Continuando as questões do Adolfo.
Penso que em termos mundiais o modelo de desenvolvimento tem que ser revisto e não se pode apenas basear no consumo.
Sem dúvida que os bens terenos são escassos sobretudo se levarmos em consideração o crescimento da população e o desenvolvimento das economias. A globalização se bem que tenha causado problemas aos países desenvolvidos temperando o seu crescimento, acabou com milhões de pobres dando um alento dinâmico aos mais pobres e em vias de desenvolvimento.
Por outro lado a poluição criada sobretudo pelos países industrializados destruirá o planeta ou ele próprio , para sobreviver, expulsará a espécie humana que o quer destruír.
Sendo assim, as necessidades de alimentos crescerão exponencialmente no futuro e portanto é necessário aumentar a produção dos mesmos.
Ora o que se passa nos países ricos e nomeadamente na Europa por via da PAC é o seguinte:
(a) A UE apenas se preocupa com o que se passa entre as suas fronteiras, ~ignorando as necessidades mundiais. Assim, embora tenha de longe capacidade para aumentar a produção, faz o contrário pagando até em determinadas condições para se reduzir e até parar algumas produções, em ordem a manter os preços altos e , assim, manter o nível de vida dos agricultores.
(b) Os subsídios á agricultura acabam por criar uma situação de concorrência desleal com países terceiros nomeadamente os países pobres e em vias de desenvolvimento sendo a agricultura é a única coisa de que dispõem para vender , sobreviverem e pagarem as suas dívidas. Assim, por um lado empresta-se dinheiro, por outro criam-se condições para que esses países não possam pagar pelas PAC (não esquecer que os EEUU subsidiam fortemente os seus agricultores.
Depois perdoam-se as dívidas e faz-se boa figura de forma hipócrita e tudo volta ao mesmo.
(c) Dentro da UE a PAC favorece sobretudo os grandes e sobretudo a França onde o lobby da agritultura é tão forte que pode decidir eleições. Assim Alemanha, França , Espanha e agora a Polónia (por isso a França esteve tão relutante nas negociações de entrda da Polóniana UE).
Em Portugal quais foram as consequências das políticas agrícolas:
Práticamente destruiu-se a agricultura e as pescas. Essa destruição foi levada a cabo, há que reconhecê-lo, durante o períodeo de 10 anos do cavaquismo. No entanto ,se fosse o PS provávelmente teria seguido os mesmos ditames da Europa, porque com a massa que nos davam não poderíamos recusar.
Durante este período deixamos de produzir leite, cereais, etc e os pescadores e armadores foram pagos para abater traineiras !
Depois, os governos seguintes mostraram-se totalmente desencontrados como é habitual. Assim, se nos governos de direita se beneficiaram um pequeno número de grandes agricultores que, sendo os mais fortes, eram os que precisavam menos, ou durante os governos da esquerda em que se deu dinheiro a toda a gente (portanto cada um recebeu pouco) indiscriminadamente sem estratégia. Assim, como é habitual, gastou-se dinheiro para os destinatários comprarem Ferrari e não para investir.
Assim duas actividades tradicionais do país foram práticamente destruídas pelas políticas erradas.
E Também, há que reconhecê-lo, pelo atavismo dos agricultores. Portugal só há 2 anos é autosuficiente na produçao de azeite graças aos investimentos brutais feitos pelos espanhóis no Alentejo. Porque não foram portugueses a realizarem estes investimentos ?
Outra razão foi sem dúvida a combinação do espírito trafaulha dos portugueses em conjugação da incapacidade do Estado para fiscalizar a utilização dos dinheiros.
Muitos milhões foram utilizados para comprar carros e vivendas de luxo em Portugal e no Brasil.
Passemos agora á questão do Alqueva.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Notas
Após fim de semana , algumas notas do que me chamou à atenção .
1 - Artigo de opinião no Expresso , por Mário Lopes , pag. 36
Estou de acordo com esta proposta . Algumas semanas atrás escrevi neste blog algo no mesmo sentido . Este artigo , com argumentação mais elaborada e suportada tecnicamente, fá-lo com uma clareza que não expressei no meu artigo .
2- Expresso - entrevista de Sobrinho Simões a Clara Ferreira Alves .
Já expressei o meu suporte ao investimento em " massa cinzenta " , leia-se investigação , inovação , desenvolvimento técnico-científico. O que foi dito sobre o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto faz-me sentir bem e cada vez mais convicto que esta é uma das vias que nos pode tirar do marasmo em que nos encontramos . Exige trabalho e tempo porque não se trata de um "penso rápido" para a resolução fácil do problema .
Neste sentido vou transcrever uma passagem do livro do Prof. Adriano Moreira - A Circunstância do Estado Exíguo :
" O que tudo apenas se pode levar a cabo sem pressa e sem perda de tempo , que não são conceitos incompatíveis , e também , por isso , impondo que as despesas com a investigação e o ensino sejam consideradas despesas de soberania . Entre mais razões , porque a investigação fundamental , e as humanidades que dão consistência ao conceito de sociedade da informação , do saber , e da sabedoria , não é com critérios de teologia de mercado que ganham reconhecimento e consistência . É antes com os olhos postos nos pilares da ética , e no eixo da roda que são os valores cuja deteoração será a primeira evidência de que os objectivos propostos se vão afastando para as lonjuras da utopia . A alternativa parece ser que o contraditório do tempo tríbulo vá construindo a surpresa do futuro , enquanto os príncipes que nos governam se perdem na superficialidade da espuma do tempo . "
Podem não concordar , mas a qualidade da escrita vale o tempo dispendido a ler estas linhas .
3 - Artigo de opinião de Miguel Monjardino - Expresso , pag 29
Escrevo esta nota porque , coincidência ou não , em artigo da Foreign Affairs é referido o seguinte : o Banco Mundial espera que nas próximas duas décadas haja um aumento da procura de alimentos da ordem de 50% , pelo menos 36 países experimentarão escassez de alimentos ou água na próxima década , cientistas da Intergovernmental Panel on Climate Change prevêem que na próxima década pelo menos 250 milhões de africanos irão experimentar a fome .
Artigos similares ou afins vão sendo escritos aqui e ali , mas não creio que estejam a captar a nossa atenção . Algumas informações que retenho na memória são significativas : custo dos alimentos irão aumentar de preço , exponencialmente - em dez anos irão passar de uma base 100 para 190 ; a China está a comprar ou a arrendar enormes quantidade de terrenos agrícolas em África ( Quénia , Zimbabwe , etc ). Dito tudo isto , o ponto que quero fazer é : respeitando PAC ou não , a nossa agricultura tem que ser pensada de uma forma estratégica e consequente porque também é por aqui que respostas têm que ser dadas para o nosso futuro crescimento . O plano de regadio do Alqueva tem que ser terminado - investimento público - e os terrenos aproveitados para fins agrícolas e não para outros fins . Retenho em memória entrevistas a estrangeiros que se fixaram no Alentejo e que afirmaram que o Alentejo tem condições óptimas para produção em estufas : amenidade de clima que permite custos de exploração mais baixos e produções em antecipação à restante Europa , permitindo um prémio no preço . Mão de obra abundante e dedicada , que tendo forma de ganhar a vida irá parar o ciclo de desertificação humana que o interior tem experimentado . Só vantagens : combate da desertificação , diminuição de importações , aumento de exportações , diminuição de desemprego , diminuição de pressão sobre as grandes cidades por estancagem do fenómeno das migrações internas .
Dada a força destes argumentos , que creio serem compartilhados pelos escrivas deste blog , gostaria de vos desafiar para tratarem um tema para o qual estou desqualificado do ponto de vista técnico . O tema : é legítimo que os proprietários de terrenos agrícolas que são beneficiados por obras públicas , como o plano de regadio do Alqueva , desbaratem esses terrenos para outras actividades ( turísticas e urbanísticas ) em vez de as aproveitarem para fins agrícolas ? É possível , dentro de um quadro legal - constitucional impor a utilização desses terrenos só e sómente para fins agrícolas , atendendo ao superior interesse nacional ? Deverão esses terrenos ser nacionalizados e posteriormente arrendados a quem os queira aproveitar para explorações agrícolas ?
Sou visceralmente contra o que está a ocorrer no Alentejo , nos terrenos beneficiados pelo Alqueva e outras barragens construidas ou a construir . O dinheiro investido por todos nós está a ser aproveitado para realizar mais valias por alguns poucos proprietários . Mais campos de golfe , hoteis e urbanizações turísticas ? Será que isso vai produzir riqueza de uma forma sustentada ? Cá para mim é mais uma golpaça de um conjunto de " chico espertos " que vão encher as suas contas bancárias , sacrificando os interesses do país .
4- Selecção Nacional
Junto a minha voz ao coro dos que estão convictos que o nosso desempenho vai ser péssimo !
A falta de concentração , focalização em objectivos , a feira de vaidades montado à volta da selecção só podem dar uma enorme decepção para aqueles que acreditam em milagres , e são tantos ... é só ouvir os telejornais . Nem com os nossos erros aprendemos ! No passado demonstramos que este tipo de caminhos levam a grandes frustações e maus desempenhos , pois burros , insistimos no mesmo . Seria interessante ter-se experimentado o trabalho sério e concentrado para ficarmos a saber quanto valemos como selecção . Depois admiram-se que o Mourinho , em tempo de vésperas , lhes leia os responsos fúnebres .
5 - Uma boa notícia para terminar : greve dos trabalhadores da Honda , na China , que levaram a parar 4 fábricas da Honda . Motivo da greve : aumentos salariais .
Soa-me a boas notícias , pode ser que a moda pegue e outras empresas venham a sentir este tipo de acções . A notícia menos boa é que estes trabalhadores que estão a lutar por melhorias salariais têm o espantoso salário de $125 mensaias !!! e trabalham não sei quantas horas dia , muitas ...
Os Chineses estimam que dentro de trinta anos os salários deles vão ter algum nível de equivalência com os salários ocidentais . Tudo o que leve a que este período de tempo se encurte , parece-me bem .
Adolfo
1 - Artigo de opinião no Expresso , por Mário Lopes , pag. 36
Estou de acordo com esta proposta . Algumas semanas atrás escrevi neste blog algo no mesmo sentido . Este artigo , com argumentação mais elaborada e suportada tecnicamente, fá-lo com uma clareza que não expressei no meu artigo .
2- Expresso - entrevista de Sobrinho Simões a Clara Ferreira Alves .
Já expressei o meu suporte ao investimento em " massa cinzenta " , leia-se investigação , inovação , desenvolvimento técnico-científico. O que foi dito sobre o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto faz-me sentir bem e cada vez mais convicto que esta é uma das vias que nos pode tirar do marasmo em que nos encontramos . Exige trabalho e tempo porque não se trata de um "penso rápido" para a resolução fácil do problema .
Neste sentido vou transcrever uma passagem do livro do Prof. Adriano Moreira - A Circunstância do Estado Exíguo :
" O que tudo apenas se pode levar a cabo sem pressa e sem perda de tempo , que não são conceitos incompatíveis , e também , por isso , impondo que as despesas com a investigação e o ensino sejam consideradas despesas de soberania . Entre mais razões , porque a investigação fundamental , e as humanidades que dão consistência ao conceito de sociedade da informação , do saber , e da sabedoria , não é com critérios de teologia de mercado que ganham reconhecimento e consistência . É antes com os olhos postos nos pilares da ética , e no eixo da roda que são os valores cuja deteoração será a primeira evidência de que os objectivos propostos se vão afastando para as lonjuras da utopia . A alternativa parece ser que o contraditório do tempo tríbulo vá construindo a surpresa do futuro , enquanto os príncipes que nos governam se perdem na superficialidade da espuma do tempo . "
Podem não concordar , mas a qualidade da escrita vale o tempo dispendido a ler estas linhas .
3 - Artigo de opinião de Miguel Monjardino - Expresso , pag 29
Escrevo esta nota porque , coincidência ou não , em artigo da Foreign Affairs é referido o seguinte : o Banco Mundial espera que nas próximas duas décadas haja um aumento da procura de alimentos da ordem de 50% , pelo menos 36 países experimentarão escassez de alimentos ou água na próxima década , cientistas da Intergovernmental Panel on Climate Change prevêem que na próxima década pelo menos 250 milhões de africanos irão experimentar a fome .
Artigos similares ou afins vão sendo escritos aqui e ali , mas não creio que estejam a captar a nossa atenção . Algumas informações que retenho na memória são significativas : custo dos alimentos irão aumentar de preço , exponencialmente - em dez anos irão passar de uma base 100 para 190 ; a China está a comprar ou a arrendar enormes quantidade de terrenos agrícolas em África ( Quénia , Zimbabwe , etc ). Dito tudo isto , o ponto que quero fazer é : respeitando PAC ou não , a nossa agricultura tem que ser pensada de uma forma estratégica e consequente porque também é por aqui que respostas têm que ser dadas para o nosso futuro crescimento . O plano de regadio do Alqueva tem que ser terminado - investimento público - e os terrenos aproveitados para fins agrícolas e não para outros fins . Retenho em memória entrevistas a estrangeiros que se fixaram no Alentejo e que afirmaram que o Alentejo tem condições óptimas para produção em estufas : amenidade de clima que permite custos de exploração mais baixos e produções em antecipação à restante Europa , permitindo um prémio no preço . Mão de obra abundante e dedicada , que tendo forma de ganhar a vida irá parar o ciclo de desertificação humana que o interior tem experimentado . Só vantagens : combate da desertificação , diminuição de importações , aumento de exportações , diminuição de desemprego , diminuição de pressão sobre as grandes cidades por estancagem do fenómeno das migrações internas .
Dada a força destes argumentos , que creio serem compartilhados pelos escrivas deste blog , gostaria de vos desafiar para tratarem um tema para o qual estou desqualificado do ponto de vista técnico . O tema : é legítimo que os proprietários de terrenos agrícolas que são beneficiados por obras públicas , como o plano de regadio do Alqueva , desbaratem esses terrenos para outras actividades ( turísticas e urbanísticas ) em vez de as aproveitarem para fins agrícolas ? É possível , dentro de um quadro legal - constitucional impor a utilização desses terrenos só e sómente para fins agrícolas , atendendo ao superior interesse nacional ? Deverão esses terrenos ser nacionalizados e posteriormente arrendados a quem os queira aproveitar para explorações agrícolas ?
Sou visceralmente contra o que está a ocorrer no Alentejo , nos terrenos beneficiados pelo Alqueva e outras barragens construidas ou a construir . O dinheiro investido por todos nós está a ser aproveitado para realizar mais valias por alguns poucos proprietários . Mais campos de golfe , hoteis e urbanizações turísticas ? Será que isso vai produzir riqueza de uma forma sustentada ? Cá para mim é mais uma golpaça de um conjunto de " chico espertos " que vão encher as suas contas bancárias , sacrificando os interesses do país .
4- Selecção Nacional
Junto a minha voz ao coro dos que estão convictos que o nosso desempenho vai ser péssimo !
A falta de concentração , focalização em objectivos , a feira de vaidades montado à volta da selecção só podem dar uma enorme decepção para aqueles que acreditam em milagres , e são tantos ... é só ouvir os telejornais . Nem com os nossos erros aprendemos ! No passado demonstramos que este tipo de caminhos levam a grandes frustações e maus desempenhos , pois burros , insistimos no mesmo . Seria interessante ter-se experimentado o trabalho sério e concentrado para ficarmos a saber quanto valemos como selecção . Depois admiram-se que o Mourinho , em tempo de vésperas , lhes leia os responsos fúnebres .
5 - Uma boa notícia para terminar : greve dos trabalhadores da Honda , na China , que levaram a parar 4 fábricas da Honda . Motivo da greve : aumentos salariais .
Soa-me a boas notícias , pode ser que a moda pegue e outras empresas venham a sentir este tipo de acções . A notícia menos boa é que estes trabalhadores que estão a lutar por melhorias salariais têm o espantoso salário de $125 mensaias !!! e trabalham não sei quantas horas dia , muitas ...
Os Chineses estimam que dentro de trinta anos os salários deles vão ter algum nível de equivalência com os salários ocidentais . Tudo o que leve a que este período de tempo se encurte , parece-me bem .
Adolfo
Então ?
Os meus amigos ou estão muito preguiçosos ou me querem deixar a falar sózinho.
Vamos a partipar, madraços!
Vamos a partipar, madraços!
domingo, 30 de maio de 2010
As Presidenciais
O fim de semana ,além da praia, foi também divertido pelo assunto em epígrafe.
Primeiro , mais uma criação da nossa interessante comunicação social, a chamada direita pura e dura anda á procura dum candidato alternativo a Cavaco.
Eis como esta conclusão se tira:
(1) O cardeal Pratiarca resolveu criticar a atitude do PR no caso do diploma do casamento homosexual.Se concordo que a posição de Cavaco foi , como sempre em toda a sua vida política, confusa e interesseira,já me parece de mau gosto que um representante de uma confissão religiosa venha dizer que se Cavaco tivesse vetado a lei "tinha as eleições ganhas". Não me parece que a Igreja se deva meter onde não é chamada.
Embora eu próprio não concorde com a lei (nomeadamente chamar-lhe casamento), reconheço que a posição do PR não foi a correcta. Se não concordava vetava.E portanto mais uma vez a sua posição se deveu a cálculos eleitoralistas em lugar de defender princípios. Aliás das poucas vezes que o PR se dirigiu aos portugueses com razão ou não mostrou-se confuso atabalhoado e nem os seus próprios defensores foram capazes de disfarçar o desconforto.
Sobretudo no caso da "conspiração" das escutas em que aceitou dar o seu nome a manobras de bastidores em ordem a causar problemas (aliás inexistentes) ao Governo da sua confiança em detrimento de favorecer indecentemente as suas cores.
(2) O Dr Bagão Félix foi "sondado" para se candidatar tendo imediatamente recusado.
Ora estas duas questões não são suficientes nem de perto nem de longe pra afirmar em 1ª página no Expresso que a direita decidiu dar com os pés no homem.
Trata-se portanto de uma artigo fantasioso e como tantos outros destinado a vender jornais e a alimentar alguma especulação.
A direita votará massivamente em Cavaco porque, mesmo que nºao goste dele, não há outra alternativa.
Em segundo lugar o "entusiatico" apoio a Manuel Alegre !
O menos que se pode chamar é que é patético.
O desconforto criado no PS pelas atitudes do poeta em criticas constantes ao PS de linha esquerdista é óbvia e não me parece que o indivíduo consiga sequer ter malta para o ajudar a colar cartazes.Quando muito uma contribuição modesta e já goza !
Sócrates que se apresta para saír do Governo pela esquerda baixa, resolve dar ao PSD a cereja em cima do bolo, apoiando um candidato que só por cegueira ou estupidez se pensa que pode fazer sequer cócegas ao prof Cavaco.
Aliás se o prof Cavaco é um homem do sistema , a verdade é que por convicção ou necessidade se adapta fácilmente ás novas situações.
O Dr Alegre , pelo contrário, sob a capa de convicções , é um candidato reaccionário que defende o mesmo há anos!O Cunhal também era muito coerente continuou a dfender o estalinismo até ao fim (o número de idiotas é ilimitado !)
Aliás , hoje, na sociedade portuguesa o BE e o PC são de facto as organizações mais reaccioárias do país opondo-se a qualquer mudança a não ser na direcção conrária: o puro estatismo. É perfeitamente compreensível, portanto , que acabem por apioar o candidato Alegre.
Ora num momento em que o eleitorado vira á direita de acordo com todas as sondagens, não parece que o candidato Alegre tenha quaisquer hipóteses.
Aliás em Portugal o eleitorado vira á direita ou á esquerda não por mérito de qualquer partido mas em virtude da situação económica ser desfavorável. Como dizia De Gaulle, em França as pessoas não votam em quem ganha por acreditar ,mas sim para penalizar quem perde.
Aliás esta situação de viragem á direita seria expectável nas últimas eleições com a o advento da crise económica e, só não aconteceu, pela inépcia , incompetência e revanchismo pessoal da direcção da Dra Leite, um verdadeiro desastre !
O contexto não é portanto favorável a que a dita esquerda vá a banhos para a oposição e o mesmo se aplica na eleição do PR.
Bem pode a CGTP realizar eleições para protestar contra este governo que a viragem á direita aponta e a muito curto prazo um governo de direita em Portugal.
E, diga-se, não vem mal nenhum ao mundo: é o normal funcionamento da democracia e a vez dos boys do PSD e CDS de ocuparem os lugares tão disputados no estado clientelar. É justo!
Primeiro , mais uma criação da nossa interessante comunicação social, a chamada direita pura e dura anda á procura dum candidato alternativo a Cavaco.
Eis como esta conclusão se tira:
(1) O cardeal Pratiarca resolveu criticar a atitude do PR no caso do diploma do casamento homosexual.Se concordo que a posição de Cavaco foi , como sempre em toda a sua vida política, confusa e interesseira,já me parece de mau gosto que um representante de uma confissão religiosa venha dizer que se Cavaco tivesse vetado a lei "tinha as eleições ganhas". Não me parece que a Igreja se deva meter onde não é chamada.
Embora eu próprio não concorde com a lei (nomeadamente chamar-lhe casamento), reconheço que a posição do PR não foi a correcta. Se não concordava vetava.E portanto mais uma vez a sua posição se deveu a cálculos eleitoralistas em lugar de defender princípios. Aliás das poucas vezes que o PR se dirigiu aos portugueses com razão ou não mostrou-se confuso atabalhoado e nem os seus próprios defensores foram capazes de disfarçar o desconforto.
Sobretudo no caso da "conspiração" das escutas em que aceitou dar o seu nome a manobras de bastidores em ordem a causar problemas (aliás inexistentes) ao Governo da sua confiança em detrimento de favorecer indecentemente as suas cores.
