Sem querer entrar num lugar comum da habitual sobrevalorização de alguém que falece, gostaria de deixar o meu tributo a Mário Bettencourt Resendes.
Já muitas homenagens foram feitas e muito foi dito do carácter deste grande jornalista analista e comentador Politico. Eu gostaria de acrescentar algo que ainda não vi escrito.
M.B.Resendes procura sempre ver o lado positivo das coisas. Não embarcava no politicamente correcto, ou seja na actual cultura da maledicência. A sua voz era uma referência porque valorizando o mérito, tinha mais legitimidade para criticar o que efectivamente está mal . Quando apontava o dedo a sua leitura tinha repercussões e era Noticia. Faço este reflexão varias vezes : hoje é quase proibido falar bem do governo ou de um empresário de sucesso. É curioso que no antigo regime era proibido falar mal do governo! Pois , pois ....antes como agora o problema é o mesmo. A ausência de massa critica. Não me canso de o dizer, porque estou convencido que este é o mais grave problema do País.
Era uma voz desconectada (e ainda bem!) da mediania dos nossos fazedores de opinião e do telelixo dos debates que nos entram em casa pela comunicação social. Nunca o vi ou ouvi no registo da lamuria, dos coitadinhos, da fatalidade da Nação, ou queixar-se da “pequenez” do País.
O País ficou mais pobre, no domínio onde mais precisa.
O meu sincero tributo a Mário Bettencourt Resendes.
Um Abraço
Joaquim
sábado, 21 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Queiroz
Já aqui disse que considero o senhor incompetente, vaidoso ,medíocre e com falta de liderança. Não assume as suas responsabilidades a não ser em caso de vitória.
Também critiquei o contrato que prevê quer salários exorbitantes quer prémios inaceitáveis.
Dito isto, tenho que discordar com o que se passa com o processo disciplinar e concordar com as declarações ontem de Pinto da Costa.
O que a Federação pretende é arranjar forma de o despedir sem ter que pagar a indeminização milionária que acordou no , aliás, desastroso contrato que assinou com o senhor!
Só passados meses é que se lembraram de uma queixa sem pés nem cabeça!
Se os resultados da selecção fossem bons, certamente que o assunto teria sido abafado .
Comparar um desabafo boçal tão frequente no futebol com a agraessão a um jogador adversário como fez o Scolari tendo sido castigado pela FIFA é não só ridículo como infame.
Como diz o P da Costa mesmo o ridículo tem limites.!
Também critiquei o contrato que prevê quer salários exorbitantes quer prémios inaceitáveis.
Dito isto, tenho que discordar com o que se passa com o processo disciplinar e concordar com as declarações ontem de Pinto da Costa.
O que a Federação pretende é arranjar forma de o despedir sem ter que pagar a indeminização milionária que acordou no , aliás, desastroso contrato que assinou com o senhor!
Só passados meses é que se lembraram de uma queixa sem pés nem cabeça!
Se os resultados da selecção fossem bons, certamente que o assunto teria sido abafado .
Comparar um desabafo boçal tão frequente no futebol com a agraessão a um jogador adversário como fez o Scolari tendo sido castigado pela FIFA é não só ridículo como infame.
Como diz o P da Costa mesmo o ridículo tem limites.!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
O Fed
Wall Street subiu nos últimos dois dias em virtude do boato que o FED irá avançar com um pacote de estímulos á economia americana que não desloca dos 9,5% de desempregados e que não levanta vôo.
Ora , pensando eu que o Estado não se devia meter na economia que devia ser totalmente entregue aos "mercados", fico espantado com a situação. Afinal os privados já não são protegidos e guiados por uma mão invisível?
Pois não ,são proyegidos por uma mão bem visível : O Estado !
E ainda dizem que o Keynes já não se aplica. Afnal o que é isto?
Não se aflijam porque o FED nada vai fazer e , assim, Wall Sreet virá abaixo outra vez. O Estado pára e a economia avança como diz um bloguista. Avança certamente o número de desempregados e a estagnação .
Vai ter que ser o Estado a resolver o assunto como sempre e não os mercados que já não acreditam na economia do mais rico país do mundo sem o estímulo estatal !!!
