quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Massa Critica: é possível descer mais baixo?

Convido e incentivo os meus queridos amigos a voltar participar neste blogue. Vão a seguir perceber porque relevo muito mais o que escrevem, mesmo muitas vezes discordando, do que em contraponto com a mediocridade crescente de analistas e comentadores que assentou na nossa Praça. Há anos que tenho a percepção desta “catástrofe”, mas infelizmente e definitivamente bateu agora no fundo.

Os Vencidos da Vida criaram esta moda snob de falar mal do País incondicionalmente.
É ridículo o Provincianismo, dos mesmos, no deslumbramento de tudo que é “de lá de fora”. É parola esta tertúlia chique e cheia de clichés. Os vencidos da vida, porque foram derrotados ou preveligiados pelo sistema ,têm que agora auto responsabilizar sempre os outros pelos seus fracassos. Como desculpariam a suas frustrações pessoais e profissionais se não existisse por exemplo um Governo ? seja ele qual for , independente da cor politica ?! . Evocam permanentemente o colapso e a falência do País. Mas falham sempre no alvo. Ainda por cima quando há uma crise global ( até já os Marroquinos perceberam melhor !), e Portugal não se afundou como tanto eles anteciparam e desejaram. A mim ainda me perplexa o facto de nas empresas algumas/poucas pessoas não irem a contas , mas o que mais me impressiona é estes senhores nunca serem questionados . Não admira , assim , a proliferação de Politólogos (essa nova profissão com mercado garantido !)

O exemplo acabado que valida o que acabo de escrever tem a haver com a transferência
de Manuela Moura Guedes para a SIC . Mais concretamente : a transferência da pior Jornalista da historia da democracia, para o maior símbolo de Independência e qualidade da comunicação social. Como é possível esta transposição? Por favor, quem pode explicar este antagonismo? Quem aceita este paradoxo? Concordarão , que não é possível descer mais abaixo...

Deixo-vos outro exemplo bem recente . O Presidente da Câmara de Coimbra, abandonou o cargo porque estava farto do Governo. O que eu pergunto, e que não vi escrito ou defendido por ninguém, é o seguinte: Porque é que este senhor não explica o facto incontornável de Coimbra ter ficado para trás em comparação com as suas cidades vizinhas : Aveiro, Viseu e Leiria ?! Não parece ter sido por questões Politicas olhando para as três cidades que referenciei. Pois é , o dinamismo e sucesso destas 3 cidades não se coaduna com a cultura das desculpas e da Incompetência . Mas notaram que os supostos críticos reviram-se neste choradinho. Os notáveis para a comunicação social são os coitadinhos e os pedantes, e não quem apresenta resultados. Definitivamente, todos os caminhos vão dar ao mesmo....


E este é outra vez definitivamente o principal problema do País : a ausência de uma massa critica que Influencie e Incentive o Mérito com bons exemplos transversais a todos os patamares da sociedade Portuguesa. Inversamente o que temos é o Invocar do miserabilismo, da desgraça alheira e da Inveja de quem vence. Um exemplo desta catástrofe cultural : Ontem li que de um estudo de opinião os Portugueses poupariam mais nesta quadra Natalícia. A seguir os movimentos de pagamentos electrónicas mostram o Inverso. Nada de novo , a mentalidade incutida nos Portugueses tem prepotência para a desgraça ( se possível alheia) e paixão pela crise , mesmo quando e objectivamente a realidade mostra ser diferente .

Se este é o “statement” a que chegamos, eu reconheço que começo a ficar também rendido. Compro desde á 25 anos religiosamente o Semanário Expresso , e nos últimos anos simultaneamente o Sol e o Expresso. A cerca de dois meses deixei de o fazer. É tempo de dizer : BASTA . O tónico da degradação chegou também aos Jornais de Referencia , pelo que me poupa falar dos outros . Esta teia contaminou o agora também telelixo dos Canais de Informação. Para mim a única excepção é agora a RTPN ou o flash de noticias “Hoje” na RTP 2. É Deplorável ver todos dias o cinismo e o mau
Profissionalismo de Mário Crespo. Imaginem agora em dupla com a M.M. Guedes... Terror por Terror, Ficção por Ficção prefiro ver agora as series da FOX .

É difícil remar e Inverter a maré. Eu reconheço que não tenho mais “pachorra” .
Por isso acabo onde comecei : escrevam mais, tragam mais amigos, critiquem , falem bem e falem mal ,diabolizem se for o caso, mas não comunguem do actual establishment .

Um Grande Abraço
Bom Natal e um excelente 2011

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Novas oportunidades

Á partida não me repugnam sistemas menos convencionais de habilitar cidadãos a estar preparados para a Universidade. Daí não me ter apercebido da potencial injustiça que o programa em título pode criar, bem como o ser um outro foco do vício do facilitismo bem á moda dos portugueses.
Ora a verdade é que foi possível a centenas de estudantes apenas com um exame, embora em iguais condições que os outros candidatos, entrarem na Universidade sem terem passado pelos bancos do liceu durante anos como todos os outros.
A ser assim não se pode justificar que , em condições normais, os alunos precisem de 12 anos de ferquência da escola e bom aproveitamento para conseguirem concorrer ás universidades.
Não faltará que no futuro toda a gente prefira este "atalho" em lugar de terem que estudar e "aturar" a frequencia das auas por período tão dilatado.
Eis como uma boa ideia e com o mérito de desfazer desigualdes, acba ela própria por criar injustiça e discriminação.
Donde se conclue que as ideias meritórias precisam de gente competente para as implementar, senão acbam por ter consequências perversas e mesmo contraditórias com os objectivos que prosseguem.

Ainda os políticos

A forma trauliteira e irresponsável utilizada pelos políticos portugueses na sua ânsia para manipularem os eleitores por forma a estarem no Poder, é por demais evidente e a vergonha não existe.
O secretário geral da OCDE veio a Lisboa analisar com as autoridades portuguesas, como é habitual, a situação da economia e as medidas tomadas e a tomar para debelar a presente crise.
É claro que toda a gente respeita a OCDE como fonte competente e avisada como até o próprio Presidente da Republica reconheceu ao aconselhar os políticos e economistas portugueses a analisar o respectivo realtório.
É evidente que o Dr Nogueira Leite, pelo contrário, decidiu atacar o referido senhor acusando-o de ter vindo a Portugal fazer a apologia do Governo e do PS , já que as conclusões da OCDE vinham na mesma direcçao que o Governo , seu inimigi figadal.
Eis como se passam as coisas em Portugal.
Se a referida organização se pronunciasse contra as opçoes do Governo ,certamente teria a atenção e até a veneração do Dr Leite.
É realmente impensável que os políticos portugueses que tão afanosamente colaboram para gerar a instabilidade e a pressão dos mercados seja desmentidos por estrangeiros aparentemente mais preocupados com Portugal que os próprios portugueses.
É claro que o Dr Leite tem o direito de não concordar~, eu próprio também não estou de acordo com tdo o que foi dito. o QUE NÃO TEM O DIREITO É DIFAMAR O TAL SENHOR. Porque carga de água é que a OCDE teria interesse a "fazer o jogo" de qualquer partido político ou governo em qualquer parte do mundo ?
O prestígio da OCDE não existiria se essa fosse a sua forma de actuar.
Eis como pessoas inteligentes e competentes como parece ser o Dr Leite, quando enfeudados a partidos, ou perdem a sua autonomia técnica e intelectual passando a defender as posições so partido a todo o transe, ou passam a sofrer do sectarismo partidário mais abjecto ou finalmente a ânsia do tacho é tão grande que perdem quaisquer escrúpulos intelectuais.
O Dr Nogueira Leite para mim deixou de ser um reputado economista cujas opiniões ouvia e lia com respeito para se tornar em outro aparatchic . É uma pena !

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A selecçao

Já aqui escrevi que não gosto do Queiróz que o acho vaidoso e incompetente e ainda gosto menos do contrato com ele feito pela Federação.
o processo que lhe foi feito é no mínimo vergonhoso e mostra a baixesa das pessoas.
Primeiro, os senhores da ADOP, só após muitas semanas é que se lembraram que o senhor tinha sido malcriado e ainda tinha causado problemas nas colheitas aos jogadores porque os médicos, coitadinhos, estavam perturbados com a linguagem vicentina do seleccionador !
Depois, o Conselho de Disciplina castigou o indivíduo porque foi malcriado mas ilbou-o da acusaçã de ter interferido com a colheita aos jogadores.
A ADOP não gostou e avocando o processo o que aparentemente é permitido por lei mas que é claramente inconstitucional (já que julga em casa própria e portato não se compreende o envio da queixa para a Federação já que , se não concordar comas deliberações da FPF, pode sempre avocar o processo !!!), resolveu dar um castigo exmplar ao seleccionador proibindo-o entretanto de treinar ( o que realmente não se entende, tal é o autoritarismo ).
Entretanto o Sr Secretário de Estado dos Desportos (cujqa utilidade se desconhece) toma partido a defender os interesses do Estado !!! entendendo que o seleccionador tem que ir para a rua de acordo com o processo que exibiu á frente dos jornalistas e que aparentemente o senhor conhece mas que não foi facultado ao arguido que aliás nem seqquer foi ouvido, visto que o seu pedido de audição foi negado.
Este senhor secretário de Estado é o tal que nada fez quando o Sr Scolari bateu num jogador adversário sendo, por isso, castigado severamente pela FIFA.
É também este senhor que retirou o estatuto de utilidade pública á Ferderação de Vela por não estarem os seus estautos conformes a lei, mas permite que a FPF há mais de um ano esteja na mesma situação sem que lhe tennha sido retirada a utilidade pública!!
É claro a marosca foi tão mal engendrada que tinha que dar para o torto:
Assim, o Conselho de Justiça da Federação, anulou a pena de 1 mês do Conselho de Disciplina porque as acções do seleccionador tiveram lugar mais de um mês antes da participação, tendo os factos prescrito porque tinham passado mais que 30 dias exigidos pela lei.
Também não se compreende como a Comissão de Disciplina deixa passar tal coisa, simples de perceber !
Em seguida, o TAS levantou o efeito suspensivo do castigo da ADOP o que prenuncia que provávelmente que o rapaz será inocentado.
O embróglio é o seguinte:
- Desde logo a Federação tem que lhe pagar o salário até á decisão de o despedir
- A FPF terá que indicar justa causa para despedimento. No entanto como os seus órgãos jurisdicionais o inocentaram , não há justa causa.
- Não havendo justa causa a FPF tr´s 2 hipóteses: negociar com o seleccionador uma indeminização inferior aos salários que tem direito até ao fim do contrato, ou então pagar a indemização prevista no contrato de 3 milhões!!
Compreende-se portanto a demissão do Sr Madaíl: quem vier atrás que feche a porta.
A FPF ficará financeiramente arruinada para pagar o contrato que ele próprio acordou !
Entretanto o sr secretário do desporto que concordou com a penalizaão da ADOP , agora diz que concorda com a decisão do TAS em completa contradição (não que haja qualquer surpresa, o tipo é político para alguma coisa!)

Não contentes com a barracada, vai-se a Espanha tentar o impensável: propor um contrato a prazo ao Mourinho na esperança que quem lhe paga 13 milhões /ano lhe autorize uma licença sem vencimentos para 2 jogos e atire os interesses do R. Madrid ás urtigas.
Como óbviamente não resultou ,contrata-se o P. Bento por 50 mil euros 4 ou 5 vezes menos que o queiróz.
O rapaz não vai ganhar mais porque não tem grande curriculum.
Não se compreende como é que nao tem curriculum para ganhar bem mas tem para levar a selcção em 7º na Europa ao Europeu. Em que ficamos?
Entretanto não tarda que tenhamos que^pôr os suplentes das equipas na selecção porque Miguel, Ferreira, Simão ,etc, não querem mais a selecção.
Já estou a ver a selcção com o Luís Filipe a defesa direito e o Peixoto a defesa esquerdo e como ponta de lança o Orlando Sá. No meio campo o Manuel Fernandes sempre fresco porque nem é suplente no Valência e aí por diante.
Lá vamos cantando e rindo......

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Será nossa sina?