(2) O Dr Bagão Félix foi "sondado" para se candidatar tendo imediatamente recusado.
Ora estas duas questões não são suficientes nem de perto nem de longe pra afirmar em 1ª página no Expresso que a direita decidiu dar com os pés no homem.
Trata-se portanto de uma artigo fantasioso e como tantos outros destinado a vender jornais e a alimentar alguma especulação.
A direita votará massivamente em Cavaco porque, mesmo que nºao goste dele, não há outra alternativa.
Em segundo lugar o "entusiatico" apoio a Manuel Alegre !
O menos que se pode chamar é que é patético.
O desconforto criado no PS pelas atitudes do poeta em criticas constantes ao PS de linha esquerdista é óbvia e não me parece que o indivíduo consiga sequer ter malta para o ajudar a colar cartazes.Quando muito uma contribuição modesta e já goza !
Sócrates que se apresta para saír do Governo pela esquerda baixa, resolve dar ao PSD a cereja em cima do bolo, apoiando um candidato que só por cegueira ou estupidez se pensa que pode fazer sequer cócegas ao prof Cavaco.
Aliás se o prof Cavaco é um homem do sistema , a verdade é que por convicção ou necessidade se adapta fácilmente ás novas situações.
O Dr Alegre , pelo contrário, sob a capa de convicções , é um candidato reaccionário que defende o mesmo há anos!O Cunhal também era muito coerente continuou a dfender o estalinismo até ao fim (o número de idiotas é ilimitado !)
Aliás , hoje, na sociedade portuguesa o BE e o PC são de facto as organizações mais reaccioárias do país opondo-se a qualquer mudança a não ser na direcção conrária: o puro estatismo. É perfeitamente compreensível, portanto , que acabem por apioar o candidato Alegre.
Ora num momento em que o eleitorado vira á direita de acordo com todas as sondagens, não parece que o candidato Alegre tenha quaisquer hipóteses.
Aliás em Portugal o eleitorado vira á direita ou á esquerda não por mérito de qualquer partido mas em virtude da situação económica ser desfavorável. Como dizia De Gaulle, em França as pessoas não votam em quem ganha por acreditar ,mas sim para penalizar quem perde.
Aliás esta situação de viragem á direita seria expectável nas últimas eleições com a o advento da crise económica e, só não aconteceu, pela inépcia , incompetência e revanchismo pessoal da direcção da Dra Leite, um verdadeiro desastre !
O contexto não é portanto favorável a que a dita esquerda vá a banhos para a oposição e o mesmo se aplica na eleição do PR.
Bem pode a CGTP realizar eleições para protestar contra este governo que a viragem á direita aponta e a muito curto prazo um governo de direita em Portugal.
E, diga-se, não vem mal nenhum ao mundo: é o normal funcionamento da democracia e a vez dos boys do PSD e CDS de ocuparem os lugares tão disputados no estado clientelar. É justo!
sábado, 29 de maio de 2010
Futebol
Diziam ontem os jornais desportivos , não sem ponta de espanto , que Jorge Jesus ganhava mais que o próprio seleccionador!
Ora não compreendo onde está o espanto. Primeiro porque em todo o mundo os seleccionadores ganham menos que os treinadores de clubes desde logo porque só trabalham ás vezes e os outros trabalham todos os dias.
Em segundo lugar, Jesus ganhou esta massa porque atingiu objectivos e foi campeão. Ora o Prof Queiroz além dos miúdos há 30 anos não se consta que tenha ganho rigorosamente nada e portanto será de perguntar se é razoável que uma instituição pública pague a módica quantia de 1,3 milhões de euros por ano num país arruinado !
Num país em que se verbera os políticos ( o 1º Ministro ganha 0,07 milhões) e onde se discute os salários dos gestores mesmo que não seja o Estado a pagar-lhes, como é possível que ainda ninguém se tenha indignado com os salários dos futebolistas e treinadores, sobretudo aqueles que pertencem á FPF que como entidade de utilidade pública não paga impostos?
O que o povão quer é: "panem et circensis".
Já agora , no cumprimento das obrigações de bom reformado tenho visto os jogos que as diversas equipas participantes da fase final têm realizado: Alemanha, Inglaterra, México, até a Coreia do Norte.
O que vi foi empenho, dinamismo, vontade de ganhar, etc.
Em contrapartida cá no sítio diz-se por exemplo que só agora é que vai começar o estágio a sério. Concluimos portanto que até agora a selecção tem estado a banhos e não a cumprir obrigações profissionais e tudo isto á conta do pagode.
E aquele excelente "treino" contra a prestimosa agremiação a que chamam selecção de Cabo Verde, mostrou que talvez nem consigamos ganhar um único jogo.
Mas dizem os entendidos isto não foi nada, os jogadores não se sentem motivados nestes jogos, etc.
Eu digo : a sorte deles é eu não ser Ministro da Agricultura- punha-os a cavar batatas de sol a sol para ver se mantinham uma boa resitência física.
Também têm sorte de não serem da Colômbia país que não é caracterizado pelos brandos costumes e aqui há tempos quando um jogador da selecção falhou um penalty num jogo internacional, quando regressou a casa foi morto com um tiro. Ou ainda da selecção do Zaire quando Mobutu ofereceu um carro aos jogadores que ganhassem no mundial. Em contrapartida, se perdessem, os seus bens seriam confiscados pelo Estado!
Ora não compreendo onde está o espanto. Primeiro porque em todo o mundo os seleccionadores ganham menos que os treinadores de clubes desde logo porque só trabalham ás vezes e os outros trabalham todos os dias.
Em segundo lugar, Jesus ganhou esta massa porque atingiu objectivos e foi campeão. Ora o Prof Queiroz além dos miúdos há 30 anos não se consta que tenha ganho rigorosamente nada e portanto será de perguntar se é razoável que uma instituição pública pague a módica quantia de 1,3 milhões de euros por ano num país arruinado !
Num país em que se verbera os políticos ( o 1º Ministro ganha 0,07 milhões) e onde se discute os salários dos gestores mesmo que não seja o Estado a pagar-lhes, como é possível que ainda ninguém se tenha indignado com os salários dos futebolistas e treinadores, sobretudo aqueles que pertencem á FPF que como entidade de utilidade pública não paga impostos?
O que o povão quer é: "panem et circensis".
Já agora , no cumprimento das obrigações de bom reformado tenho visto os jogos que as diversas equipas participantes da fase final têm realizado: Alemanha, Inglaterra, México, até a Coreia do Norte.
O que vi foi empenho, dinamismo, vontade de ganhar, etc.
Em contrapartida cá no sítio diz-se por exemplo que só agora é que vai começar o estágio a sério. Concluimos portanto que até agora a selecção tem estado a banhos e não a cumprir obrigações profissionais e tudo isto á conta do pagode.
E aquele excelente "treino" contra a prestimosa agremiação a que chamam selecção de Cabo Verde, mostrou que talvez nem consigamos ganhar um único jogo.
Mas dizem os entendidos isto não foi nada, os jogadores não se sentem motivados nestes jogos, etc.
Eu digo : a sorte deles é eu não ser Ministro da Agricultura- punha-os a cavar batatas de sol a sol para ver se mantinham uma boa resitência física.
Também têm sorte de não serem da Colômbia país que não é caracterizado pelos brandos costumes e aqui há tempos quando um jogador da selecção falhou um penalty num jogo internacional, quando regressou a casa foi morto com um tiro. Ou ainda da selecção do Zaire quando Mobutu ofereceu um carro aos jogadores que ganhassem no mundial. Em contrapartida, se perdessem, os seus bens seriam confiscados pelo Estado!
A Constituição, essa ninharia
O embróglio consequente do acordo do Bloco Central para reduzir o defice mormente a questão da inconstitucionalidade da lei, está em vias de resolução rápida e expedita.
O PR que no caso dos casamento gay resolveu dilatóriamente consultar o Tribunal Constitucional dado que é um tema estruturante "que divide a sociedade portuguesa" ( eu não vi nada , além de militantes extremistas, nem a própria Igreja fez disso alarido ) e que já lhe valeram fortes criticas dos sectores mais reaccionários da sociedade portuguesa, está á beira de , segundo o Expresso, resolver o problema da constitucinalidade das medidas.
Diz o Expresso que em Belém os acessores já têm argumentos a favor da constitucionalidade e portanto o PR assinará de imediato.
Diz ainda o Expresso que mesmo que o PR envie para o TC o referido diploma este tribunal pode , invocando o interesse nacional " ultrapassar a inconstitucionalidade".
Quanto ao PR nada espanta de tal criatura que parece apostado em fazer asneiras sempre que a coisa aquece e , para além disso ,o que o motiva é pura e simplesmente a sua reeleição. Portanto procurar coerência nas suas acções seria impossível, mesmo que se trate de um assunto ,a eventual violação da Constituição, que se encontra no âmbito do bom funcionamento das instituições , ou seja no âmbito dos poderes e deveres do PR (que , não esqueçamos que fez grande alarido no Estatuto dos Açores "porque lhe eram retirados poderes consagrados na Constituição - e , a meu ver, com razão).
Eis como o "centrão" se prepara para relativizar a Constituição (Sócrates, Coelho e Cavaco)
Quanto a invocar o interesse nacional para permitir a violação da Constitução nem quero acreditar.
Além da violação da legalidade (e que colocaria em perigo o regular funcionamento das instituições, e o TC é como qualquer tribunal uma instituição de direito que interpreta as leis e assegura a sua conformidade com a Constiuição ),estaria ele próprio a negar as suas reais funções.
Mais, tal violação criaria um precedente perigoso, porque:
- Quem decidia que havia interesse público e em que situaações? O Governo , a AR, o PR ?
- Colocaria a Constituição não como a Lei Quadro a que toda a legisla~çao teria que obedecer mas apenas uma norma de força "tendêncial" que poderia ser violada sempre que os poderes o entendessem , bastando para tal invocar o interesse nacional.
- Assim teóricamente poderíamos voltar á pena de morte, a alterações de leis de penas que violam os direitos dos cidadãos, teríamos enfim um poder descricionário do TC que decidiria por mera "conveniência e oportunidade " e não, como é seu dever, ser o garante da conformidade das leis com a Constituição.
Ora a Constituição é um limite á actuação dos governantes que a não podem violar (surgiu como limite dos poderes dos reis ) e , ao mesmo tempo, uma protecção dos cidadãos em relação a arbitrariedades do poder do Estado. Não é portanto uma ninharia como o centrão pretende convecer a plebe.
Embora a bizarria seja uma caraterística de Portugal, não acredito que o TC opte por tal atitude pois, a fazê-lo , poderíamos considerar a existência de um verdadeiro golpe de estado e a violação dos mais elementares pilares da democracia.
A acontecer o que diz o Expresso o PR irá promulgar e não haverá participação, nesta fase, do TC, porque o centrão o não permitirá o que não travará futuras queixas dos cidadãos e instituições lesadas. Haverá então uma confusão parecida com o que acontece constantemente coma justiça desportiva.
Estão a gostar do Rock in Rio ?
Os papás que dizem não poder pagar os estudos dos filhos têm 60 euros (os mais baratos) para não privar os meninos deste enorme acontecimento cultural!
A questão interessante é : quem consegue juntar mais gente ? O Benfica, o Rock in Rio ou a CGTP?
O PR que no caso dos casamento gay resolveu dilatóriamente consultar o Tribunal Constitucional dado que é um tema estruturante "que divide a sociedade portuguesa" ( eu não vi nada , além de militantes extremistas, nem a própria Igreja fez disso alarido ) e que já lhe valeram fortes criticas dos sectores mais reaccionários da sociedade portuguesa, está á beira de , segundo o Expresso, resolver o problema da constitucinalidade das medidas.
Diz o Expresso que em Belém os acessores já têm argumentos a favor da constitucionalidade e portanto o PR assinará de imediato.
Diz ainda o Expresso que mesmo que o PR envie para o TC o referido diploma este tribunal pode , invocando o interesse nacional " ultrapassar a inconstitucionalidade".
Quanto ao PR nada espanta de tal criatura que parece apostado em fazer asneiras sempre que a coisa aquece e , para além disso ,o que o motiva é pura e simplesmente a sua reeleição. Portanto procurar coerência nas suas acções seria impossível, mesmo que se trate de um assunto ,a eventual violação da Constituição, que se encontra no âmbito do bom funcionamento das instituições , ou seja no âmbito dos poderes e deveres do PR (que , não esqueçamos que fez grande alarido no Estatuto dos Açores "porque lhe eram retirados poderes consagrados na Constituição - e , a meu ver, com razão).
Eis como o "centrão" se prepara para relativizar a Constituição (Sócrates, Coelho e Cavaco)
Quanto a invocar o interesse nacional para permitir a violação da Constitução nem quero acreditar.
Além da violação da legalidade (e que colocaria em perigo o regular funcionamento das instituições, e o TC é como qualquer tribunal uma instituição de direito que interpreta as leis e assegura a sua conformidade com a Constiuição ),estaria ele próprio a negar as suas reais funções.
Mais, tal violação criaria um precedente perigoso, porque:
- Quem decidia que havia interesse público e em que situaações? O Governo , a AR, o PR ?
- Colocaria a Constituição não como a Lei Quadro a que toda a legisla~çao teria que obedecer mas apenas uma norma de força "tendêncial" que poderia ser violada sempre que os poderes o entendessem , bastando para tal invocar o interesse nacional.
- Assim teóricamente poderíamos voltar á pena de morte, a alterações de leis de penas que violam os direitos dos cidadãos, teríamos enfim um poder descricionário do TC que decidiria por mera "conveniência e oportunidade " e não, como é seu dever, ser o garante da conformidade das leis com a Constituição.
Ora a Constituição é um limite á actuação dos governantes que a não podem violar (surgiu como limite dos poderes dos reis ) e , ao mesmo tempo, uma protecção dos cidadãos em relação a arbitrariedades do poder do Estado. Não é portanto uma ninharia como o centrão pretende convecer a plebe.
Embora a bizarria seja uma caraterística de Portugal, não acredito que o TC opte por tal atitude pois, a fazê-lo , poderíamos considerar a existência de um verdadeiro golpe de estado e a violação dos mais elementares pilares da democracia.
A acontecer o que diz o Expresso o PR irá promulgar e não haverá participação, nesta fase, do TC, porque o centrão o não permitirá o que não travará futuras queixas dos cidadãos e instituições lesadas. Haverá então uma confusão parecida com o que acontece constantemente coma justiça desportiva.
Estão a gostar do Rock in Rio ?
Os papás que dizem não poder pagar os estudos dos filhos têm 60 euros (os mais baratos) para não privar os meninos deste enorme acontecimento cultural!
A questão interessante é : quem consegue juntar mais gente ? O Benfica, o Rock in Rio ou a CGTP?
A DITA CRISE
Continuo a ver os meus amigos tão preocupados com a crise e com as teorias económicas ..., vejam mais esta!
Com alegria e boa disposição, custa menos!
sexta-feira, 28 de maio de 2010
O Bom Povo Português
Temos vivido nestes últimos tempos a falar do defice e do endividamento.
Falando a qualquer português ele concorda que temos que actuar.
No entanto, quando actuamos, ele já não gosta porque irá perder regalias.
Ora é bem de ver que os portugueses vêem o Estado uma coisa separada deles próprios, não compreendem que é o seu dinheiro que sustenta todas estas regalias e pensa que o Estado está a lucrar (leia-se os pol´ticos)com os seus impostos !
Não admira portanto que ache o Estado gastador mas que a toda a hora está a pedir mais coisas ao Estado.
É uma verdadeira quadratura do círculo que já não há paciência!
Penso que, talvez agora, os portugueses entendam que emagrecer o Estado é perderem regalias e subsídios e que o dinheiro dos nossos impostos é em ceca de 80% do orçamento é para pagar aos funcionários e para financiar as prestações sociais e , sem resolver esse problema, nunca haverá equilíbrio orçamental.
Um Estado gastador é aquele que dá benesses e regalias que não pode pagar e que emprega o dobro dos empregados que Espanha e 7 vezes que a Alemanha.
Para o tornar não gastador é preciso que todos sofram na pele os desmandos efectuados.
Parece que ainda não entenderam isto!
Falando a qualquer português ele concorda que temos que actuar.
No entanto, quando actuamos, ele já não gosta porque irá perder regalias.
Ora é bem de ver que os portugueses vêem o Estado uma coisa separada deles próprios, não compreendem que é o seu dinheiro que sustenta todas estas regalias e pensa que o Estado está a lucrar (leia-se os pol´ticos)com os seus impostos !
Não admira portanto que ache o Estado gastador mas que a toda a hora está a pedir mais coisas ao Estado.
É uma verdadeira quadratura do círculo que já não há paciência!
Penso que, talvez agora, os portugueses entendam que emagrecer o Estado é perderem regalias e subsídios e que o dinheiro dos nossos impostos é em ceca de 80% do orçamento é para pagar aos funcionários e para financiar as prestações sociais e , sem resolver esse problema, nunca haverá equilíbrio orçamental.
Um Estado gastador é aquele que dá benesses e regalias que não pode pagar e que emprega o dobro dos empregados que Espanha e 7 vezes que a Alemanha.
Para o tornar não gastador é preciso que todos sofram na pele os desmandos efectuados.
Parece que ainda não entenderam isto!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Os media
Estou tão cansado das politiquices que já não tenho pachorra para aturar os telejornais nem as entrevistas políticas em que, os mesmos que fazem parte do problema continuam a dar bitates aos outros explicando as medidas que têm que tomar e que eles , quando ministros, se esqueceram de o fazer.
Mas os media continuam a primar pela incompetência, pelo alarmismo, na constante procura para audiências que lhes garanta o posto de trabalho em perigo pela redução das compras de jornais e revistas e pelas reduções das receitas de publicidade nas televisões já para não falar das novas tecnologias ( O New York Times o maior jornal dos EEUU reduziu as suas tiragens em cerca de 50% nos últimos 10 anos )
E fazem bem pela vida. Assim há uns tempos atrás, os media deram cobertura durante dias e dias denunciando mais uma tenebrosa medida do MInistério da Saúde ao retirar um centro de atendimento em Valença.
Tratou-se de um verdadeiro atentado aos direitos humanos deixando sem cuidados uma população que estava agora a 30 Km do próximo hospital (o que é aliás a distância entre a minha casa e o Francisco Xavier, mas claro os cidadãos de Valência merecem mais).
Por outro lado, a média de atendimento no referido centro era de 1,7 pessoas ao que a Comissão de Utentes desmentiu dizendo que a MINistra se tinha enganado na v´rgula e que era 17 ou 170 !
Foi denunciado a falta de sensibilidade do MInistério (ao mesmo tempo crtica-se o defice e endividamento).
Ou seja todos somos a favor das reduções das despesas do Estado , excepto quando nos toca a nós.
Esta questão levou inclusivamente uma representação dos utentes á AR e levou a que os habitantes decidissem por colocar a bandeira espanhola nas suas casas. dado que o Estado português (fraco e sem nenhuma autoridade) se disponibilizou a pagar as consultas em Espanha.
Volvidos meses, apenas um órgão da CS decidiu voltar á carga e foi a Espanha perguntar se tinha aumentado a afluência de doentes resultante do acordo estabelecido entre os 2 países e obteve como resposta que nem sequer 1 doente tinham recebido !!
Eis como este povo e esta comunicação social se empenha em lutas que não interessam nem ao menino Jesus mas que ignora aquelas essenciais ao seu futuro e dos seus filhos.
Na mesma onda ouvimos todos os dias que o endividamento da zona euro dos EEUU e do Japão leva a que não há dinheiro para sustentar as referidas economias (veja-se o que a brincar diz o filme que publicou aqui o Manel).
Ora eu, que toda a egente sabe sou burro dou por mim a perguntar:
Se os 3 mais ricos do mundo não têm dinheiro o que dizer da Namibia, Africa do Sul,Paraguai, Uruguai, Chile, Sudão, Marrocos, Egipto, Israel, Líbano, Filipinas, Indonésia, Peru , Paraguai, Bolívia porra faltam ainda mais 100 ???
E, claro , sou obrigado a responder que certamente é porque esses países não têm dívida pública, nem endividamento externo, têm superavit nos orçamentos, etc, etc etc.
Ou seja um exemplo de boa governança.
Mais a sério : se estes países se conseguem financiar como é possível que aqueles que detém mais de 1/3 do PIB mundial apesar de serem apenas 1 bilião de pessoas (o mesmo tem a India) , o não consigam ?
É claro que conseguem mas a juros altíssimos que a médio prazo poderiam colocar a sua viabilidade com o nível de vida actual e colocaria o euro em perigo.
Isto é , no entanto , uma coisa diferente do que dizer que NÃO há dinheiro !
Mas no vale tudo da luta pela sobrevivênvia da CS, o povo acaba por não ligar.
Outra questão é a desvalorização do euro.
O que era bom ontem , porque ajudava as exportações, é hoje um problema(esta gente não vive sem más notícias).
Mas alguém acreditava que o euro valesse mais 50% que o dolar ?
Alguém acreditava que a economia europeia valha mais 50% que a americana?
É evidente que não. E o Governo americano nada fez para valorizar o dolar como forma a dificultar as importações e a facilitar as suas exportações.
Os EEUU têm uma balança de pagamentos terceiro mundista desiquilibrada não fossem eles os maiores consumidores e portanto importadores do mundo.
Mais cedo ou mais tarde as das moedas teriam que voltar a reflectir a realidade.
A desvalorização do euro vem equilibrar os pratos da balança com vantagem para a Europa. Aliás , em bom rigôr, aos EEUU e Europa interessa a paridade como forma de colocar o real valôr e de eqilibrar as trasacções entre as duas partes.