Viva o liberalismo !
Ora , pensando eu que o Estado não se devia meter na economia que devia ser totalmente entregue aos "mercados", fico espantado com a situação. Afinal os privados já não são protegidos e guiados por uma mão invisível?
Pois não ,são proyegidos por uma mão bem visível : O Estado !
E ainda dizem que o Keynes já não se aplica. Afnal o que é isto?
Não se aflijam porque o FED nada vai fazer e , assim, Wall Sreet virá abaixo outra vez. O Estado pára e a economia avança como diz um bloguista. Avança certamente o número de desempregados e a estagnação .
Vai ter que ser o Estado a resolver o assunto como sempre e não os mercados que já não acreditam na economia do mais rico país do mundo sem o estímulo estatal !!!
Viva o liberalismo !
domingo, 8 de agosto de 2010
Curiosidade
Do artigo de Joseph E. Stiglitz prémio nobel da Economia:
"Os australianos chamam á grande crise de 2008 GFC.Kevin Rudd, 1º Ministro aplicou um pacote de estímulos de cariz Keynesiano. Na primeira fase deu-se garantias sobre o dinheiro , na segunda fase partiu-se para o investimento público. Resultado: a Austrália teve a mais rápida e superficial crise dos países desenvolvidos..."
De acordo com este senhor os dirigentes políticos estão apenas virados para os aspectos públicos , daí ficarem frustrados pelos resultados não serem bons.
Isto porque, por exemplo nos USA, os desperdícios gerados no sector privado por má utilização dos reccursos existentes no país é de longe superior ao público e representa já vários biliões de dólares.
Curioso, não ?
O endividamento internacional do sector privado em Portugal é superior ao do EStado, portanto não parece ser tão diferente !!
"Os australianos chamam á grande crise de 2008 GFC.Kevin Rudd, 1º Ministro aplicou um pacote de estímulos de cariz Keynesiano. Na primeira fase deu-se garantias sobre o dinheiro , na segunda fase partiu-se para o investimento público. Resultado: a Austrália teve a mais rápida e superficial crise dos países desenvolvidos..."
De acordo com este senhor os dirigentes políticos estão apenas virados para os aspectos públicos , daí ficarem frustrados pelos resultados não serem bons.
Isto porque, por exemplo nos USA, os desperdícios gerados no sector privado por má utilização dos reccursos existentes no país é de longe superior ao público e representa já vários biliões de dólares.
Curioso, não ?
O endividamento internacional do sector privado em Portugal é superior ao do EStado, portanto não parece ser tão diferente !!
sábado, 7 de agosto de 2010
A Justiça ou melhor a justiça
Diz o Expresso (e penso que eu já tinha escrito sobre isto)que , afinal os juízes portugueses são excelentes.
A atentar pelos resultados das avaliações dos magistrados (realizados também por magistrados), 97% dos juízes avaliados são Bom, Muito Bom ou Bom com distinção. Apenas houve 3% que foram suficientes e, autêntica maravilha na nossa sociedade, não houve um único com nota negativa.
Temos que reconhecer que é notável.
Afinal no país dos tugas há pelo menos uma profissão em que só há excelentes!
O que é mais surpreendente é que o PSD resolve o assunto demitindo o PGR que não acusou os seus adversários políticos (como aqui escrevi também se "resolveu"o assunto do B de Portugal substituindo o Governador por outro ficando tudo na mesma) e o Governo continua a ter confiança no PGR (!?)
Na sua ânsia de revisão constitucional, pretendendo alterar 80% da CRP, o PSD não incluiu um únco artigo sobre a Justiça, que está mais desacreditada que os próprios políticos (que é um feito assinal´vel e deveras difícil)
Quanto ao PS nada faz!
Os meus parabéns aos juízes esses insígnes defensores da Lei !!!
Talvez fosse bom ouvir palavras avisadas de Daniel Proença de Carvalho ou de Jorge Miranda que avançaram propostas para alterar esta situação mas que os políticos,verdadeiros autistas, ignoram .
Se bem que discorde , como aqui disse , da proposta de revisão do PSD, considero que certamente haverá propostas interessantes e úteis.