Escrevi no meu livro que os políticos portugueses nos tratam como subditos.
Está o país a arder tal como com o mundo, no entanto os nossos políticos só se preocupam em marcar pontos eleitorais!
A oposição critica o governo por não reduzir os custos, impõe condições prévias para negociar que é reduzir a despesa e não aumentar os impostos, o governo continua a dizer que tudo está bem, mas venha o diabo e escolha.
O governo cede nos professores e gasta mais 80 milões. O oposição que exige reduções apoia e diz que o acordo só não se fez mais cedo porque o governo é teimoso. Os polícias fazem manifestações e o governo cede. A oposição que quer gastar menos diz que "compreende " os polícias !

Entretanto não só não se aumentou a receita como se aumentou a despesa, tal como eu disse. Não se trata de incompetência do governo mas sim de simples aritmética:
Se se faz aumentos de impostos, desce a actividade económica (tínhamos conseguido 1,6% de crescimento no 1º trimestre) e portanto baixa o consumo. Como consequência, as empresas reduzem pessoal e despedem e muitas fecham.
Assim, perde-se a receita de IRS e IRS, bem como se perdem igualmente os descontos para a sergurança social. Finalmente como aumenta o desemprego aumentam as contas com as despesas sociais (fundo de desemprego, etc).
Logo, aumentam as despesas e reduzem-se as receitas, ou seja, o efeito exactamente contrário ao que se pretende !
Não e de admirar e o mesmo acontece por toda a europa e mesmo nos EEUU e Japão.
Finalmente como não há investimento (nem privado nem público) a economia está estagnada e irá entrar em recessão, sem dúvida.
Tal qual eu escrevi aqui insistentemente.
Não é que goste de ter razão, mas , infelizmente tenho!

Como os líderes partidários não se entendem, o Presidente da Republica , preocupado pela sua eleição, nada faz.
Os seus poderes e mesmo obrigaçoes estão muito para além do consignado na Constituição. O PR tem um poder intangível muito significativo e tem também o apoio incondicional do povo. Não pode ser um corta fitas e, ou faz parte da classe política decadente, como parece, ou age para defender o país do autismo dos dirigentes poíticos.
Infelizmente parece-me que apenas pretende visitar umas aldeias e fazer discursos inócuos.

O país vai ao fundo e esta gente não quer saber!
Ou a sociedade civil se mexe ou esta gente acaba com Portugal!

será nossa sina ?

sábado, 11 de setembro de 2010

Mais

Enquanto o país e o mundo se debatem numa crise sem precedentes, o PS e o PSD dedicam-se a jogos florais.
O país por outro lado, reclama do defice público ao mesmo tempo que exige ao EStado mais "ajuda".
Parece que a UE perdeu a paciência e quer controlar os orçamentos. Sorte a nossa!
As sondagens apresentam o PS e o PSD virtualmente empatados, respectivamente 36% e 35,8%, o que indica que os país está ingoverna´vel.
O que o aís precisa é de um governo de coligação PS/PSD á semalhança do que se fez na Alemanha com um inédito governo Democracia Cristã/ SPD.
Se o Passos e o sócrates não concordem, têm bom remédio, afastem-se !
Quanto ao PR nada faz, a sua leitura da Constituição é de que afinal é um mero corta fitas.Preocupado esta ele com a sua recandidatura !


Entretanto , tal como eu previa, as medidas tomadas para controlar o defice e o endividamento, não surtem efeito como era de esperar.
Assim dizia o Expresso que a última semana tinha sido dramatica para o euro, que Portugal pode vr a ter o FMI, que os EEUU não descolam dos 10% de desemprego ,que o "mercado" tem medo que a Irlanda não tenha pulso financeiro para manter o Banco que nacionalizou, etc, etc, etc.
Com o investimento privado parado e também o público, o que é que se espera?
Se a economia não dispara (e sem investimento não o fará), o problema do defice do endividamento e do desemprego não se resolverá, ponto final !
Volta Keynes que estás perdoado.....

Notícias de Portugal

" O turismo este ano cresceu 6% graças a turistas nacionais que seguiram o conselho do PR (os estrangeiros não aparecem porque há uma crise)"

" Venderam-se 3 milhões de telemóveis no primeiro semestre em Portugal. As vendas dos smart phones , os mais caros do mercado, ultrapassaram 400%"

" No mês de Agosto bateu-se o record da utilização do Multibanco. Igualmente foi o mês em que os portugueses fizeram mais depósitos bancários de sempre"

" Os pais queixam-se que não têm dinheiro para pagar os materiais escolares dos filhos"!!!!
Não é de admirar, digo eu.....

Portugal

sábado, 21 de agosto de 2010

Mário Bettencourt Resendes

Sem querer entrar num lugar comum da habitual sobrevalorização de alguém que falece, gostaria de deixar o meu tributo a Mário Bettencourt Resendes.

Já muitas homenagens foram feitas e muito foi dito do carácter deste grande jornalista analista e comentador Politico. Eu gostaria de acrescentar algo que ainda não vi escrito.

M.B.Resendes procura sempre ver o lado positivo das coisas. Não embarcava no politicamente correcto, ou seja na actual cultura da maledicência. A sua voz era uma referência porque valorizando o mérito, tinha mais legitimidade para criticar o que efectivamente está mal . Quando apontava o dedo a sua leitura tinha repercussões e era Noticia. Faço este reflexão varias vezes : hoje é quase proibido falar bem do governo ou de um empresário de sucesso. É curioso que no antigo regime era proibido falar mal do governo! Pois , pois ....antes como agora o problema é o mesmo. A ausência de massa critica. Não me canso de o dizer, porque estou convencido que este é o mais grave problema do País.

Era uma voz desconectada (e ainda bem!) da mediania dos nossos fazedores de opinião e do telelixo dos debates que nos entram em casa pela comunicação social. Nunca o vi ou ouvi no registo da lamuria, dos coitadinhos, da fatalidade da Nação, ou queixar-se da “pequenez” do País.

O País ficou mais pobre, no domínio onde mais precisa.
O meu sincero tributo a Mário Bettencourt Resendes.


Um Abraço
Joaquim

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Queiroz

Já aqui disse que considero o senhor incompetente, vaidoso ,medíocre e com falta de liderança. Não assume as suas responsabilidades a não ser em caso de vitória.
Também critiquei o contrato que prevê quer salários exorbitantes quer prémios inaceitáveis.

Dito isto, tenho que discordar com o que se passa com o processo disciplinar e concordar com as declarações ontem de Pinto da Costa.
O que a Federação pretende é arranjar forma de o despedir sem ter que pagar a indeminização milionária que acordou no , aliás, desastroso contrato que assinou com o senhor!
Só passados meses é que se lembraram de uma queixa sem pés nem cabeça!
Se os resultados da selecção fossem bons, certamente que o assunto teria sido abafado .
Comparar um desabafo boçal tão frequente no futebol com a agraessão a um jogador adversário como fez o Scolari tendo sido castigado pela FIFA é não só ridículo como infame.
Como diz o P da Costa mesmo o ridículo tem limites.!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Fed

Wall Street subiu nos últimos dois dias em virtude do boato que o FED irá avançar com um pacote de estímulos á economia americana que não desloca dos 9,5% de desempregados e que não levanta vôo.
Ora , pensando eu que o Estado não se devia meter na economia que devia ser totalmente entregue aos "mercados", fico espantado com a situação. Afinal os privados já não são protegidos e guiados por uma mão invisível?
Pois não ,são proyegidos por uma mão bem visível : O Estado !
E ainda dizem que o Keynes já não se aplica. Afnal o que é isto?

Não se aflijam porque o FED nada vai fazer e , assim, Wall Sreet virá abaixo outra vez. O Estado pára e a economia avança como diz um bloguista. Avança certamente o número de desempregados e a estagnação .
Vai ter que ser o Estado a resolver o assunto como sempre e não os mercados que já não acreditam na economia do mais rico país do mundo sem o estímulo estatal !!!
Viva o liberalismo !

domingo, 8 de agosto de 2010

Curiosidade

Do artigo de Joseph E. Stiglitz prémio nobel da Economia:

"Os australianos chamam á grande crise de 2008 GFC.Kevin Rudd, 1º Ministro aplicou um pacote de estímulos de cariz Keynesiano. Na primeira fase deu-se garantias sobre o dinheiro , na segunda fase partiu-se para o investimento público. Resultado: a Austrália teve a mais rápida e superficial crise dos países desenvolvidos..."

De acordo com este senhor os dirigentes políticos estão apenas virados para os aspectos públicos , daí ficarem frustrados pelos resultados não serem bons.
Isto porque, por exemplo nos USA, os desperdícios gerados no sector privado por má utilização dos reccursos existentes no país é de longe superior ao público e representa já vários biliões de dólares.

Curioso, não ?

O endividamento internacional do sector privado em Portugal é superior ao do EStado, portanto não parece ser tão diferente !!

sábado, 7 de agosto de 2010

A Justiça ou melhor a justiça

Diz o Expresso (e penso que eu já tinha escrito sobre isto)que , afinal os juízes portugueses são excelentes.
A atentar pelos resultados das avaliações dos magistrados (realizados também por magistrados), 97% dos juízes avaliados são Bom, Muito Bom ou Bom com distinção. Apenas houve 3% que foram suficientes e, autêntica maravilha na nossa sociedade, não houve um único com nota negativa.
Temos que reconhecer que é notável.
Afinal no país dos tugas há pelo menos uma profissão em que só há excelentes!
O que é mais surpreendente é que o PSD resolve o assunto demitindo o PGR que não acusou os seus adversários políticos (como aqui escrevi também se "resolveu"o assunto do B de Portugal substituindo o Governador por outro ficando tudo na mesma) e o Governo continua a ter confiança no PGR (!?)
Na sua ânsia de revisão constitucional, pretendendo alterar 80% da CRP, o PSD não incluiu um únco artigo sobre a Justiça, que está mais desacreditada que os próprios políticos (que é um feito assinal´vel e deveras difícil)
Quanto ao PS nada faz!
Os meus parabéns aos juízes esses insígnes defensores da Lei !!!
Talvez fosse bom ouvir palavras avisadas de Daniel Proença de Carvalho ou de Jorge Miranda que avançaram propostas para alterar esta situação mas que os políticos,verdadeiros autistas, ignoram .
Se bem que discorde , como aqui disse , da proposta de revisão do PSD, considero que certamente haverá propostas interessantes e úteis.
Como consequência , o PSD desceu nas sondagens e está nesta momento a apenas 1% acima do PS o que é verdadeiramente inacreditável.
Mas não é: os tugas desconfiam de quem quer fazer qualquer coisa seja o que for e tente acabar coma economia assistêncial em vigôr.
Assim,só teremos governos que tudo mudam para tudo ficar na mesma !
Como dizia Pesoa um assumido monárquico, cada um tem o rei que merece !

A BP e a força das corporações face á política

Artigo de Robert Reich do Herald Tribune publicado no Expresso:
" ...O facto da BP ter sido responsável pela maior catástrofe ambiental da América parece não ter importância. Os consumidores do mundo inteiro-inclindo os americanos-continuam a comprar-lhe petróleo.
Se a BP sai deste desastre mais próspera do aque alguém teria imaginado há meses, que é feito da responsabilidade das empresas?
Qualquer gigante empresarial pode provocar uma calamidade e continuar como se nada fosse ?
As empresas não são pessoas. Não têm cérebro, consciência ou culpa. As suas peças podem ser substituídas..... As empresas têm um único fim: fazer dinhero.
Se queremos queremos que actuem de modo diferente, temos que fazê-lo através da legislação.E de multas mais elevadas do que os benefícios de tornear a lei.
O verdadeiro escandalo é este: depois do derrame nenhuma lei foi alterada-nem sequer o limite ridículamente baixo das indeminizações que os privados podem receber...

Pois cá está uma das razões porque não entendo que os homens de boa vontade defendam o liberalismo e a não interferência do Estado. Ficarão os cidadãos vulneráveis e dominados pelo poder do dinheiro que não controlam a quem é permitido virtualmente tudo para defender os seus lucros: mesmo a violação dos direitos dos habitantes do palneta.
Os Governos devem, quanto a estes "pensadores" quedar-se mudos e atávicos.
O mundo será portanto dominado apenas e só pelo poder do dinheiro violando-se assim o princípio básico da democracia que é a possibilidade dos povos escolherem livremente os seus próprios destinos.
Não posso alinhar!
Que existam as empresas privadas mas condicionadas ás leis que defendem os bem comum (e o ambiente é certamente dos mais importantes), que só podem ser realizadas pelos cidadãos indirectamente pelos seus eleitos!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Madraços

Pelos vistos só eu e o Joaquim é que trabalhamos. O resto dos bloguistas já estão a dormir na forma há que tempos.
Vamos lá acordar e trabalhar, madraços.

