemos o Nani, estava frio (o Fortes dizia que o corpo lhe pedia caminha nos Jogos Olimpicos) ou , em última análise, as más arbitragens !
Claro que, se ganharmos á Costa do Marfim seremos heróis e já não nos lembraremos da falta que lhes fez o Drogba.
Infelizmente , por este caminho, nem sem Drogba lhes conseguimos ganhar.
Resta para os jogadores o turismo e as férias que compensaram uma época difícil época.
Viram o enfado com que as nossas vedetas enfrentaram os emigrantes portugueses que, com uma lágrima no olho, se deslocaram para ver os representantes da sua terra?
Uma MInistra francesa foi visitar a selecção do seu país ao seu quartel general na àfrica do Sul. Ao ver o luxo e a opulência das condições oferecidas aos jogadores e a sua entourage, ficou chocada e não teve pejo de criticar a sua selecção porque " em tempo de crise é preciso alguma decência"
Assino por baixo.
Algumas notas individuais:
A perca do Nani é sem dúvida importante , trata-se do melhor avançado e incluindo o Ronaldo que não marcou até agora um golo sequer mesmo na fase de qualificação. Todavia, o rapaz não vai fazer grande falta pois o inteligente seleccionador o considerava apenas o suplente do Simão que não tem dado uma para a caixa e particularmente neste jogo foi uma nódoa.
A substituição de Nani por um defesa do Benfia, nem sequer um jogador indiscutível na sua equipa, diz tudo do seleccionador. Já não chegavam 10 defesas, foi preciso reforçar ainda mais a defesa. E daí talvez o homem tenha razão : a incapacidade de Miguel e Ferreira é de tal ordem que talvez Amorim faça uma perninha.
Carvalho parece-me seguro e em boa forma , Alves com maus passes e cortes duvidosos( foi um mau corte que deu ma bola ao poste de MOçambique. Erros destes em jogos a sério podem dar a eiminação). Coentrão em forma , no entanto parece-me que o tipo inteligente ainda o considera segunda escolha a seguir ao Duda.
O meio campo é a zona pior. Sem criatividade, a jogar 4X3X3 que quase ninguém joga, perde-se em confusões e empastela o jogo mesmo com equipas fracas. Só tem um criativo e entretanto ficaram de fora, Martins, joão Moutinho e Assis (que fez uma época excepcional mas que não joga nos grandes!)!
Salva-se o Mendes que defende bem , mas que ansioso por fazer asneira, não me admirava que o seleccionador ponha o Pepe que não joga há meses e que está compreensívelmente fora dela !Esta tipo nem devia ter vindo á selecção . Sendo um grande jogador nem é trinco nem se encontra em forma física para actuar a um nível destes.
O ataque é uma miséria: Simão uma nódoa, Liedson nos últimos 3 jogos fez 2 remates !, Ronaldo , o costume, rodriguinhos para as bancadas e, em grande Danny.
Mas duvido que jogue , o lugar é do Simão mesmo que não jogue nada !
O homem do Bremen marcou os golos mas é um cepo claro e quando lhe chamam goleador é para rir: marcou 7 golos no campeonato alemão. Entretanto deixa-se em casa o Makukula que marcou 25 golos. Cepo por cepo , prefiro quem marca.
Estamos feitos.
E também o Bloco Central que agora (des)governa o país, não terá grande folga da opiinião pública que a acontecer o que parece óbvio, a nossa eliminação, depressa se voltará para as tristes realidades actuais.
Trabalhar
De acordo com um professor catedrático de Recursos Humanos penso do ISCTE , cada feriado custa ao país cerca de 37 milhões de euros.
Portugal é o país , a seguir á Itália, que tem mais férias e feriados na UE.
Assim parece-me de saudar uma iniciativa parlamentar(acho que do PS) que pretende reduzir 4 feriados por ano e , também, juntá-los aos fins de semana para evitar as chamadas "pontes".
Se a iniciativa é de louvar, o seu sucesso é duvidoso. Segundo parece os deputados já começaram a discutir o assunto e uns acham que devem ser só feriados religiosos mantendo os laicos inalterados, outros o contrário, outros fifty fifty enter laicos e religiosos e outros acham que nesta conjuntura difícil isto não agradará ao povo!!!
Não há paciência.
Outra boa notícia , para compensar o clima habitual de bota abaixo é de que a balança energética em Portugal, pela 1ª vez na nossa história é superavitária. O país conseguiu exportar mais electricidade do que a que importa. Num país em que só temos más notícias é de saudar esta que é sem dúvida boa.
Portugal é o país , a seguir á Itália, que tem mais férias e feriados na UE.
Assim parece-me de saudar uma iniciativa parlamentar(acho que do PS) que pretende reduzir 4 feriados por ano e , também, juntá-los aos fins de semana para evitar as chamadas "pontes".