Não meus amigos não são só os políticos que mentem aos portugueses e, por outro lado, estes "não estão para se chatear"
Mas os media continuam a primar pela incompetência, pelo alarmismo, na constante procura para audiências que lhes garanta o posto de trabalho em perigo pela redução das compras de jornais e revistas e pelas reduções das receitas de publicidade nas televisões já para não falar das novas tecnologias ( O New York Times o maior jornal dos EEUU reduziu as suas tiragens em cerca de 50% nos últimos 10 anos )
E fazem bem pela vida. Assim há uns tempos atrás, os media deram cobertura durante dias e dias denunciando mais uma tenebrosa medida do MInistério da Saúde ao retirar um centro de atendimento em Valença.
Tratou-se de um verdadeiro atentado aos direitos humanos deixando sem cuidados uma população que estava agora a 30 Km do próximo hospital (o que é aliás a distância entre a minha casa e o Francisco Xavier, mas claro os cidadãos de Valência merecem mais).
Por outro lado, a média de atendimento no referido centro era de 1,7 pessoas ao que a Comissão de Utentes desmentiu dizendo que a MINistra se tinha enganado na v´rgula e que era 17 ou 170 !
Foi denunciado a falta de sensibilidade do MInistério (ao mesmo tempo crtica-se o defice e endividamento).
Ou seja todos somos a favor das reduções das despesas do Estado , excepto quando nos toca a nós.
Esta questão levou inclusivamente uma representação dos utentes á AR e levou a que os habitantes decidissem por colocar a bandeira espanhola nas suas casas. dado que o Estado português (fraco e sem nenhuma autoridade) se disponibilizou a pagar as consultas em Espanha.
Volvidos meses, apenas um órgão da CS decidiu voltar á carga e foi a Espanha perguntar se tinha aumentado a afluência de doentes resultante do acordo estabelecido entre os 2 países e obteve como resposta que nem sequer 1 doente tinham recebido !!
Eis como este povo e esta comunicação social se empenha em lutas que não interessam nem ao menino Jesus mas que ignora aquelas essenciais ao seu futuro e dos seus filhos.
Na mesma onda ouvimos todos os dias que o endividamento da zona euro dos EEUU e do Japão leva a que não há dinheiro para sustentar as referidas economias (veja-se o que a brincar diz o filme que publicou aqui o Manel).
Ora eu, que toda a egente sabe sou burro dou por mim a perguntar:
Se os 3 mais ricos do mundo não têm dinheiro o que dizer da Namibia, Africa do Sul,Paraguai, Uruguai, Chile, Sudão, Marrocos, Egipto, Israel, Líbano, Filipinas, Indonésia, Peru , Paraguai, Bolívia porra faltam ainda mais 100 ???
E, claro , sou obrigado a responder que certamente é porque esses países não têm dívida pública, nem endividamento externo, têm superavit nos orçamentos, etc, etc etc.
Ou seja um exemplo de boa governança.
Mais a sério : se estes países se conseguem financiar como é possível que aqueles que detém mais de 1/3 do PIB mundial apesar de serem apenas 1 bilião de pessoas (o mesmo tem a India) , o não consigam ?
É claro que conseguem mas a juros altíssimos que a médio prazo poderiam colocar a sua viabilidade com o nível de vida actual e colocaria o euro em perigo.
Isto é , no entanto , uma coisa diferente do que dizer que NÃO há dinheiro !
Mas no vale tudo da luta pela sobrevivênvia da CS, o povo acaba por não ligar.
Outra questão é a desvalorização do euro.
O que era bom ontem , porque ajudava as exportações, é hoje um problema(esta gente não vive sem más notícias).
Mas alguém acreditava que o euro valesse mais 50% que o dolar ?
Alguém acreditava que a economia europeia valha mais 50% que a americana?
É evidente que não. E o Governo americano nada fez para valorizar o dolar como forma a dificultar as importações e a facilitar as suas exportações.
Os EEUU têm uma balança de pagamentos terceiro mundista desiquilibrada não fossem eles os maiores consumidores e portanto importadores do mundo.
Mais cedo ou mais tarde as das moedas teriam que voltar a reflectir a realidade.
A desvalorização do euro vem equilibrar os pratos da balança com vantagem para a Europa. Aliás , em bom rigôr, aos EEUU e Europa interessa a paridade como forma de colocar o real valôr e de eqilibrar as trasacções entre as duas partes.
Não meus amigos não são só os políticos que mentem aos portugueses e, por outro lado, estes "não estão para se chatear"
varios
Não há dúvida que o nosso amigo Manel regressou em forma com umas boas.
No futebol continuamos a ouvir (já não há pachorra) o inefável professor a perorar sobre as magnificas posssibilidades da nossa selecção. Quando estavamos relativamente contentes pela lesão do Tiago um jogador sem chama (grande negócio do Benfica que o comprou por 10 e o vendeu por 100), que após saír do Benfica tem andado aos caídos (excepto na selecção), na esperança que podíamos ter o Moutinho ou o Martins, eis que afinal tal não acontecerá.
Teremos assim uma selecção que no meio campo terá apenas um jogador criativo , o Deco , que já se encontra a preparar a reforma nas praias brasileiras e que foi suplente no Chelsea em 50% da temporada. É como por exemplo o Luís Filipe do Benfica que jogou apenas um jogo ou o Urretavyscais , idem, que também foram campeões como o Deco.
Por outro lado, com grande gaudio do Porto e Sporting noticia-se todos os dias que o Benfica vai vender para aí 5 ou 6 jogadores e, embora rico, ficará desfalcado e perderá de certeza no próximo ano.
Aliás veja-se que o Benfia na selecção só tem um jogador que certamente na mente avisada do seleccionador apenas é suplente do Duda.
Ora para mim, dado que não me será dada a hipótese de ver muitos jogos da selecção portuguesa que será eliminada logo á entrada, terei a hipótese de ver o Brasil com Luisão e Ramires, o Paraguai com Cardoso, o Uruguai com Maxi, a Argentina com Di Maria, etc, etc, etc.
Tenho portanto assegurado programa para o Mundial. Quanto a Sporting e Porto que têm mais gente na selecção não se preocupem porque nem os rapazes se vão lesionar nem estarão muito tempo em acção.
E para o ano cá estaremos para ver o magnífico Hulk e o Pongolle.
O Benfica esse de tão desfalcado só poderá aspirar a lutar pelo 3º lugar em luta acesa com Braga.
No futebol continuamos a ouvir (já não há pachorra) o inefável professor a perorar sobre as magnificas posssibilidades da nossa selecção. Quando estavamos relativamente contentes pela lesão do Tiago um jogador sem chama (grande negócio do Benfica que o comprou por 10 e o vendeu por 100), que após saír do Benfica tem andado aos caídos (excepto na selecção), na esperança que podíamos ter o Moutinho ou o Martins, eis que afinal tal não acontecerá.
Teremos assim uma selecção que no meio campo terá apenas um jogador criativo , o Deco , que já se encontra a preparar a reforma nas praias brasileiras e que foi suplente no Chelsea em 50% da temporada. É como por exemplo o Luís Filipe do Benfica que jogou apenas um jogo ou o Urretavyscais , idem, que também foram campeões como o Deco.
Por outro lado, com grande gaudio do Porto e Sporting noticia-se todos os dias que o Benfica vai vender para aí 5 ou 6 jogadores e, embora rico, ficará desfalcado e perderá de certeza no próximo ano.
Aliás veja-se que o Benfia na selecção só tem um jogador que certamente na mente avisada do seleccionador apenas é suplente do Duda.
Ora para mim, dado que não me será dada a hipótese de ver muitos jogos da selecção portuguesa que será eliminada logo á entrada, terei a hipótese de ver o Brasil com Luisão e Ramires, o Paraguai com Cardoso, o Uruguai com Maxi, a Argentina com Di Maria, etc, etc, etc.
Tenho portanto assegurado programa para o Mundial. Quanto a Sporting e Porto que têm mais gente na selecção não se preocupem porque nem os rapazes se vão lesionar nem estarão muito tempo em acção.
E para o ano cá estaremos para ver o magnífico Hulk e o Pongolle.
O Benfica esse de tão desfalcado só poderá aspirar a lutar pelo 3º lugar em luta acesa com Braga.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
que espanto
Li ontem que entre as medidas a ser tomadas pelo novo Governo inglês está o de despedir 300 000 funcionários públicos. Na Irlanda o salário dos funcionários públicos foi reduzido de 15% e em Espanha em 5% !
Aqui, pelo contrário o 1º Ministro afirmou , com o beneplácito de Passos Coelho, que o Governo tinha escolhido não sacrificar apenas uma parte dos cidadãos (os funcionarios públicos), mas pedido sacrificio a todos.
É claro que tal preocupação com a justiça social não o preocupou quando os referidos funcio~´arios têm melhores salários, estão protegidos no despedimento, têm melhores assistência na doença e melhores reformas.Nem quando deu 1 dia e meio de férias aos referidos funcionários para irem ver o Papa quando todos os outros trabalhadores foram trabalhar !
Aqui vingou como habitualmente o eleitoralismo. Nem Sócrates que vai saír em breve nem Coelho que vai entrar em breve querem "estragar" a sua verdadeira base de apoio que significa pelo menos 1/3 da população activa, leia-se dos votos! (isto apesar de constityirem quase 80% do Orçamento do Estado).
Atendendo que quer PS quer PSD não têm, como agora mais uma vez se provou, qualquer intenção de resolver o problema, podemos ver que ele se irá menter e até piorar no futuro.
Cavaco Silva, o criador do "monstro", com as famosas promoções automáticas na função pública quando era 1º MInistro, está agora perante o dilema de enviar o novo IRS ou não para o Tribunal Constitucional como fez com o casamento dos homosexuais. Quer-me parecer que desta vez, no entanto, em nome do interesse nacional se vai "esquecer" de enviar o diploma para o TC e , portanto, participar activamente na vigarice de violar a cOnstituição.
Pois e: eles quando toca a sacar ao Zé estão todos de acordo, até violar princípios constitucionais ou legais: aprovam-se novas txas sem que o diploma que as apoiam não foi sequer aprovado (e aliás como sempre se fez em governos anteriores) passando um atestado de inexistência da AR que obedientemente não chateia (PS ePSD) provando que os deputados não estão ao serviço dos cidadãos mas sim das direcções partidárias.
Depois o Governo diz que é Janeiro depois Julho depois já depois JUnho.
Quando perguntado sobre a legalidade de alterar regras do jogo durante o mesmo o Governo fecha-se em copas e Passos Coelho diz que a Administração Fiscal deve actuar de modo a que não seja anti constitucional que, como sabemos, a Administração Fiscal para fazer isso terá pura e simpelsmente que violar uma lei da republica e , para sanar a inconstitunacionalidade tem que aplicar as novas taxas apenas a 1 de Janeiro de 2011 !
No entanto quer PS quer PSD que acordaram as medidas para este ano e não se preocuparam aparentemente com o aspecto em apreço.
Entretanto, neste país em crise, no 1º trimestre venderam-se mais 87% de carros que no mesmo mês do ano anterior. Em Feveriro as agências de viagens "esgotaram" os percursos preferidos dos portugueses. Aliás as agências de viagem durante a crise cresceram mais que em anos anteriores (único negócio que não está em baixa), o Estado deu 1 dia de meio de férias aos funcionários públicos para verem o Papa e o Rock em Rio terá no final uma assistência record de 300 000 pessoas com os bilhetes mais baratos a cerca de 60 euros !
Eramos o 2º país com mais feriados na Europa, no entanto agora com este dia e meio dado pelo Estado , ultrapassámos a Itália. É bem motivo de orgulho sermos os que menos trabalhamos na Europa.
A CGTP manifesta-se, os polícias também e o mais que se verá.
Entretanto a "nossa selecção faz a habitual má figura com uma selecção que se calhar nem cabia na Liga Vitalis enquanto , por exemplo a Ingaterra, começou os treinos com outra selecção que também vai ao Mundial.
Nós agora temos Moçambique , também uma selecção de alto ranking.
Claro que , quer seleccionador, jogadores e mesmo todos os comentadores para serem políticamente correctos dizem que não se podem tirar conclusões deste jogo.
Eu digo: uma conclusão se pode tirar é que etes tipos andam a gozar com o Zé !
Ainda nada começou a sério e já estão cansados.
Aqui, pelo contrário o 1º Ministro afirmou , com o beneplácito de Passos Coelho, que o Governo tinha escolhido não sacrificar apenas uma parte dos cidadãos (os funcionarios públicos), mas pedido sacrificio a todos.
É claro que tal preocupação com a justiça social não o preocupou quando os referidos funcio~´arios têm melhores salários, estão protegidos no despedimento, têm melhores assistência na doença e melhores reformas.Nem quando deu 1 dia e meio de férias aos referidos funcionários para irem ver o Papa quando todos os outros trabalhadores foram trabalhar !
Aqui vingou como habitualmente o eleitoralismo. Nem Sócrates que vai saír em breve nem Coelho que vai entrar em breve querem "estragar" a sua verdadeira base de apoio que significa pelo menos 1/3 da população activa, leia-se dos votos! (isto apesar de constityirem quase 80% do Orçamento do Estado).
Atendendo que quer PS quer PSD não têm, como agora mais uma vez se provou, qualquer intenção de resolver o problema, podemos ver que ele se irá menter e até piorar no futuro.
Cavaco Silva, o criador do "monstro", com as famosas promoções automáticas na função pública quando era 1º MInistro, está agora perante o dilema de enviar o novo IRS ou não para o Tribunal Constitucional como fez com o casamento dos homosexuais. Quer-me parecer que desta vez, no entanto, em nome do interesse nacional se vai "esquecer" de enviar o diploma para o TC e , portanto, participar activamente na vigarice de violar a cOnstituição.
Pois e: eles quando toca a sacar ao Zé estão todos de acordo, até violar princípios constitucionais ou legais: aprovam-se novas txas sem que o diploma que as apoiam não foi sequer aprovado (e aliás como sempre se fez em governos anteriores) passando um atestado de inexistência da AR que obedientemente não chateia (PS ePSD) provando que os deputados não estão ao serviço dos cidadãos mas sim das direcções partidárias.
Depois o Governo diz que é Janeiro depois Julho depois já depois JUnho.
Quando perguntado sobre a legalidade de alterar regras do jogo durante o mesmo o Governo fecha-se em copas e Passos Coelho diz que a Administração Fiscal deve actuar de modo a que não seja anti constitucional que, como sabemos, a Administração Fiscal para fazer isso terá pura e simpelsmente que violar uma lei da republica e , para sanar a inconstitunacionalidade tem que aplicar as novas taxas apenas a 1 de Janeiro de 2011 !
No entanto quer PS quer PSD que acordaram as medidas para este ano e não se preocuparam aparentemente com o aspecto em apreço.
Entretanto, neste país em crise, no 1º trimestre venderam-se mais 87% de carros que no mesmo mês do ano anterior. Em Feveriro as agências de viagens "esgotaram" os percursos preferidos dos portugueses. Aliás as agências de viagem durante a crise cresceram mais que em anos anteriores (único negócio que não está em baixa), o Estado deu 1 dia de meio de férias aos funcionários públicos para verem o Papa e o Rock em Rio terá no final uma assistência record de 300 000 pessoas com os bilhetes mais baratos a cerca de 60 euros !
Eramos o 2º país com mais feriados na Europa, no entanto agora com este dia e meio dado pelo Estado , ultrapassámos a Itália. É bem motivo de orgulho sermos os que menos trabalhamos na Europa.
A CGTP manifesta-se, os polícias também e o mais que se verá.
Entretanto a "nossa selecção faz a habitual má figura com uma selecção que se calhar nem cabia na Liga Vitalis enquanto , por exemplo a Ingaterra, começou os treinos com outra selecção que também vai ao Mundial.
Nós agora temos Moçambique , também uma selecção de alto ranking.
Claro que , quer seleccionador, jogadores e mesmo todos os comentadores para serem políticamente correctos dizem que não se podem tirar conclusões deste jogo.
Eu digo: uma conclusão se pode tirar é que etes tipos andam a gozar com o Zé !
Ainda nada começou a sério e já estão cansados.
Comer Bem e Beber Melhor
Cá estou!
Assembleia da República - Secretário-Geral
Nomeação da licenciada Noémia da Rocha Neves Anacleto Louçã para a categoria de assessora do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda.
Tenho-me deliciado a comer e a beber; estive ausente, do blogue; não foi por zanga ou por menos respeito pelos temas abordados; foi mais a fome e a sede, que chamaram mais alto! Por vezes falta-nos o tempo!Porém, já passei a vista pelos artigos passados, dos meus queridos amigos. Grandes assuntos, sem dúvida; bons pensamentos e conclusões, nomeadamente a última que apela à "cabeça fria"; ou seja, com a devida vénia aos meus amigos keynesianos/keirosianos e/ou Kuriosianos eis o exemplo de como resolver problemas sérios do País, e, neste caso o mais sério, segundo os mais altos dignitários do regime, o desemprego ("o flagelo"). Ora vejam:
e) - FRANCISCO ANACLETO LOUÇÃ, de 49 anos de idade, portador do Bilhete de Identidade nº 4711887, emitido pelo Arquivo de Identificação de Lisboa em 6 de Abril de 1998, filho de António Seixas Louçã e de Noémia da Rocha Neves Anacleto Louçã, solteiro, professor universitário, natural de São Sebastião da Pedreira, Lisboa e residente na Avenida Duque de Loulé nº 105, 1º, Lisboa;
Despacho (extracto) n.º 5296/2010Assembleia da República - Secretário-Geral
Nomeação da licenciada Noémia da Rocha Neves Anacleto Louçã para a categoria de assessora do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda.
Para que não hajam dúvidas Juntei o Diário da República.
Despacho (extracto) n.º 5296/2010
Por despacho de 15 de Outubro de 2009 do presidente do Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda:
Licenciada Noémia da Rocha Neves Anacleto Louçã — nomeada,
nos termos do n.º 6 do artigo 46.º da Lei de Organização e Funcionamento
dos Serviços da Assembleia da República, republicada pela Lei
n.º 28/2003, de 30 de Julho, para a categoria de assessora do Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda, sem qualquer remuneração.
1 de Fevereiro de 2010. — A Secretária -Geral, Adelina Sá Carvalho.
203047263
Isto sim; medidas positivas, objectivas, que garantem a genuína continuidade da espécie, ou a continuidade das espécies genuínas, não discriminam as minorias, os inválidos - as inválidas e os inválidos, como se deve dizer -, e de certeza que teria a benzedura papal.
Espero que continuem a comer bem e a beber melhor!
Gozem os feitos da selecção; havemos de ganhar a Cabo Verde!
Mantenham-se alegres, que custa menos!
sábado, 22 de maio de 2010
Do editorial do Expresso
Fala-se sobra a confusão e pânico do Governo e diz-se: "ora o que mais se exige neste momento é cabeça fria...." e apontam-se acminhos para a poupança e depois diz-se " e há que perceber claramente que o pacote fiscal anunciado é recessivo e que vai estar em vigôr pelo menos até 2013,não contribuindo em nada para resolver os nossos problemas.... ".
Ora , digo eu, se não vai resolver em nada os nossos problemas , porque pô-lo em prática ?
Porque se diz que isto é necessário se não contribui em nada para resolver os nossos problemas ?
Não compreendo..............desculpem lá !
Ora , digo eu, se não vai resolver em nada os nossos problemas , porque pô-lo em prática ?
Porque se diz que isto é necessário se não contribui em nada para resolver os nossos problemas ?
Não compreendo..............desculpem lá !
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Síntese
Na tentativa de dar mais eficácia á nossa discussão e produção bloguista , farei as seguintes conclusões:
(a) Existe ,julgo eu ,um reconhecimento consensual entre os bloguistas que Portugal tem sido mal governado e a actual situação como outras passadas é uma prova disso mesmo.
(b) Há igualmente um consenso que devemos avançar para outro paradigma quer de carácter filosófico/económico, ou seja não depender apenas do consumo pois tal destroi os recursos do palaneta, como mais terra a terra , Portugal precisa entender que não pode gastar mais do que produz.
(c) Há igualmente um consenso generalizado entre os bloguistas que , embora os políticos tenham uma parte significaiva da culpa, também as outras elites (empresários, comunicação social, intelectuais e sindicatos) têm culpa no cartório.
Não existindo élites, concordamos também que o povo é trafulha abusando do Estado, alinhando em doenças fraudelentas, exercendo a preguiça, a falta de cidadania , deixando-se instrumentalizar por corporações que estão interessadas na manutenção de previlégios , por mais injustos que sejam, em detrimento do bem comum.
Portanto se os meus amigos concordam que estamos de acordo com estes princípios, não vale a pena falar deles quando discordamos noutros aspectos.
O que não estamos de acordo é na receita imediata para a crise:
- Eu defendo uma posição que a única forma de sairmos do atoleiro no curto prazo é com investimento público (Keynes) e não com medidas que irão AUMENTAR E NÃO DIMINUIR o defice e o endividamento público.
Sendo assim, não resolverão nada antes agravarão a situação.
- outros bloguistas defendem que não se pode fazer investimento público porque "não há dinheiro" e que o Keynes (ou o Jorge ) não se pode aplicar porque a situação é "diferente".
No entanto , até agora ninguém foi capaz de desmentir o facto de que as medidas não resolvem e até agravam o problema e não conseguiram explicar, salvo o devido respeito porque esta situação é "diferente".
_ Eu volto a defender o investimento público (que não é necessáriamente o TGV. Desde que Espanha parou nós teremos que fazer o mesmo) porque não é verdade qua não haja dinheiro: Portugal a semana passada vendeu dívida pública e até houve um rateio. Não se trata de não haver dinheiro mas sim dele ser mais caro. Os credores aproveitam as situações para aumentarem os juros e fazerem dinheiro com as dívidas soberanas. Por isso a UE autorizou o BCE a comprar dívida dos países para diminuir os efeitos dessa especulação.