Ontem o Estado português colocou mais 1,1 mil milhões de dívida pública ao mesmo juro que da última vez. No entanto o que é de referênciar é que a procura superou a oferta em 2,4 vezes!
Espero que após esta 3ª colocação de dívida pública, os que diziam que não se podia investir porque não havia dinheiro estejam convencidos !

Após o anuncio da compra de 23% de OI, os juros da dívida da PT reduziram-se em quase 25% !!!
Mais uma vantagem para a empresa e os accionistas!
Tal vantagem não aconteceria se , como diz o Joaquim, a economia não tivesse recuado....
Por mim, pode continuar a recuar á vontade.

A venda de carros em Portugal foi no 1º trimestre quase 27% acima do mesmo período do ano anterior.
Todavia, as concessionarias esperam reduzir significativamente as vendas no 2º semestre como resultado das medidas tomadas para equilibrar o defice e o endividamneto.
A verdade é que esta tendência é geral incluindo no Turismo.
Tal redução de actividade terá consequências na redução das receitas do Estado (IVA, IRS e Segurança Social) e o aumento do desemprego e consequente aumento das despesas do Estado (subsídio de desemprego).
Concomitantemente, o cumprimento do Orçamento indica uma redução das receitas e um aumento das despesas, como seria de esperar o que aponta para o aumento do defice e do endividamento.
Quem é que pode continuar a defender as medidas recessivas tomadas em todo o omundo que têm exactamente o efeito contrário que se pretende ?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ainda o estado e a economia

Já vejo que o nosso amigo joaquim mesmo de férias não larga o latop.
Só gostaria de lhe tentar demonstrar as suas contradições:
- O Estado não interviu na PT apenas quando usou a golden share.
Interviu quando a PT comprou a VIVO de forma a aumentar-lha a dimensão e a internacionalizá-la em ordem a criar condições para não ser vítima de uma OPA.
E voltou a intervir negociando a entrada na OI.
Se não tivesse intervido desde o princípio não haveria lugar a este negócio porque a PT não teria a VIVO, para começar e provávelmenteaté já teria sido comprada por qualquer telefónica.
Portanto se aqui a economia recuou fez muito bem a accionistas , a consumidores e ao país.
Como disse, sou Keynesiano e portanto não concordo que o Estado tem que estar fora da economia e muito menos que a economia tem leis imutáveis que não podem ser desafiadas pelo homem.
Veja só Joaquim:
Se os Estados não se tivessem empenhado em defender (com o dinheiro dos contribuintes) o sistema financeiro mundial, os Bancos tinham colapsado e criado uma crise de fome e desespero. Não será este exemplo suficiente e bem recente para desencorajar aqueles que defendem a defesa do sacrossanto mercado?
Outra queatão:
- Não é o Governo português que se mete nos negócios. O Governo do país e das universidades liberais por excelência(os EEUU) não exitou em manobras proteccionistas para defender a industria metalurgica há largos anos em crise e também não exitou em comprar mais de 50% da General Motors.De notar que os susídios aos agricultores existem em larga escala nos EEUU.
Não há portanto em nenhum sítio do mundo uma prática liberal tout court na economia. Não são , portanto , os países mais vulneráveis que armando-se em ingénuos ou estúpidos têm que aplicar teorias que nem os grandes seguem.
Ainda outra questão:
Se os mercados funcionarem sem interferências, Portugal e outros países pequenos não terão empresas nacionais, porque as leis do mercado se impõem e os grandes comerão os pequenos.Passaremos, então a ser apenas fornecedores Tier 2 como , por exemplo se passa na industria automóvel em que as empresas portuguesas ou não existem ou são subcontratantes.
Poder-se-á dizer que tal acontece pela inepcia dos investidores portugueses. Mas como podem os investidores portugueses competir com empresas cujo orçamento é maior que de muitos países ?
E mesmo essas multinacionais que investiram em Portugal só o fizeram graças ás ajudas de Estado que os países disponibilizam para assegurar IDE !
- Dir-se-á também qua a nacionalidade dos detentores do capital é indiferente: as empresas pagam impostos, dão emprego e qualificam a mão de obra, portanto que importa se são estrangeiras ?
Não é assim, porque:
- Em primeiro lugar uma empresa alemã será sempre dirigida por alemães. Mesmo que "aturem" alguns quadros nacionais, será sempre em posições subalternas ou se alguém consegue chegar lá acima sem ser alemão é um entre dezenas de alemães.
O que se diz para uma empresa alemã, diz-se para qualquer outra nacionalidade.
- Segundo, quando há borrasca, quam se lixa é o mexilhão. Veja , por exemplo na indústria automóvel , e mesmo na D....., quantos quadros americanos foram despedidos em razão da reestruturação e quantos foram das outras nacionalidades.
Chega até a mandar-se um americano negro que não fala quaisquer línguas, como Presidente da Europa. Um indivíduo que nuca trabalhou fora ddos EEUU e que não entende o cliente europeu e que , certamente terá um nível de aceitação desses clientes abaixo de zero !
Para se salvaguardar empregos de americanos até se inventam funções. Este é apenas um exemplo duma empresa até bastante liberal neste particular, mas pode ser extrapolado á vontade.
- Igualmente , se há borrasca, sacrificam-se empresas "overseas" e mantêm-se as da nacinalidade dos donos, afectando as economias onde operam.
Veja também o caso da D......: só havia problemas nos EEUU em virtude de um spin off mal realizado que arrasou a empresa. No entanto , quantos trabalhadores e quadros americanos perderam os seus empregos versus o resto do mundo ?
Não é portanto indiferente a nacionalidade dos detentores do capital.
-Gostaria ainda de dar alguns exemplos em que um misto de sistema de mercado com intervenção benevolente mas atenta do Estado ,produziu bons resultados.
Veja-se o Brasil: em regime liberal acentuaram-se os pobres, a inflacção disparou fazendo-se fortunas como sempre acontece nestes casos,etc.
Após o Plano real o Brasil entrou no caminho certo: a inflação diminuíu e no "consulado"do Lula reduziu-se o número de pobres em 50 milhões.
Tal resultado absolutamente espectacular não foi conseguido deixando o mercado entregue em si mesmo.
Pelo contrário, o Governo negociou caso a caso o IDE, continua a ter pins cofins (leia-se impostos de importação de países terceiros que pode ir até 40%), acordou condições especias de dupla tributaão com os EEUU e também assinou acordos bilaterais com condições próprias , por exemplo com a UE (e durante a Presidência portuguesa).
Se a Embraer veio para Portugal comprando as OGMA (falidas) e se negoceia a PT e a Galp é graças ao Governo do país e não aos "mercados".
Se o Brasil continuasse como estava teríamos um mercado livre mas um povo miserável e desesperado.
E aqui, Joaquim é a nossa difernça. A economia serve para servir os habitantes do planeta e não o contrário.
Finalmente o argumento definitivo: a democracia é o governo do povo.
O povo só controla a política .Se vamos deixar tudo entregue aos capitais e mercados, o que é que controla o povo ?
E estamos á espera que os detentores do capital se preocupem com algo mais que os lucros, como, por exemplo, o bem estar dos cidadãos ?
Nem pensar. O que ter+iamos nesse caso era os cidadãos votarem nequeles que lhes tratam do lixo, deixando toda a sua vida entregue aos mercados !
Quem é que vai nisto?: Eunão.
Continuação de boas férias

PT Negócios

São bem vindas as “ farpinhas” em relação ao negócio PT ou qualquer outro assunto. Mas vamos lá fazer justiça, o que alterou relativamente ao veto do Primeiro Ministro foi o facto de passar a haver negócio. Efectivou-se. Antes falava-se em veto. E esta é uma diferença brutal. Eu manifestei-me convictamente para o facto de o negócio se realizar, disse mais, que a PT devia vender e fazer concorrência á VIVO pela via OI ou uma nova companhia no Brasil, pois a PT voltaria seguramente a criar valor pela excelência do seu Know how e factor tecnológico. Confirmou-se a Oi e veja-se o amplo consenso dos accionistas,na aceitação da PT como partner.

Tem razão o Jorge , quando escreve que o negócio é agora muito melhor que o aprovado pelos accionistas em assembleia geral. Goste-se ou não esta foi uma vitória do Primeiro Ministro, até reconhecida pelos esquizofrénicos anti-Socrates. Por duas razôes : porque o valor da Oferta subiu , e porque ficou garantido ( via Lula ) a entrada no Capital da Oi . É verdade , que proferi aqui que este era um erro de Sócrates, e reitero que seria um erro colossal se o maior negocio de sempre em Portugal , e do ano na Europa, fosse abortado pelo Governo.

Dou a mão á palmatória: o Governo fez uma jogada muito arriscada, correu bem e venceu. Volta a ter razão o Jorge quando argumenta que o sucesso das negociações se deveu aos estados e não aos accionistas. No entanto, desaconselho a receita. As excepções, em Economia, são quase sempre irrepetíveis. O paradigma é a ECONOMIA RECUAR quando o ESTADO AVANÇA.


Um Abraço
Joaquim

domingo, 1 de agosto de 2010

Justiça ?

Acabei de ler que a PT não pagará mais valias do negócio de venda da VIVO.
Isto tudo , legalmente (!?)
Parece que o direito fiscal a isenta desse pagamento visto que ela é a mãe da sociedade que detém a VIVO que é holandesa e mais outras razões que me dispenso de comentar.
No entanto , os pequenos accionistas da PT que não possuem possibilidades de se isentarem do pagamento dos impostos sobre as mais valias, irão pagá-lo !!!
Isto é que é justiça.
Não tarda ainda vou militar no BE ou no PCP !!
Não há vergonha !

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Uma farpinha com carinho

Não resisto a uma farpinha ao nosso querido amigo Joaquim.
Então o negócio da PT era bom e o Estado não se deveria ter imiscuido.
Lembre-se que o "bom negócio" era a PT receber 7,15 mil milhões por perder 50% da sua facturação e ter ficado sem qualquer presença internacionacional ,sobretudo a nível do Brasil e ,dada a sua dimensão ter ficado vulnerável a qualquer OPA de qualquer telefónica...
Todavia, após a oposição do Estado, a Telefónica fez o que deveria ter feito desde o início ou seja NEGOCIAR.
E com esta negociação chegou-se a um péssimo negócio: a PT vai receber mais uns trocos (leia-se 400 milhões ou seja 80 milhões de contos), mantém presença significativa no Brasil e a Telefónica fica com a VIVO.
Ou seja, win-win, o princípio em que se baseiam (ou deviam basear ) todos os negócios!
Conseguiu-se portanto um excelente negocio que satisfaz todas as partese mesmo só em termos de dinheiro ,os accionistas ganharam mais 400 milhões ,para além de terem perspectivas futuras de ganhar mais dinheiro pois a PT será muito maior que o "negócio" inicial previa( de notar que a OI teve um resultado de 400 milhões no 1º semestre ).
Mesmo assim, este acordo só foi possível com as negociações entre os Estados portugues e brasileiro e não pela intervenção dos accionistas.
Pois é ,senhores liberais, sem o Estado isto.... não vai lá!