Se a iniciativa é de louvar, o seu sucesso é duvidoso. Segundo parece os deputados já começaram a discutir o assunto e uns acham que devem ser só feriados religiosos mantendo os laicos inalterados, outros o contrário, outros fifty fifty enter laicos e religiosos e outros acham que nesta conjuntura difícil isto não agradará ao povo!!!
Não há paciência.
Outra boa notícia , para compensar o clima habitual de bota abaixo é de que a balança energética em Portugal, pela 1ª vez na nossa história é superavitária. O país conseguiu exportar mais electricidade do que a que importa. Num país em que só temos más notícias é de saudar esta que é sem dúvida boa.
Mais do mesmo
Nem de propósito, no seguimento do que escrevi ontem, leio hoje de manhã um artigo de Paul Krugman intitulado : Krugman acusa a Europa de masoquismo.
No artigo "The Global transmission of european austerity" diz o homem:" Alguém já pensou sériamente em como tudo isto afecta todo o mundo e também os EEUU ?Isto está a pôr-se feio. Os EEUU têm que pensar numa forma de se distanciarem deste masoquismo europeu."
Diz ainda o Presidente da Reserva Federal Bernake que as consequências do exagero das medidas tomadas na Europa, irá pôr em causa o crescimento económico nessa região e afectará também o crescimento nos EEUU.
São mais 2 achegas.
Entretanto os mercados continuam instáveis, temendo, e com razão, uma recessão económica na UE, prova de que as medidas tomadas não conseguiram obter qualquer sucesso na defesa do euro , que continua a caír.
Numa poll realizada a investidores internacionais, 73% dos inquiridos discorda das medidas tomadas na Europa e apontam para o incumprimento por parte da Grécia e mesmo a sua saída da zona euro !
Não me admirava nada que no próximo futuro, estejamos a discutir investimentos públicos massivos para fazer crescer a economia !
No artigo "The Global transmission of european austerity" diz o homem:" Alguém já pensou sériamente em como tudo isto afecta todo o mundo e também os EEUU ?Isto está a pôr-se feio. Os EEUU têm que pensar numa forma de se distanciarem deste masoquismo europeu."
Diz ainda o Presidente da Reserva Federal Bernake que as consequências do exagero das medidas tomadas na Europa, irá pôr em causa o crescimento económico nessa região e afectará também o crescimento nos EEUU.
São mais 2 achegas.
Entretanto os mercados continuam instáveis, temendo, e com razão, uma recessão económica na UE, prova de que as medidas tomadas não conseguiram obter qualquer sucesso na defesa do euro , que continua a caír.
Numa poll realizada a investidores internacionais, 73% dos inquiridos discorda das medidas tomadas na Europa e apontam para o incumprimento por parte da Grécia e mesmo a sua saída da zona euro !
Não me admirava nada que no próximo futuro, estejamos a discutir investimentos públicos massivos para fazer crescer a economia !
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Os burros
Apesar de, sempre que defendo as minhas ideias o faça com a força das convicções, não posso deixar de ser influenciado pelos comentários dos meus amigos bloguistas. Queria confessar que as vossas ideias , sobretudo aquelas em que discordam de mim, têm em mim uma influência muito grande. O que nos une é de longe uma questão de afecto de pessoas que passaram muito em comum. Mas, também o respeito intelectual por pessoas que respeito pelas suas ideias , pela sua inteligência e por sermos pessoas de bem que queremos , ainda que de forma muito modesta, contribuir para o melhor da nossa terra.
Daí, que sempre que haja discordâncias entre nós, me preocupe com honestidade intelectual de aprender e ser escravo daquela dúvida metódica cartesiana de descobrir se afinal estou ou não do lado da razão (mesmo que o não confesse).Como é óbvio nunca o conseguirei.
Assim, dado que os meus amigos me conhecem, sabem perfeitamente que as minhas convicções são directamente proporcionais ás minhas dúvidas !
Portanto quando pessoas , como os meus amigos, discordam de mim, isso transforma-se não num jogo do berlinde, mas, pelo contrário, num desafio sobre a bondade das posições que defendo e me fazem perguntar se afinal sou eu que tenho razão ou se pelo contrário tenho que reconhecer que não é o caso (com grande pena minha).
Vem isto a propósito do Keynes e das medidas tomadas pela UE e consequentemente por Portugal para resolver a crise instalada.
Eu defendo, como Keynes (desculpem a arrogância, quem sou eu ?), que as medidas tomadas pela UE relativamente á crise actual terão um efeito contrário e não resolverão o problema do défice público e do endividamento.
Nomeadamente o facto de se acabar com o investimento público ( e não falo do TGV mas de tudo resto: hospitais, estradas, escolas, etc). E falo não só em Portugal como na Europa.