Os medos da não haver empréstimos a Portugal é ridículo e apenas aceitável neste momento por razões emocionais.
Nem Marrocos , nem a Tunisia nem o Quénia ou o Zimbawe,que têm problemas muito mais graves que o pior país europeu, têm dificuldade em encontrar quem financie a divida embora a juros muito altos. Há portanto dinheiro.
O segundo argumento é que esses juros terão que ser pagos pelos portugueses.
E digo eu, então e o actual aumento de impostos não estão a ser pagos pelos mesmos ?
A diferença é que o investimento gera emprego, crescimento do PIB e mais receitas de impostos para o Estado enquanto que as actuais medidas trazem mais desemprego , menos receitas, redução do PIB, etc.
Ou seja o investimento público trará um peso para a população mas a possibilidade de crescer a economia aponta uma luz no fundo do tunel.
Pelo contrário as medidas actuais agravarão o problema, portanto não se percebe a sua bondade.
Finalmente, dizem, que a receita do Keynes/Jorge não se pode aplicar porque a situação é "diferente".
No entanto ninguém explica como é que a situação é diferente.
O Plano Marshall, os choques petrolíferos e outras situações onde se aplicou o investimento público como solução para a saída da crise ,aconteceram em ambiente de recessão, desemprego, defices e endividamentos públicos altíssimos. Em que é que esta situação é diferente ?
Quer-me parecer que somos influenciados emocionalmente pela situação e que realmente repugna que os tipos falidos e mal geridos ainda queiram aumentar a dívida .
As reacções emocionais no entanto nada têm a ver com o funcionamento da economia.
Se o maior endividamento apresentar uma saída para acrise não vejo porque não deveremos seguir a receita.
O que vejo, isso sim, e não vejo argumentos contra é que as actuais medidas terão um efeito de boomerang e ainda agravarão problema.E Também o Presidente do FMI que diz que não devemos destruir a economia para resolver o defice ou endividamento. Mais longe foi um economista canadense reconhecido mundialmente que a semana passada em Portugal disse: mais vale tramar o euro que a economia !
Se tenho razão, não devemos enveredar por este caminho pois causa sacrifícios para agravar a situação.
Se não tenho razão gostaria de saber porquê. E ficaria muito satisfeito se na~tivesse. Por um lado por razões egoístas e também porque, por uma vez, os nossos políticos se transformaram, como por encanto, de cretinos em inteligentes.
Espero que concordem com esta síntese .
Desculpem qualquer coisinha !
(a) Existe ,julgo eu ,um reconhecimento consensual entre os bloguistas que Portugal tem sido mal governado e a actual situação como outras passadas é uma prova disso mesmo.
(b) Há igualmente um consenso que devemos avançar para outro paradigma quer de carácter filosófico/económico, ou seja não depender apenas do consumo pois tal destroi os recursos do palaneta, como mais terra a terra , Portugal precisa entender que não pode gastar mais do que produz.
(c) Há igualmente um consenso generalizado entre os bloguistas que , embora os políticos tenham uma parte significaiva da culpa, também as outras elites (empresários, comunicação social, intelectuais e sindicatos) têm culpa no cartório.
Não existindo élites, concordamos também que o povo é trafulha abusando do Estado, alinhando em doenças fraudelentas, exercendo a preguiça, a falta de cidadania , deixando-se instrumentalizar por corporações que estão interessadas na manutenção de previlégios , por mais injustos que sejam, em detrimento do bem comum.
Portanto se os meus amigos concordam que estamos de acordo com estes princípios, não vale a pena falar deles quando discordamos noutros aspectos.
O que não estamos de acordo é na receita imediata para a crise:
- Eu defendo uma posição que a única forma de sairmos do atoleiro no curto prazo é com investimento público (Keynes) e não com medidas que irão AUMENTAR E NÃO DIMINUIR o defice e o endividamento público.
Sendo assim, não resolverão nada antes agravarão a situação.
- outros bloguistas defendem que não se pode fazer investimento público porque "não há dinheiro" e que o Keynes (ou o Jorge ) não se pode aplicar porque a situação é "diferente".
No entanto , até agora ninguém foi capaz de desmentir o facto de que as medidas não resolvem e até agravam o problema e não conseguiram explicar, salvo o devido respeito porque esta situação é "diferente".
_ Eu volto a defender o investimento público (que não é necessáriamente o TGV. Desde que Espanha parou nós teremos que fazer o mesmo) porque não é verdade qua não haja dinheiro: Portugal a semana passada vendeu dívida pública e até houve um rateio. Não se trata de não haver dinheiro mas sim dele ser mais caro. Os credores aproveitam as situações para aumentarem os juros e fazerem dinheiro com as dívidas soberanas. Por isso a UE autorizou o BCE a comprar dívida dos países para diminuir os efeitos dessa especulação.
Os medos da não haver empréstimos a Portugal é ridículo e apenas aceitável neste momento por razões emocionais.
Nem Marrocos , nem a Tunisia nem o Quénia ou o Zimbawe,que têm problemas muito mais graves que o pior país europeu, têm dificuldade em encontrar quem financie a divida embora a juros muito altos. Há portanto dinheiro.
O segundo argumento é que esses juros terão que ser pagos pelos portugueses.
E digo eu, então e o actual aumento de impostos não estão a ser pagos pelos mesmos ?
A diferença é que o investimento gera emprego, crescimento do PIB e mais receitas de impostos para o Estado enquanto que as actuais medidas trazem mais desemprego , menos receitas, redução do PIB, etc.
Ou seja o investimento público trará um peso para a população mas a possibilidade de crescer a economia aponta uma luz no fundo do tunel.
Pelo contrário as medidas actuais agravarão o problema, portanto não se percebe a sua bondade.
Finalmente, dizem, que a receita do Keynes/Jorge não se pode aplicar porque a situação é "diferente".
No entanto ninguém explica como é que a situação é diferente.
O Plano Marshall, os choques petrolíferos e outras situações onde se aplicou o investimento público como solução para a saída da crise ,aconteceram em ambiente de recessão, desemprego, defices e endividamentos públicos altíssimos. Em que é que esta situação é diferente ?
Quer-me parecer que somos influenciados emocionalmente pela situação e que realmente repugna que os tipos falidos e mal geridos ainda queiram aumentar a dívida .
As reacções emocionais no entanto nada têm a ver com o funcionamento da economia.
Se o maior endividamento apresentar uma saída para acrise não vejo porque não deveremos seguir a receita.
O que vejo, isso sim, e não vejo argumentos contra é que as actuais medidas terão um efeito de boomerang e ainda agravarão problema.E Também o Presidente do FMI que diz que não devemos destruir a economia para resolver o defice ou endividamento. Mais longe foi um economista canadense reconhecido mundialmente que a semana passada em Portugal disse: mais vale tramar o euro que a economia !
Se tenho razão, não devemos enveredar por este caminho pois causa sacrifícios para agravar a situação.
Se não tenho razão gostaria de saber porquê. E ficaria muito satisfeito se na~tivesse. Por um lado por razões egoístas e também porque, por uma vez, os nossos políticos se transformaram, como por encanto, de cretinos em inteligentes.
Espero que concordem com esta síntese .
Desculpem qualquer coisinha !
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Confusão!
Li melhor o artigo que enviuou o Zé e acrescento o seguinte
(A) Relativamente a culpar a situação actual ás pressões de especuladores, não me parece que haja alguém que defenda tal com seriedade. Todos sabemos que a situação +e devida á incompetência e até má fé das nossas elites em particular dos políticos que dirigem o país.Recomendo a leitura das pags 192 e seguintes do meu livro.
Existem presões que agravaram a situação mas só resultam porque há problemas estruturais qua não resolvemos nomeadamente 1 milhão de funcionários públicos o dobro da Espanha e 7 vezes mais que a Alemanha)
Ninguém me ouviu dizer que o defice é aceitável, pelo contrário ando há anos a pregar , incluindo neste forum que precisamos de um novo paradigma e que não se resolverá o problema do defica enquanto tivermos ests "monstro".
Não enfio, portanto, o barrete.
(B) Afirmar portanto que o defice do Estado deverá descer é uma verdade do Sr de Lapalisse.
(C) Considerar no entanto que em 2016 se poderá ter um Estado sem defice parece-me um desejo legítimo mas uma impossibilidade prática:
1ª Se quase 80% da despesa do Estado é de salários coma função pública e nas prestações sociais como é isso possível ?
Podía-se pura e simplesmente acabar com as o grosso das prestações sociais em teoria, no entanto parece-me que a população o não aceitaria nem faz parte do ADN do estado providência : Seria possível em ditadura não é possível em democracia!
2ª Mesno que se despedissem meio milhão de trabalhadores da função ública, para ficarmos ao mesmo nível da Espanha, o Estado não é como uma empresa privada que ao despedir trabalhadores elimina efectivamente as suas despesas. O Estado pelo contrário teria que pagar subsídios de desemprego. E ficaríamos assim com 1 milhão de desempregados ! Julga o douto professor que tal seja possível sem uma situação social brutal e explosiva que pusesse em causa a manutenção do funcionamento das instituições ?
Não vejo assim como se poderia ter a curto prazo um Estado sem defice, isto nem a Alemanha !
Isto apesar de , no campo dos princípios estar totalmente de acordo com o senhor.
Portanto embora concorde com as permissas do douto professor, não acredito que , na prática,infelizmente, seja possível atingir no curto prazo o seu desejo.
3ª Para dizer a verdade estou já muito cansado daqueles que atribuem TODAS as responsabilidades aos dirigentes políticos. E os empresários, por exemplo onde estão ?
Ontem propuzeram a redução da despesa do Estado eliminando Departamentos inúteis. Sem dúvida que se deveria fazer isso mas primeiro é preciso alterar a constituição para despedir os funcionários (e não vi nenhuma força política defender tal aleivosia) e depois mantinha-se o pagamento de subsídio de desemprego, logo havia diminuição da despesa e não como defende a CIP, eliminação de despesa.
E onde está a nossa Academia? Nem para questões de caracter pratico é possível estabelecer um consenso nacional (exemplo :onde construír o aeroporto de Lisboa).
Onde estão os sindicatos como interlocutores importantes em lugar de organizações irresponsáveis servindo o partido que os domina?
Onde é que estão os eleitores que se deixem enredar nas canções de embalar ou então utilizando a bem portuguesa máxima: "não estou para me chatear " (experimentem traduzir esta máxima para inglês e francês e verão que não conseguem !) e que são responsáveis por 40% das baixas fraudelentas por doença ?
Em conclusão ,a minha questão não é reconhecer que é nossa culpa e sobretudo dos políticos o defice e o endividamnento. Nem sequer reconhecer que Portugal tem que alinhar por um outro paradigama(viver de acordo com o que produz).Não vale a pena bbater mais nesta tecla estamos todos de acordo.
A questão ,insisto, é que as medidas tomads não irão resolver a questão antes pelo contrário vão agravá-la e que estas medidas não apontam para um novo paradigma pelo contrário é mais do mesmo : não resolver a s causas verdadeiras e ainda piorar a situação.ESTA É QUE É A QUESTÃO e infelizmente não vejo ninguém ter argumantos para discordar dela.
Salvo o devido respeito !
(A) Relativamente a culpar a situação actual ás pressões de especuladores, não me parece que haja alguém que defenda tal com seriedade. Todos sabemos que a situação +e devida á incompetência e até má fé das nossas elites em particular dos políticos que dirigem o país.Recomendo a leitura das pags 192 e seguintes do meu livro.
Existem presões que agravaram a situação mas só resultam porque há problemas estruturais qua não resolvemos nomeadamente 1 milhão de funcionários públicos o dobro da Espanha e 7 vezes mais que a Alemanha)
Ninguém me ouviu dizer que o defice é aceitável, pelo contrário ando há anos a pregar , incluindo neste forum que precisamos de um novo paradigma e que não se resolverá o problema do defica enquanto tivermos ests "monstro".
Não enfio, portanto, o barrete.
(B) Afirmar portanto que o defice do Estado deverá descer é uma verdade do Sr de Lapalisse.
(C) Considerar no entanto que em 2016 se poderá ter um Estado sem defice parece-me um desejo legítimo mas uma impossibilidade prática:
1ª Se quase 80% da despesa do Estado é de salários coma função pública e nas prestações sociais como é isso possível ?
Podía-se pura e simplesmente acabar com as o grosso das prestações sociais em teoria, no entanto parece-me que a população o não aceitaria nem faz parte do ADN do estado providência : Seria possível em ditadura não é possível em democracia!
2ª Mesno que se despedissem meio milhão de trabalhadores da função ública, para ficarmos ao mesmo nível da Espanha, o Estado não é como uma empresa privada que ao despedir trabalhadores elimina efectivamente as suas despesas. O Estado pelo contrário teria que pagar subsídios de desemprego. E ficaríamos assim com 1 milhão de desempregados ! Julga o douto professor que tal seja possível sem uma situação social brutal e explosiva que pusesse em causa a manutenção do funcionamento das instituições ?
Não vejo assim como se poderia ter a curto prazo um Estado sem defice, isto nem a Alemanha !
Isto apesar de , no campo dos princípios estar totalmente de acordo com o senhor.
Portanto embora concorde com as permissas do douto professor, não acredito que , na prática,infelizmente, seja possível atingir no curto prazo o seu desejo.
3ª Para dizer a verdade estou já muito cansado daqueles que atribuem TODAS as responsabilidades aos dirigentes políticos. E os empresários, por exemplo onde estão ?
Ontem propuzeram a redução da despesa do Estado eliminando Departamentos inúteis. Sem dúvida que se deveria fazer isso mas primeiro é preciso alterar a constituição para despedir os funcionários (e não vi nenhuma força política defender tal aleivosia) e depois mantinha-se o pagamento de subsídio de desemprego, logo havia diminuição da despesa e não como defende a CIP, eliminação de despesa.
E onde está a nossa Academia? Nem para questões de caracter pratico é possível estabelecer um consenso nacional (exemplo :onde construír o aeroporto de Lisboa).
Onde estão os sindicatos como interlocutores importantes em lugar de organizações irresponsáveis servindo o partido que os domina?
Onde é que estão os eleitores que se deixem enredar nas canções de embalar ou então utilizando a bem portuguesa máxima: "não estou para me chatear " (experimentem traduzir esta máxima para inglês e francês e verão que não conseguem !) e que são responsáveis por 40% das baixas fraudelentas por doença ?
Em conclusão ,a minha questão não é reconhecer que é nossa culpa e sobretudo dos políticos o defice e o endividamnento. Nem sequer reconhecer que Portugal tem que alinhar por um outro paradigama(viver de acordo com o que produz).Não vale a pena bbater mais nesta tecla estamos todos de acordo.
A questão ,insisto, é que as medidas tomads não irão resolver a questão antes pelo contrário vão agravá-la e que estas medidas não apontam para um novo paradigma pelo contrário é mais do mesmo : não resolver a s causas verdadeiras e ainda piorar a situação.ESTA É QUE É A QUESTÃO e infelizmente não vejo ninguém ter argumantos para discordar dela.
Salvo o devido respeito !
Com o devido respeito
Aproveito para apresentar uma conclusão de Dominique Strass Kahn, Presidente do FMI sobre a situação na Europa.
Diz ele que não acredita que o euro esteja liquidado. Por outro lado, reconhece que a UE não está a funcionar ao nível do decision making, disparando em todas as direcções. Atribui a falta de confiança do mercado ao facto das medidas para combater o endividamento levem ,pelo contrário a mais endividamento. " Temos que lutar contra o défice mas não podemos exagerar, senão acabamos com a economia" !
O Prof Daniel do Amaral publica um estudo no Económico em que indica que o endividamento externo aumentará com estas medidas de 77% para 87%. Adianta ainda ainda que o PIB irá decerscer 13 pontos.
Isto utilizando os dados do MInistério das Finanças e do Banco de Portugal.
Diz ele que a nossa economia depende de 3 factores: o investimento publico e privado, as exportações, e o consumo.
Quanto ao primeiro não existe, quanto ao 2º não parece que os nossos clientes estejam tão bem ~que permitam o seu aumento, quanto ao terceiro irá reduzir-se.
Finalmente o Governo informa que gastou menos que o orçamentado na despesa primária sendo 99% devido a corte a investimentos. Ou seja o "monstro" mantém-se mas corta-se nas despesas que supostamente deveriam ser mantidas para dinamizar a economia.
Ao não se atacar o verdadeiro problema não se vai certamente resolvê-lo .
Estes dados não são opiniões são factos.
Continuo a insistir: reconhecendo-se a necessidade de reduzir o defice e o endividamento, a reacção "histérica" da UE levou a um conjunto de decis~ºoes que, além de não resolverem o problema, o agravam.
E os mercados , esses malandros ,em vez de fiacrem satisfeitos com as acções da UE, não descolam porque não acreditam nestas soluções!
Estou com eles !
Sou daqueles que acreditam que em certas alturas é necessário fazer sacrifícios para resolver os problemas. Aliás os portugueses há muito que vivem acima das suas possibilidades. No entanto, repito, não acredito e pelos vistos não acredita muita gente com responsabilidades globais (ex o Director do FMI) que esses sacrif´cios produzam quaisquer consequ^ncias positivas para resolver os problemas antes pelo contrário contribuirão para os piorarem !
Diz ele que não acredita que o euro esteja liquidado. Por outro lado, reconhece que a UE não está a funcionar ao nível do decision making, disparando em todas as direcções. Atribui a falta de confiança do mercado ao facto das medidas para combater o endividamento levem ,pelo contrário a mais endividamento. " Temos que lutar contra o défice mas não podemos exagerar, senão acabamos com a economia" !
O Prof Daniel do Amaral publica um estudo no Económico em que indica que o endividamento externo aumentará com estas medidas de 77% para 87%. Adianta ainda ainda que o PIB irá decerscer 13 pontos.
Isto utilizando os dados do MInistério das Finanças e do Banco de Portugal.
Diz ele que a nossa economia depende de 3 factores: o investimento publico e privado, as exportações, e o consumo.
Quanto ao primeiro não existe, quanto ao 2º não parece que os nossos clientes estejam tão bem ~que permitam o seu aumento, quanto ao terceiro irá reduzir-se.
Finalmente o Governo informa que gastou menos que o orçamentado na despesa primária sendo 99% devido a corte a investimentos. Ou seja o "monstro" mantém-se mas corta-se nas despesas que supostamente deveriam ser mantidas para dinamizar a economia.
Ao não se atacar o verdadeiro problema não se vai certamente resolvê-lo .
Estes dados não são opiniões são factos.
Continuo a insistir: reconhecendo-se a necessidade de reduzir o defice e o endividamento, a reacção "histérica" da UE levou a um conjunto de decis~ºoes que, além de não resolverem o problema, o agravam.
E os mercados , esses malandros ,em vez de fiacrem satisfeitos com as acções da UE, não descolam porque não acreditam nestas soluções!
Estou com eles !
Sou daqueles que acreditam que em certas alturas é necessário fazer sacrifícios para resolver os problemas. Aliás os portugueses há muito que vivem acima das suas possibilidades. No entanto, repito, não acredito e pelos vistos não acredita muita gente com responsabilidades globais (ex o Director do FMI) que esses sacrif´cios produzam quaisquer consequ^ncias positivas para resolver os problemas antes pelo contrário contribuirão para os piorarem !
Para reflectir....
Com o devido respeito,permito-me juntar m artigo de opiniao do Prof. Alvaro Santos Pereira,publicado no Jornal de Negócios de hoje,que serve para ajudar â reflexao sobre a actual situaçao económica...
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Défice zero até 2016
Álvaro SantosPereira
Apesar de a turbulência das últimas semanas ter sido, em parte, causada pelo efeito de contágio da crise grega, bem como graças à inexplicável indecisão da Europa durante vários meses, tentar imputar as culpas principais do nosso mal-estar à crise do euro, à crise internacional ou à cegueira dos especuladores é simplesmente falso.
A verdade é que quem criou os desequilíbrios das finanças públicas nacionais não foram os especuladores, mas sim os governos portugueses. Quem andou anos a fio a desorçamentar despesas foram os governos nacionais (com especial incidência para o actual governo), e não os malvados dos alemães que tiveram a insolência de conter os seus próprios salários para se tornarem mais competitivos. Quem insistiu na irresponsabilidade de aprovar dezenas de parcerias público-privadas que terão que ser pagas pelos governos e contribuintes futuros foram os nossos governos, e não os malditos dos gregos que nos fizeram importar uma crise que não tínhamos pedido. E quem contribuiu para a perda da soberania económica que acabámos de sofrer foi a irresponsabilidade do actual governo, que dissimulou e adiou o pagamento dos seus investimentos, que subiu salários acima do que era prudente, e que andou semanas a assobiar para o lado e a alvitrar contra os especuladores quando era por demais evidente que tanto o Orçamento de Estado como o PEC ficavam muito aquém do que era necessário para desviar as atenções dos mercados sobre nós.
Por outras palavras, o mal-estar que hoje vivemos é, acima de tudo, resultado do irrealismo e da irresponsabilidade das políticas económicas dos últimos anos.
Dito isto, a grande questão que se nos coloca é: como evitar que esta situação se repita? O que é que podemos fazer para não sofremos a ignominia das últimas semanas?
Pessoalmente, penso que a única forma de readquirir a soberania económica que acabámos de hipotecar a Bruxelas e a Berlim, e a única de maneira de tentar evitar um novo ataque especulativo, é, de uma vez por todas, pôr as contas públicas em ordem e acabar com o excessivo despesismo do Estado. Mais concretamente, penso que uma das primeiras medidas anunciadas pelo próximo governo deveria ser o objectivo do défice zero até 2016. Porquê? Porque um governo que anuncie tal objectivo sinalizaria aos mercados financeiros que os tempos da irresponsabilidade fiscal acabaram e que, daqui para a frente, o Estado português irá finalmente atacar os problemas estruturais das nossas contas públicas.