domingo, 25 de julho de 2010

Fábula sobre os mercados

Há 2 anos, os mercados, essa entidade mitica que rege as vidas dos 27 mil milhões de almas que habitam o planeta azul, acordaram estremunhados com uma crise que não tinham previsto, a do crédito imobiliário de alto risco nos EEUU, e decretaram: isto é um problema da Fannie Mae e Freddie Mac, que os americanos resolverão tranquilamente.
Passaram meses e , de repente, os mercados descobriram que a tal crise afinal tinha contaminado parte do sistema financeiro norte americano.
Preocupante, mas não dramático. Alguns bancos especializados e regionais poderiam falir, outros seriam comprados, mas a vida continuaria o seu curso normal.
Os dias continuaram a passar e, subitamente, os mercados descobriram que havia produtos derivados, cujo risco ninguém sabia medir, que lá dentro carregavam o vírus do crédito imobiliário de alto risco e que tinham sido disseminados pela carteira de investimentos de muitos bancos.Nova sentença dos mercados: este é um problema dos EEUU. A Europa e o resto do mundo estão livres do flagelo.
Não contaram os mercados nem com o poder mortal e difusor dos tais derivados nem com a acção nem com a acção da Administração americana ( campeã do liberalismo #), que resolveu deixar caír um dos mais conhecidos bancos de investimento do mundo , a Lehmann Brothers.
E de um momento para o outro, o sistema financeiro mundial ficou á beira da catástrofe.
Os mercados entraram em histeria e determinaram aos berros: não se pode cometer erros praticados na Grande Recessão de 1929! Os Governos têm de salvar os Bancos em dificuldades, deixar deixar funcionar os estabilizadores automáticoa (i.e. aumentar fortemente os defices orçamentais e injectar milhões nas economias ). E os Governos assim fizeram : apoiaram os bancos, a indústria automobilistica, a aeronautica, e todas cuja falêcia seria um desastre para os trabalhadores.Mas apesar dos milhões injectados nas economias, sob recomendação dos mercados, o ritmo de crescimento dessas começou a abrandar vertiginosamente e o desemprego iniciou uma subida em flecha, sobretudo na Europa, com uma estrutura laboral mais rígida que os EEUU. E o mundo desembocou então numa crise económica e social.
Para os sistema financeiro mundial, contudo, surgiam sinais de que, com mais ou menos dificuldades, o pior já tinha passado. E os mercados , uff!, respiraram de alívio.Salvar a finança era essencial. O regresso ao business as usual estava garantido.
E aí os mercados repararam que os defices orçamentais dos Governos tinham disparado, sobretudo os dos países do Sul da Europa, que podiam estar á beira da falência ( apesar do primeiro país a falir ter sido a Islândia).
Como é possível este depautério?
Têm que reequlibrar novamente os orçamentos!E os Governos assim fizeram um , dois, três programas para cortar rápidamente os defices.
Aí os mercados disseram de novo: ah, já se apresentaram programas para reduzir rapidamente os defices?Muito bem. Mas essa redução é recessiva. E sem crescimento vocês não vão pagar os financiamentos que nos pedem.è melhor começarem a desenvolver políticas públicas para fomentar o crescimento, se não estão tramados connosco, os mercados. E lá vamos nós outra vez....

Pois esta brilhante escrita não é minha mas do Nicolau Santos no Expresso a qual subscrevo ja que tem todos os ingredientes que aqui tenho defendido.
É por isso que ser liberal não está no meu horizonte.
Á reacção e as receitas erráticas dos mercados, trouxeram como consequência o desemprego e o desespero de milhões de pessoas no mundo.
Deixar que esses mercados dirigam o mundo dá nisto.
Como diz o Adolfo a nossa forma de desenvolvimento está esgotada, incluíndo os mercados financeiros e outros.
Quando a coisa se torna feia, chama-se o Estdo que ,com o dinheiro dos cidadãos ,trava o desastre ! Depois , qd as coisas correm bem, chama-se-lhe vilão !
Esta escrita do Nicolau sobre a recente crise mostra bem o falhanço do liberalismo tout court que se entrega na totalidade aos "mercados". Continuar a defender este sistema, é como o PCP continuar a defender o comunismo mesmo depois de ele ter morrido.

liberalismo á portuguesa

Rocha de Matos veterano dirigente dos empresários portugueses, pediu que o Estado português pagasse a dívida do Estado angolano ás empresas portuguesas transferindo o risco da dívida para o Estado (e os cidadãos portugueses) a fim de viabilizar as empresas que operam em Angola !
Nada mau, este liberalismo é mesmo muito interessante !
Qd as coisas andam bem, o Estado é um vilão, qd as coisas andam mal, o Estado é a tábua de salvação. !
Se não fosse ordinário, utilizaria as palavras de Maradona há uns tempos (aquelas que lhe valeram um castigo da FIFA)

sábado, 24 de julho de 2010

Stress tests

Defendi aqui várias vezes que a condução da crise por parte da UE é desastrosa.
Depois de incentivarem os Governos a injectar dinheiro na economia sem problema de violar o PEC de 3% de defice, a fim de reduzir os efeitos da crise, ficaram surpreendidos com a reacção dos mercados que atacaram o euro.
Reagiram nervosamente e mesmo em pânico , forçando os países a recuperarem mais rápidamente do que o previsto, obrigando á criação de medidas de austeridade para rápidamente reduzir os defices e o endividamento.
O que aconteceu foi que os mercados não se aclmaram e o euro continuou a descer na sua relação com as moedas de referência.
O mercado entendeu que estas medidas sendo recessivas em vez de resolver o duplo problema do defice e do endividamento, pelo contrário ainda o agrava dado o fim do investimento público e do investimento privado na economia.

Reagiram os líderes (??), criando o stress test para "acalmar" os mercados e restituír a sua confiança na solidez do sistema financeiro europeu.
Escrevi aqui que era uma manobra psicológica e que não resultaria, dado que a anteriori a UE sabia que não havia Bancos em perigo porque, se os houvesse, o efeito sistémico iria implodir o sistema financeiro.
Estas questões são óbvias e põem em perigo a credibilidade dos referidos tests.
Mais uma vez tinha razão.
O euro baixou para o vermelho 4 horas antes do anúncio dos resultados e subiu muito ligeiramente após o anúncio, não sendo possível no entanto a saída do vermelho.
O objectivo principal de acalmar os mercados não foi pelos vistos conseguido!
Não tenho dúvidas no entanto que os doutos líderes europeus, virão com qualquer outro instrumento para atingir o objectivo de acalmar os mercados.
E fá-lo-ão de forma atabalhuada e em pânico, como tem sido até aqui.
Seja o que fôr que inventem não julgo que irão atingir os objectivos de convencer os mercados da boa situação financeira simplesmente porque é má e igualmente não conseguirão convencer ninguém que as medidas recessivas são adequadas, simplesmente porque não são !

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Férias cá dentro

Vou de Ferias, em família, amanhã Sábado. Os últimos 3 anos foram em Biarritz. Este ano sensível ao apelo do Sr: Presidente da Republica e do Sr: Presidente do Governo da região autónoma da Madeira , juntei dois em um , e daí deu Férias em Porto Santo .

Sem qualquer Ironia, desejo de boas Férias para os meus queridos amigos bloguistas, se for esse o caso.

PS : Temos excelentes temas para debate como a eventual revisão constitucional, e do sistema Politico, já notavelmente comentados pelo Jorge. Concordo com a maior dos argumentos. Irei mais tarde rebater os pontos de não concordância. Queria, duma forma geral , realçar que finalmente o PSD é uma alternativa - goste-se ou não , concorde-se ou não – depois do deserto de Lideres (com expoente máximo de mediocridade personalizado por Manuel F,Leite). Reconheço que me revejo no ímpeto Liberal de Passos Coelho em relação á economia. Voltaremos ao assunto, seguramente.

PS2 : Uma boa Noticia de ultima hora . Os 4 grandes bancos nacionais passaram com distinção nos testes de Stress. Com uma boa nota de solidez financeira, e dos melhores Ratios de Capital ( “Tier 1”) em cenários adversos mais o choque de risco soberano. Este anuncio da CEBS teve ainda em consideração a resistência de 91 bancos Europeus a situações extremas. Meus amigos, seguramente que esta avaliação vai ser desvalorizada pelos mesmos de sempre. Como os falhados defendes sempre os falhados , talvez seja boa ideia darem uma ajuda aos Espanhóis , pois chumbaram 5 bancos no teste de stress .

Um abraço e até breve
Joaquim

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Duas boas

A lata que certos tipos têm , não para de nos surpreender!
O Dr Ricardo Salgado , o maior accionista da PT, elogiou (!!??) ontem a utilização pelo Estado das golden shares , porque "afinal até podem dar bom resultado"
Isto a propósito das negociações com a OI e também ao facto de que a Telefónica poder ainda aumentar a oferta pela Vivo.
É realmente uma vergonha este tipo que nos últimos dias negociou com a Vivo e votou a favor da venda apesar de , como dizia Rebelo de Sousa, ter sempre dito públiamente que defendia a PT com esta dimensão em mãos portuguesas, o mesmo tipo criticou a acção do governo "por evitar um bom negócio" e agora vem elogiar acção do Governo pela mesma razão.
São estes tipos rasteiros sem verticalidade que têm poderes importanetes na economia !

Ontem 2 deputadas do PS submeteram á votação na AR de um diploma tendente a eliminar 2 feriados "civis" e outros tantos "religiosos", para além de criarem outros sistemas para criar pontes junto aos fins de semana.
Portugal que é o 2º país da UE com mais feriados e férias (imediatemente a seguir á Itália), e o país com mais baixa por doença da UE (apesar de a esperança de vida ter aumentado 5 anos nos últimos 6 anos em consequência da melhor alimentação e de melhores cuidados de saúde, o que leva a OCDE a considerar que 40% dessas baixas são fraudelentas), pois apesar disso ,os únicos que votaram a favor foram as 2 deputadas proponentes, tendo todos os partidos votado contra.
Não querem ver esta idiota obrigarem os senhores deputados (certamente na lidernça do absentismo nacional) a trabalharem mais ?
Pobre país entergue a esta gente.
Com líderes assim, não de admirar que sejamos preguiçosos, irresponsáveis e trafulhas.
Ás vezes tenho vergonha de pertencer a esta comunidade !

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Comissões de trabalhadores e sindicatos

Desde o 25 de Abril, abriu-se uma guerra entre estas duas instituições. Os sindicatos controlados pelo PCP lutaram denodadamente contra as Comissões de Trabalhadores e conseguiram em larga percentagem neutralizá-la.
Porquê?
Básicamente por 2 razões:
- Primeiro porque as CT integram no seu seio tendências de vária ordem que, pela aplicação do método de Hondt têm sempre participação maioritária ou minoritária , sendo assim mais difícil o controle por parte do PCP (ou de outro qualquer partido como o PS na UGT).
O facto de que a CT obriga a que pelo mnos 50% mais um trabalhadores votem , faz com que seja muito mais representativa que os sindicatos (em que apenas votam os trabalhadores sindicalizados naquele sindicato)
Assim, numa empresa de 1000 pesssoas a CT foi votada pelo menos por 501 pessoas, enquanto que se a empresa tiver apenas 100 empregados sindicalizados , eles podem eleger os seus delegados sindicais que pouco ou nada representam mas que têm poderes consideráveis que lhes são atribu+idos por lei!
Ou seja a empresa tem que dialogar com a CT que representa pelo menos 500 trabalhadores e, em igualdade de direitos, com os sindicatos que apenas representam 100 !!
Assim é possível mmanter os dirigentes sindicais por dezenas de anos , embora eleitos por um número ridiculamente diminuto de trabalhadores e o controle apertado de partidos, nomeadamente o PCP.
- Se juntarmos ao acima dito existe ainda uma outra razão para que os sindicatos temam as CT e as queiram ,pura e simplesmente suprimir: trata-se do facto das CT estarem muito mais viradas para os interesses dos trabalhadores e da própria empresa, preferindo tratar de assuntos concretos que afecte a vida dos seus representados, estão pouco virados para acções de carácter político/partidário, greves de solidariedade, etc

O que penso é que a forma de eleição dos sindicatos é pouco democrática e os sindicatos passam a ser vanguardas políticas dado que têm pouca representatividade.
Assim, talvez uma alteração no sistema de eleição dos delegados sindicais fosse no sentido de tornar os sindicatos mais verdadeiramente representativos e independentes de partidos políticos.
Parecia-me uma boa achega.
A não ser assim, temos o exemplo da AutoEuropa que tem CT e CSindical.
A CT acordou coma Administração um "pacote" determinado.
A CSindical, dominada pelo PCP , que nunca acorda com nada, manipulou o plenário e acabou (por uma unha negra) por regeitar o "pacote"
Como saír desta confusão ? Com quem deve a Administração dialogar ? Bagunça !!
Se os políticos estão tão interessados em alterar a CRP, talvez fosse mais útil alterar estas leis para assegurar um melhor e mais democrático funcionamento dos órgãos representativos dos trabalhadores !

