segunda-feira, 14 de junho de 2010

Contraditório

Acho que a ideia do Manel é boa, aliás para ficarmos menos chateados tudo é bom.
Eu por exemplo , como Benfiquista , apesar do campeonato estar parado , continuo a ver os jogadores do Benfica quase todos os dias no campeonato do mundo.
Assim, desde o Uruguai, o Paraguai, a Argélia, a Argentina e no futuro o brasil , continuo a deliciar-me com a excelência da rapaziada que é para aproveitar já que alguns, para o ano rumarão certamente a outras paragens.

Li hoje no jornal que Espanha pode ser o próximo a seguir á Grécia e que , embora o Governo o desminta, terão que utilizar o fundo da UE/FMI.
Entretanto têm 19,7% de desemprego, ou seja tantas pessoas desempregadas com a Alemanha que tem mais do dobro da população.
Para quem nos dava 10 a zero em tudo não é mau, também nos ganham no desemprego !

Meu querido Zé sejamos rigorosos na definição das posições de cada um.
Eu nunca afirmei que não é necessário reduzir a despesa pública, pelo contrário, quer aqui quer no meu livro estou farto de insistir nessa necessidade e também , quer queiramos quer não na ladaínha de que sem redução de pessoal o problema não se resolve. Talvez o meu amigo não se lembre mas neste blog até fiz uma proposta de financiar essa redução e consegui-la no espaço de 3 legislaturas !
O que defendo é que (1) sendo a redução de pessoal uma tarefa a longo prazo , mesmo a fazer-se não terá efeitos em tempo útil (2) As reduções que não sejam o pessoal já que apenas serão de 20% terão um efeito diminuto mas terão que ser feitas.
Portanto , reconheço há muito tempo ,já lá vão 3 anos que escrevi o livro, que é necessário reduzir as despesas do Estado.
O que defendo é que simultâneamente se deve investir na economia, porque a não acontecer,ÑÃO haverá equilíbrio orçamental nem redução do endividamento , pelo contrário ele aumentará, já que as medidas levarão a uma recessão, consequantemente a uma redução do PIB. significa que reduzem automáticamente as receitas do Estado (menos empresas e menos IRS em virtude do desemprego) e aumentam as despesas (subsídios de desemprego).E mesmo que em termos nominais a despesa reduzisse e as rceitas diminuissem, com a redução do PIB, EM PERCENTAGEM, que é como se mede, o defice seria sempre maior.
Isso aconteceu no governo Barroso em que congelou aumentos na função publica, aumentou-se o IVA e vendeu-se património público e, embora as despesa tenham efectivamente diminuido, o defice aumentou de 4 % para 6%, ou não será verdade ?
E eu é que já estou farto da ladínha que não há dinheiro, porque então Maarocos, Tuníisa, India, Israel, Perú, Paraguai, etc etc etc etc, já estavam parados para obras há muito tempo.
Quanto aos europeus estarem todos de acordo com estas medidas, não me afecta nada. Não foram afinal eles que são parte do problema e que cauzaram estes problemas ?
Pois.....que credibilidade terão? Cada um fica com quem pretende claro mas eu prefiro estar longe dessa gente.

Mais um apontamento ao Zé.
O funcionamento da democracia exige transparência entre os eleitos e os eleitores e exige também que os eleitos governem de acordo com o que pretende a maioria. Não é portanto aceitável que tomem decisões que , embora acertadas, sejam contra o pretendido pela maioria, julgo eu.
Finalmente tenho uma visão diferente do que é um estadista e um líder político: a meu ver é aquele que convence a maioria dos eleitores que as medidas que toma são correctas mesmo quando exigem sacrifícios.
Porque tomar medidas contra a vontade do povo não é ,pura e simplesmente democrático.
Em qualquer dos casos , concordo com o Zé que o mundo, e não só a Europa, não possuem esses líderes.

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