Embora em termos morais seja aceitável que as economias endividadas não se devem endividar ainda mais, a verdade é que a economia política não é guiada por conceitos morais mas económicos. E , se é verdade que o endividamento atingiu níveis assustadores , é também verdade, como diz Keynes , que ele só pode ser resolvido numa primeira fase pelo investimento público (em Portugal e na Europa).
Estou convencido disso porque sou pouco influenciado pelos sound bites (também os sentimos na empresa em que trabalhámos com os resultados que estão á vista) e sou mais influenciado por práticas já experimentadas e com sucesso.
Dizem os meus amigos que as teorias (e práticas) do pensamento Keynesiano não aplicáveis na conjuntura actual. No entanto, até agora não foram capazes de me explicar porquê , a não ser porque "não há dinheiro".
Ora bem , verifiquei que não estou sózinho na minha tese e, salvo melhor opinião, estou bem acompanhado:
- O Sr Stass Kahn, presidente do FMI disse que as medidas de consolidação orçamental e do controle do endividamento não deviam ser exagerados e ~por em causa o crescimento da economia.
-No dia seguinte o Chief economist do FMI disse que medidas que causem uma deflacção económica (recessão)não só não resolverão o problema do endividamento como o tornarão ainda pior.
-Faz algumas semanas, um economista canadiano que estava na lista dos`Prémios Nobel do ano passado fez uma conferência em Lisboa e disse o seguinte: A UE está em pânico por causa do euro. Ora, o euro não está em perigo tal como o dólar , mesmo quando se desvalorizou 50% em relação ao euro, também não está.
O euro apesar de tudo ainda vale mais que o dolar e , mesmo que atingisse a paridade e mesmo se desvalorizasse em relação ao dólar continuava a ser uma moeda forte já que quase 40% do comércio mundial passa pela UE, um colosso económico.
Mesmo que , por absurdo, o euro estivesse em perigo, se se tivesse que escolher entre o euro e a economia , não se devia exitar e escolher a economia.
Disse mais, que a economia privada em Portugal, tem uma dívida externa muito superior ao Estado, o que quer dizer que nos próximos anos não haveá investimentos privados na economia e que só o investimento público, mesmo com altos indices de endividamento poderá por a economia a funcionar.Sem dúvida que há que reduzir os custos do Estado, mas, a curto prazo tal não é possível já que 75% do orçamento é para pagar os salarios dos funcionários públicos.
Quanto á falta de dinheiro diz que se a UE um colosso económico não consegue financiamento para a sua dívida o que dizer então da àfrica, América do Sul e Asia Pacícifico ? Se os bancos portuguese não têm dinheiro , há mais quem tenha, fora de Portugal.
Segundo este burro , os empréstimos dos Estados, sobretudo nos EUA, Japão e UE encontram-se entre os financiamentos com menores riscos. Conta-se pelos dedos os Estados que não solveram as suas dívidas, em comparação com os investimentos em projectos privados onde nunca há garantia de pagamento. Diz ainda que os ratios de solvabilidade dos bancos exigem emprestimos garantizados e os com maiores garantias são os empréstimos aos Estados sobretudo os Estados ricos como os menbros da UE !
-João Ferreira do Amaral, professor de economia e apoiante da direita política, disse ontem que a política da UE é incompreensível e suicidária.
-O Prof Medi´na Carreira também acha que o Keynes está acabdo e que os portugueses com não podem andar de carro, devem andar de burro (concordo 100% com a crónica do Zé sobre este personagem e afins).
-Finalmente comprei hoje um livro da autoria de um tipo que não conheço chamado Robert Skidelsky ( um professor da Universidade de WarwicK).
O que é curioso é que o título é: Keynes O regresso do Mestre e , imediatamente por baixo do título em a seguinte frase: O Grande economista e as suas teorias nunca foram tão relevantes : quem assina esta frase é sómente o Sr Paul Kruger, prémio nobel da economia.
Na contra capa pode ler-se o seguiinte do editorial da Business Week :Sildelsky explica de forma soberba a relevânvia actual das teorias de Keynes(...) É uma polémica acesa que apela fortemente a que economistas e políticos voltem a ler Keynes.
Ainda na contracapa : O Guardian, perstigiado jornal de economia diz que " Devia ser leitura obrigatória para todos os futuros ministros" e , novamente Paul Kruger " Um livro extraordináriamente estimulante , que reflecte a erudição do autor. ESTAMOS A VIVER UMA SEGUNDA ERA DE KEYNES......"
Pois meus amigos, não sabemos quem efectivemente tem razão , é preciso ver os resultados. Mas entre os políticos europeus e nacionais e o prémio nobel, entre outros, ninguém me pode levar a mal de alinhar pelos últimOS.
É nas alturas difíceis que se vêem os líderes.Nós já vivemos muitas situações em que , por muito assustados que estivessemos, fizemos uma análise fria e objectica e agimos em conformidade, mesmo quando isso afectou oa nossos corações.