Violação de direitos

Já estão os portugueses habituados á incompetência dos nossos dirigentes.Mas a verdade é que , apesar de tudo, ainda nos conseguem surpreender.
O Sr Ministro da Justiça respeitado e distinto advogado (uma excepção áregra) resolveu propôr uma alteração ás penhoras de bens com vista a pagar dívidas a fim de tornar o processo mais expedito.
Quer o referido senhor que as penhoras que hoje só podem ser realizadas por ordem de juízes, possam ser efectuadas por funcionários judiciais e por solicitadores de execução.
A verdade é que os funcionários não são sequer juristas não estando portanto habilitados para o desmepenho de tais tarefas e os solicitadores são contratados por uma das partes, os credores, não estando portanto em condições de agir com isenção.
Se não fosse grav, até dava vontade de rir.
Ora a aplicação da justiça tem que ser feita pelos tribunais , leia-se , por magistrados (juízes).
Se os entregamos a gente impreparada e sem autoridade para o efeito ou por gente que age comparcialidade, é um atropelo aos direitos dos cidadãos.
Faltam-me adjectivos para classificar esta proposta tal a indignação que sinto.
O Estado demite-se de cumprir o seu dever de aplicação da justiça com imparcialidade em nome da "rapidez", atropelando os direitos dos cidadãos.
O incrível é que tal proposta é apadrinhada por um distinto jurista !
Bem digo eu que estes tipos quando vão para Ministros , ao assinarem a tomada de posse, perdem uma parte da sua inteligência e os valôres que supostamente deveriam defender.
É verdadeiramente um fenómeno de estupidez e falta de bom senso.
Não há paciência !

Dados económicos

Parece que afinal não sou assim tão burro em macroeconomia.
- O Estado português colocou 1,2 mil lilhões de dívida pública , apesar de ter pago 2,4% de juros o dobro que pagou no 1º trimestre. No entanto, a procura foi 3 vezes a oferta, mais de 3,5 mil milhões tendo que haver rateio.
Para os que dizem que a minha (e de outros ) teoria Keynesiana não se pode aplicar "porque não há dinheiro" aqui está a resposta.
Para uum país que vê os seus ratings descerem a cada semana e que até já se falou que havia a possibilidade de saír do euro, convenhamos que não é mau. De notar que a Alemanha colocou 4 mil milhões mas que não foram satisfeitos na sua totalidade por falta de procura!
- A perfromance orçamental em comparação com o ano anterior é pior.
Houve um aumento da despesa de 1,4% sobretudo nas despesas com o pessoal (promoções do estatuto da função publica e da nova carreira dos professores). Todos os outros items da despesa se mantiveram igual ao ano passado.Isto apesar dos aumentos de ordenados estarem congelados!
Para os que ainda duvidam de que nunca haverá equilíbrio orçamental sem a redução drástica do número de funcionários, absolutamente delirantes, aqui vai a resposta.
Por outro lado, a receita dos impostos reduziu 400 milhões.
Quer dizer, o equilíbrio orçamental é uma ilusão porque aumentaram as despesas e reduziram-se as receitas, tal como previ e aqui escrevi várias vezes.
Para os que duvidam que as medidas recessivas tomadas em Portugal e também em toda a Europa não só não resolvem os problemas orçamentais e da dívida, pelo contrário ainda os agravam, aqui está a resposta.
Não é com prazer que tenho razao, diga-se ,mas factos são factos !

Mais uma achega ao Joaquim

Caro amigo como lhe disse cada um é o que é e também respeito as suas ideias como é óbvio.
No entanto , lembro-lhe que estando os cidadãos despendentes apenas dos mercados pode e é perigoso.
Repare, há poucos anos, o Dr Marques Mendes homem respeitável e o melhor líder do PSD dos últimos tempos, também veio propôr uma alteração em sentido liberalizante do sistema de reformas.
Pretendia ele que á semelhança do que se passava noutros países, mormente nos EEUU, as pessoas tivessem a possibilidade de escolher entre um sistema estatal e um sistema privado.
Ora os sistemas privados são sustentados pelo "mercado", mormente o mercado bolsista.
Ora como o liberalismo económico, falhou, os "mercados" deram o estoiro e milhões de pessoas perderam, tout court , as sua pensões , tendo ficado dependentes da caridade !
Este é mais um exemplo dos perigos de entregarmos TUDO aos mercados e também a razão porque , embora reconheça que não há vantagens em dar mensagens erradas aos mercados, existem por vezes VALORES mais importantes do que o sacrossanto mercado.
Eu sou o que se poderia chamar um social democrata.
Respeito e apoio a iniciativa privada como o motor da economia, entendo que compete ao Estado ser regulador e desenvolver as políticas, nomeadamente de caráceter fiscal que facilitem a iniciativa privada. Entendo , no entanto que o Estado deve ser detentor da defesa nacional, segurança ,justiça e ensino e saúde.
E penso mesmo que o s Estado deve ter poderes especiais (e não me repugna que seja proprietário) de recursos essenciais á vida humana como a água a energia, etc
A iniciativa privada procura legitimamente o lucro, o Estado , pelo contrário não deve estar ligado aos interesses , mas ao interesse nacional.
Estas realidades podem coexistir pacíficamente.
Quando o poder político se sobrepõe ao económico, os cidadãos podem controlá-lo. Quando o poder económico se sopbrepõe o cidadão não risca nada.
E quando há uma crise, os liberais esquecem a sua ortodoxia e aprovam que o dinheiro dos cidadãos seja utilizado para salvar as suas empresas(embora não seja essa a razão da intervenção).
Voltaremos a falar destes assuntos comcerteza.
Um abraço

A Constituição (cont)

Algumas palavras sobre as alterações á lei do Trabalho.
Sou dos que acha que alterações ás leis do trabalho são essencias á economia do país.
Temos uma lei inflexível que urge mudar.
No entanto, mais uma vez não estou de acordo com a proposta do PSD.
Eu faria assim:
-Alteração do conceito de direitos adquiridos e direitos indisponíveis. Isto permitiria que patrões e trabalhadores negociassem alterações ás condições existentes mesmo que fossem mais desfavoráveis ás existentes com a contrapartida da garantia dos postos de trabalho.
Isto foi o que a Siemens, Mercedes e VW fizeram recentemente na Alemanha. O mesmo fiz eu próprio em 1992 quando era Director de Recursos Humanos da europa e acordei uma redução dos salários e de várias regalias durante um período de 2 anos, com a contrapartida de não haver despedimentos. 2 anos depois voltámos á situação anterior antes da crise.
- Devolver ás partes (patrões e sindicatos) as negociações sobre as condições (horários, flexibilização, horas extraordinárias ). A lei hoje dispõe de tudo e não deixa margem de manobra ás convenções colectivas que acabam por discutir apenas os salários já que tudo o resto está na lai e de forma inflexível.
- Rever certas normas obsoletas como Dec-lei 874/76 que permite que se tenha direito a férias (e respectivo subsídio) sem se trabalhar pelo menos 12 meses !
Nos EEUU no primeiro anos, mesmo depois de 12 meses ninguém tem 30 dias o que só acontece após 3 anos!
ESta lei leva a que um trabalhador que trabalhe 5 meses de Dezembro a Abril com um sal´rio de 700 euros receba uma quitação de 2 500 euros!!
Numa economia em que 99% das empresas são PME, a economia real não aguenta.
- Alterar a lei do subsídio de desemprego.
Há dias na televisão mostrou-se um caso em que num conjunto de 12 pequenos concelhos no interior do país ,a iniciativa privada criou num ano 5 000 postos de trabalho.
Apesar dos Centros de Emprego da zona terem dezenas de milhares de desempregados, apenas 2 500 postos de trabalho foram ocupados por inscritos naqueles centros já que as pessoas se recusaram a trabalhar preferindo estar em casa a receber o subsídio.
- Finalmente concordo sem reservas que o conceito de justa causa seja alargado (que não necessita de qualquer alteração constitucional), por forma a penalizar os preguiçosos e que se prevejam situações que efctivamente na vida real.
Não concordo de modo nenhum com o "motivo atendível" que é um instituto jurídico que não existe em NENHUM país da UE !
Mais uma inovação , nós queremos sempre ser mais que os outros que aponta no sentido da arbitrariedade.
Nós queremos ter uma lei do trabalho moderna como os países da UE, não estamos interessados em regrassar ao taylorismo e utillizar conceitos bem aceites na China, mas não aqui.
- Finalmente diminuir o número de feriados e de pontes o que já se falou no Parlamento mas que , como sempre, ficou em águas de bacalhau.
Voltarei a falar sobre a educação e a saude mais tarde.
No entanto , desde já devo dizer que a apresentação desta proposta do PSD foi uma niciatica clarificadora.
Os cidadãos sabem com o que contar e, por uma vez, de forma clara.
Eu por mim estou esclarecido, não terão o meu voto apesar de pensar que , de longe, este lóder é o melhor dos últimos anos.
Todavia, com um programa destes , o PSD devia mudar de nome para ser coerente e , em vez de social democrata devia passar a Partido Liberal ! (pode ser que conseguisse o voto de alguns liberais que votam incompreensívelmente PS-desculpe a farpa)

terça-feira, 20 de julho de 2010

A Constitução (cont)

POrtanto ,esclarecida a questão da minha discordância na abolição do Estado Social, irei agora para a segunda questão: alteração do regime político.
O que pretende o PSD é ma alteração de um sistema semi presidencial para um siatema presidencial.
Não viria mal ao mundo com isso. Trta-se de diferentes concepções do sistema político é que se pretende que o PR esteja em funções por 6 anos!
Mais uma inovação portuguesa porque não se conhece qualquer país da Europa ou mesmo EEUU em que tal aconteça.
Se ainda tivermos em consideração que o PR pode demitir o 1º ministro sem dissolver a AR e sem convocar eleições , mudando asim o governo sem eleições, este sistema aponta para um caudilhismo e para a redução da importância da AR.
Aliás com as moções de censura construtivas, que de acordo com a proposta do PSD, não deitariam o Governo abaixo automáticamente como é acualmente, quer PR quer Governo poderiam continuar perpétuamente no poder !
A AR transformava-se assim uma espécie de raínha de inglaterra apesar de resultar da eleição directa dos cidadãos e portanto representar a sua vontade.
Não tem pés nem cabeça !
Se o que se pretende é criar maiorias e maior estabiliadade governativa, objectivo legítimo, então que se reveja a Lei Eleitoral para que se criem os círculos inonominais e se aumente a percentagem de votos necessária para ter representantes parlamentares á semelhança de Inglaterra e de outros países.
Assim, os deputados são escolhidos e prestam contas aos eleitores e não ás direcções partidárias, para além de se criarem mais fácilmente maiorias que dêem estabilidade governativa.
No entanto o PS e o PSD andam há cerca de 20 anos a discutir estas alteraçõe s, mas sempre por isto e aquilo não concordam.
Nós sabemos que eles andam a fingir que querem fazer alteraç~es, mas não queram porque isso era dar o poder que têm de barato !
Não me parece portanto de atender estaproposta de revisão.
(já venho)

A Constituição (cont)

Então o que pretende o PSD ?
Básicamente 2 questões:
- Eliminação do Estado social
- Alteração do sistema e mesmo do regime político.
Comecemos pelo 1º aspecto.
Sou daqueles que acredito no Estado Social que faz parte do ADN da União Europeia.
E dificuldades conjunturais como a presente crise, que na história certamente nem merecerá uma nota de rodapé, não me faz mudar de opinião. Com todos os seus problemas o projecto europeu é o mais arrojado dos ultimos séculos e tem progredido (com alguns passos atrás para avançar , como dizia Lenine).
É um espaço de liberdade , de sentido cívico, de prosperidade económica e sobretudo de paz, que tenho a felicidade de fazer parte.
No entanto , entendo que a melhor forma de acabar com o Estado Social é levá-lo á falência. Portanto parece-me descabido certas regalias sociais atribu+idas pelo Estado que a economia real , não aguenta.
Parece-me portanto que essas regalias, porque incomportáveis, terão que ser revistas, sem dúvida, mas que tal não implica a alteração da CRP e muito menos a abolição do Estado social.
Aliás uma das razões apontada para a abolição do Estado Social é de caráter económico: não há dinheiro !
Ora a verdade é que a principal razão de não haver dinheiro é que o Estado português tem 900 000 funcionários (o dobro da Espanha e 7 vezes mais que a Alemanha em realção ao total da população) e essa despesa é de 75% do Orçamento do Estado !
Nesta altura de crise 100% dos impostos cobrados pelo Estado em 2009 são apenas suficientes para pagar os referidos salários !!!
Sobre este assunto nem o PSD em nenhum Partido aponta a necessidade de um programa a médio prazo que reduza os funcionários por razões meramente eleitorais já que eles e respectivas famílias representam cerca de 50% do eleitorado.
Portanto, na impossibilidade de reduzir as despesas do Estado, acaba-se o Estado Social !
Outra razão para não haver dinheiro para o Estado Social é que a economia devia crescer mais que 3%/ano para a poder sustentar. Ora, nos últimos 10 anso Portugal não tem crescido e tem-se afastado da Europa, sem dúvia, mas em resultado de falta de estratégia , da incompetência dos líderes (políticos, empresariais, sindicais e intelectuais), do clientelismo e da corrupção.
Portanto os promotores "aceitam com resignação" o facto de que o Estado terá sempre um número absurdo de funcionários e ainda a impossibilidade do país crescer mesmo que seja por culpa própria. Assim ficamos com os funcionários, continuamos com incompetência e com erros crassos ,mas acabamos com o Estado Social !!!
Aqui estou em total desacordo com os liberais que defendem que o que interessa são os bons negócios (whatever that means).
Ora privatizar a saúde e a educação são certamente bons negócios. Já agora pode-se privatizar os guardas das prisões e até os militares (como faz o exercito americano , contratando especialistas privados) e mesmo algum policiamento !
São certamente bemvindos para os liberais , mas não para mim. Entendo , no seguimento do Contrato Social do Jean Jacques Rosseau que existem muito mais funções que o Estado tem que desempenhar para além de mero regulador apenas.
Assim as funções de defesa da soberania, a segurança a saude a educação e a justiça , são funções a ser desempenhadas pelo Estado que é o único que pode ser escrutinado pelos cidadãos.
Se deixamos a vida entregue aos "mercados" , estaremos escravos das grandes empresas, muitas delas com orçamentos maiores que muitos estados.
A política tem que estar sempre á frente da economia e dos negócios porque é a única que é passível de controlo democrático por parte dos cidadaõs !
(já volto)