Como consequência , o PSD desceu nas sondagens e está nesta momento a apenas 1% acima do PS o que é verdadeiramente inacreditável.
Mas não é: os tugas desconfiam de quem quer fazer qualquer coisa seja o que for e tente acabar coma economia assistêncial em vigôr.
Assim,só teremos governos que tudo mudam para tudo ficar na mesma !
Como dizia Pesoa um assumido monárquico, cada um tem o rei que merece !
A atentar pelos resultados das avaliações dos magistrados (realizados também por magistrados), 97% dos juízes avaliados são Bom, Muito Bom ou Bom com distinção. Apenas houve 3% que foram suficientes e, autêntica maravilha na nossa sociedade, não houve um único com nota negativa.
Temos que reconhecer que é notável.
Afinal no país dos tugas há pelo menos uma profissão em que só há excelentes!
O que é mais surpreendente é que o PSD resolve o assunto demitindo o PGR que não acusou os seus adversários políticos (como aqui escrevi também se "resolveu"o assunto do B de Portugal substituindo o Governador por outro ficando tudo na mesma) e o Governo continua a ter confiança no PGR (!?)
Na sua ânsia de revisão constitucional, pretendendo alterar 80% da CRP, o PSD não incluiu um únco artigo sobre a Justiça, que está mais desacreditada que os próprios políticos (que é um feito assinal´vel e deveras difícil)
Quanto ao PS nada faz!
Os meus parabéns aos juízes esses insígnes defensores da Lei !!!
Talvez fosse bom ouvir palavras avisadas de Daniel Proença de Carvalho ou de Jorge Miranda que avançaram propostas para alterar esta situação mas que os políticos,verdadeiros autistas, ignoram .
Se bem que discorde , como aqui disse , da proposta de revisão do PSD, considero que certamente haverá propostas interessantes e úteis.
Como consequência , o PSD desceu nas sondagens e está nesta momento a apenas 1% acima do PS o que é verdadeiramente inacreditável.
Mas não é: os tugas desconfiam de quem quer fazer qualquer coisa seja o que for e tente acabar coma economia assistêncial em vigôr.
Assim,só teremos governos que tudo mudam para tudo ficar na mesma !
Como dizia Pesoa um assumido monárquico, cada um tem o rei que merece !
A BP e a força das corporações face á política
Artigo de Robert Reich do Herald Tribune publicado no Expresso:
" ...O facto da BP ter sido responsável pela maior catástrofe ambiental da América parece não ter importância. Os consumidores do mundo inteiro-inclindo os americanos-continuam a comprar-lhe petróleo.
Se a BP sai deste desastre mais próspera do aque alguém teria imaginado há meses, que é feito da responsabilidade das empresas?
Qualquer gigante empresarial pode provocar uma calamidade e continuar como se nada fosse ?
As empresas não são pessoas. Não têm cérebro, consciência ou culpa. As suas peças podem ser substituídas..... As empresas têm um único fim: fazer dinhero.
Se queremos queremos que actuem de modo diferente, temos que fazê-lo através da legislação.E de multas mais elevadas do que os benefícios de tornear a lei.
O verdadeiro escandalo é este: depois do derrame nenhuma lei foi alterada-nem sequer o limite ridículamente baixo das indeminizações que os privados podem receber...
Pois cá está uma das razões porque não entendo que os homens de boa vontade defendam o liberalismo e a não interferência do Estado. Ficarão os cidadãos vulneráveis e dominados pelo poder do dinheiro que não controlam a quem é permitido virtualmente tudo para defender os seus lucros: mesmo a violação dos direitos dos habitantes do palneta.
Os Governos devem, quanto a estes "pensadores" quedar-se mudos e atávicos.
O mundo será portanto dominado apenas e só pelo poder do dinheiro violando-se assim o princípio básico da democracia que é a possibilidade dos povos escolherem livremente os seus próprios destinos.
Não posso alinhar!
Que existam as empresas privadas mas condicionadas ás leis que defendem os bem comum (e o ambiente é certamente dos mais importantes), que só podem ser realizadas pelos cidadãos indirectamente pelos seus eleitos!