O p^nico e falta de coragem dos líderes europeus, e portugueses é patente.
Basta var as afirmações dos dirigentes europeus que se desdizem nas próximas entervistas , tal qual o do Governo português e do PSD, que criam trapalhadas atrás de trapalhadas e que contribuem desta forma para a volatilidade dos mercados e para a falta de confiança dos cidadãos.
Os líderes têm que ser frios, objectivos e assertivos e não cobardes que aumentam a incerteza dos mercados. Não era ssim na nossa empresa?
Eu , como se lembram e digo-o com orgulho,. nunca alinhei pelo "save the ass policy" e , desculpem, tenho muito orgulho em dizê-lo:certamente uma pequena contribução comparada com os líderes europeus e do país.
Podem dizer os meus amigos que os que defendem o Keynes são burros. E quem sabe se estão certos?
O que eu digo é que entre os políticos europeus e nacoinais , prefiro estes burros!
Quem tem razão só os resultados decidirão, mas desculpem-me se me acho mais próximo dos que estão contra a corrente. Não sera a primeira vez.....
Daí, que sempre que haja discordâncias entre nós, me preocupe com honestidade intelectual de aprender e ser escravo daquela dúvida metódica cartesiana de descobrir se afinal estou ou não do lado da razão (mesmo que o não confesse).Como é óbvio nunca o conseguirei.
Assim, dado que os meus amigos me conhecem, sabem perfeitamente que as minhas convicções são directamente proporcionais ás minhas dúvidas !
Portanto quando pessoas , como os meus amigos, discordam de mim, isso transforma-se não num jogo do berlinde, mas, pelo contrário, num desafio sobre a bondade das posições que defendo e me fazem perguntar se afinal sou eu que tenho razão ou se pelo contrário tenho que reconhecer que não é o caso (com grande pena minha).
Vem isto a propósito do Keynes e das medidas tomadas pela UE e consequentemente por Portugal para resolver a crise instalada.
Eu defendo, como Keynes (desculpem a arrogância, quem sou eu ?), que as medidas tomadas pela UE relativamente á crise actual terão um efeito contrário e não resolverão o problema do défice público e do endividamento.
Nomeadamente o facto de se acabar com o investimento público ( e não falo do TGV mas de tudo resto: hospitais, estradas, escolas, etc). E falo não só em Portugal como na Europa.
Embora em termos morais seja aceitável que as economias endividadas não se devem endividar ainda mais, a verdade é que a economia política não é guiada por conceitos morais mas económicos. E , se é verdade que o endividamento atingiu níveis assustadores , é também verdade, como diz Keynes , que ele só pode ser resolvido numa primeira fase pelo investimento público (em Portugal e na Europa).
Estou convencido disso porque sou pouco influenciado pelos sound bites (também os sentimos na empresa em que trabalhámos com os resultados que estão á vista) e sou mais influenciado por práticas já experimentadas e com sucesso.
Dizem os meus amigos que as teorias (e práticas) do pensamento Keynesiano não aplicáveis na conjuntura actual. No entanto, até agora não foram capazes de me explicar porquê , a não ser porque "não há dinheiro".
Ora bem , verifiquei que não estou sózinho na minha tese e, salvo melhor opinião, estou bem acompanhado:
- O Sr Stass Kahn, presidente do FMI disse que as medidas de consolidação orçamental e do controle do endividamento não deviam ser exagerados e ~por em causa o crescimento da economia.
-No dia seguinte o Chief economist do FMI disse que medidas que causem uma deflacção económica (recessão)não só não resolverão o problema do endividamento como o tornarão ainda pior.
-Faz algumas semanas, um economista canadiano que estava na lista dos`Prémios Nobel do ano passado fez uma conferência em Lisboa e disse o seguinte: A UE está em pânico por causa do euro. Ora, o euro não está em perigo tal como o dólar , mesmo quando se desvalorizou 50% em relação ao euro, também não está.
O euro apesar de tudo ainda vale mais que o dolar e , mesmo que atingisse a paridade e mesmo se desvalorizasse em relação ao dólar continuava a ser uma moeda forte já que quase 40% do comércio mundial passa pela UE, um colosso económico.
Mesmo que , por absurdo, o euro estivesse em perigo, se se tivesse que escolher entre o euro e a economia , não se devia exitar e escolher a economia.
Disse mais, que a economia privada em Portugal, tem uma dívida externa muito superior ao Estado, o que quer dizer que nos próximos anos não haveá investimentos privados na economia e que só o investimento público, mesmo com altos indices de endividamento poderá por a economia a funcionar.Sem dúvida que há que reduzir os custos do Estado, mas, a curto prazo tal não é possível já que 75% do orçamento é para pagar os salarios dos funcionários públicos.
Quanto á falta de dinheiro diz que se a UE um colosso económico não consegue financiamento para a sua dívida o que dizer então da àfrica, América do Sul e Asia Pacícifico ? Se os bancos portuguese não têm dinheiro , há mais quem tenha, fora de Portugal.