A Constituição

Ainda aqui falei á pouco no pouco respeito que os nossos dirigentes têm com a nossa bíblia.
O Governo aplica impostos retroactivos e portanto inconstitucionais, o PR assina por baixo pedeindo a posteriori o parecer do T Constitucional e já está !
Se o Tribunal vier a considerar que a norma é inconstitucional então os cidadãos podem pôr acções contra o Estado para reaver o dinheiro .....o que levará pelo menos 20 anos.
Agora em tempos de crise, os portugueses , como sempre , procuram culpados.
O Dr Passos Coelho e a sua entourage já decidiram que afinal quem tem a culpa é a Constituição.
Ora bem, não parece de aceitar que alguns artigos estão obsoletos face á realidade actual tal como o socialismo. No entanto , na versão do PSD nem uma palavra sobre isso, pelo contrário o próprio DR Coelho indica expresamente em declarações que não é intenção do PSD acabar com o socialismo (???!!!!).
Comecemos primeiro por dizer que alterar a CRP em aspectos importantes é necessário tal como alterar as leis eleitorais (como defendo no meu livro e aqui no blog)de modo a fazer os deputados responderem perante os eleitores e não pelas direcções dos partidos.
É também necessário acabar com as disposições sobre direitos indisponíveis (aqules que os trabalhadores não podem dispor como por exemplo aceitar~em negociações reduções de salários e regalias sociais) e ainda o conceito de direitos adquiridos ( o mais puro bom senso aponta neste sentido).
Por outro lado, na área da Justiça é necesário criar mecanismo para ficalizar a Justiça.
Na verdade, O PR pode ser "sacado" pela AR, a AR pode ser dissolvida pelo PR, o Governo precisa da confiança do PR e da AR e pode ser destituído por ambos.
Há portanto um equilíbrio estre estes órgãos de soberania que se ficscalizam mútuamente.
Todavia, oórgão de soberania Justiça não é fiscalizado por ninguém, a não ser pelos seus membros, o que permte os amiores atropelos sem que os cidadãos tenham qualquer possibilidade de intervir. Não há portanto legitimidade e controle democrático deste órgão de soberania.
Estas questões , no entanto , não foram sequer faladas.
(já venho)

Mais uma da justiça

Ontem fiquei chocado e talvez não surpreendido quando vi na TV uma notícia sobre um caso de um funcionário de uma Câmara Municipal que ficou em prisão preventiva por ter feito um desfalque na referida autarquia.
Ao mesmo tempo, no entanto, 4 indivíduos pertencentes a um gang que era especialista em roubar lojas de bicicletas, que resistiu á prisão efectuada após perseguição automóvel tentando por várias vezes abalroar as viaturas da Polícia, e sendo 2 deles suspeitos de ter estado envolvidos na morte do Comandante da PSP de Lagos, foram para casa com termo de identidade e residência, a pena mais leve possível.
Comentários para quê ?

silly season

Entramos na silly seaon e na futilidade da maior parte dos temas que os media nos brindam todos os dias.
No entanto continua interessante o debate neste blogue no que diz respeito ao Liberalismo económico e ao papel do estado na economia. Registo os muitos argumento aqui apresentados que contrariam o que defendi quando apontei um erro ao governo pelo veto do negocio da PT. Respeito. Mas infelizmente e como previ o negócio entrou na pior das fases , ou seja , em”águas de bacalhau”. Um não negócio ou o seu condicionamento é o pior dos sinais para os mercados. Diria que uma economia sem negócios é como conceber a Igreja Católica sem Papa.

Voltaremos a abordar este assunto em função dos próximos acontecimentos. Para mim o mais importante está consumado – foi abortado um extraordinário negócio e uma perda futura de oportunidade para o crescimento orgânico da PT. A minha “grande máxima” é que o ESTADO deve ter um papel REGULADOR (a crise do subprime tem de ser irrepetível),MAS NÃO PROPRIÉTARIO (o expoente máximo foi o comunismo , e este falhou em toda a sua plenitude ). O patamar de equilíbrio é a economia de mercado, com todo o protagonismo ás empresas – principalmente aquelas que acrescentam valor.


PS : passei a ultima semana na África do Sul , e trago um forte cumprimento do Nimrod Van Zyl , para o Jorge, a partir da sua extraordinária e atípica casa/Zoo em Joanesburg.

Ainda a inveja

Portugal é um país pequeno portanto é fácil para aqueles que se apropriam dos vários poderes disponíveis ,determinarem durante anos a sua infuência em tudo o que mexe.
Assim , após a democracia ter sido consolidada, a família Soares (com todos os seus apêndices) dominou a política (mesmo na oposição ) e a economia, nada se fazendo sem o seu beneplácito.
Como tudo não dura sempre, foi substituída pela famíla cavaquista que dominou até agora tudo o que mexe até a ponto de terem um banco.Indivíduos que quando foram para o Governo eram modestos professores ou de profissão liberal, enriqueceram rápidamente a são proprietários e administradores de empresas.
Portanto além dum jornal, uma televisão e um banco têm o PR, e são membros do Conselho de Estado.
É claro que todos os Governos , incluído o actual, sofrem de clientelismo e de nepotismo. No entanto, penso que estas duas famílias conseguiram instalar-se de forma estratégica na sociedade portuguesa.
No entanto a queda do BPN, de antigos Administradores do BCP e a vitória de Passos Coelho indica que os cavaquistas estão em queda e que, brevemente ,serão substituídos por outra família.(porque a sociedade tem horror ao vazio).
Todavia, ainda restam alguns moiocanos que, se bem que estejam bem na vida, não se cansam de reivindicar o protagonismo e o mediatismo que julgam merecer.
Vem isto a propósito do projecto que um dos bloguistas ,o A... (prefiro manter isto confidêncial visto que o blog é público) está envolvido.
De facto e de forma preocupante a coisa não parece andar para a frente.
Ora , pelo que conheço do projecto, trata-se de um projecto de interesse nacional, com vantagens para o ambiebte, com um nível muito elevado de exportações e , também, reduzir´as necessidades de importação de energia, uma das principais causas do desiquilíbrio da balança e do endividamento.
No entanto, espantosamente o projecto não foi bem recebido pelos poderes públicos e a imprensa ou o ignora ou critica o empresário e não os méritos do projecto que aliás nem conhece.
É evidente que o empresário em questão parece ser irrealista e até pode admitir-se que pretende dar um passo maior que as pernas.
Julgo , não obstante , que não é apenas essa a razão da coisa estar a falhar.
Há um grupo "dissidente" contra as energias renováveis e a favor do nuclerar encabeçado por antigos barões cavaquistas que fazem lobby contra as renováveis utilizando o seu poder para dar entrevistas em jornais de referência, aparecerem nos telejornais, etc.
Este grupo , encabeçado pelo Eng Mira Amaral,pessoa a quem aprovo como governante mas que passou de professor do Técnico para Aministrador de Bancos, e que é acompanhado pelos últimos moiocanos do cavaquismo, está a fazer bom trabalho a boicotar o projecto em que o nosso A... esta metido !
Assim apareceram nos jornais processos da PJ, criticas aos apoios do Governo (que deveriam ter ido muito mais além, dada a importância do projecto), etc, etc.
Portanto , por um lado lobbies que, certamente não inocentemente, apoiam solução diferente (querem apostar que se o Governo alinhasse com eles, apareceria uma ou mais empresas em que estes lobbistas ocupariam lugar de destaque ?)e, por outro lado, a mesma inveja nacional que discutem fait divers mas não o projecto, (é preferível não haver projecto que "aturar" o crescimento do prestígio do empresário em causa), temo que acabem por atirá-lo por água abaixo.
Eis como a inveja nacional e lobbies que ainda detém poder significativo, podem deitar a perder um projecto de interesse para o país.
Mais um exemplo para explicar como este país (dis)funciona !

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Os tugas no seu melhor !

Foi hoje noticiado no jornal que leio diáriamente que o novo Director da Autoeuropa é um português que trabalha no grupo há anos e que chefiava antes deste assigment uma fábrica no Brasil.
Foram feitas a esta notícia 15 comentários sendo 9 !!! de teor negativista e apenas 6 de contentamento e de parabéns.
Dizem os negativistas que o homem só chefiou fábricas pequenas (como se a AE fosse uma fábrica grande), que os portugueses só trabalham bem no estrangeiro, que é mais um tachista que vem descansar para Portugal, que se tem esta posição é porque tem bons padrinhos, etc, etc , etc.
Realmente o Joaquim tem toda a razão para criticar esta maneira de ser.
Eu próprio reconheço que isto é abjecto. Só a inveja , o vício de dizer mal, podem justificar esta atitude.
Aquilo que noutro país seria razão para regozijo, aqui é razão para comentários infectos e asquerosos.
E, assim, nós os bloguistas já sabemos o que os nossos compatriotas pensam de nós !!!
Resta-nos a nossa família.
Eis como os portugueses tratam os seus melhores. Será que assim sairão alguma vez da m.....?
Duvido, mas , se saírem, não merecem !

domingo, 18 de julho de 2010

Educação

As notas dos exames nacionais indicam que quase 50% dos alunos do 9º ano tiveram negativa.
Mas como o sistema de avaliação contínua permite que muitos "possam ter negativa e mesmo asim passar", certamente que teremos uns milhares de ignorantes que passarão para o nível seguinte.
De notar que embora haja exames nacionais a Português e MAtemática, os alunos podem chumbar a Português !!
Está tudo dito.
E assim se gastam milhões do dinheiro dos contribuintes para se fingir que a qualificação avança em Portugal.
Não admira, portanto , que esta classe política se mantenha no poder. A ignorância leva a que Portugal tem certamente um dos piores níveis de educação dos cidadãos, logo a sua capacidade de escolher é diminuta e a sua rendição á manipulação é enorme.
A questão da educação, asim, não é consequência de incompetência mas, pelo contrário, uma estratégia !

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O Benfica

Depois de chatear o Zé com o Sporting venho desta vez cascar no Benfica, o que é raro porque não gosto de dormir com o inimigo !, já que há lagartos e dragões nos bloguistas.
Todavia, fiquei satisfeito porque o Benfica ia comprar um verdadeiro guarda redes que fosse capaz nas bolas altas e nas saídas , pior defeito do Quim e dos guarda redes em Portugal.

Pois bem ,decidiu o Benfica comprar o 4º guarda redes do A. Madird emprestado ao Saragoza que está todos os anos a lutar pela permanência, pela módica quantia de 8,5 milhões de euros!
Vistos 2 jogos o tipo tem boa altura mas é um perigo nas bolas altas e nas saídas !!!!
Que grande barrete; iremos ter um período do Jesus de teimosia do Jesus até se convencer que este tipo é tão mau como Júlio César. Espero que lhe passe a teimosia antes de se iniciarem as provas oficiais.