" ...O facto da BP ter sido responsável pela maior catástrofe ambiental da América parece não ter importância. Os consumidores do mundo inteiro-inclindo os americanos-continuam a comprar-lhe petróleo.
Se a BP sai deste desastre mais próspera do aque alguém teria imaginado há meses, que é feito da responsabilidade das empresas?
Qualquer gigante empresarial pode provocar uma calamidade e continuar como se nada fosse ?
As empresas não são pessoas. Não têm cérebro, consciência ou culpa. As suas peças podem ser substituídas..... As empresas têm um único fim: fazer dinhero.
Se queremos queremos que actuem de modo diferente, temos que fazê-lo através da legislação.E de multas mais elevadas do que os benefícios de tornear a lei.
O verdadeiro escandalo é este: depois do derrame nenhuma lei foi alterada-nem sequer o limite ridículamente baixo das indeminizações que os privados podem receber...
Pois cá está uma das razões porque não entendo que os homens de boa vontade defendam o liberalismo e a não interferência do Estado. Ficarão os cidadãos vulneráveis e dominados pelo poder do dinheiro que não controlam a quem é permitido virtualmente tudo para defender os seus lucros: mesmo a violação dos direitos dos habitantes do palneta.
Os Governos devem, quanto a estes "pensadores" quedar-se mudos e atávicos.
O mundo será portanto dominado apenas e só pelo poder do dinheiro violando-se assim o princípio básico da democracia que é a possibilidade dos povos escolherem livremente os seus próprios destinos.
Não posso alinhar!
Que existam as empresas privadas mas condicionadas ás leis que defendem os bem comum (e o ambiente é certamente dos mais importantes), que só podem ser realizadas pelos cidadãos indirectamente pelos seus eleitos!
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Madraços
Pelos vistos só eu e o Joaquim é que trabalhamos. O resto dos bloguistas já estão a dormir na forma há que tempos.
Vamos lá acordar e trabalhar, madraços.
Ontem o Estado português colocou mais 1,1 mil milhões de dívida pública ao mesmo juro que da última vez. No entanto o que é de referênciar é que a procura superou a oferta em 2,4 vezes!
Espero que após esta 3ª colocação de dívida pública, os que diziam que não se podia investir porque não havia dinheiro estejam convencidos !
Após o anuncio da compra de 23% de OI, os juros da dívida da PT reduziram-se em quase 25% !!!
Mais uma vantagem para a empresa e os accionistas!
Tal vantagem não aconteceria se , como diz o Joaquim, a economia não tivesse recuado....
Por mim, pode continuar a recuar á vontade.
A venda de carros em Portugal foi no 1º trimestre quase 27% acima do mesmo período do ano anterior.
Todavia, as concessionarias esperam reduzir significativamente as vendas no 2º semestre como resultado das medidas tomadas para equilibrar o defice e o endividamneto.
A verdade é que esta tendência é geral incluindo no Turismo.
Tal redução de actividade terá consequências na redução das receitas do Estado (IVA, IRS e Segurança Social) e o aumento do desemprego e consequente aumento das despesas do Estado (subsídio de desemprego).
Concomitantemente, o cumprimento do Orçamento indica uma redução das receitas e um aumento das despesas, como seria de esperar o que aponta para o aumento do defice e do endividamento.
Quem é que pode continuar a defender as medidas recessivas tomadas em todo o omundo que têm exactamente o efeito contrário que se pretende ?
Vamos lá acordar e trabalhar, madraços.
Ontem o Estado português colocou mais 1,1 mil milhões de dívida pública ao mesmo juro que da última vez. No entanto o que é de referênciar é que a procura superou a oferta em 2,4 vezes!
Espero que após esta 3ª colocação de dívida pública, os que diziam que não se podia investir porque não havia dinheiro estejam convencidos !
Após o anuncio da compra de 23% de OI, os juros da dívida da PT reduziram-se em quase 25% !!!
Mais uma vantagem para a empresa e os accionistas!
Tal vantagem não aconteceria se , como diz o Joaquim, a economia não tivesse recuado....
Por mim, pode continuar a recuar á vontade.