Segundo este burro , os empréstimos dos Estados, sobretudo nos EUA, Japão e UE encontram-se entre os financiamentos com menores riscos. Conta-se pelos dedos os Estados que não solveram as suas dívidas, em comparação com os investimentos em projectos privados onde nunca há garantia de pagamento. Diz ainda que os ratios de solvabilidade dos bancos exigem emprestimos garantizados e os com maiores garantias são os empréstimos aos Estados sobretudo os Estados ricos como os menbros da UE !
-João Ferreira do Amaral, professor de economia e apoiante da direita política, disse ontem que a política da UE é incompreensível e suicidária.
-O Prof Medi´na Carreira também acha que o Keynes está acabdo e que os portugueses com não podem andar de carro, devem andar de burro (concordo 100% com a crónica do Zé sobre este personagem e afins).
-Finalmente comprei hoje um livro da autoria de um tipo que não conheço chamado Robert Skidelsky ( um professor da Universidade de WarwicK).
O que é curioso é que o título é: Keynes O regresso do Mestre e , imediatamente por baixo do título em a seguinte frase: O Grande economista e as suas teorias nunca foram tão relevantes : quem assina esta frase é sómente o Sr Paul Kruger, prémio nobel da economia.
Na contra capa pode ler-se o seguiinte do editorial da Business Week :Sildelsky explica de forma soberba a relevânvia actual das teorias de Keynes(...) É uma polémica acesa que apela fortemente a que economistas e políticos voltem a ler Keynes.
Ainda na contracapa : O Guardian, perstigiado jornal de economia diz que " Devia ser leitura obrigatória para todos os futuros ministros" e , novamente Paul Kruger " Um livro extraordináriamente estimulante , que reflecte a erudição do autor. ESTAMOS A VIVER UMA SEGUNDA ERA DE KEYNES......"
Pois meus amigos, não sabemos quem efectivemente tem razão , é preciso ver os resultados. Mas entre os políticos europeus e nacionais e o prémio nobel, entre outros, ninguém me pode levar a mal de alinhar pelos últimOS.
É nas alturas difíceis que se vêem os líderes.Nós já vivemos muitas situações em que , por muito assustados que estivessemos, fizemos uma análise fria e objectica e agimos em conformidade, mesmo quando isso afectou oa nossos corações.
O p^nico e falta de coragem dos líderes europeus, e portugueses é patente.
Basta var as afirmações dos dirigentes europeus que se desdizem nas próximas entervistas , tal qual o do Governo português e do PSD, que criam trapalhadas atrás de trapalhadas e que contribuem desta forma para a volatilidade dos mercados e para a falta de confiança dos cidadãos.
Os líderes têm que ser frios, objectivos e assertivos e não cobardes que aumentam a incerteza dos mercados. Não era ssim na nossa empresa?
Eu , como se lembram e digo-o com orgulho,. nunca alinhei pelo "save the ass policy" e , desculpem, tenho muito orgulho em dizê-lo:certamente uma pequena contribução comparada com os líderes europeus e do país.
Podem dizer os meus amigos que os que defendem o Keynes são burros. E quem sabe se estão certos?
O que eu digo é que entre os políticos europeus e nacoinais , prefiro estes burros!
Quem tem razão só os resultados decidirão, mas desculpem-me se me acho mais próximo dos que estão contra a corrente. Não sera a primeira vez.....
terça-feira, 8 de junho de 2010
Regionalização e descentralização
Estou há muito tempo de acrdo com o Zé (só para variar)no que respeita á regionalização.
Não só é tendencialmente despesista porque cria mais "empregos políticos" como abala a coesão nacional.
Imagine-se num paradigma de reginalização, a região mais rica do país (lisboa e Vale do Tejo ) abdicar de algumas das suas receitas para beneficiar as mais fracas ( Trás os Montes ou Alentejo).
Está-se mesmo a ver !!! Nem pensar!!!
Isto significa que as diferenças entre as regiões mais ricas e as mais pobres se iriam acentuar em vez de se reduzirem.
Aliás, se verificarem, quem reinvidica normalmente a regionalização e autonomia são as regiões mais ricas, quem não está interessado são as regiões mais pobres!
Por outro lado, Portugal é um Estado Nação e é um país pequeno.
Espanha, pelo contrário é um país com várias nações, culturas e línguas que talvez justifique uma organização tendente á regionalização e mesmo á autonomia.
Portugal , quanto a mim, não justifica nem sequer as autonomias ( ou o arremedo de autonomia )das ilhas atlênticas,
; foi uma invenção para terem uns caciques próprios e tudo a expensas do continente!
