segunda-feira, 14 de junho de 2010

Nao ha milagres

A dicussao sobre as medidas economicas que estao a ser tomadas na Europa segue interessate e animada no nosso log:
O nosso "confrade" Jorge lá segue na sua "cruzada" de discórdia quanto a essas medidas porque "anulam o investimento e assim comprometem o futuro".Curiosamente,apesar de segundo ele tudo o que é economista que se preze concordar com a tese que defende,todos os governos europeus vao no sentido contrário.É curiosa esta situaçao e,decertoque há-de ter uma justificaçao.

Na minha modesta opiniao ( e nao vou listar aqui todos os economistas que a suportam que isto nao é nenhum concurso de "popularidade de posiçoes") há um encadeamento de razoes que justificam a actual situaçao : os Estados atingiram endividamentos tais que quem empresta dinheiro considera que alguns (como Portugal apesar da "qualidade" dos seus líderes) se aproximam do momento em que nao conseguirao pagar os seus compromissos.

Perante isto,e como nos ensina a experiência empresarial que acumulámos (muitos de nós sob a esclaecida direcçao do nosso amigo Jorge...)só temos uma soluçao : criar mais riqueza que nos dê meios para pagarmos o que devemos e se vai vencendo e/ou diminuir os nossos gastos adequando-os ao que podemos suportar. No caso dos Estados (como Portugal) as despesas dividem-se bàsicamente entre as despesas correntes de funcionamento do Estado e as despesas de investimento.Os mercados nao sao esquisitos ; procuram uma evidencia de reduçao adequada das despesas dos Estados.Se estes decidem(como Portugal devido às "esclarecidas" escolhas dos ses governantes e,infelizmente,dos seus lideres da oposiçao) optar por cortar as despesas de investimento porque nao querem chatices que resultam da reduçao das despesas correntes de funcionamento,a culpa só tem de ser assacada a qeum opta por esta via.
Bem sei que me virao com a ladainha habitual de que nao se pode reduzir a despesa corrente porque ela é sobretudo despesa com Pessoal.Pois bem,se aceitamos esse argumento entao calemo-nos com as queixas de que cortamos o investimento porque se o nao queremos cortar nem uma coisa nem outra entao queremos o quê ?

Básico como sou,direi que queremos que os holandeses que o Adolfo referiu continuem a dizer (infelizmente,com razao) que nao estao para estar a fazer sacrificios para que os portugueses continuem a construir auto estradas (e secalhar nem sonha que ja estamos no record de construir 3 auto estradas "paralelas" para ligar Lisboa ao Porto...).

Bem se pode clamar contra os mercados e as agencias de rating.A verdade é que nos hbituámos a viver a crédito e assim queremos continuar.Infelizmente,nao acredito que seja possivel.Por isso é melhor mudarmos de vida !

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