O seleccionador nacional além do chorudo salário (o dobro do Dunga e o 6º mais bem pago do mundial), vai receber quase 800 mil euros de prémio (de quê?) atribuído de acordo com o seu contrato, numa percentagem do valôr que a FIFA deu á FPF !
Os jogadores ,esses, receberam menos de metade que o seleccionador.
Eis, Portugal no seu melhor !

terça-feira, 13 de julho de 2010

A Crise

Já aaqui várias vezes escrevi que as medidas draconianas impostas pela UE aos seus países membros, poderiam não só não resolvar a questão da dívida externa como os defices orçamentais como poderia ainda torná-los mais graves.
Passado algum tempo , verifica-se que , infelizmente esta situação se vislumbra.
A UE parou de crescer mesmo que pouco e a recessão está no horizonte.
Na entrevista do tipo da MOODY, que decidiu colocar Portugal em A2 o que não fazia há 12 anos, reconhecendo, assim, o rating das outras agencias, disse que a maior razão era de que as medidas drásticas e abruptas tomadas por Portugal, resultaria um abrandamento da economia e mesmo uma recessão ,aprofundando os defices e dívidas.
Markus Wolf vem defendendo o mesmo no Finantial Times.
E O Banco de Portugal (que de repente depois da saída de Constâncio, passou , tal como eu previa, a ser bom), indica que se o crescimento em 2010 será um pouco melhor que o previsto pelo Governo, em 2011 será pior e continuará o aumento do desemprego.
De notar que apesar do defice e da dívida, no 1º trimestre Portugal cresceu 1,8% sendo o 2º melhor da zona euro, tendo esse crescimento sido práticamente conseguido com o aumento das exportações.
Assim, o Estado conseguiu arrecadar de impostos quase 6% mais que o trimestre do ano anterior , contribuição importante para a redução do defice e da dívida.
Com as referidas medidas as exportações baixarão porque os nossos principaus clientes não crescem e o investimento público é baixo e o privado é nulo.
Assim, o desemprego aumentará, as falências aumentarão e despesa do EStado aumentará automáticamente e as receitas do Estado diminuirão quer na Previdência Social quer no IRC e IVA !, o que aumentará quer o défice quer o endividamento.
Não é preciso rocket cience para o reconhecer !
Entretanto as medidas foram adoptadas para "proteger" o Euro.
Como se vê, não resultaram no abrandamento das pressões.
Agora fala-se no "stress test" dos Bancos para "acalmar" os mercados !
Depois, a continuarem as pressões, inventar-se-á qualquer outra coisa.
De vitória em vitória até á derrota final.
O desespero não é bom conselheiro e leva á tomada de medidas sem se analisar correctamente e calmamente as suas consequências.
Até agora todas as medidas não resultaram e inventam-se novas.
POrque não se para um pouco para pensar ?
Não há estadistas , como diz o Zé e com razão, para corajosamente enfrentar as dificuldades e tomar as medidas adequadas.
Tempos ainda piores nos esperam, graças á miopia destes senhores !

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Autoeuropa

No ano passado os trabalhadores da Autoeuropa vetaram em plenário um acordo estabelecido entre a Comissão de Trabalhadores e a Administração que previa maior flexibildade.
Todos sabemos a guerra patente entre a Comissão de Trabalhadores e os sindicatos dominados pelo PCP.
Como consequência dessa guerra os trabalhadores , pouco cultos, são presa fácil para a manipulação e a demagogia!
Mesmo assim no ano passado os trabalhadores conseguiram em troca de algumas situações, um aumento salarial de 5% apesar de vivermos uma grande crise e não haver qualquer inflacção.
Este ano os representantes dos trabalhadores já indicaram que as negociações iriam começar com uma exigência de 3,8% !!!!!
Entretanto a produção do EOS reduziu 50%, o que levará a fábrica a parar a produção deste modelo em cercade 10 semanas !
No passado , dada a importância desta empresa na economia do país´pois é das maiores exportadoras, compra a fornecedores portugueses e emprega milhares de trabalhadores, os Governos portugueses têm intervindo tendo no ano passado o próprio ministro das finanças visitado Wolsburgo para pressionar a VW a trazer novos modelos para a Autoeuropa.
Esta atitude do Ministro que resultou, levou a que quando pediu a demissão por atitudes circences no Parlamento, a que , no jantar de despedida estivesse presente o presidente da Comissão d de Trabalhadores António Chora, conhecido militante do BE, que afirmou públicamente qua a substituição dos modelos Galaxi e Xaran se deviam á actividade do ministro !, tendo óbviamente sido fortemente criticado pelo BE .
Com a irresposabilidade dos trabalhadores julgo que o encerramento da Autoeuropa vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Para já "arrumaram" mais um Director Geral que vai saír !
E quanto ás intervenções do governos, ninguém as criticou nem mesmo os defensores da não intervenção do Estado, pelo contrário, todos os quadrantes aplaudiram.
Não se tratou de golden shares, é claro , mas foi mais uma clara intromissão do Estado nos negócios em ordem a defender os interesses do país.
E é isto que todos os Estados fazem quando lhes convém ! e todos (mesmo os capitalistas) deitam ás malvas a teoria e alinham alegre e entusiásticamente !
Daí que não acredite que seja possível tirar o Estado dos negócios aqui e em qualquer parte do mundo.
E veja-se, quase todos reconhecem a importância da Autoeuropa a pontos de defenderem a intervenção dos poderes públicos e ao mesmo tempo alguns criticam a intervenção na PT não reconhecendo a sua importância estratégica (que é muito maior que a AE)!
Onde está a coerência?

Boatos

A actual situação de pressão sobre o BCP é idadmissível e perigosa não apenas para o Banco em questão mas para a banca nacional !
A situação de crise financeira e económica, o caso BPN (detido pela quadrilha cavaquista que se serviu de Portugal nos últimos 20 anos , tendo para isso para além de um jornal e de uma televisão, criado um banco para "lavar" as sua vigarices e mantendo um PR que nunca explicou a sua intervenção como acconista do BPN e as grossas mais valias que "amealhou" e um conselheiro de Estado que foi defendido até á exaustão pelo capo), criaram uma desconfiança sistemática no sistema financeiro. Não será portanto de admirar que esta questão possa ser mais perigosa do que pareça.
Quer-me parecer que as autoridades, nomeadamente o Banco de Portugal, a CMVM, e mesmo o Ministério das Finanças têm que intervir para "pelo menos tentar"eliminar o problema.
Senão uma corrida ao banco terá as consequências que todos sabemos.
Já temos problemas que cheguem. Não há paciência para aturar "brincadeiras" que poderão criar consequências muito negativas.
É nestes momentos que temos que dar razão aos pessimistas que dizem que este povo não se governa nem se deixa governar !

domingo, 11 de julho de 2010

Manteiga aos espanhóis

Já aqui falei várias vezes e de forma muito positiva de Passos Coelho.
Tendo em conta as suas declarações, já que acções ainda não há, encontrava-me afastado do dito em virtude da sua visão neo liberal da economia.
Se se lembram o homem era favorável á privatização da CGD e á saída do Estado dos "negócios" o que , quanto a mim pode ser um dado teórico importante com o qual posso concordar, mas que significa apenas um desconhecimento do país em que vivemos.
Os livros são para se aprender a teoria geral das coisas e para nos dar uma base de partida. Depois é necessário, pragmáticamente , aplicar esses princípios á prática , com as necessárias adaptações ditadas pelas realidades da vida.
Aliás, no que concerne á economia, sou a favor do pragmatismo e não da ideologia.
Governar com ideologia ou sobretudo seguindo uma ideologia é perigoso porque não só não resulta mas também cria situações irreversíveis muito difícies de corrigir.
Ora, fiel á sua ideologia, Passos Coelho criticou o uso das golden shares.
Com isto clarificou a sua posição, o que demonstra alguma coragem, há que reconhecer porque ficou práticamente isolado na sociedade portuguesa. Com isto pelo menos já sabemos o que dele esperar quando fôr 1º Ministro: que põe a ideologia á frente dos interesses do país. Foi Passos que considerou a situação muito dramática para a PT, mas não podia fazer nada!
Pois bem, até aqui tudo bem.
No entanto, na sua visita a Espanha quer privada quer publicamente e até numa entrevista que deu ao El Mundo, exagerou.
Na ânsia do reconhecimento como alternativa ao actual Governo, esqueceu-se das suas obrigações como cidadão.
já vimos o Governo e a oposição espanholas de mãos dadas sempre que os seus interesses nacionais estão em casa.
Dormir , portanto com o inimigo não lhe fica bem mesmo que nenhum dano seja causado dada a total falta de conhecimento internacional da sua pessoa.
Aqui está mais um exemplo da diferença entre a politiquice e a política. Entre dirigentes ocasionais e estadistas que é efectivamente o que falta em Portugal e também na Europa.
POrtanto tenho que dar a mão á palmatória e reconhecer que o Marcelo tem razão :tratou-se de amanteigar os espanhóis.

O verdaeiro problema

Só mais uma achega.
Eu também sou liberal quando se fala da teoria económica e social de há 200 anos!
O liberalismo libertou o homem de concepções apenas religioas, criou a livre iniciativa e o empreendorismo e levou a saltos qualitativos e rápidos.
Óbviamente que nem tudo são rosas e que o capitalismo é o pior dos sistemas exceptuando todos os outros , numa adaptação do Churchil sobre a democracia.
O liberalismo levou á exploração desenfreada de seres homanos e foi essa exploração que criou o comunismo.
O comunismo falhou mas teve um papel fundamental ao "temperar" o capitalismo. Surgiram sindicatos, leis do trabalho, etc.
O problema é que hoje o capitalismo não tem ameaças , a não ser aquelas resultantes do seu próprio funcionamento como esta que estamos a viver e que prova que a intervenção do Estado tem que aumentar e não reduzir-se.

Mas o verdadeiro problema é o aquele que há tempos o Adolfo, brilhantemente com é habitual, colocou.
O verdadeiro peoblema é que o nosso modelo de desnvolvimento é baseado no consumo e , em consequência, na destruição dos recursos naturais.
Aqui sim ,seria importante que a teoria económica desenvolvesse modelos alternativos porque a continuarmos com este não é preciso "rocket cience" para conclui´r que lenvará á nossa destruição !

liberal....

Ora a PT é, de longe a empresa cotada na bolsa que oferece a melhor remuneração aos seus accionistas pelo que apenas a necessidade de dinheiro dos accionistas portugueses, os levaram a aprovar o negócio e não porque se tratava de um bom negócio.
Retirando 50% á PT ficaria esta empresa um anão no meio de gigantes e certamente lhes aconteceria o que as leis do mercado ditariam: o seu desaparecimento comprada por outras empresas.
Aos que dizem que com 7 biliões se poderia comprar outra empresa, respondo:
- Os accionistas portugueses, votaram a favor ,porque estão necessitados do dinheiro, logo, transacção realizada querem a sua parte. Quanto sobrará para aquisições futuras?
- Parece-me arrogante e irrealista dizer que mesmo que se dispusesse do dinheiro , se poderia comprar esta ou aquela empresa.
Era preciso que os actuais accionistas a(s) queiram vender !
Ainda me lembro do JT dizer que deveríamos comprar a AMP que dominava mais de 60% do mercado. Contactada e referida empresa, levou-se com um rotundo nÃO.

Finalmente, é preciso verificar que estas empresas são obriagadas a ter uma massa critica de vendas de alto nível porque necessitam fundos para investrir em R&D que é a chave neste mercado. Inovação tecnológica é essencial para a manutenção da empresa mas é extremamente cara porque a mão de obra é qualificada e cara e porque é de alto risco, pois pode-se gastar dinheiro num determinado produto que nunca venha a conhecer a luz do dia e lançado no mercado!
Assim, todas as empresas europeias pretenderam expandir os seus negócios para além da UE, porque este mercado não é verdadeiramente livre como igualmente não é livre o mercado energético, por exemplo.Portanto foram para países fora da UE com granes indices de crescimento que necessitam de tecnologia e cujo crescimento orgânico garante um auemto estável do revenue.
Bas ta dizer que em POrtugal e em crise o numrso de telmóveis vendidos no 1º trimestre , aumentou 30% em relação ao ano passado !!|
Sendo a PT a empresa com mais alto nível de tecnologia do país, levaria a sua redução a metade ao seguite:
- Redução dos custos de estrutura, nomeadamente na área de R%D o que levaria a curto prazo ao desparecimento da empresa por não desenvolver produtos com a mesma velocidade e qualidade das suas concorrentes, verdadeiros gigantes.
- Despedimentos o que levaria a aumentar as despesas do Estado e, ao mesmo tempo as receitas do IRC cairiam para metade.
- A empresa ficaria disponível para ser comprada porque não teria massa critica para sózinha se aguentar no mercado.