E apesar de nenhum governo do período democrático ter atingido tal objectivo (bem longe disso), a verdade é que os dividendos políticos e eleitorais a retirar por um governo que atingisse o equilíbrio orçamental seriam certamente consideráveis.
Neste sentido, assumindo que os actuais objectivos de consolidação orçamental sejam cumpridos, e o défice orçamental esteja abaixo dos 3% em 2013, não há razão nenhuma para que o próximo governo não atinja um objectivo de défice zero até 2016.
Um défice zero até 2016 é possível, é desejável para reassumirmos as rédeas da nossa soberania económica, e faz todo o sentido numa estratégia de emagrecimento do nosso Estado excessivamente despesista. Um défice zero até 2016 seria igualmente um sintoma de boa gestão macroeconómica, bem como um óptimo sinal de responsabilidade para os investidores nacionais e estrangeiros. E, contrariamente ao que se pensa entre nós, o equilíbrio orçamental não tem que ser recessivo. Bem pelo contrario. Há inúmeros exemplos de países em que o objectivo de défice zero foi acompanhado de um forte desempenho económico.
Por isso, se o próximo governo ambicionar realmente mudar o rumo do país e inverter a insustentável trajectória da política económica actual, então o melhor que tem que fazer é anunciar o objectivo défice zero até 2016. Maior sinal de mudança não haveria.
Professor na Simon Frasier University
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Défice zero até 2016
Álvaro SantosPereira
Apesar de a turbulência das últimas semanas ter sido, em parte, causada pelo efeito de contágio da crise grega, bem como graças à inexplicável indecisão da Europa durante vários meses, tentar imputar as culpas principais do nosso mal-estar à crise do euro, à crise internacional ou à cegueira dos especuladores é simplesmente falso.
A verdade é que quem criou os desequilíbrios das finanças públicas nacionais não foram os especuladores, mas sim os governos portugueses. Quem andou anos a fio a desorçamentar despesas foram os governos nacionais (com especial incidência para o actual governo), e não os malvados dos alemães que tiveram a insolência de conter os seus próprios salários para se tornarem mais competitivos. Quem insistiu na irresponsabilidade de aprovar dezenas de parcerias público-privadas que terão que ser pagas pelos governos e contribuintes futuros foram os nossos governos, e não os malditos dos gregos que nos fizeram importar uma crise que não tínhamos pedido. E quem contribuiu para a perda da soberania económica que acabámos de sofrer foi a irresponsabilidade do actual governo, que dissimulou e adiou o pagamento dos seus investimentos, que subiu salários acima do que era prudente, e que andou semanas a assobiar para o lado e a alvitrar contra os especuladores quando era por demais evidente que tanto o Orçamento de Estado como o PEC ficavam muito aquém do que era necessário para desviar as atenções dos mercados sobre nós.
Por outras palavras, o mal-estar que hoje vivemos é, acima de tudo, resultado do irrealismo e da irresponsabilidade das políticas económicas dos últimos anos.
Dito isto, a grande questão que se nos coloca é: como evitar que esta situação se repita? O que é que podemos fazer para não sofremos a ignominia das últimas semanas?
Pessoalmente, penso que a única forma de readquirir a soberania económica que acabámos de hipotecar a Bruxelas e a Berlim, e a única de maneira de tentar evitar um novo ataque especulativo, é, de uma vez por todas, pôr as contas públicas em ordem e acabar com o excessivo despesismo do Estado. Mais concretamente, penso que uma das primeiras medidas anunciadas pelo próximo governo deveria ser o objectivo do défice zero até 2016. Porquê? Porque um governo que anuncie tal objectivo sinalizaria aos mercados financeiros que os tempos da irresponsabilidade fiscal acabaram e que, daqui para a frente, o Estado português irá finalmente atacar os problemas estruturais das nossas contas públicas.
E apesar de nenhum governo do período democrático ter atingido tal objectivo (bem longe disso), a verdade é que os dividendos políticos e eleitorais a retirar por um governo que atingisse o equilíbrio orçamental seriam certamente consideráveis.
Neste sentido, assumindo que os actuais objectivos de consolidação orçamental sejam cumpridos, e o défice orçamental esteja abaixo dos 3% em 2013, não há razão nenhuma para que o próximo governo não atinja um objectivo de défice zero até 2016.
Um défice zero até 2016 é possível, é desejável para reassumirmos as rédeas da nossa soberania económica, e faz todo o sentido numa estratégia de emagrecimento do nosso Estado excessivamente despesista. Um défice zero até 2016 seria igualmente um sintoma de boa gestão macroeconómica, bem como um óptimo sinal de responsabilidade para os investidores nacionais e estrangeiros. E, contrariamente ao que se pensa entre nós, o equilíbrio orçamental não tem que ser recessivo. Bem pelo contrario. Há inúmeros exemplos de países em que o objectivo de défice zero foi acompanhado de um forte desempenho económico.
Por isso, se o próximo governo ambicionar realmente mudar o rumo do país e inverter a insustentável trajectória da política económica actual, então o melhor que tem que fazer é anunciar o objectivo défice zero até 2016. Maior sinal de mudança não haveria.
Professor na Simon Frasier University
Líderes ?
Já asbemos que temos maus líderes mas o pior de tudo é não termos nenhuns !
O Governo anuncia o TGV no Poceirão e o cancelamento das outras obras públicas mas depois informa que a 3ª ponte se mantém apenas um pouco atrasada mas que sim mas que não, etc, anuncia impostos sobre as mais valias mas não esclarece se é retoactivo ou não, aumenta os impostos mas um secretário de estado diz que é retroactivo o PM diz que não, os lideres sindicais dizem que as medidas são injustas mas não apresentam alternativas como é habitual , o Presidente da CIP diz que os empresários precisam de saber como vai evoluir a economia do país sen~ºao não podem planear as sua actividades,etc, etc etc.
Entretanto o euro continua a caír e as bolsas estão em crise temendo pelos efeitos devastadores para a economia das medidas que foram tomadas para a estimular....
Enfim boas prespectivas. Vamo-nos entretendo com as putativas aquisições do Banfica, Sporting e Porto
O Governo anuncia o TGV no Poceirão e o cancelamento das outras obras públicas mas depois informa que a 3ª ponte se mantém apenas um pouco atrasada mas que sim mas que não, etc, anuncia impostos sobre as mais valias mas não esclarece se é retoactivo ou não, aumenta os impostos mas um secretário de estado diz que é retroactivo o PM diz que não, os lideres sindicais dizem que as medidas são injustas mas não apresentam alternativas como é habitual , o Presidente da CIP diz que os empresários precisam de saber como vai evoluir a economia do país sen~ºao não podem planear as sua actividades,etc, etc etc.
Entretanto o euro continua a caír e as bolsas estão em crise temendo pelos efeitos devastadores para a economia das medidas que foram tomadas para a estimular....
Enfim boas prespectivas. Vamo-nos entretendo com as putativas aquisições do Banfica, Sporting e Porto
terça-feira, 18 de maio de 2010
Sócrates/Passos Coelho
Creio que todos concordamos que o actual Governo perdeu o seu prazo de validade.
E , em parte por razões conjunturais e em parte por culpas próprias.
Claro que este governo padece de todos os males da nossa democracia, assim como todos os outros antes dele: nepotismo, clientelismo,etc.
Considero, no entanto que os 3 primeiros anos do governo Sócrates foram provávelmente o melhor que tivemos a seguir a Abril: consolidou-se as finanças públicas para um record de 2,3%, saiu-se da recessão e pos-se a economia a crescer, reformou-se a Previdência Social , desenvolveu-se um plano energético (hoje o consumo de 45% é de energias alternativas a fósseis) e afrontaram-se as corparações que há longo tempo paralizam a vida do país.
Tudo isto e pela primeira vez depois de 25 de Abril, cumprindo as metas orçamentais definidas pela AR e sem necessitar de qualquer Orçamento rectificativo.
Tudo corria bem até que no último ano o Governo começou a meter água porque a sua aptência pela menutenção ao poder , o levou a errar:
Primeiro aumentou os funcionários publicos em mais 2,9% apesar da inflaçao ser inferior a 2% , apesar de 75% do Orçamento do Estado ser com salários e prestações sociais !
A sede de poder, mais uma vez prevaleceu e passou a valer tudo.
O Governo começou a andar para trás na luta contra as corporações (embora mantivesse corajosamente a sua luta contra os professores),etc.
Depois veio a crise inesperada e seguiu a receita de todoa os governos do mundo despejando dinheiro na economia.Também convinha para as eleições e , em vez de 8% de defice como estava no orçamento, acbou em mais de 9% (um governo que sempre controlou os gastos públicos não necessitando de qualquer orçamento rectificativo, não exitou em exced^-lo para tentar minimizar a crise e assim amnter o poder nas eeições).
Nessa altura pensou , e certamente bem, que atendendo á extenção da crise, a UE permitiria que a consolodação se fizesse gradualmente sem dôr.
No entanto em virtude de factores externos ,a UE viu-se obrigada a endurecer a sua posição em virtude do ataque ao euro e aqui estamos!
Eis como um Governo que começa bem, atraído pela necessidade de políticas eleitorais para se manter no poder, acaba por saír pela esquerda baixa.
Baixa foi também o papel da oposição sem alternativas credíveis e alinhando na onda das corpaorações descontentes. Tal , no entanto, é outra das péssimas caracteristicas da democracia portuguesa seja qual for a opsição.
Será Passos Coelho o novo 1º MInistro. Até agora tem causado boa impressão e tem tido decisões acertadas. Certamente que o habitual nepotismo e clientelismo continuará, mas esperemos que ao menos seja competente, para variar.
E , em parte por razões conjunturais e em parte por culpas próprias.
Claro que este governo padece de todos os males da nossa democracia, assim como todos os outros antes dele: nepotismo, clientelismo,etc.
Considero, no entanto que os 3 primeiros anos do governo Sócrates foram provávelmente o melhor que tivemos a seguir a Abril: consolidou-se as finanças públicas para um record de 2,3%, saiu-se da recessão e pos-se a economia a crescer, reformou-se a Previdência Social , desenvolveu-se um plano energético (hoje o consumo de 45% é de energias alternativas a fósseis) e afrontaram-se as corparações que há longo tempo paralizam a vida do país.
Tudo isto e pela primeira vez depois de 25 de Abril, cumprindo as metas orçamentais definidas pela AR e sem necessitar de qualquer Orçamento rectificativo.
Tudo corria bem até que no último ano o Governo começou a meter água porque a sua aptência pela menutenção ao poder , o levou a errar:
Primeiro aumentou os funcionários publicos em mais 2,9% apesar da inflaçao ser inferior a 2% , apesar de 75% do Orçamento do Estado ser com salários e prestações sociais !
A sede de poder, mais uma vez prevaleceu e passou a valer tudo.
O Governo começou a andar para trás na luta contra as corporações (embora mantivesse corajosamente a sua luta contra os professores),etc.
Depois veio a crise inesperada e seguiu a receita de todoa os governos do mundo despejando dinheiro na economia.Também convinha para as eleições e , em vez de 8% de defice como estava no orçamento, acbou em mais de 9% (um governo que sempre controlou os gastos públicos não necessitando de qualquer orçamento rectificativo, não exitou em exced^-lo para tentar minimizar a crise e assim amnter o poder nas eeições).
Nessa altura pensou , e certamente bem, que atendendo á extenção da crise, a UE permitiria que a consolodação se fizesse gradualmente sem dôr.
No entanto em virtude de factores externos ,a UE viu-se obrigada a endurecer a sua posição em virtude do ataque ao euro e aqui estamos!
Eis como um Governo que começa bem, atraído pela necessidade de políticas eleitorais para se manter no poder, acaba por saír pela esquerda baixa.
Baixa foi também o papel da oposição sem alternativas credíveis e alinhando na onda das corpaorações descontentes. Tal , no entanto, é outra das péssimas caracteristicas da democracia portuguesa seja qual for a opsição.
Será Passos Coelho o novo 1º MInistro. Até agora tem causado boa impressão e tem tido decisões acertadas. Certamente que o habitual nepotismo e clientelismo continuará, mas esperemos que ao menos seja competente, para variar.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
O acmpeonato do mundo de futebol
Se os portugueses ( a maioria) tiveram uma excelente notícia com a vitória do Benfica no meio das desgraças nacionais, parece que a selecção não vai oferecer alegria semelhante.
Mas antes devo dar os parabéns ao FCP pela excelente vitória sobre o perigoso Chaves e , também , ao Bruno Alves que além de ter oferecido um golo ao adversário decidiu "arrear" a cotovelada da ordem excepto que, desta vez, o árbitro não esteve pelos ajustes. Com esta exibição, a coisa promete para o Mundial. Também devo saudar o categorizado Hulk que desde que chegou das férias tem sido um jogador decisivo a ponto de ter conseguido em mais de 20 jogos no campeonato marcar tantos golos como o Weldon em 4 !!
Saudar finalmente o Domingos pelo excelente percurso no campeonato e também pela falta de fair play ao não estar convencido com a vitória do Benfica. Claro que se esqueceu que nos 2 jogos com o Marítimo , Guimarães e outros a sua vitória só foi possível graças á prestimosa ajuda do sr árbitro!
Relativamente á Taça , á Europa e á Liga, apanhou poucas !
Ainda afirmar que a sua permanência no Braga não parece ser uma boa solução.
Difícilmente quer Benfica, Sporting ou Porto permitirão uma classificação como a que obteve este ano , portanto a partir de agora será sempre a descer !
Mas vamos ao Qeuiroz.
Desde já afirmo , aos costumes, que não gosto do homem.
É vaidoso, não aceita bem as criticas, é arrogante, quando perde começa a espingardar em todas as direcções descartando culpas próprias e no seu curriculum além das vitórias passadas em campeonatos de miudos, não consta qualquer vitória !
É no entanto um indivíduo esperto pois foi capaz de impor á federação um contrato idêntico ao que tinha como Ajunto no Manchester United!
Ora, apesar disso o homem é famoso pelo seu espírito de organização.
Não foi o que pareceu: primeiro escolheu 50 jogadores, depois, com pompa e circunstância, apontou para 23 , finalmente aumentou para 30 incluindo um jogador que não estava sequer nos 1ºs 50!!
As escolhas são sempre discutíveis mas quer-me parecer que algumas ninguém percebeu.
Para 2º guarda redes em vez de escolher Quim o menos batido e até o guarda reders do Sporting escolheu 2 elementos que são suplentes no seu clube e que fizeram apenas 11 e 13 jogos!
Depois, quanto ao meio campo seleccionou o Zé Castro ! e deixou de fora o Moutinho e o Martins!
Dizem alguns que o Moutinho fez uma má época e que o Martins não joga 90 m , como explicação.
Bom , se é assim, então temos que considerar que o Deco fez uma péssima época, o Pepe não joga há meses e o Carvalho tem estado lesionado e perdeu a titularidade no Chelsea.
E que dizer de Meireles , todos lhe apontam a pior época de sempre desde que está no Porto, o Rolando o Alves , etc? Estes tiveram uma boa época ?
Toda a gente percebeu que o Deco chegou ao fim, ele próprio quer ir para o Brasil a banhos. Contudo, é o único criativo no meio campo cheio de defesas centrais!
E o que dizer do Nuno Assis com uma época portentosa e espectacular (se jogasse assim no Benfica ainda lá estava), não o viu o exmo seleccionador.
Vamos jogar com 10 defesas e com 4X3X3 embora não tenhamos qualquer pona de lança de raíz.
E que dizer da não convocação do Makukula, o melhor marcador na Turquia, em detrimento do cepo Hugo Almeida rapaz trabalhador que é suplente no Bremen e que marcou apenas 7 golos?
Parece-me portanto que não será desta vez que conseguiremos passar sequer da fase de grupos, a ajuizar pelo que aconteceu na fase de qualificação. Não se aprendeu com os erros, portanto muito difícilmente iremos lá !!!
Mas antes devo dar os parabéns ao FCP pela excelente vitória sobre o perigoso Chaves e , também , ao Bruno Alves que além de ter oferecido um golo ao adversário decidiu "arrear" a cotovelada da ordem excepto que, desta vez, o árbitro não esteve pelos ajustes. Com esta exibição, a coisa promete para o Mundial. Também devo saudar o categorizado Hulk que desde que chegou das férias tem sido um jogador decisivo a ponto de ter conseguido em mais de 20 jogos no campeonato marcar tantos golos como o Weldon em 4 !!
Saudar finalmente o Domingos pelo excelente percurso no campeonato e também pela falta de fair play ao não estar convencido com a vitória do Benfica. Claro que se esqueceu que nos 2 jogos com o Marítimo , Guimarães e outros a sua vitória só foi possível graças á prestimosa ajuda do sr árbitro!
Relativamente á Taça , á Europa e á Liga, apanhou poucas !
Ainda afirmar que a sua permanência no Braga não parece ser uma boa solução.
Difícilmente quer Benfica, Sporting ou Porto permitirão uma classificação como a que obteve este ano , portanto a partir de agora será sempre a descer !
Mas vamos ao Qeuiroz.
Desde já afirmo , aos costumes, que não gosto do homem.
É vaidoso, não aceita bem as criticas, é arrogante, quando perde começa a espingardar em todas as direcções descartando culpas próprias e no seu curriculum além das vitórias passadas em campeonatos de miudos, não consta qualquer vitória !
É no entanto um indivíduo esperto pois foi capaz de impor á federação um contrato idêntico ao que tinha como Ajunto no Manchester United!
Ora, apesar disso o homem é famoso pelo seu espírito de organização.
Não foi o que pareceu: primeiro escolheu 50 jogadores, depois, com pompa e circunstância, apontou para 23 , finalmente aumentou para 30 incluindo um jogador que não estava sequer nos 1ºs 50!!
As escolhas são sempre discutíveis mas quer-me parecer que algumas ninguém percebeu.
Para 2º guarda redes em vez de escolher Quim o menos batido e até o guarda reders do Sporting escolheu 2 elementos que são suplentes no seu clube e que fizeram apenas 11 e 13 jogos!
Depois, quanto ao meio campo seleccionou o Zé Castro ! e deixou de fora o Moutinho e o Martins!
Dizem alguns que o Moutinho fez uma má época e que o Martins não joga 90 m , como explicação.
Bom , se é assim, então temos que considerar que o Deco fez uma péssima época, o Pepe não joga há meses e o Carvalho tem estado lesionado e perdeu a titularidade no Chelsea.
E que dizer de Meireles , todos lhe apontam a pior época de sempre desde que está no Porto, o Rolando o Alves , etc? Estes tiveram uma boa época ?
Toda a gente percebeu que o Deco chegou ao fim, ele próprio quer ir para o Brasil a banhos. Contudo, é o único criativo no meio campo cheio de defesas centrais!
E o que dizer do Nuno Assis com uma época portentosa e espectacular (se jogasse assim no Benfica ainda lá estava), não o viu o exmo seleccionador.
Vamos jogar com 10 defesas e com 4X3X3 embora não tenhamos qualquer pona de lança de raíz.
E que dizer da não convocação do Makukula, o melhor marcador na Turquia, em detrimento do cepo Hugo Almeida rapaz trabalhador que é suplente no Bremen e que marcou apenas 7 golos?
Parece-me portanto que não será desta vez que conseguiremos passar sequer da fase de grupos, a ajuizar pelo que aconteceu na fase de qualificação. Não se aprendeu com os erros, portanto muito difícilmente iremos lá !!!
Dito por outras palavras
Os Estados estão falidos é preciso tomar medidas para inverter a situação.
Ora o nável do defice e do endividamento são vistos em função do PIB ou seja da quantidade de dinheiro que está em dívida em relação á economiia do país, certo ?
Então para que o defice e o endividamento diminuam não basta que os estados gastem menos é preciso que o reduzam a % em relação ao PIB.
Ora sso só acontecerá se:
- O PIB crescer ao mesmo tempo que o estado gasta menos
-O PIB se mantiver se o estado gasta menos ~
- O PIB se reduzir menos que a redução do estado.
A 3ª é a menos má mas não acredito que com mais impostos e despedimentos , os portugueses não tenham uma quebra brutal no consumo e assim do PIB á semelhança do que aconteceu no início da crise.
Assim, auemntará o defice e o endividamentto em relação ao PIB e os sacrifícios vão para a valeta.
O que quero dizer é que o estado só equilibrará o orçamento quando tiver mais receitas e isso só acontecerá quando o PIB crescer !!
Ora estas medidas não farão esse milagre, pelo contrário.
Por outro lado, mesmo que estas medidas resultassem (o que seria a quadrtura do círculo), daqui a 3 anos como cresceríamos?
Com o dinheiro dos privados que entretanto ainda ficarão mais falidos do que estão.? Com o dinheiro do Estado para irmos parar outra vez a defice excessivo ?
Então como?
Seja como fôr estas medidas fazem parte do problema e não da solução !
E asolução alternativa talvez não seja o Keynes mas o Jorge.
O que não aceitável é que para resolver esta situção gravíssima, tomemos medidas que a tornem ainda pior.
Ora o nável do defice e do endividamento são vistos em função do PIB ou seja da quantidade de dinheiro que está em dívida em relação á economiia do país, certo ?
Então para que o defice e o endividamento diminuam não basta que os estados gastem menos é preciso que o reduzam a % em relação ao PIB.
Ora sso só acontecerá se:
- O PIB crescer ao mesmo tempo que o estado gasta menos
-O PIB se mantiver se o estado gasta menos ~
- O PIB se reduzir menos que a redução do estado.