O que eles entendem por autonomia é: Passem para cá a massa e não se metam connosco deixem-nos gastá-la como muito bem entendemos! Podemos endividarmo-nos á vontade porque os empréstimos são avalizados pelo Estado que , se houver azar, terá que pagar ! É realmente perfeito ! Assim pode fazer-se "obra" !
Dito isto, no entanto tenho que aplaudir a descentralização administrativa e até á abolição ppura e simples do Governador CIvil passando as suas atribuições para os autarcas que aliás são eleitos, bem como repartições, gestão de escolas, bombeiros, polícias, etc.
o "centralismo" de Lisboa não é bom para o país, descentralização sim ,regionalização NÃO !
Não só é tendencialmente despesista porque cria mais "empregos políticos" como abala a coesão nacional.
Imagine-se num paradigma de reginalização, a região mais rica do país (lisboa e Vale do Tejo ) abdicar de algumas das suas receitas para beneficiar as mais fracas ( Trás os Montes ou Alentejo).
Está-se mesmo a ver !!! Nem pensar!!!
Isto significa que as diferenças entre as regiões mais ricas e as mais pobres se iriam acentuar em vez de se reduzirem.
Aliás, se verificarem, quem reinvidica normalmente a regionalização e autonomia são as regiões mais ricas, quem não está interessado são as regiões mais pobres!
Por outro lado, Portugal é um Estado Nação e é um país pequeno.
Espanha, pelo contrário é um país com várias nações, culturas e línguas que talvez justifique uma organização tendente á regionalização e mesmo á autonomia.
Portugal , quanto a mim, não justifica nem sequer as autonomias ( ou o arremedo de autonomia )das ilhas atlênticas,
; foi uma invenção para terem uns caciques próprios e tudo a expensas do continente!
O que eles entendem por autonomia é: Passem para cá a massa e não se metam connosco deixem-nos gastá-la como muito bem entendemos! Podemos endividarmo-nos á vontade porque os empréstimos são avalizados pelo Estado que , se houver azar, terá que pagar ! É realmente perfeito ! Assim pode fazer-se "obra" !
Dito isto, no entanto tenho que aplaudir a descentralização administrativa e até á abolição ppura e simples do Governador CIvil passando as suas atribuições para os autarcas que aliás são eleitos, bem como repartições, gestão de escolas, bombeiros, polícias, etc.
o "centralismo" de Lisboa não é bom para o país, descentralização sim ,regionalização NÃO !
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Os velhos .......
Ora pois muito bem o nosso maigo Zé ficou muito ofendido pelo facto de ter chamado velhos do Restelo aos que são contra o TGV, dizendo que, no seu caso, a questão é que no contexto actual, o TGV não se pode fazer que teremos que esperar melhores tempos.
Pois, se calhar é verdade.
Mas também é verdade que aqueles que eu chamei velhos do restelo, não têm desde o início esta posição.
São contra o TGV, tout court, agora e nunca!
É desses que falo.E são os mesmos que criticaram a política de betão, a POnte Vasco da Gama, a Expo, o Europeu, o comboio na ponte 25 de Abril (a ponte ia caír lembram-se?) ou o túnel do marquês (até os bombeiros diziam que não tinham condições de segurança), para não falar do Alqueva que durou 40 anos de discussões!!!.
Só relembrando algumas das razões apresentadas:
- Não havia ROI do investimento inicial e a simples exploração era deficitária.
Como se o investimento público tivesse que ter retorno do investimento imediato, ou seja, não teríamos caminhos de ferro desde o sec XIX , não teríamos estradas, hospitais, escolas ,etc.
Estes são os mesmos que dizem que Portugal já tem estradas que cheguem e que há autoestradas que não se justificam porque não têm movimento que as justifique, ou seja , os cidadãos de Évora e Beja e de Bragança , já só para falar em alguns, não têm direito a autoestradas !
- Após verificarem que este argumanto não colhe, começaram a pôr em causa a contribuição que o TGV pode dar para a consolidação de Portugal como país periférico na Europa. Argumentavam eles que os países escandinavos tinham o mesmo problema e não estavam interessados no TGV.
Azar, porque estes países acabaram por aderir ao projecto das vias transeuropeias, também !
- Ao argumento de que Portugal perderia o dinheiro comunitário refente a esta obra, diziam os críticos, que tal verba deveria ser utilizada em outras obras mais pequenas e úteis. Ora a verdade é que só se pode utilizar menos de 10% desse dinheiro e o restante a UE não enviará para Portugal, ponto final.
- Depois os novos argumentos foram de que a bitola utilizada era a Espanhola o que era negativo.
Ora atendendo a que a Espanha já tem o TGV (somos sempre os últimos em tudo), está-se mesmo a ver que ia destruir tudo o que já tem para satisfazer apenas um troço que vem de Portugal!!!
- Finalmente dizem que não se pode fazer agora porque não há dinheiro.
Ora se o amigo Zé não se identifica com esta malta a minha recomendação é que não enfie a carapuça.
