sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Será nossa sina?

Escrevi no meu livro que os políticos portugueses nos tratam como subditos.
Está o país a arder tal como com o mundo, no entanto os nossos políticos só se preocupam em marcar pontos eleitorais!
A oposição critica o governo por não reduzir os custos, impõe condições prévias para negociar que é reduzir a despesa e não aumentar os impostos, o governo continua a dizer que tudo está bem, mas venha o diabo e escolha.
O governo cede nos professores e gasta mais 80 milões. O oposição que exige reduções apoia e diz que o acordo só não se fez mais cedo porque o governo é teimoso. Os polícias fazem manifestações e o governo cede. A oposição que quer gastar menos diz que "compreende " os polícias !

Entretanto não só não se aumentou a receita como se aumentou a despesa, tal como eu disse. Não se trata de incompetência do governo mas sim de simples aritmética:
Se se faz aumentos de impostos, desce a actividade económica (tínhamos conseguido 1,6% de crescimento no 1º trimestre) e portanto baixa o consumo. Como consequência, as empresas reduzem pessoal e despedem e muitas fecham.
Assim, perde-se a receita de IRS e IRS, bem como se perdem igualmente os descontos para a sergurança social. Finalmente como aumenta o desemprego aumentam as contas com as despesas sociais (fundo de desemprego, etc).
Logo, aumentam as despesas e reduzem-se as receitas, ou seja, o efeito exactamente contrário ao que se pretende !
Não e de admirar e o mesmo acontece por toda a europa e mesmo nos EEUU e Japão.
Finalmente como não há investimento (nem privado nem público) a economia está estagnada e irá entrar em recessão, sem dúvida.
Tal qual eu escrevi aqui insistentemente.
Não é que goste de ter razão, mas , infelizmente tenho!

Como os líderes partidários não se entendem, o Presidente da Republica , preocupado pela sua eleição, nada faz.
Os seus poderes e mesmo obrigaçoes estão muito para além do consignado na Constituição. O PR tem um poder intangível muito significativo e tem também o apoio incondicional do povo. Não pode ser um corta fitas e, ou faz parte da classe política decadente, como parece, ou age para defender o país do autismo dos dirigentes poíticos.
Infelizmente parece-me que apenas pretende visitar umas aldeias e fazer discursos inócuos.

O país vai ao fundo e esta gente não quer saber!
Ou a sociedade civil se mexe ou esta gente acaba com Portugal!

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