A 3ª é a menos má mas não acredito que com mais impostos e despedimentos , os portugueses não tenham uma quebra brutal no consumo e assim do PIB á semelhança do que aconteceu no início da crise.
Assim, auemntará o defice e o endividamentto em relação ao PIB e os sacrifícios vão para a valeta.
O que quero dizer é que o estado só equilibrará o orçamento quando tiver mais receitas e isso só acontecerá quando o PIB crescer !!
Ora estas medidas não farão esse milagre, pelo contrário.
Por outro lado, mesmo que estas medidas resultassem (o que seria a quadrtura do círculo), daqui a 3 anos como cresceríamos?
Com o dinheiro dos privados que entretanto ainda ficarão mais falidos do que estão.? Com o dinheiro do Estado para irmos parar outra vez a defice excessivo ?
Então como?
Seja como fôr estas medidas fazem parte do problema e não da solução !
E asolução alternativa talvez não seja o Keynes mas o Jorge.
O que não aceitável é que para resolver esta situção gravíssima, tomemos medidas que a tornem ainda pior.
domingo, 16 de maio de 2010
Ainda o desgraçado Keynes
Com ou sem Keynes o meu problema é que discordo da bondade das medidas a tomar.
Diz o Zé que os mercados estavam a descer porque os países est-ao falidos o que é verdade. No entanto, após o ´"remédio" os mercados continuaram a caír , desta vez porque não acreditam na eficácia das medidas.
Entendamo-nos: que os Estados estão falidos não há qualquer duvida nomeadamente o defice e o endividamento. Portanto é preciso tomar medidas que baixem o defice e o endividamento.
O que eu defendo é que as medidas de aumentos de impostos e de cancelamento do investimento públco não resultarão e, pelo contrário, terão um efeito contrário e isto é que eu queria perceber se tenho ou não razão !
Se tomamos medidas que , a meu ver e de muitos burros, terão o efeito contrário,porque tomá-las ?.
Um exemplo: imaginemos que o Estado cobra 100 de IVA no ano passado. Com o aumento de 1%, passará a cobrar 101 . Esta é a conta que fazem. O que eu digo é que como o consumo automáticamente vai descer o Estado passa a cobrar apenas 90 e mais 1 refernte ao aumento de impostos !
Resultado: as receitas em vez de aumentar como se pretendia, descem !
Ao mesmo tempo com a diminuição do consumo, o cancelamento de investimento , etc, haverá uma recessão.
Como consequência aumentará o desemprego e o Estado reduzirá as receitras de IRC e IRS e aumentará as despesas em subsídio de desemprego. Ou não será assim?
Resultado: o defice aumenta ainda mais.
E, diga-se, mesmo a não acontecer a recessão, a diminuição da procura levará ao aumento do desemprego á diminuação das receitas e ao aumento das despesa, só que num nível menos gravoso que no caso da recessão. Portanto, haverá menos receitas e aumento das despeas, logo maior defice e endividamento.
Depois pretende-se que o defice fique ao nível de 7% do PIB de 100 de valôr, ou seja 7 milhões ( Exemplo , claro)!
Mas como o PIB entretanto baixa devido á recessão o valôr passa a ser 80 ,o valôr de 7 já não representa 7% mas 9% !.Foi o que aconteceu com o governo Durão Barroso/Ferreira Leite : parou-se tudo, congelou-se tudo e aumentou-se os impostos e , contudo, apesar do Estado gastar menos o defice aumentou porque a recessão levou o PIB a descer !(já que quer o defice quer o endividamento se mede na % do PIB)
Ou não será assim ?
Portanto a tese do Zé nao me parece de aceitar. Diz ele que temos que aturar estas medidas porque os governos se endividaram,etc. No entanto estas medidas levarão a maior defice e endividamento !!
Acabemos com o Keynes e respondamos a estas perguntas ? Será estúpido o que digo ?
Em resumo: não nego que os Estados estão endividados e que é essa situação é a culpada para a presente crise.
Não duvido portanto que é preciso tomar medidas draconianas para estabelecer o equilíbrio orçamental e diminuir a divida externa, mas entendo que ESTAS MEDIDAS TERÃo O EFEITO CONTRÁRIO, como já vimos no passado
O mesmo pensam os mercados e , e lendo o Expresso, parece que toda a gente se preocupa com o mesmo.Na Espanha e na Grécia os Estados penalizaram os funcionários públicos o que levará, apesar de tudo, a manter um nível razoável de consumo privado. Aqui preferiu-se lixar toda a sociedade para manter o milhão de votos na expectativa.
A propósito, a Espanha tem cerca de 2,3 milhões de funcionários publicos. Feito o racio nós temos 100 e tal % mais que Espanha e 7 vezes mais que a Alemanha. A não ser resolvido este problema , o defice nunca será restaurado.
Diz o Zé que os mercados estavam a descer porque os países est-ao falidos o que é verdade. No entanto, após o ´"remédio" os mercados continuaram a caír , desta vez porque não acreditam na eficácia das medidas.
Entendamo-nos: que os Estados estão falidos não há qualquer duvida nomeadamente o defice e o endividamento. Portanto é preciso tomar medidas que baixem o defice e o endividamento.
O que eu defendo é que as medidas de aumentos de impostos e de cancelamento do investimento públco não resultarão e, pelo contrário, terão um efeito contrário e isto é que eu queria perceber se tenho ou não razão !
Se tomamos medidas que , a meu ver e de muitos burros, terão o efeito contrário,porque tomá-las ?.
Um exemplo: imaginemos que o Estado cobra 100 de IVA no ano passado. Com o aumento de 1%, passará a cobrar 101 . Esta é a conta que fazem. O que eu digo é que como o consumo automáticamente vai descer o Estado passa a cobrar apenas 90 e mais 1 refernte ao aumento de impostos !
Resultado: as receitas em vez de aumentar como se pretendia, descem !
Ao mesmo tempo com a diminuição do consumo, o cancelamento de investimento , etc, haverá uma recessão.
Como consequência aumentará o desemprego e o Estado reduzirá as receitras de IRC e IRS e aumentará as despesas em subsídio de desemprego. Ou não será assim?
Resultado: o defice aumenta ainda mais.
E, diga-se, mesmo a não acontecer a recessão, a diminuição da procura levará ao aumento do desemprego á diminuação das receitas e ao aumento das despesa, só que num nível menos gravoso que no caso da recessão. Portanto, haverá menos receitas e aumento das despeas, logo maior defice e endividamento.
Depois pretende-se que o defice fique ao nível de 7% do PIB de 100 de valôr, ou seja 7 milhões ( Exemplo , claro)!
Mas como o PIB entretanto baixa devido á recessão o valôr passa a ser 80 ,o valôr de 7 já não representa 7% mas 9% !.Foi o que aconteceu com o governo Durão Barroso/Ferreira Leite : parou-se tudo, congelou-se tudo e aumentou-se os impostos e , contudo, apesar do Estado gastar menos o defice aumentou porque a recessão levou o PIB a descer !(já que quer o defice quer o endividamento se mede na % do PIB)
Ou não será assim ?
Portanto a tese do Zé nao me parece de aceitar. Diz ele que temos que aturar estas medidas porque os governos se endividaram,etc. No entanto estas medidas levarão a maior defice e endividamento !!
Acabemos com o Keynes e respondamos a estas perguntas ? Será estúpido o que digo ?
Em resumo: não nego que os Estados estão endividados e que é essa situação é a culpada para a presente crise.
Não duvido portanto que é preciso tomar medidas draconianas para estabelecer o equilíbrio orçamental e diminuir a divida externa, mas entendo que ESTAS MEDIDAS TERÃo O EFEITO CONTRÁRIO, como já vimos no passado
O mesmo pensam os mercados e , e lendo o Expresso, parece que toda a gente se preocupa com o mesmo.Na Espanha e na Grécia os Estados penalizaram os funcionários públicos o que levará, apesar de tudo, a manter um nível razoável de consumo privado. Aqui preferiu-se lixar toda a sociedade para manter o milhão de votos na expectativa.
A propósito, a Espanha tem cerca de 2,3 milhões de funcionários publicos. Feito o racio nós temos 100 e tal % mais que Espanha e 7 vezes mais que a Alemanha. A não ser resolvido este problema , o defice nunca será restaurado.
Última "esmola" para o "peditório" do Keynes..
Sobre a virtualidade do Keynes na situação actual já escrevemos muito.
Por mim,esta é a minha última participação neste "peditório"...
Os mercados cairam após o anúncio das medidas anti-crise (sobre a qualidade e virtualidade das quias já dei a minha opinião...)? Então e antes delas estavam a subir? Estarei enganado ou a maior queda de sempre da bolsa portuguesa,espenhola,etc. não se verificou na véspera do anuncio das medidas anti crise e a coberto do convencimento dos mercados de que os páises europeus (sobretudo os super endividados)teriam dificuldade em pagar aquilo que já deviam e ainda mnais o que viriam a dever a insistirem nos investimentos públicos que anunciavam querer fazer ?
A verdade é que os mercados assinalavam,antes das medidas anti crise,um claro convencimento de que alguns países (como Portugal) poderiam estar à beira da insolvência pura e dura.
As medidas anti-crise podem levar à recessão ? Claro que sim. No entanto tentam evitar (sobretudo naqueles casos em que sèriamente se tenta actuar nos problemas estruturais.Infelizmente esse não é o caso em Portugal,como sabemos...)que os países entrem pura e simplesmente em insolvência cujas consequências nem Keynes nem ninguém sabe muito bem determinar mas que não custa imaginar que serão muito piores do que uma recessão temporária.
Havia outra solução ? Eu não a conheço e,pelos vistos,em toda a Europa a esmagadora maioria dos economistas também não.
É agradável esta situação e o que ela prenuncia ? Claro que não mas entendamo-nos : pusemo-nos a jeito (repito que se a situação de endividamento dé um País como Portugal é perigosissima a situação de endividamento dos particulares e privados no País é ainda maior...)e agora vamos colher os frutos do que semeámos .
Finalmente,volto a repetir : este mês tenho andado a "passear" por Espanha . O que tenho visto é um país cheio de TGV's e "investimentos públicos" feitos e que nem por isso escapou a uma situação de crise igual ou pior que a portuguesa.Qual o traço comum ? Um endividamento galopante e a um nivel que quem empresta duvida possa ser mantido e reembolsado quando as dividas se vencerem.
Por isso,essa fé cega de que estes "investimentos" serão suficientes para nos evitar desgraças futuras não é suportada por factos que não precisamos de ir buscar muito longe : basta apanhar o comboio (mesmo o regular...) e passar para Espanha para o comprovar.
A "solução",para um país como o nosso é enfrentar e actuar nos verdadeiros problemas.Um e muito gordo é o "monstro" que consome uma fatia importante dos recursos gerados e dos que obtemos pedidndo fiado no estrangeiro.Mis do que o Keynes ou não Keynes seria bom que tratássemos desse assunto.É dificil,bem sei mas se o não fizermos ou alguém nos obrigará a fazê-lo ou seremos arrastados para a cova por esse lastro bem pesado.
Boa semana para todos que eu vou "usar o TGV espanhol" ...
Por mim,esta é a minha última participação neste "peditório"...
Os mercados cairam após o anúncio das medidas anti-crise (sobre a qualidade e virtualidade das quias já dei a minha opinião...)? Então e antes delas estavam a subir? Estarei enganado ou a maior queda de sempre da bolsa portuguesa,espenhola,etc. não se verificou na véspera do anuncio das medidas anti crise e a coberto do convencimento dos mercados de que os páises europeus (sobretudo os super endividados)teriam dificuldade em pagar aquilo que já deviam e ainda mnais o que viriam a dever a insistirem nos investimentos públicos que anunciavam querer fazer ?
A verdade é que os mercados assinalavam,antes das medidas anti crise,um claro convencimento de que alguns países (como Portugal) poderiam estar à beira da insolvência pura e dura.
As medidas anti-crise podem levar à recessão ? Claro que sim. No entanto tentam evitar (sobretudo naqueles casos em que sèriamente se tenta actuar nos problemas estruturais.Infelizmente esse não é o caso em Portugal,como sabemos...)que os países entrem pura e simplesmente em insolvência cujas consequências nem Keynes nem ninguém sabe muito bem determinar mas que não custa imaginar que serão muito piores do que uma recessão temporária.
Havia outra solução ? Eu não a conheço e,pelos vistos,em toda a Europa a esmagadora maioria dos economistas também não.
É agradável esta situação e o que ela prenuncia ? Claro que não mas entendamo-nos : pusemo-nos a jeito (repito que se a situação de endividamento dé um País como Portugal é perigosissima a situação de endividamento dos particulares e privados no País é ainda maior...)e agora vamos colher os frutos do que semeámos .
Finalmente,volto a repetir : este mês tenho andado a "passear" por Espanha . O que tenho visto é um país cheio de TGV's e "investimentos públicos" feitos e que nem por isso escapou a uma situação de crise igual ou pior que a portuguesa.Qual o traço comum ? Um endividamento galopante e a um nivel que quem empresta duvida possa ser mantido e reembolsado quando as dividas se vencerem.
Por isso,essa fé cega de que estes "investimentos" serão suficientes para nos evitar desgraças futuras não é suportada por factos que não precisamos de ir buscar muito longe : basta apanhar o comboio (mesmo o regular...) e passar para Espanha para o comprovar.
A "solução",para um país como o nosso é enfrentar e actuar nos verdadeiros problemas.Um e muito gordo é o "monstro" que consome uma fatia importante dos recursos gerados e dos que obtemos pedidndo fiado no estrangeiro.Mis do que o Keynes ou não Keynes seria bom que tratássemos desse assunto.É dificil,bem sei mas se o não fizermos ou alguém nos obrigará a fazê-lo ou seremos arrastados para a cova por esse lastro bem pesado.
Boa semana para todos que eu vou "usar o TGV espanhol" ...
Ainda o Keynes
Algumas precisões :
1. A teoria de Keynes é apenas aplicada quando existem crises económicas e sociais e não quando vivemos em abstança quando o investimento privado é bastante para sustentar a economia.
Não parece portanto aceitável dizer que estas teorias não sa aplicam "porque não há dinheiro" é nestas alturas que se defende o endividamento do Estado como forma de investir e induzir o crescimento.
2. a teoria de Keynes não se aplicou na crise de 1929 mas foi a partir dela que Keynes defendeu esta teoria que foi aplicada durante o sec XX na sua esmagadora maioria em situações de dificuldade como o Plano Marshall, os investimentos brutais feitos aquando dos dois choques petrolíferos que levaram aos investimentos massivos dos estados, foi ainda a mesma teoria que levou os estados na PRESENTE crise a inundarem o mercado com dinheiro público e até a nacinalizarem empresas comandados pelos campeões da não intervenção do estado na economia os EU.
Esta atitude resultou tal como Keynes defende. As economias saírm quase todas da recessão em tempo record e estão a começar a crescer lentamente.
3. Não se pode dizer qua não há dinheiro , ele pode é ser mais caro, portanto isto não afasta qualquer teoria.
4. Foi ainda uma teoria Keynesiana que levou aos investimentos brutais realizados pelos mais ricos países europeus quando formaram a UE e encheram o mercado de subvenções dadas aos novos estados membros em ordem a criarem um mercado com massa critica para exportarem os seus excedentes e manterem o n´vel de vida das suas populações (esta é a única acção que não foi feita durante uma crise por isso a separao do ponto 2). Resultou em pleno, POrtugal e todos os outros menbros recentes apesar do desperdício de muitas dessas subvençõe é hoje ouro país para muito melhor.
4. As medidas draconianas e a pressão para que os países voltassem mais depressa á consolidaç~~ao orçamental não é resultado de qualquer alteração macro económica das economias em apreço , mas a consequências da pressão dos mercados e dos especuladores colocando o euro em perigo.
Assim, a UE teve que sacrificar algumas economias para defender o euro (e, provávelmente não tinha outra solução), logo esta situação não po~e em causa qualquer teoria já que as medidas escolhidas terão , a curto prazo, um efeito contrário e depressa o euro estará em maus lençois de novo.
Ao escolher cancelar o investimento público, a UE e os países colocaram-se no espectro da recessão , logo, a reacção dos mercados foi quase imediata, estando as principais praças europeias em queda livre.
Se as medidas fossem ajuizadas e correctas, certamente a respostas dos mercados teria sido positiva, mas sendo as políticas erradas e com efeitos contrários ao pretendido, os mercados reagiram em conformidade.
5. Só para terminar, o investimento público não é apenas o TGV e TODO ele será cancelado !
Como disse, com ou sem Keynes, não morreremos da doença mas da cura!
1. A teoria de Keynes é apenas aplicada quando existem crises económicas e sociais e não quando vivemos em abstança quando o investimento privado é bastante para sustentar a economia.
Não parece portanto aceitável dizer que estas teorias não sa aplicam "porque não há dinheiro" é nestas alturas que se defende o endividamento do Estado como forma de investir e induzir o crescimento.
2. a teoria de Keynes não se aplicou na crise de 1929 mas foi a partir dela que Keynes defendeu esta teoria que foi aplicada durante o sec XX na sua esmagadora maioria em situações de dificuldade como o Plano Marshall, os investimentos brutais feitos aquando dos dois choques petrolíferos que levaram aos investimentos massivos dos estados, foi ainda a mesma teoria que levou os estados na PRESENTE crise a inundarem o mercado com dinheiro público e até a nacinalizarem empresas comandados pelos campeões da não intervenção do estado na economia os EU.
Esta atitude resultou tal como Keynes defende. As economias saírm quase todas da recessão em tempo record e estão a começar a crescer lentamente.
3. Não se pode dizer qua não há dinheiro , ele pode é ser mais caro, portanto isto não afasta qualquer teoria.
4. Foi ainda uma teoria Keynesiana que levou aos investimentos brutais realizados pelos mais ricos países europeus quando formaram a UE e encheram o mercado de subvenções dadas aos novos estados membros em ordem a criarem um mercado com massa critica para exportarem os seus excedentes e manterem o n´vel de vida das suas populações (esta é a única acção que não foi feita durante uma crise por isso a separao do ponto 2). Resultou em pleno, POrtugal e todos os outros menbros recentes apesar do desperdício de muitas dessas subvençõe é hoje ouro país para muito melhor.
4. As medidas draconianas e a pressão para que os países voltassem mais depressa á consolidaç~~ao orçamental não é resultado de qualquer alteração macro económica das economias em apreço , mas a consequências da pressão dos mercados e dos especuladores colocando o euro em perigo.
Assim, a UE teve que sacrificar algumas economias para defender o euro (e, provávelmente não tinha outra solução), logo esta situação não po~e em causa qualquer teoria já que as medidas escolhidas terão , a curto prazo, um efeito contrário e depressa o euro estará em maus lençois de novo.
Ao escolher cancelar o investimento público, a UE e os países colocaram-se no espectro da recessão , logo, a reacção dos mercados foi quase imediata, estando as principais praças europeias em queda livre.
Se as medidas fossem ajuizadas e correctas, certamente a respostas dos mercados teria sido positiva, mas sendo as políticas erradas e com efeitos contrários ao pretendido, os mercados reagiram em conformidade.
5. Só para terminar, o investimento público não é apenas o TGV e TODO ele será cancelado !
Como disse, com ou sem Keynes, não morreremos da doença mas da cura!
Eu sou burro
Como dizia o que gostaria de ouvir da vossa parte era se estas medidas realmente conseguirão os objectivos de equilibar o defice e a dívida ou não.
Ora, o que eu digo, e mais alguns burros , e´que tal não acontecerá e que , pelo contrário, iremos agravar a situação.
O aumento dos impostos leverá infalívelmente á redução da procura e do consumo. Sendo assim os impostos do consumo diminuirão e não aumentarão logo as recitas do Estado irão diminuir e não aumentar. Por outro lado, a redução do consumo levará a mais despedimentos , a mais falências.
Sendo assim, o Estado receberá menos de IRS e IRC e ainda aumenta os seus custos em subsídios de desemprego !
Esta é que é a questão: Com ou sem Keynes as medidas tomadas peoduzirão o efeito contrário ao que se pretende e voltaremos á recessão. A única coisa positiva foi possibilitar a Portugal comprar mais dívida barata!
E basta aliás ler o Expresso de ontem
- Medo da recessão levou Sócrates a recuar disse a 1ª página
- Mercados em quebra devido ás preocupações de que as medidas draconianas levem á recessão
- Nicolau Santos escreve : os contribuintes vão emagrecer com certeza. Sobre o monstro (leia-se 1 milhão de empregados que são cerca de 80% do orçamento)não há tanta certeza. Todos os governos em dificuldades reduziram os sal´rios na função pública. Aqui não.
- Em Editorial diz-se : O ajustamento era incontornável, mas atira-nos para a recessão e faz explodir o desemprego
- Na página 6 do 1º caderno Medina Carreira diz que sendo 70% da despesa com salários , sem se tocar nesse assunto nunca se conseguirá resolver o problema ( o tipo copiou isto do meu livro onde escrevi isto mesmo já lá vão amis de 2 anos).
Ou seja, tomamos mmedidas deste tipo para trazer a credibilidade aos mercados e para evitar que a dívida publica suba em consequência do aumento dos juros.
Com a terapia não conseguimos equilibar as contas do Estado e, aumentamos o desemprego e vamos para a recessão, aumentando o defice (diminuição das receitas e aumento das despesas).
Que credibilidade ganhámos? Quem continuará a emprestar dinheiro a um país em recessão e falido?(agora estamos acrescer 1% o maior da UE)
Esta é a questão: não morremos da doença , morremos da cura !
Com ou sem Keynes as medidas tomadas terão exactamente o efeito contrário que se pretende.
Continuo burro mas a avaliar pelos os jornais e televisões, acompanhado por muitos outros, incluindo os mercados!