Eu, por mim, para o acalmar não tenho qualquer dúvida em chamar-lhe velho do...Bernabéu o que certamente estará em linha com a sua recente "admiração" por Espanha.
Pois, se calhar é verdade.
Mas também é verdade que aqueles que eu chamei velhos do restelo, não têm desde o início esta posição.
São contra o TGV, tout court, agora e nunca!
É desses que falo.E são os mesmos que criticaram a política de betão, a POnte Vasco da Gama, a Expo, o Europeu, o comboio na ponte 25 de Abril (a ponte ia caír lembram-se?) ou o túnel do marquês (até os bombeiros diziam que não tinham condições de segurança), para não falar do Alqueva que durou 40 anos de discussões!!!.
Só relembrando algumas das razões apresentadas:
- Não havia ROI do investimento inicial e a simples exploração era deficitária.
Como se o investimento público tivesse que ter retorno do investimento imediato, ou seja, não teríamos caminhos de ferro desde o sec XIX , não teríamos estradas, hospitais, escolas ,etc.
Estes são os mesmos que dizem que Portugal já tem estradas que cheguem e que há autoestradas que não se justificam porque não têm movimento que as justifique, ou seja , os cidadãos de Évora e Beja e de Bragança , já só para falar em alguns, não têm direito a autoestradas !
- Após verificarem que este argumanto não colhe, começaram a pôr em causa a contribuição que o TGV pode dar para a consolidação de Portugal como país periférico na Europa. Argumentavam eles que os países escandinavos tinham o mesmo problema e não estavam interessados no TGV.
Azar, porque estes países acabaram por aderir ao projecto das vias transeuropeias, também !
- Ao argumento de que Portugal perderia o dinheiro comunitário refente a esta obra, diziam os críticos, que tal verba deveria ser utilizada em outras obras mais pequenas e úteis. Ora a verdade é que só se pode utilizar menos de 10% desse dinheiro e o restante a UE não enviará para Portugal, ponto final.
- Depois os novos argumentos foram de que a bitola utilizada era a Espanhola o que era negativo.
Ora atendendo a que a Espanha já tem o TGV (somos sempre os últimos em tudo), está-se mesmo a ver que ia destruir tudo o que já tem para satisfazer apenas um troço que vem de Portugal!!!
- Finalmente dizem que não se pode fazer agora porque não há dinheiro.
Ora se o amigo Zé não se identifica com esta malta a minha recomendação é que não enfie a carapuça.
Eu, por mim, para o acalmar não tenho qualquer dúvida em chamar-lhe velho do...Bernabéu o que certamente estará em linha com a sua recente "admiração" por Espanha.
Patetas
Ora faz o nosso amigo Manel muito bem. Que tenha uma boa viagem e que encontre todos bem.
Já agora, não deixo de verificar que este nosso amigo criou uma nova bitola para "pontuar" os políticos.
Na verdade a sua exigência relativamente aos Drs e engenheiros do Continente contrasta com a benevolência com que perdoa Jardim "porque não é pior que os outros", ou seja , um indivíduo que é uma vergonha para a democracia portuguesa (asfixia), que se caracteriza pelo despesismo do Estado e que manda ás urtigas as regras da Contabilidade Pública, merece do nosso amigo a benevolência (ou será o aplauso) do nosso amigo Manel.
Ora eu sou daqueles que já estou farto do argumento que tem obra feita, porque o que fez foi por ter recebido ao longo de 30 anos 50% !!! do total das receitas de TODAS as autarquias do país !( apesar da Madeira só ter 200 mil habitantes)
Pelo mesmo critério TODOS os Governos do país fizeram obra só que com um preço bem pesado com a situação orçamental e o endividamento.
E o endividamento da Madeira ? E so comentários anuais do Tribunal de Contas sobre a Madeira , não conta?
Pois , meu amigo ,para quem tanto critica os políticos , é realmente de ficar surpreendido ( ou talvez não ) relativamente a esta "lavagem " do Alberto.
A aplicar esta nova máxima teremos que também aceitar que o Presidente de Oeiras também tem obra feita e mesmo até a ex presidente de Felgueiras, que certamente "não são piores que os outros".
E, já agora, o Sócrates , o Barroso, o Guterres , o Cavaco, etc "também não são pior que os outros".
Que me desculpe o Manel mas não maior incoerência do que atacar uns e "lavar" outros, sobretudo este indivíduo.
Que tenha boas férias e feliz regresso.
Já agora, não deixo de verificar que este nosso amigo criou uma nova bitola para "pontuar" os políticos.
Na verdade a sua exigência relativamente aos Drs e engenheiros do Continente contrasta com a benevolência com que perdoa Jardim "porque não é pior que os outros", ou seja , um indivíduo que é uma vergonha para a democracia portuguesa (asfixia), que se caracteriza pelo despesismo do Estado e que manda ás urtigas as regras da Contabilidade Pública, merece do nosso amigo a benevolência (ou será o aplauso) do nosso amigo Manel.