Só para falar em algumas e , que eu saiba, nenhuma boa para os accionistas que a médio prazo ficariam no pau da roupa.
É preciso notar que a VIVO gera TODOS OS ANOS vendas equivalentes a uma nova TMN.
É também pelo valôr estratégico para o país que o Governo mais conservador que itália tem nos últimos 50 anos, se recusou a vender a sua PT á Telefonica e exerceu as golden share !

POrtanto acho que ser-se liberal é ser consequente e não defender uma coisa e o seu contrário de acordo com as coveniências . É nomeadamente repudiar a intervenção que todos os estados do mundo têm feito na economia para não deixar a crise ser tão dura.
O Estado devia abster-se e deixar falir tudo e á custa de sofrimento humano teríamos no entanto preservado o sacrosanto mercado.
A própria necessidade de intervenção dos Estados significa a total falência dos princípios liberais e o funcionamento "livre" da economia.
Um dos problemas dos economistas, salvo o devido respeito, é que as leis da economia são imutáveis e a Humanidade tem que se inclinar perante elas independentemente do sofrimento que causam.Isto apesar dos factos já terem desmentdido esta tese.
Eu penso ao contrário, estamos ao cimo da terra e a economia é para nos servir e não ocontrário

Em segundo lugar entendo que isto não é um bom negócio pois a longo prazao, além dos danos que criaria á economia portuguesa, não era melhor para os accionistas !
Um grande abraço

Liberal ma non tropo

O mesmo se verifica no caso da PT.
O Dr Salgado condenou o exercício das golden shares neste negócio, mas afirmou preto no branco que defende o seu exercício em caso de haver uma OPA !!!
Sol na eira e chuva no nabal !
Depois , se de acordo com os liberais o Estado se deve abster de marcar golos, então hoje a VIVO não faria parte da PT , bem como as participações cruzadas na SOnangol e na Petrobrásda Galp!
Não me lembro, no entanto de ter ouvido os defensores do mercado , protestarem contra essa inadmissível, á luz da boa doutrina, intervenção do Estado.

Outra questão em que estamos em desacordo é que isto era um bom negócio.
Ora a obtenção de mais valias pode ser um bom negócio mas nem sempre o é.
Dois exemplos: se oferecerem umas boas massa pela Packard e pela Energy , você acha que a D as devia vender ?
Receberia, sem dúvida uma boa maquia mas a empresa , pura e simplesmente acabaria.
Acha que vender o Cardoso por 30 milhões e depois comprar um brasileiroo geitoso é um bom negócio?
Certamente gera mais valias interessantes , mas depois perdemos o acmpeonato porque não marcamos golos.
Ora as grandes empresas têm sempre os accionistas ocasionais que todos os dias compram e vendem papel. Mas também têm os accionistas de referência que pretendem um rendimento certo, estável e a longo prazo . São estes accionistas que efectivamente gerem a empresa e com ela se identifica.
Estratégicamente não estão dispostos a vender a curto prazo e sacrificar os seua rendimentos a longo prazo.
São estes também os accionistas estrangeiros da PT que representam fundos de investimento e que estavam tão interessados no negócio que nem compareceram na AG!

(já venho)

Leberal ma non troppo

Meu amigo Joaquim (a propósito deixe-se do DR , aqui sou o Jorge), ser liberal não é uma doença pelo que não vem mal ao mundo.
Oque eu digo é:
- o liberalismo económico do livre desenvolvimento do mercado, é uma construção teória e que não existe em nenhuma região ou país no mundo. Mesmo os supostamente campeões, os EEUU, não êxitam em tomar medidas proteccionistas (como o BUsh fêz para proteger as indústrias metálomecânicas).
- Se somos liberais , então teremos que consuderar que qualquer intervenção do Estado na esfera económica e que não se enquadre ao nível da regulação e fiscalização deve ser veemente criticada.
Assim, um liberal tem que condenar , por exemplo, a interferência do Estado na recente crise em que todos os Estados do mundo colocaram o dinheiro dos contribuintes na economia para salvar o sistema financeiroe "control damages" em ordem a reduzir os efeitos da crise. Esta intervenção criou uma distorção do sacrossanto mercado. Um liberal, portanto , para ser consequente deve criticar e estar contra esta intervenção.
De acordo com a teoria liberal o Estado devia abster-se (e foi o que fêz com a falência da Lehman Brothers e com as consequências que se seguiram.
Ora não me lembro de ter ouvido vozes contra aesta intervenção e a evidente violação da neutralidade do Estado.

(continuo já)

sábado, 10 de julho de 2010

golden share – o deficit económico

Os poderes do estado associados á golden share na PT está a dividir o País . Finalmente um debate substanciado na economia e nos negócios. Ufa , pelo menos por um espaço de tempo , estamos livres das novelas PT/TVI e do telelixo da Manuela Moura Guedes , do Mário Crespo , Pacheco Pereira , e tantos afim.

Vou responder aos pontos aqui levantados pelo dr: Cardoso e explicar a razão porque divergimos nesta matéria.

Sem duvida, que ambos comungamos nas virtudes do mercado, e que a Economia de mercado, não sendo uma tese perfeita, é a melhor e insubstituível como Modelo Desenvolvimento. Confirmo, e pelo que escreveu, que tenho uma perspectiva mais Liberal dos negócios. Como já escrevi e defendi , o problema da “direita” são as contradições em relação ao Paradoxo : Social (Conservador) e Económico (Liberal). Na economia não me considero um Ultra Liberal, mas um Liberal. E esta é uma pequena grande diferença. Porque subscrevo que os estados e as instituições acreditadas devem regulamentar e a supervisionar os mercados financeiros, mas não devem interferir nas tácticas e negócios. O estado deve incentivar, mas não gerir. O Governo deve promover e definir alguns regras do jogo, para poder arbitrar em função das mesmas. Mas nunca marcar os golo ou fazer as defesas. A mais-valia da VIVO é um extraordinário golo que o estado não devia invalidar. Não me recordo de nenhum negócio tão bem conseguido na nossa Praça. E vejam, mérito do então governo ao promover a aquisição da VIVO, demérito agora ao não deixar culminar o negócio. Mais relevante ainda, se o estado abortar este negócios, os próximos já não vão ter a mesma atractividade para os accionistas, principalmente os externos. E se um bom negócio é irrepetível – nada mais errado para os mercados . Confirmou-se :as acções da PT ainda não pararam de descer após veto . Tinham dispararam com a hipótese de negocio.

Poderemos, de aqui , elaborar uma analogia para os mercados financeiros. São “ups and downs” da bolsa , e que eu procuro prosseguir na minha minúscula carteira de títulos. O Sr: de la Palice diria que o melhor negócio é comprar em baixa para vender em alta. Pois bem a aquisição da VIVO pela PT acontece quando a empresa ainda tinha todo o potencial de gerar valor . Não estou a dizer que já não haja, agora, mais campo de valorização para a VIVO, mas é inegável que a grande correcção de ganhos foi já realizada.

Poderemos evocar dezenas e argumentos a favor ou contra, para mim ressalvo um muito simples : o governo vetou um grande negócio. Negócio esse, que não é potencial futuro, é uma realidade presente. E não é pelo “Financial Times” falar em tiques de colonialismo. Também não é pelo facto de este ser estratégico para o País. Estratégico para o País seriam empresas do sector energético, na salvaguarda das reservas de combustível ou da produção de energia via barragens, por exemplo. Pelo contrario, existindo eventualmente um colapso da PT, qual é o drama para as comunicações do País ? se temos por exemplo a operar em concorrência o maior operador global de telecomunicações ( Vodafone ).

Concordo em absoluto com o dr: Cardoso ao se referir ás virgens ofendidas que omitem que se não fosse o estado o negócio da compra da VIVO dificilmente se teria consumado. Concordo ainda que estando os estatutos blindados pela golden share do estado, este deveria ter sido consultado previamente. Sim, mas volto á minha concepção de negocio : o estado tem um papel relevante para apoiar as empresas principalmente na sua internacionalização ou ás exportadoras de riqueza. Deverá ainda garantir a exiguidade dos compromisso assumidos. Mas ausentar-se dos negócios privados, principalmente em empresas cotadas, com um naipe de accionista diversificados.

Concordo consigo também na questão dos “off shores”.Qualquer decisão em contra corrente á economia global seria um desastre, como unilateralmente acabar com a zona franca da Madeira. Sim é estupidez e ingenuidade. Eu acrescento, que mal do governante que tenha como objectivo agradar ao bloco de esquerda ou á esquerda radical !

O patriotismo da questão é aplaudir os bons negócios, como é o caso da VIVO. Agora, não concordando com Socrates em tentar abortar o negócio,subscrevo que o politicamente correcto é atacar o PM em todas as circunstâncias. E diz bem, que a ligação de cavaco ao BPN foi camuflada em antítese ao escrutínio demagógico e permanente a Socrates. Eu tenho uma interrogação maior ainda: Como é que a jovem filha do PR conseguiu duplicar 100 K Euros na SLN, via BPN(100% num ano !), com a agravante de ser uma empresa não cotada ??!

Pois, eu também não acredito nestas virgens ofendidas. Acredito sim , em quem cria riqueza. Essa é a minha ideologia: a economia.

P.S. – comentaremos noutra oportunidade José António Saraiva ( Sol ) – Que sendo um cronista conservador, tenho por ele muito apreço , mesmo discordando muitas vezes. Também aqui o mau negócio financeiro pode induzir um jornal de referência, num tablóide. Mas, meus amigos , não se queixem pois o problema da comunicação social é o optar pelos caminhos mais Fáceis, e os “big brothers” da politica também saturam ! Não se queixem agora.

Um Abraço
Joaquim

O Sol

Sempre fui um admirador do Arq Saraiva e, embora lhe reconheça uma vaidade descabida, reconheço os seus méritos como fazedor de oipinião.
A sua vaidade , no entanto , retira-lhe a objectividade e , assim, a sua aventura no novo Jornal, provou-se um desastre .
Desafiar o Expresso é certamente corajoso mas talvez não seja de bom senso.
Qd saíu o jornal , durante alguns meses comprei-o juntamente com o Expresso que se ressentiu da sua saída e da sua equipa.
Verifiquei, todavia, que o Expresso recuperou rápidamente e que o Sol , para além da página do arquitecto e das saídas da última página do Lima, nada acrescentava.
Assim, o jornal foi definhando (as sobras são claramente vistas em todas as tabacarias) e entrando em dificuldades financeiras a ponto dos donos venderem a sua parte á filha do presidente de angola, a actual dona do jornal.
O desespero das tiragens pequenas levou o jornal a enveredar por um estilo que parecia impossível de utilizar pelo Arq Saraiva.
Invenções de 1ª página foram mais que muitas e todas desmentidas. A criação de factos políticos falhou, a naõ ser quando veio a novela Sócrates que realmente ajudou o jornal , mas muito antes disso o carácter sensionalista e pouco rigiroso tomou conta do jornal e destruíu a reputação do Arq Saraiva.
Isto a propósito da "entrevista" de Queiroz .
Como sabem, eu não sou grande fan do indivíduo, creio até que é um mediocre que normalmente atira para cima dos outros as suas próprias culpas.
Portanto , numa primeira fase não estranhei estas declarações, sobretudo quando o jornalista disse que tinha a gravação da entrevista.
Todavia, quando saíu um comunicado do jornal a dizer que se recusava a publicar a gravação "porque se tratava de uma conversa particular" fiquei esclarecido !
Uma "conversa particular" que virou 1ª página e criou um facto jornalistico, mais um, na tentativa de vender o jornal. O mesmo que há pouco tempo lutou corajosamente contra a ditadura dos tribunais e da censura publicando "conversas particulares".
É uma pena que um homem brilhante tenha caído nisto.
Sou forçado a concluir que compreendo a falência do 24 horas , um jornal que inventava escândalos para vender.
É que o 24 horas não resistiu á concorrência do Sol.