Ora, o que eu digo, e mais alguns burros , e´que tal não acontecerá e que , pelo contrário, iremos agravar a situação.
O aumento dos impostos leverá infalívelmente á redução da procura e do consumo. Sendo assim os impostos do consumo diminuirão e não aumentarão logo as recitas do Estado irão diminuir e não aumentar. Por outro lado, a redução do consumo levará a mais despedimentos , a mais falências.
Sendo assim, o Estado receberá menos de IRS e IRC e ainda aumenta os seus custos em subsídios de desemprego !
Esta é que é a questão: Com ou sem Keynes as medidas tomadas peoduzirão o efeito contrário ao que se pretende e voltaremos á recessão. A única coisa positiva foi possibilitar a Portugal comprar mais dívida barata!
E basta aliás ler o Expresso de ontem
- Medo da recessão levou Sócrates a recuar disse a 1ª página
- Mercados em quebra devido ás preocupações de que as medidas draconianas levem á recessão
- Nicolau Santos escreve : os contribuintes vão emagrecer com certeza. Sobre o monstro (leia-se 1 milhão de empregados que são cerca de 80% do orçamento)não há tanta certeza. Todos os governos em dificuldades reduziram os sal´rios na função pública. Aqui não.
- Em Editorial diz-se : O ajustamento era incontornável, mas atira-nos para a recessão e faz explodir o desemprego
- Na página 6 do 1º caderno Medina Carreira diz que sendo 70% da despesa com salários , sem se tocar nesse assunto nunca se conseguirá resolver o problema ( o tipo copiou isto do meu livro onde escrevi isto mesmo já lá vão amis de 2 anos).
Ou seja, tomamos mmedidas deste tipo para trazer a credibilidade aos mercados e para evitar que a dívida publica suba em consequência do aumento dos juros.
Com a terapia não conseguimos equilibar as contas do Estado e, aumentamos o desemprego e vamos para a recessão, aumentando o defice (diminuição das receitas e aumento das despesas).
Que credibilidade ganhámos? Quem continuará a emprestar dinheiro a um país em recessão e falido?(agora estamos acrescer 1% o maior da UE)
Esta é a questão: não morremos da doença , morremos da cura !
Com ou sem Keynes as medidas tomadas terão exactamente o efeito contrário que se pretende.
Continuo burro mas a avaliar pelos os jornais e televisões, acompanhado por muitos outros, incluindo os mercados!
sábado, 15 de maio de 2010
Qúe é feito do Manuel ?
Ando preocupado : o nosso querido Manuel terá tido algum problema ? Anda completamente "desaparecido" deste nosso blog e nós precisamos da visão serena e sensata do nosso amigo.
Será que depois de Berlim resolveu ir passear para outros ares (privilégios de reformado,é o que é...)
Manuel,queremos "lê-lo"...
Será que depois de Berlim resolveu ir passear para outros ares (privilégios de reformado,é o que é...)
Manuel,queremos "lê-lo"...
Keynes ou não Keynes ?
Esta discussão à volta do seguimento das opções keynesianas que vem animando o nosso blog é relamente interessante.
O amigo Jorge parece ser um grande apologista da aplicação das teorias keynesianas à crise actual indo ao ponto (òbviamente retórico...) de se interrogar se é burro por defender essa opção.
Como o conhecemos muito bem,decerto que me acompanhrão confirmando que o nosso amigo é tudo menos burro.
A questão porém é pertinente porque,na situação actual,ninguém nem nenhum país parece querer seguir as soluções keynesianas.
Pessoalmente,julgo que mais do que querer ou não se trata de uma situação de poder ou não segui-las. A realidade é que os Estados estão actualmente com niveis de endividamento brutais,sobretudo aqueles,como Portugal,que foram obrigados pelos seus parceiros europeus a limitar esse endividamento galopante.Este endividamento está a niveis tais que quem tem dinheiro para emprestar aos Estados (e òbviamente que não são todos especuladores como agora dá muito jeito dizer para esconder a inépcia de governantes e o "gastar à tripa forra" de particulares)o está a fazer a taxas cada vez mais penalizantes porque,cada dia que passa,tem mais receio de que os Estados não consigam pagar as suas dividas.
Nesta realidade (que confesso não sei que semelhança poderá ter com a situação dagrande depressão dos anos 20/30) os Estados mais do que,voluntàriamente,recusarem investir estão a ser obrigados a fazê-lo porque os custos de investir são francamente incomportáveis.E é necessário ter em conta que o são hoje e se agravam cada dia (vide as emissões de divida publica dos Estados que se fazem pràticamente todos os meses/quinzenas e em que cada uma é feita com a necessidade de aceitar um juro cada vez maior).
Dirão os "keynesianos" que isso é errado porque induz uma maior retracção económica.Até pode ser verdade mas a realidade (por muito dura que seja e custosa de aceitar) é que a alternativa é desconhecida.Porque a alternativa não é "investir" em TGV's e Pontes sobre o Tejo,etc. porque os Estados não têm dinheiro para o fazer,precisam de se endividar para o fazer e os Mercados financeiros obrigam-nos a pagar taxas proibitivas e,nalguns casos,até assinalam (com sucessivos outlooks negativos) que poderão não financiar esses Estados.
Aliás,para nós que lidámos anos a fio com decisões de investimento isto é cristalino.Quantas vezes decidimos ou soubémos que as nossas Empresas decidiram adiar (ou até abandonar) investimnentos porque as condições de mercado tornavam as operações incomportáveis ?
Julgo que é uma situação semelhante a que se depara hoje aos Estados.Mais do que discutir a virtualidade de um investimento trata.-se de decidir se existem condições para o fazer. E não me digam que isso é irrelevante,que temos de investir de qualquer maneira porque senão induzimos recessão.
Por mim,olho para a situação dos nossos vizinhos espanhóis que têm o país coberto de linhas de TGV (já agora confirmo que é excelente viajar no mesmo e que decerto será uma boa alternativa para ligar Lisboa à Europa quando tivermos condições razoáveis para o financiarmos) e nem por isso evitaram uma situação de recessão e de endividamento tão graves como a de Portugal.Por isso,a associação "mecânica" de TGV a "sucesso" económico é absolutamente abusiva.
Resumindo e concluindo : nas condições actuais (de que somos absolutamente responsáveis por termos durante anos "vivido à grande e à francesa" sem curar de construir bases sólidas que justificassem tamanha "prosperidade".Não esquecer que se o Estado português está muito endividado,os particulares em Portugal o estão ainda mais...)não me parece que a questão seja de Keynes ou não Keynes mas sim de possibilidade de financiar ou não os projectos de grandes investimentos que os Estados possam ter.
Aliás,voltando ao nosso amigo Jorge,nesta história não podemos dizer que todos os governantes e economistas que os suportam europeus são burros.O que eles não têm e não sabem como obter neste momento é "carcanhol" para cumprir os planos que sonham executar.Como tal têm de esperar por melhores dias. Isso traz recessão ? Mas avançar com investimentos a custos proibitivos não traz também recessão e algo pior como a possivel "cessação de pagamentos" dos Estados?
Perante isto,há que "apertar o cinto" (não deixando de comprar papel higiénico mas sim diminuindo drásticamente o numero de pessoas que o usam na função pública e adequar as despesas dos privados ao seu nivel de rendimento ou endividamento suportável) e esperar por melhores dias.
O amigo Jorge parece ser um grande apologista da aplicação das teorias keynesianas à crise actual indo ao ponto (òbviamente retórico...) de se interrogar se é burro por defender essa opção.
Como o conhecemos muito bem,decerto que me acompanhrão confirmando que o nosso amigo é tudo menos burro.
A questão porém é pertinente porque,na situação actual,ninguém nem nenhum país parece querer seguir as soluções keynesianas.
Pessoalmente,julgo que mais do que querer ou não se trata de uma situação de poder ou não segui-las. A realidade é que os Estados estão actualmente com niveis de endividamento brutais,sobretudo aqueles,como Portugal,que foram obrigados pelos seus parceiros europeus a limitar esse endividamento galopante.Este endividamento está a niveis tais que quem tem dinheiro para emprestar aos Estados (e òbviamente que não são todos especuladores como agora dá muito jeito dizer para esconder a inépcia de governantes e o "gastar à tripa forra" de particulares)o está a fazer a taxas cada vez mais penalizantes porque,cada dia que passa,tem mais receio de que os Estados não consigam pagar as suas dividas.
Nesta realidade (que confesso não sei que semelhança poderá ter com a situação dagrande depressão dos anos 20/30) os Estados mais do que,voluntàriamente,recusarem investir estão a ser obrigados a fazê-lo porque os custos de investir são francamente incomportáveis.E é necessário ter em conta que o são hoje e se agravam cada dia (vide as emissões de divida publica dos Estados que se fazem pràticamente todos os meses/quinzenas e em que cada uma é feita com a necessidade de aceitar um juro cada vez maior).
Dirão os "keynesianos" que isso é errado porque induz uma maior retracção económica.Até pode ser verdade mas a realidade (por muito dura que seja e custosa de aceitar) é que a alternativa é desconhecida.Porque a alternativa não é "investir" em TGV's e Pontes sobre o Tejo,etc. porque os Estados não têm dinheiro para o fazer,precisam de se endividar para o fazer e os Mercados financeiros obrigam-nos a pagar taxas proibitivas e,nalguns casos,até assinalam (com sucessivos outlooks negativos) que poderão não financiar esses Estados.
Aliás,para nós que lidámos anos a fio com decisões de investimento isto é cristalino.Quantas vezes decidimos ou soubémos que as nossas Empresas decidiram adiar (ou até abandonar) investimnentos porque as condições de mercado tornavam as operações incomportáveis ?
Julgo que é uma situação semelhante a que se depara hoje aos Estados.Mais do que discutir a virtualidade de um investimento trata.-se de decidir se existem condições para o fazer. E não me digam que isso é irrelevante,que temos de investir de qualquer maneira porque senão induzimos recessão.
Por mim,olho para a situação dos nossos vizinhos espanhóis que têm o país coberto de linhas de TGV (já agora confirmo que é excelente viajar no mesmo e que decerto será uma boa alternativa para ligar Lisboa à Europa quando tivermos condições razoáveis para o financiarmos) e nem por isso evitaram uma situação de recessão e de endividamento tão graves como a de Portugal.Por isso,a associação "mecânica" de TGV a "sucesso" económico é absolutamente abusiva.
Resumindo e concluindo : nas condições actuais (de que somos absolutamente responsáveis por termos durante anos "vivido à grande e à francesa" sem curar de construir bases sólidas que justificassem tamanha "prosperidade".Não esquecer que se o Estado português está muito endividado,os particulares em Portugal o estão ainda mais...)não me parece que a questão seja de Keynes ou não Keynes mas sim de possibilidade de financiar ou não os projectos de grandes investimentos que os Estados possam ter.
Aliás,voltando ao nosso amigo Jorge,nesta história não podemos dizer que todos os governantes e economistas que os suportam europeus são burros.O que eles não têm e não sabem como obter neste momento é "carcanhol" para cumprir os planos que sonham executar.Como tal têm de esperar por melhores dias. Isso traz recessão ? Mas avançar com investimentos a custos proibitivos não traz também recessão e algo pior como a possivel "cessação de pagamentos" dos Estados?
Perante isto,há que "apertar o cinto" (não deixando de comprar papel higiénico mas sim diminuindo drásticamente o numero de pessoas que o usam na função pública e adequar as despesas dos privados ao seu nivel de rendimento ou endividamento suportável) e esperar por melhores dias.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Eu sou burro ?
Andámos nas últimas semanas "embalados" pelas pressões especulativas sobre o euro.A UE reagiu forte e além de criar um fundo especial para ser utilizado em caso de necessidade , obrigou Grécia, Portugal e Espanha a tomar medidas imediatas e draconianas para acalmar os mercados e afastar os especuladores.A Irlanda, por sua vez já tinha tomado essas medidas.
O problema é que as tais medidas draconianas de aumentos de impostos e de cancelamento dos investimentos públicos acabarão por ter um efeito contrário e, para além de aumentarem em vez de diminuirem o defice público, terão um efeito de recessão económica.
Este foi o pacote utilizado pelos países em lugar de seguir o Keynes.
Resultado: os mercados entraram outra vez em grave queda , dando aos especuladores novamente condições para novo ataque já que de acordo com os correctores os investidores na bolsa pensam (e com razão) que estas medidas irão agravar o problema causando recessão em lugar de o resolver !!!
Em vez de se utilizar Keynes , não se compreendendo porquê (dizendo que esta situação é diferente de outras mas não explicando porquê e ignorando que Keynes foi utilizado em TODAS as situações as mais diversas no sec XX e XXI), decidiu-se aplicar outra coisa. O resultado está á vista !!!( mais cedo que o esperado).
Serei eu o burro ?
O problema é que as tais medidas draconianas de aumentos de impostos e de cancelamento dos investimentos públicos acabarão por ter um efeito contrário e, para além de aumentarem em vez de diminuirem o defice público, terão um efeito de recessão económica.
Este foi o pacote utilizado pelos países em lugar de seguir o Keynes.
Resultado: os mercados entraram outra vez em grave queda , dando aos especuladores novamente condições para novo ataque já que de acordo com os correctores os investidores na bolsa pensam (e com razão) que estas medidas irão agravar o problema causando recessão em lugar de o resolver !!!
Em vez de se utilizar Keynes , não se compreendendo porquê (dizendo que esta situação é diferente de outras mas não explicando porquê e ignorando que Keynes foi utilizado em TODAS as situações as mais diversas no sec XX e XXI), decidiu-se aplicar outra coisa. O resultado está á vista !!!( mais cedo que o esperado).
Serei eu o burro ?
Medidas
já respondi ao nosso consócio Adolfo ácerca dos investimentos públicos que podem ver no comentário que fiz directamente ao artigo do Adolfo.
Mas resumidamente digo que:
(a) toda a Europa considera o TGV como uma infraestrura estratégica já que os países escandinavos acabam de aderir á iniciativa. O facto de ele ser considerado estratégico pela UE +e provado pelo facto de tal infreestrutura ser subsidiada em biliões pela mesma UE.Temos portanto que TODOS os países europeus consideram esta infraestutura estratégica mas nós, os inteligentes, consideramos que não e estamos mesmo prontos a abdicar desse dinheiro em prole de outros que certamente o receberão de braços abertos.
Quem terá razão ? : Toda a Europa ou NÓS ?
(b) Também existem artigos nos jornais bem construídos a defenderem o TGV assinados por professores catedátricos incluindo o Presidente da Ordem dos Engenheiros
(c) A quetão não é técnica mas política e qualquer parecença dos negativistas com o velho do Restelo não é pura coincidência (salvo o devido respeito no que toca aos meus amigos, claro)
Quanto ás medidas de austeridade , quem paga é o mexilhão!
Não percebo o espanto : já debati largamente (e até no meu livro) que o Estado não poderá reduzir a despesa sem tocar nos funcionários públicos, o que não fará certamente enquanto eles significarem um grupo decisivo para ganhar (ou perder) eleições.
De qualquer forma não era neste programa de austeridade que se podia fazer algo sobretudo em tempo útil relativamente a esse problema. Portanto a critica só pode ser feita pelo que não se fez nos últimos 30 anos neste particular e nada mais.
Finalmente este programa de aumento de impostos sobretudo no que respeita aos do domínio do consumo, terão , como defendi, um efeito contrário ao pretendido. Aumentarão o defice e não diminuirão como se pretende. A suspensão dos investimentos públicos levarão á estagnação da economia e mesmo á recessão. Portanto estas medidas obtusas não resolverão nada e , pelo contrário, ainda acentuarão a crise económica e social no país.
Espero não ter razão !
Finalmente , infelizmente não considero que estamos perante um novo paradigma em alternativa ao consumismo, embora concorde com o Adolfo que um desenvolvimento económico baseado apenas no consumo e do desrespeito pelo ambiente e pelos recursos naturaisnão tem futuro.
No entanto o mundo não é a Ue ou os países ricos que são pouco mais 1/3 da humanidade.
2/3 da Humanidade não têm o suficiente para sobreviver e não têm outro remédio de explorar os recursos naturais.
Por outro lado, o paradigma do capitalismo não mudou.
Ele ganhou sobre o comunismo e, quando a crise passar, ninguém se lembrará dela.
De notar que após uma crise que abalou as instituições e ameaçou a sociedade estamos ás voltas com as mesmas agências de rating que provaram a sua incompetência(e a falta de ética) e com os especuladores que não exitam em condenar populações para conseguirem aumentar as suas contas bancárias. Não meu amigo , não há novo paradigma: não aproveitámos a oportunidade para trnar o capitalismo mais humano porque não soubemos ou não pudemos
Mas resumidamente digo que:
(a) toda a Europa considera o TGV como uma infraestrura estratégica já que os países escandinavos acabam de aderir á iniciativa. O facto de ele ser considerado estratégico pela UE +e provado pelo facto de tal infreestrutura ser subsidiada em biliões pela mesma UE.Temos portanto que TODOS os países europeus consideram esta infraestutura estratégica mas nós, os inteligentes, consideramos que não e estamos mesmo prontos a abdicar desse dinheiro em prole de outros que certamente o receberão de braços abertos.
Quem terá razão ? : Toda a Europa ou NÓS ?
(b) Também existem artigos nos jornais bem construídos a defenderem o TGV assinados por professores catedátricos incluindo o Presidente da Ordem dos Engenheiros
(c) A quetão não é técnica mas política e qualquer parecença dos negativistas com o velho do Restelo não é pura coincidência (salvo o devido respeito no que toca aos meus amigos, claro)
Quanto ás medidas de austeridade , quem paga é o mexilhão!
Não percebo o espanto : já debati largamente (e até no meu livro) que o Estado não poderá reduzir a despesa sem tocar nos funcionários públicos, o que não fará certamente enquanto eles significarem um grupo decisivo para ganhar (ou perder) eleições.
De qualquer forma não era neste programa de austeridade que se podia fazer algo sobretudo em tempo útil relativamente a esse problema. Portanto a critica só pode ser feita pelo que não se fez nos últimos 30 anos neste particular e nada mais.
Finalmente este programa de aumento de impostos sobretudo no que respeita aos do domínio do consumo, terão , como defendi, um efeito contrário ao pretendido. Aumentarão o defice e não diminuirão como se pretende. A suspensão dos investimentos públicos levarão á estagnação da economia e mesmo á recessão. Portanto estas medidas obtusas não resolverão nada e , pelo contrário, ainda acentuarão a crise económica e social no país.
Espero não ter razão !
Finalmente , infelizmente não considero que estamos perante um novo paradigma em alternativa ao consumismo, embora concorde com o Adolfo que um desenvolvimento económico baseado apenas no consumo e do desrespeito pelo ambiente e pelos recursos naturaisnão tem futuro.
No entanto o mundo não é a Ue ou os países ricos que são pouco mais 1/3 da humanidade.
2/3 da Humanidade não têm o suficiente para sobreviver e não têm outro remédio de explorar os recursos naturais.
Por outro lado, o paradigma do capitalismo não mudou.
Ele ganhou sobre o comunismo e, quando a crise passar, ninguém se lembrará dela.
De notar que após uma crise que abalou as instituições e ameaçou a sociedade estamos ás voltas com as mesmas agências de rating que provaram a sua incompetência(e a falta de ética) e com os especuladores que não exitam em condenar populações para conseguirem aumentar as suas contas bancárias. Não meu amigo , não há novo paradigma: não aproveitámos a oportunidade para trnar o capitalismo mais humano porque não soubemos ou não pudemos
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Os reis do embuste
Hoje já sao conhecidas as famosas "medidas anti-crise" : como me palpitava ontem resumem-se a um brutal agravamento de impostos que se aproxima do roubo descarado sobretudo àqueles tansos que trabalham por conta de outrem e um "corte" nas despesas que se centra "nas despesas de consumo" do sector público.
Isto é vai-se comprar menos (ou nenhum...) papel higiénico,clips,fita cola,etc. mas naquilo que é estrutural tudo fica na mesma.
Infelizmente confirmam-se as minhas piores suspeitas : dois "lideres" politicos que sao autênticos reis dos embuste trataram de ,nas costas dos portugueses,se entenderem para fazer pagar a crise que nao souberam inverter em devido tempo aos portugueses pagadores de impostos,garantindo que,nos dominios da despesa publica quealimenta as suas clientelas deixar tudo na mesma â espera do novo estouro que,inevitâvelmente,vai acontecer já que se recusaram a enfrentr os verdadeiros problemas que cuasam o endividamento galopante da República portuguesa.
Perante tamanho embuste,tenho que,ao contrario do que sempre pensei vir a fazer,dizer que,nesta história,o Sr. Eng. Sócrates pelo menos é coerente.Quanto ao Dr. Passos Coelho só posso classificar de nojento o seuhi`´ocrita pedido de desculpa aos portugueses.
É preciso lata !!!!
Isto é vai-se comprar menos (ou nenhum...) papel higiénico,clips,fita cola,etc. mas naquilo que é estrutural tudo fica na mesma.
Infelizmente confirmam-se as minhas piores suspeitas : dois "lideres" politicos que sao autênticos reis dos embuste trataram de ,nas costas dos portugueses,se entenderem para fazer pagar a crise que nao souberam inverter em devido tempo aos portugueses pagadores de impostos,garantindo que,nos dominios da despesa publica quealimenta as suas clientelas deixar tudo na mesma â espera do novo estouro que,inevitâvelmente,vai acontecer já que se recusaram a enfrentr os verdadeiros problemas que cuasam o endividamento galopante da República portuguesa.
Perante tamanho embuste,tenho que,ao contrario do que sempre pensei vir a fazer,dizer que,nesta história,o Sr. Eng. Sócrates pelo menos é coerente.Quanto ao Dr. Passos Coelho só posso classificar de nojento o seuhi`´ocrita pedido de desculpa aos portugueses.