Ora eu sou daqueles que já estou farto do argumento que tem obra feita, porque o que fez foi por ter recebido ao longo de 30 anos 50% !!! do total das receitas de TODAS as autarquias do país !( apesar da Madeira só ter 200 mil habitantes)
Pelo mesmo critério TODOS os Governos do país fizeram obra só que com um preço bem pesado com a situação orçamental e o endividamento.
E o endividamento da Madeira ? E so comentários anuais do Tribunal de Contas sobre a Madeira , não conta?
Pois , meu amigo ,para quem tanto critica os políticos , é realmente de ficar surpreendido ( ou talvez não ) relativamente a esta "lavagem " do Alberto.
A aplicar esta nova máxima teremos que também aceitar que o Presidente de Oeiras também tem obra feita e mesmo até a ex presidente de Felgueiras, que certamente "não são piores que os outros".
E, já agora, o Sócrates , o Barroso, o Guterres , o Cavaco, etc "também não são pior que os outros".
Que me desculpe o Manel mas não maior incoerência do que atacar uns e "lavar" outros, sobretudo este indivíduo.
Que tenha boas férias e feliz regresso.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Hungria
Mais uma má noticia para a Europa : o novo Governo húngaro avisa que os numeros usados pelo anterior estavam viciados e que o país está á beira da bancarrota.
Acho muito curiosa esta tendência dos Governos actuais para se comportarem como as Direcções dos clubes de futebol portugueses. O que é que faz uma Direcção que é eleita ? A primeira medida é "encomendar" uma auditoria que,invariàvelmente,determina que o elenco anterior aldrabou as contas e a sitação é muito pior do que se imaginava.
Pois bem,parece que a coisa está a tornar-se vulgar no que diz respeito aos Governos. O que chega diz que o anterior era aldrabão e a situação é catastrofica.Depois lá vem a desculpa estafada que a culpa é da "crise internacional" esse monstro de costas largas que esconde a incompetência e irresponsabilidade dos governantes de cada país em dificuldades.
Por mim,cruzo os dedos para que na alteração politica que se adivinha para o nosso burgo não tenhamos a "surpresa" de descobrir que,afinal,os numeros foram martelados e o buraco é maior do que nos tinham dito.
Para dizer a verdade,não me surpreenderia por aí além.Ainda guardo na memória a "honesta" afirmação do Sr. Min. das Finanças ( o tal que reivindica um estatuto de seriedade acima de qualquer dúvida.Quando assim é ,estamos sempre perante alguém "capaz de tudo"...) que em Agosto do ano passado afirmava,com maus modos e de forma arrogante,que o défice do Estado em 2009 não seria superior a 5%.Em Dezembro "descobriu" que afinal era 9,3% (só sensivelmente o dobro !!!!).Pelos vistos há quem se engane em previsões a 5 anos,mas também há quem se "engane" em contas de 4 meses.De quem desconfio mais ?
Adivinhem!!!! E oxalá as "auditorias" futuras não nos levem a maiores desilusões !!!!
Acho muito curiosa esta tendência dos Governos actuais para se comportarem como as Direcções dos clubes de futebol portugueses. O que é que faz uma Direcção que é eleita ? A primeira medida é "encomendar" uma auditoria que,invariàvelmente,determina que o elenco anterior aldrabou as contas e a sitação é muito pior do que se imaginava.
Pois bem,parece que a coisa está a tornar-se vulgar no que diz respeito aos Governos. O que chega diz que o anterior era aldrabão e a situação é catastrofica.Depois lá vem a desculpa estafada que a culpa é da "crise internacional" esse monstro de costas largas que esconde a incompetência e irresponsabilidade dos governantes de cada país em dificuldades.
Por mim,cruzo os dedos para que na alteração politica que se adivinha para o nosso burgo não tenhamos a "surpresa" de descobrir que,afinal,os numeros foram martelados e o buraco é maior do que nos tinham dito.
Para dizer a verdade,não me surpreenderia por aí além.Ainda guardo na memória a "honesta" afirmação do Sr. Min. das Finanças ( o tal que reivindica um estatuto de seriedade acima de qualquer dúvida.Quando assim é ,estamos sempre perante alguém "capaz de tudo"...) que em Agosto do ano passado afirmava,com maus modos e de forma arrogante,que o défice do Estado em 2009 não seria superior a 5%.Em Dezembro "descobriu" que afinal era 9,3% (só sensivelmente o dobro !!!!).Pelos vistos há quem se engane em previsões a 5 anos,mas também há quem se "engane" em contas de 4 meses.De quem desconfio mais ?
Adivinhem!!!! E oxalá as "auditorias" futuras não nos levem a maiores desilusões !!!!
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