A venda de carros em Portugal foi no 1º trimestre quase 27% acima do mesmo período do ano anterior.
Todavia, as concessionarias esperam reduzir significativamente as vendas no 2º semestre como resultado das medidas tomadas para equilibrar o defice e o endividamneto.
A verdade é que esta tendência é geral incluindo no Turismo.
Tal redução de actividade terá consequências na redução das receitas do Estado (IVA, IRS e Segurança Social) e o aumento do desemprego e consequente aumento das despesas do Estado (subsídio de desemprego).
Concomitantemente, o cumprimento do Orçamento indica uma redução das receitas e um aumento das despesas, como seria de esperar o que aponta para o aumento do defice e do endividamento.
Quem é que pode continuar a defender as medidas recessivas tomadas em todo o omundo que têm exactamente o efeito contrário que se pretende ?
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Ainda o estado e a economia
Já vejo que o nosso amigo joaquim mesmo de férias não larga o latop.
Só gostaria de lhe tentar demonstrar as suas contradições:
- O Estado não interviu na PT apenas quando usou a golden share.
Interviu quando a PT comprou a VIVO de forma a aumentar-lha a dimensão e a internacionalizá-la em ordem a criar condições para não ser vítima de uma OPA.
E voltou a intervir negociando a entrada na OI.
Se não tivesse intervido desde o princípio não haveria lugar a este negócio porque a PT não teria a VIVO, para começar e provávelmenteaté já teria sido comprada por qualquer telefónica.
Portanto se aqui a economia recuou fez muito bem a accionistas , a consumidores e ao país.
Como disse, sou Keynesiano e portanto não concordo que o Estado tem que estar fora da economia e muito menos que a economia tem leis imutáveis que não podem ser desafiadas pelo homem.
Veja só Joaquim:
Se os Estados não se tivessem empenhado em defender (com o dinheiro dos contribuintes) o sistema financeiro mundial, os Bancos tinham colapsado e criado uma crise de fome e desespero. Não será este exemplo suficiente e bem recente para desencorajar aqueles que defendem a defesa do sacrossanto mercado?
Outra queatão:
- Não é o Governo português que se mete nos negócios. O Governo do país e das universidades liberais por excelência(os EEUU) não exitou em manobras proteccionistas para defender a industria metalurgica há largos anos em crise e também não exitou em comprar mais de 50% da General Motors.De notar que os susídios aos agricultores existem em larga escala nos EEUU.
Não há portanto em nenhum sítio do mundo uma prática liberal tout court na economia. Não são , portanto , os países mais vulneráveis que armando-se em ingénuos ou estúpidos têm que aplicar teorias que nem os grandes seguem.
Ainda outra questão:
Se os mercados funcionarem sem interferências, Portugal e outros países pequenos não terão empresas nacionais, porque as leis do mercado se impõem e os grandes comerão os pequenos.Passaremos, então a ser apenas fornecedores Tier 2 como , por exemplo se passa na industria automóvel em que as empresas portuguesas ou não existem ou são subcontratantes.
Poder-se-á dizer que tal acontece pela inepcia dos investidores portugueses. Mas como podem os investidores portugueses competir com empresas cujo orçamento é maior que de muitos países ?
E mesmo essas multinacionais que investiram em Portugal só o fizeram graças ás ajudas de Estado que os países disponibilizam para assegurar IDE !
- Dir-se-á também qua a nacionalidade dos detentores do capital é indiferente: as empresas pagam impostos, dão emprego e qualificam a mão de obra, portanto que importa se são estrangeiras ?
Não é assim, porque:
- Em primeiro lugar uma empresa alemã será sempre dirigida por alemães. Mesmo que "aturem" alguns quadros nacionais, será sempre em posições subalternas ou se alguém consegue chegar lá acima sem ser alemão é um entre dezenas de alemães.
O que se diz para uma empresa alemã, diz-se para qualquer outra nacionalidade.
- Segundo, quando há borrasca, quam se lixa é o mexilhão. Veja , por exemplo na indústria automóvel , e mesmo na D....., quantos quadros americanos foram despedidos em razão da reestruturação e quantos foram das outras nacionalidades.
