sábado, 7 de agosto de 2010

A BP e a força das corporações face á política

Artigo de Robert Reich do Herald Tribune publicado no Expresso:
" ...O facto da BP ter sido responsável pela maior catástrofe ambiental da América parece não ter importância. Os consumidores do mundo inteiro-inclindo os americanos-continuam a comprar-lhe petróleo.
Se a BP sai deste desastre mais próspera do aque alguém teria imaginado há meses, que é feito da responsabilidade das empresas?
Qualquer gigante empresarial pode provocar uma calamidade e continuar como se nada fosse ?
As empresas não são pessoas. Não têm cérebro, consciência ou culpa. As suas peças podem ser substituídas..... As empresas têm um único fim: fazer dinhero.
Se queremos queremos que actuem de modo diferente, temos que fazê-lo através da legislação.E de multas mais elevadas do que os benefícios de tornear a lei.
O verdadeiro escandalo é este: depois do derrame nenhuma lei foi alterada-nem sequer o limite ridículamente baixo das indeminizações que os privados podem receber...

Pois cá está uma das razões porque não entendo que os homens de boa vontade defendam o liberalismo e a não interferência do Estado. Ficarão os cidadãos vulneráveis e dominados pelo poder do dinheiro que não controlam a quem é permitido virtualmente tudo para defender os seus lucros: mesmo a violação dos direitos dos habitantes do palneta.
Os Governos devem, quanto a estes "pensadores" quedar-se mudos e atávicos.
O mundo será portanto dominado apenas e só pelo poder do dinheiro violando-se assim o princípio básico da democracia que é a possibilidade dos povos escolherem livremente os seus próprios destinos.
Não posso alinhar!
Que existam as empresas privadas mas condicionadas ás leis que defendem os bem comum (e o ambiente é certamente dos mais importantes), que só podem ser realizadas pelos cidadãos indirectamente pelos seus eleitos!

Sem comentários:

Enviar um comentário