Chega até a mandar-se um americano negro que não fala quaisquer línguas, como Presidente da Europa. Um indivíduo que nuca trabalhou fora ddos EEUU e que não entende o cliente europeu e que , certamente terá um nível de aceitação desses clientes abaixo de zero !
Para se salvaguardar empregos de americanos até se inventam funções. Este é apenas um exemplo duma empresa até bastante liberal neste particular, mas pode ser extrapolado á vontade.
- Igualmente , se há borrasca, sacrificam-se empresas "overseas" e mantêm-se as da nacinalidade dos donos, afectando as economias onde operam.
Veja também o caso da D......: só havia problemas nos EEUU em virtude de um spin off mal realizado que arrasou a empresa. No entanto , quantos trabalhadores e quadros americanos perderam os seus empregos versus o resto do mundo ?
Não é portanto indiferente a nacionalidade dos detentores do capital.
-Gostaria ainda de dar alguns exemplos em que um misto de sistema de mercado com intervenção benevolente mas atenta do Estado ,produziu bons resultados.
Veja-se o Brasil: em regime liberal acentuaram-se os pobres, a inflacção disparou fazendo-se fortunas como sempre acontece nestes casos,etc.
Após o Plano real o Brasil entrou no caminho certo: a inflação diminuíu e no "consulado"do Lula reduziu-se o número de pobres em 50 milhões.
Tal resultado absolutamente espectacular não foi conseguido deixando o mercado entregue em si mesmo.
Pelo contrário, o Governo negociou caso a caso o IDE, continua a ter pins cofins (leia-se impostos de importação de países terceiros que pode ir até 40%), acordou condições especias de dupla tributaão com os EEUU e também assinou acordos bilaterais com condições próprias , por exemplo com a UE (e durante a Presidência portuguesa).
Se a Embraer veio para Portugal comprando as OGMA (falidas) e se negoceia a PT e a Galp é graças ao Governo do país e não aos "mercados".
Se o Brasil continuasse como estava teríamos um mercado livre mas um povo miserável e desesperado.
E aqui, Joaquim é a nossa difernça. A economia serve para servir os habitantes do planeta e não o contrário.
Finalmente o argumento definitivo: a democracia é o governo do povo.
O povo só controla a política .Se vamos deixar tudo entregue aos capitais e mercados, o que é que controla o povo ?
E estamos á espera que os detentores do capital se preocupem com algo mais que os lucros, como, por exemplo, o bem estar dos cidadãos ?
Nem pensar. O que ter+iamos nesse caso era os cidadãos votarem nequeles que lhes tratam do lixo, deixando toda a sua vida entregue aos mercados !
Quem é que vai nisto?: Eunão.
Continuação de boas férias
Só gostaria de lhe tentar demonstrar as suas contradições:
- O Estado não interviu na PT apenas quando usou a golden share.
Interviu quando a PT comprou a VIVO de forma a aumentar-lha a dimensão e a internacionalizá-la em ordem a criar condições para não ser vítima de uma OPA.
E voltou a intervir negociando a entrada na OI.
Se não tivesse intervido desde o princípio não haveria lugar a este negócio porque a PT não teria a VIVO, para começar e provávelmenteaté já teria sido comprada por qualquer telefónica.
Portanto se aqui a economia recuou fez muito bem a accionistas , a consumidores e ao país.
Como disse, sou Keynesiano e portanto não concordo que o Estado tem que estar fora da economia e muito menos que a economia tem leis imutáveis que não podem ser desafiadas pelo homem.
Veja só Joaquim:
Se os Estados não se tivessem empenhado em defender (com o dinheiro dos contribuintes) o sistema financeiro mundial, os Bancos tinham colapsado e criado uma crise de fome e desespero. Não será este exemplo suficiente e bem recente para desencorajar aqueles que defendem a defesa do sacrossanto mercado?
Outra queatão:
- Não é o Governo português que se mete nos negócios. O Governo do país e das universidades liberais por excelência(os EEUU) não exitou em manobras proteccionistas para defender a industria metalurgica há largos anos em crise e também não exitou em comprar mais de 50% da General Motors.De notar que os susídios aos agricultores existem em larga escala nos EEUU.
Não há portanto em nenhum sítio do mundo uma prática liberal tout court na economia. Não são , portanto , os países mais vulneráveis que armando-se em ingénuos ou estúpidos têm que aplicar teorias que nem os grandes seguem.
Ainda outra questão:
Se os mercados funcionarem sem interferências, Portugal e outros países pequenos não terão empresas nacionais, porque as leis do mercado se impõem e os grandes comerão os pequenos.Passaremos, então a ser apenas fornecedores Tier 2 como , por exemplo se passa na industria automóvel em que as empresas portuguesas ou não existem ou são subcontratantes.
Poder-se-á dizer que tal acontece pela inepcia dos investidores portugueses. Mas como podem os investidores portugueses competir com empresas cujo orçamento é maior que de muitos países ?
E mesmo essas multinacionais que investiram em Portugal só o fizeram graças ás ajudas de Estado que os países disponibilizam para assegurar IDE !
- Dir-se-á também qua a nacionalidade dos detentores do capital é indiferente: as empresas pagam impostos, dão emprego e qualificam a mão de obra, portanto que importa se são estrangeiras ?
Não é assim, porque:
- Em primeiro lugar uma empresa alemã será sempre dirigida por alemães. Mesmo que "aturem" alguns quadros nacionais, será sempre em posições subalternas ou se alguém consegue chegar lá acima sem ser alemão é um entre dezenas de alemães.
O que se diz para uma empresa alemã, diz-se para qualquer outra nacionalidade.
- Segundo, quando há borrasca, quam se lixa é o mexilhão. Veja , por exemplo na indústria automóvel , e mesmo na D....., quantos quadros americanos foram despedidos em razão da reestruturação e quantos foram das outras nacionalidades.
Chega até a mandar-se um americano negro que não fala quaisquer línguas, como Presidente da Europa. Um indivíduo que nuca trabalhou fora ddos EEUU e que não entende o cliente europeu e que , certamente terá um nível de aceitação desses clientes abaixo de zero !
Para se salvaguardar empregos de americanos até se inventam funções. Este é apenas um exemplo duma empresa até bastante liberal neste particular, mas pode ser extrapolado á vontade.
- Igualmente , se há borrasca, sacrificam-se empresas "overseas" e mantêm-se as da nacinalidade dos donos, afectando as economias onde operam.
Veja também o caso da D......: só havia problemas nos EEUU em virtude de um spin off mal realizado que arrasou a empresa. No entanto , quantos trabalhadores e quadros americanos perderam os seus empregos versus o resto do mundo ?
Não é portanto indiferente a nacionalidade dos detentores do capital.
-Gostaria ainda de dar alguns exemplos em que um misto de sistema de mercado com intervenção benevolente mas atenta do Estado ,produziu bons resultados.
Veja-se o Brasil: em regime liberal acentuaram-se os pobres, a inflacção disparou fazendo-se fortunas como sempre acontece nestes casos,etc.
Após o Plano real o Brasil entrou no caminho certo: a inflação diminuíu e no "consulado"do Lula reduziu-se o número de pobres em 50 milhões.
Tal resultado absolutamente espectacular não foi conseguido deixando o mercado entregue em si mesmo.
Pelo contrário, o Governo negociou caso a caso o IDE, continua a ter pins cofins (leia-se impostos de importação de países terceiros que pode ir até 40%), acordou condições especias de dupla tributaão com os EEUU e também assinou acordos bilaterais com condições próprias , por exemplo com a UE (e durante a Presidência portuguesa).
Se a Embraer veio para Portugal comprando as OGMA (falidas) e se negoceia a PT e a Galp é graças ao Governo do país e não aos "mercados".
Se o Brasil continuasse como estava teríamos um mercado livre mas um povo miserável e desesperado.
E aqui, Joaquim é a nossa difernça. A economia serve para servir os habitantes do planeta e não o contrário.
Finalmente o argumento definitivo: a democracia é o governo do povo.
O povo só controla a política .Se vamos deixar tudo entregue aos capitais e mercados, o que é que controla o povo ?
E estamos á espera que os detentores do capital se preocupem com algo mais que os lucros, como, por exemplo, o bem estar dos cidadãos ?
Nem pensar. O que ter+iamos nesse caso era os cidadãos votarem nequeles que lhes tratam do lixo, deixando toda a sua vida entregue aos mercados !
Quem é que vai nisto?: Eunão.
Continuação de boas férias
PT Negócios
São bem vindas as “ farpinhas” em relação ao negócio PT ou qualquer outro assunto. Mas vamos lá fazer justiça, o que alterou relativamente ao veto do Primeiro Ministro foi o facto de passar a haver negócio. Efectivou-se. Antes falava-se em veto. E esta é uma diferença brutal. Eu manifestei-me convictamente para o facto de o negócio se realizar, disse mais, que a PT devia vender e fazer concorrência á VIVO pela via OI ou uma nova companhia no Brasil, pois a PT voltaria seguramente a criar valor pela excelência do seu Know how e factor tecnológico. Confirmou-se a Oi e veja-se o amplo consenso dos accionistas,na aceitação da PT como partner.
Tem razão o Jorge , quando escreve que o negócio é agora muito melhor que o aprovado pelos accionistas em assembleia geral. Goste-se ou não esta foi uma vitória do Primeiro Ministro, até reconhecida pelos esquizofrénicos anti-Socrates. Por duas razôes : porque o valor da Oferta subiu , e porque ficou garantido ( via Lula ) a entrada no Capital da Oi . É verdade , que proferi aqui que este era um erro de Sócrates, e reitero que seria um erro colossal se o maior negocio de sempre em Portugal , e do ano na Europa, fosse abortado pelo Governo.
Dou a mão á palmatória: o Governo fez uma jogada muito arriscada, correu bem e venceu. Volta a ter razão o Jorge quando argumenta que o sucesso das negociações se deveu aos estados e não aos accionistas. No entanto, desaconselho a receita. As excepções, em Economia, são quase sempre irrepetíveis. O paradigma é a ECONOMIA RECUAR quando o ESTADO AVANÇA.
Um Abraço
Joaquim
Tem razão o Jorge , quando escreve que o negócio é agora muito melhor que o aprovado pelos accionistas em assembleia geral. Goste-se ou não esta foi uma vitória do Primeiro Ministro, até reconhecida pelos esquizofrénicos anti-Socrates. Por duas razôes : porque o valor da Oferta subiu , e porque ficou garantido ( via Lula ) a entrada no Capital da Oi . É verdade , que proferi aqui que este era um erro de Sócrates, e reitero que seria um erro colossal se o maior negocio de sempre em Portugal , e do ano na Europa, fosse abortado pelo Governo.
Dou a mão á palmatória: o Governo fez uma jogada muito arriscada, correu bem e venceu. Volta a ter razão o Jorge quando argumenta que o sucesso das negociações se deveu aos estados e não aos accionistas. No entanto, desaconselho a receita. As excepções, em Economia, são quase sempre irrepetíveis. O paradigma é a ECONOMIA RECUAR quando o ESTADO AVANÇA.
Um Abraço
Joaquim
domingo, 1 de agosto de 2010
Justiça ?
Acabei de ler que a PT não pagará mais valias do negócio de venda da VIVO.
Isto tudo , legalmente (!?)
Parece que o direito fiscal a isenta desse pagamento visto que ela é a mãe da sociedade que detém a VIVO que é holandesa e mais outras razões que me dispenso de comentar.
No entanto , os pequenos accionistas da PT que não possuem possibilidades de se isentarem do pagamento dos impostos sobre as mais valias, irão pagá-lo !!!
Isto é que é justiça.
Não tarda ainda vou militar no BE ou no PCP !!
Não há vergonha !
Isto tudo , legalmente (!?)
Parece que o direito fiscal a isenta desse pagamento visto que ela é a mãe da sociedade que detém a VIVO que é holandesa e mais outras razões que me dispenso de comentar.
No entanto , os pequenos accionistas da PT que não possuem possibilidades de se isentarem do pagamento dos impostos sobre as mais valias, irão pagá-lo !!!
Isto é que é justiça.
Não tarda ainda vou militar no BE ou no PCP !!
Não há vergonha !
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