É preciso lata !!!!
TGV e outros investimentos
Como posição de princípio : investimento público - Sim ! Mas respondendo a uma destas premissas : investimento socialmente justificável ou investimento que vai ter um efeito multiplicador na economia . Daqui o meu total acordo quando o Governo iniciou este ciclo de obras de recuperação do parque escolar e outros equipamentos sociais . Tem efeito multiplicador na economia nacional : mão de obra e materiais usados são largamente nacionais , para não dizer que o são na totalidade .
Já vos transmiti o meu agrado em investimento em massa cinzenta ( dirigida para fins específicos e devidamente controlada e avaliada ) ; um exemplo desse bom trabalho : pera rocha .
Tanto quanto julgo saber ( e a correcção será bem vinda , se estiver enganado ) o sucesso da pera rocha é devido a um trabalho de um organismo estatal ( não sei o nome ) que estudou : solos , clima , selecionou espécies e tecnologias apropriadas , sendo o resultado aquele que conhecemos : uma boa fruta para consumo interno e para exportação - creio que já são exportadas milhares de toneladas ano . Uma região passou a ser mais rica , e curiosamente pode ser só por meu desconhecimento , mas tenho a impressão que não aparece nas zonas do país em que há gritantes e generalisados casos de pobreza .
Quanto ao TGV , vejam o meu artigo : TGV - pedido de esclarecimento . Continuo sem ver refutado o que lá escrevi , que aliás não tem mérito prório porque transcrevi um artigo de jornal .
Quanto ao problema da bitola e transporte de mercadorias , não é questão secundária . Prende-se com o facto de termos um dos melhores portos de águas profundas da Europa - Sines . Continua a não ser um porto de entrada ou saída de bens da Europa para o Atlântico . Porque será ? Não será estratégico optimizarmos este recurso ?
Por outro lado se podermos responder às nossas necessidades investindo 2 , porque o devemos fazer por 5 ou 6 ? Enquanto gestores fariamos tais actos nas empresas em que trabalhamos ? Quanto à disponibilidade dos fundos , podem ser movidos para outros inverstimentos , pelo menos em parte .
Quanto ao Keynes , continuo a pensar , mesmo sendo um ignorante encartado , que os tempos e condições são outras - ver o meu comentário a artigo do Jorge Cardoso . Como tal , aplicar receitas de uma forma cega pode não ser a melhor aproximação aos problemas .
No meio desta refrega toda vemos a árvore , mas não vemos a floresta . Penso que o que vivemos são manifestações de algo muito mais vasto : empobrecimento do ocidente ( o tamano do bolo é finito , havendo mais convivas à mesa , as fatias para os que já lá estavam vão ter que ser menores ) ; crescimento do desemprego por via de enormes ganhos de produtividade conseguidos pela introdução de tecnologias , o que mais tarde ou mais cedo vai trazer para o centro da discussão como vamos organizar o trabalho e a sociedade : trabalho para mais gente , com menos horas de trabalho e , consequentemente , menos dinheiro ? ou continuação deste modelo com gente com trabalho , bem pagas e multidões de desempregados , que levarão a crises sociais sucessivas e a uma sociedade securitária para aqueles com alguns rendimentos ?
Por outro lado este mundo comporta um crescendo de consumismo conforme temos tido até agora ? Até quando durarão os recursos naturais ?
Tudo isto leva-me a pensar que estaremos à beira de uma mudança de paradigma , que poderá ser resumido por : passarmos de um sociedade caracterizada pelo verbo "ter " , para uma outra caracterizada pelo verbo "ser " .
Um abraço
Adolfo
Já vos transmiti o meu agrado em investimento em massa cinzenta ( dirigida para fins específicos e devidamente controlada e avaliada ) ; um exemplo desse bom trabalho : pera rocha .
Tanto quanto julgo saber ( e a correcção será bem vinda , se estiver enganado ) o sucesso da pera rocha é devido a um trabalho de um organismo estatal ( não sei o nome ) que estudou : solos , clima , selecionou espécies e tecnologias apropriadas , sendo o resultado aquele que conhecemos : uma boa fruta para consumo interno e para exportação - creio que já são exportadas milhares de toneladas ano . Uma região passou a ser mais rica , e curiosamente pode ser só por meu desconhecimento , mas tenho a impressão que não aparece nas zonas do país em que há gritantes e generalisados casos de pobreza .
Quanto ao TGV , vejam o meu artigo : TGV - pedido de esclarecimento . Continuo sem ver refutado o que lá escrevi , que aliás não tem mérito prório porque transcrevi um artigo de jornal .
Quanto ao problema da bitola e transporte de mercadorias , não é questão secundária . Prende-se com o facto de termos um dos melhores portos de águas profundas da Europa - Sines . Continua a não ser um porto de entrada ou saída de bens da Europa para o Atlântico . Porque será ? Não será estratégico optimizarmos este recurso ?
Por outro lado se podermos responder às nossas necessidades investindo 2 , porque o devemos fazer por 5 ou 6 ? Enquanto gestores fariamos tais actos nas empresas em que trabalhamos ? Quanto à disponibilidade dos fundos , podem ser movidos para outros inverstimentos , pelo menos em parte .
Quanto ao Keynes , continuo a pensar , mesmo sendo um ignorante encartado , que os tempos e condições são outras - ver o meu comentário a artigo do Jorge Cardoso . Como tal , aplicar receitas de uma forma cega pode não ser a melhor aproximação aos problemas .
No meio desta refrega toda vemos a árvore , mas não vemos a floresta . Penso que o que vivemos são manifestações de algo muito mais vasto : empobrecimento do ocidente ( o tamano do bolo é finito , havendo mais convivas à mesa , as fatias para os que já lá estavam vão ter que ser menores ) ; crescimento do desemprego por via de enormes ganhos de produtividade conseguidos pela introdução de tecnologias , o que mais tarde ou mais cedo vai trazer para o centro da discussão como vamos organizar o trabalho e a sociedade : trabalho para mais gente , com menos horas de trabalho e , consequentemente , menos dinheiro ? ou continuação deste modelo com gente com trabalho , bem pagas e multidões de desempregados , que levarão a crises sociais sucessivas e a uma sociedade securitária para aqueles com alguns rendimentos ?
Por outro lado este mundo comporta um crescendo de consumismo conforme temos tido até agora ? Até quando durarão os recursos naturais ?
Tudo isto leva-me a pensar que estaremos à beira de uma mudança de paradigma , que poderá ser resumido por : passarmos de um sociedade caracterizada pelo verbo "ter " , para uma outra caracterizada pelo verbo "ser " .
Um abraço
Adolfo
Padre António Vieira
Não resisto a trazer à vossa atenção um par de transcrições desse ilustríssimo pensador e mestre da língua portuguesa .
A primeira transcrição retiro-a do notável discurso do D. Manuel Clemente na entrega do prémio PESSOA ( ver Expresso - Actual , 8 Maio ) :
" Por isso nos deu Deus tão pouca terra para o nascimento e tantas para a sepultura . Para nascer , pouca terra ; para morrer , toda a terra ; para nascer , Portugal ; para morrer, o mundo . Perguntai a vossos avós quantos saíram e quão poucos tornaram ? Mas estes são os ossos de que mais se deve prezar vosso sangue . "
A este respeito diz D. Manuel Clemente : " Vieira vê a exiguidade territorial como causa providencial do destino pátrio . Chegaria para berço , mas não para a sementeira nem para o túmulo , porque Portugal só no mundo inteiro descansaria , sendo essa a sua glória , mesmo que trágico-marítima . "
Há muito tempo que penso que Portugal , de há 500 anos a esta parte , aquilo que faz bem é preparar mão de obra para emigração . Num tinha lido nada que tão claramente o disse-se .
Terra mãe que é madrasta . Terra de viúvas de vivos . Até quando ???
Falamos tanto da qualidade dos nossos governantes , daqui vos deixo , sem mais comentários , estas deliciosas palavras do Padre António Vieira :
" Quando fazem os ministros o que fazem ? E quando fazem o que devem fazer ? Quando respondem ? Quando deferem ? Quando despacham ? Quando ouvem ? Que até para uma audiência são necessários muitos quandos . Se fazer-se hoje o que se pudera fazer ontem ; se fazer-se amanhã o que se devera fazer hoje , é matéria em um reino de tantos escrúpulos , e de danos muitas vezes irremediáveis ; aqueles quandos tão dilatados , aqueles quandos tão desatendidos ; aqueles quandos tão eternos , quanto devem inquietar a consciência de quem tiver consciência .
Um abraço
Adolfo
A primeira transcrição retiro-a do notável discurso do D. Manuel Clemente na entrega do prémio PESSOA ( ver Expresso - Actual , 8 Maio ) :
" Por isso nos deu Deus tão pouca terra para o nascimento e tantas para a sepultura . Para nascer , pouca terra ; para morrer , toda a terra ; para nascer , Portugal ; para morrer, o mundo . Perguntai a vossos avós quantos saíram e quão poucos tornaram ? Mas estes são os ossos de que mais se deve prezar vosso sangue . "
A este respeito diz D. Manuel Clemente : " Vieira vê a exiguidade territorial como causa providencial do destino pátrio . Chegaria para berço , mas não para a sementeira nem para o túmulo , porque Portugal só no mundo inteiro descansaria , sendo essa a sua glória , mesmo que trágico-marítima . "
Há muito tempo que penso que Portugal , de há 500 anos a esta parte , aquilo que faz bem é preparar mão de obra para emigração . Num tinha lido nada que tão claramente o disse-se .
Terra mãe que é madrasta . Terra de viúvas de vivos . Até quando ???
Falamos tanto da qualidade dos nossos governantes , daqui vos deixo , sem mais comentários , estas deliciosas palavras do Padre António Vieira :
" Quando fazem os ministros o que fazem ? E quando fazem o que devem fazer ? Quando respondem ? Quando deferem ? Quando despacham ? Quando ouvem ? Que até para uma audiência são necessários muitos quandos . Se fazer-se hoje o que se pudera fazer ontem ; se fazer-se amanhã o que se devera fazer hoje , é matéria em um reino de tantos escrúpulos , e de danos muitas vezes irremediáveis ; aqueles quandos tão dilatados , aqueles quandos tão desatendidos ; aqueles quandos tão eternos , quanto devem inquietar a consciência de quem tiver consciência .
Um abraço
Adolfo
Ainda as grandes obras
Embora já tenha escrito sobre este assunto já que o nosso amigo Adolfo pediu a nossa opinião, aqui vai de novo.
Os professores não queriam ser avaliados tout court e defenderam esta posição inicialmente. Depois perante a pressão e a evidente impossibilidade de continuarem a defender essa posição passaram a defender que estavam de acordo com uma avaliação mas não com aquela avaliação (não tendo , entretanto proposto qualquer alternativa), depois de conseguirem alterar a avaliação dizem agora que ela não pode servir para nada nem para a colocação de professores, etc.
Ou seja, na verdade a sua posição continua a ser a mesma: Não querem a avaliação e se foram obrigados a ceder perante a pressão da opinião pública, então que ela não sirva para nada.
Ora no TGV e no aeroporto trata-se da mesma coisa.
Aqueles que agora tentam travar essas obras por causa da dívida pública são os mesmos que eram do contra porque não era necessário, depois porque quer a localização do aeroporto quer a linha não eram as mais correctas, depois porque não havia ROI (como se o investimento público fosse como o privado), depois porque a bitola espanhola do TGV não nos serve, depois porque os empregos que se criavam era para imigrantes, depois que o dinheiro da europa devia ser utilizado noutros projectos que não estes....etc, etc, etc.
Ora estes velhos do Restelo (como o Camões os conhecia, aconselho a ler Portugal o pioneiro da globalização) são aqueles que não queriam que D. João II e D. Manuel alterasem a estratégia do país para o Oriente e ficasse apenas com as costas do Norte de áfrica largamente lucrativa. São os mesmos que andaram a discutir o Alqueva 40 anos,que crticaram a Expo, o Centro Cultural de Belém, o Europeu de futebol(que reconheço deveria ter apenas 6 estádios),são aqueles que criticaram a política de betão que pôs Portugal ao nível da Europa, são aqueles cujas mentes e corações estão fechados a novas ideias, são aqueles que ajudam a adiar o país.
Algumas considerações
1. Se não se pudesse fazer investimento público porque o Estado não tinha dinheiro, então não teríamos hospiais, creches, estradas, escolas, etc
2. Se não devemos fazer investimento público quando ele não tem ROI também não teríamos qualquer serviço público, estradas, hospitais, escolas e certamente os nossos antepassados no seculo XIX não teriam construido o caminho de ferro em Portugal e hoje andavamos de burro.
3. Os dinheiros da UE que vêm para o TGV e para o aeroporto não podem ser utilizados em quaisquer outros projectos. É pura e simplesmente dinheiro que vamos poupar á UE que o dará á Polónia , Republica Checa, etc, que não têm Restelo lá na terra !
4. Portugal é um país periférico e portanto quaisquer infraestruturas que aproximem o país dos países seus fonecedores/clientes é estratégica para a competividade do país.
5. Se não realizarmos estas infraestruturas, elas não irão acontecer e, não tenham dúvidas, vamos continuar endividados como estamos porque o Estado é perito em gastar o nosso dinheiro.
6. Não vejo qualquer consenso nacional em relação á não realização destas obras. Há grupos a favor e outros contra como aliás estamos habituados em Portugal. E mesmo que houvesse consenso não quer dizer que ele fosse o mais adequado aos interesses do país. É por causa desses consensos que o PS e o PSD levaram o país a este estado.
A não ser que se pretenda defender as posições de ex ministros das Finanças gente que é largamente responsável pela má governação do país. Eu, quase cartesianamente, quando estes tipos têm uma opinião tendo a automáticamente defender a contrária, tal o (des)respeito e (des) consideração que tenho por tais incompetentes !
7. Finalmente a suspensão das obras públicas como escrevi noutras intervenções desta semana, não irá reduzir o defice do Estado antes pelo contrário irá ter consequências nefastas na economia (não me admirava que provoque uma ressessão)travando o crescimento de 1%do PIB no 1º trimestre (o 2º maior em percentagem da UE).
Cá estaremos para ver se tenho ou não razão.
Devo dizer que a maior parte das razões para o cancelamento destas obras são de tal modo ridículas e irracionais que não percebo como se vai nelas, a não ser porque, quer queiramos quer não, somos infuênciados pelos sound bites criados justamente para nos fazer parar de pensar com a nossa própria cabeça.
Eu, talvez por ter muito tempo ,resisto estóicamente á tentativa de estupidificação que políticos e opinion makers pretendem para nos anesteziar.
É por isso que os ditadores para se manterem no poder pretendem manter as populações na ignorância podendo assim ser eficazes na propaganda.
Estes são mais sofisticados já que governam e opinam em democracia, mas as intenções são as mesmas: estupidificar a opinião pública e aproveitar a preguiça de pensar, e, portanto, pensar por eles com sound bites retirados de técnicas de comunicação do marketing moderno !
Enquanto estiver bom da cabeça não vou nisto !
Os professores não queriam ser avaliados tout court e defenderam esta posição inicialmente. Depois perante a pressão e a evidente impossibilidade de continuarem a defender essa posição passaram a defender que estavam de acordo com uma avaliação mas não com aquela avaliação (não tendo , entretanto proposto qualquer alternativa), depois de conseguirem alterar a avaliação dizem agora que ela não pode servir para nada nem para a colocação de professores, etc.
Ou seja, na verdade a sua posição continua a ser a mesma: Não querem a avaliação e se foram obrigados a ceder perante a pressão da opinião pública, então que ela não sirva para nada.
Ora no TGV e no aeroporto trata-se da mesma coisa.
Aqueles que agora tentam travar essas obras por causa da dívida pública são os mesmos que eram do contra porque não era necessário, depois porque quer a localização do aeroporto quer a linha não eram as mais correctas, depois porque não havia ROI (como se o investimento público fosse como o privado), depois porque a bitola espanhola do TGV não nos serve, depois porque os empregos que se criavam era para imigrantes, depois que o dinheiro da europa devia ser utilizado noutros projectos que não estes....etc, etc, etc.
Ora estes velhos do Restelo (como o Camões os conhecia, aconselho a ler Portugal o pioneiro da globalização) são aqueles que não queriam que D. João II e D. Manuel alterasem a estratégia do país para o Oriente e ficasse apenas com as costas do Norte de áfrica largamente lucrativa. São os mesmos que andaram a discutir o Alqueva 40 anos,que crticaram a Expo, o Centro Cultural de Belém, o Europeu de futebol(que reconheço deveria ter apenas 6 estádios),são aqueles que criticaram a política de betão que pôs Portugal ao nível da Europa, são aqueles cujas mentes e corações estão fechados a novas ideias, são aqueles que ajudam a adiar o país.
Algumas considerações
1. Se não se pudesse fazer investimento público porque o Estado não tinha dinheiro, então não teríamos hospiais, creches, estradas, escolas, etc
2. Se não devemos fazer investimento público quando ele não tem ROI também não teríamos qualquer serviço público, estradas, hospitais, escolas e certamente os nossos antepassados no seculo XIX não teriam construido o caminho de ferro em Portugal e hoje andavamos de burro.
3. Os dinheiros da UE que vêm para o TGV e para o aeroporto não podem ser utilizados em quaisquer outros projectos. É pura e simplesmente dinheiro que vamos poupar á UE que o dará á Polónia , Republica Checa, etc, que não têm Restelo lá na terra !
4. Portugal é um país periférico e portanto quaisquer infraestruturas que aproximem o país dos países seus fonecedores/clientes é estratégica para a competividade do país.
5. Se não realizarmos estas infraestruturas, elas não irão acontecer e, não tenham dúvidas, vamos continuar endividados como estamos porque o Estado é perito em gastar o nosso dinheiro.
6. Não vejo qualquer consenso nacional em relação á não realização destas obras. Há grupos a favor e outros contra como aliás estamos habituados em Portugal. E mesmo que houvesse consenso não quer dizer que ele fosse o mais adequado aos interesses do país. É por causa desses consensos que o PS e o PSD levaram o país a este estado.
A não ser que se pretenda defender as posições de ex ministros das Finanças gente que é largamente responsável pela má governação do país. Eu, quase cartesianamente, quando estes tipos têm uma opinião tendo a automáticamente defender a contrária, tal o (des)respeito e (des) consideração que tenho por tais incompetentes !
7. Finalmente a suspensão das obras públicas como escrevi noutras intervenções desta semana, não irá reduzir o defice do Estado antes pelo contrário irá ter consequências nefastas na economia (não me admirava que provoque uma ressessão)travando o crescimento de 1%do PIB no 1º trimestre (o 2º maior em percentagem da UE).
Cá estaremos para ver se tenho ou não razão.
Devo dizer que a maior parte das razões para o cancelamento destas obras são de tal modo ridículas e irracionais que não percebo como se vai nelas, a não ser porque, quer queiramos quer não, somos infuênciados pelos sound bites criados justamente para nos fazer parar de pensar com a nossa própria cabeça.
Eu, talvez por ter muito tempo ,resisto estóicamente á tentativa de estupidificação que políticos e opinion makers pretendem para nos anesteziar.
É por isso que os ditadores para se manterem no poder pretendem manter as populações na ignorância podendo assim ser eficazes na propaganda.
Estes são mais sofisticados já que governam e opinam em democracia, mas as intenções são as mesmas: estupidificar a opinião pública e aproveitar a preguiça de pensar, e, portanto, pensar por eles com sound bites retirados de técnicas de comunicação do marketing moderno !
Enquanto estiver bom da cabeça não vou nisto !
quarta-feira, 12 de maio de 2010
O estouro
Como diz o Zé mais uma vez nada se faz de substancial.
E mesmo o que se faz será ineficaz para o fim em vista.
Com o aumento do IVA não irá o Estado receber nada uma vez que esse aumento levará a menos consumo logo a menos receita do IVA.
A redução do consumo levará a mais desemprego a que equivale menos deduções para a Previdência Social e menos IRS e mais subsídio de desemprego.
O fim das obras públicas leverá a mais desemprego logo aumento das despesas com o fundo de desemprego.
Portanto com a economia estagnada , sem investimento do Estado e dos privados, o aumento dos impostos, sobretudo os referentes ao consumo leverá á redução das receitas e não ao aumento das receitas e concomitantemente levará ao aumento do défice público e não á sua redução.
Como disse, no governo Barroso tomaram-se estas mesmas medidas e o défice não só não diminuiu como, pelo contrário, aumentou!
Já agora aquilo de reduzir os salários dos políticos soa-me a populismo, já que ter o PR a ganhar 6 000 euros e o 1º Ministro a ganhar 5000 euros é demagógico e ridículo.
Não será a pagar estes salários que teremos os mais capazes a dirigir o país.
Mas, como sempre, trata-se de atirar areia para os olhos do povinho!
E, claro, os mesmos que dão feriado a milhões para ver o Papa, são aqueles que nos vêm aumentar os impostos ! (o famoso bloco central)
E mesmo o que se faz será ineficaz para o fim em vista.
Com o aumento do IVA não irá o Estado receber nada uma vez que esse aumento levará a menos consumo logo a menos receita do IVA.
A redução do consumo levará a mais desemprego a que equivale menos deduções para a Previdência Social e menos IRS e mais subsídio de desemprego.
O fim das obras públicas leverá a mais desemprego logo aumento das despesas com o fundo de desemprego.
Portanto com a economia estagnada , sem investimento do Estado e dos privados, o aumento dos impostos, sobretudo os referentes ao consumo leverá á redução das receitas e não ao aumento das receitas e concomitantemente levará ao aumento do défice público e não á sua redução.
Como disse, no governo Barroso tomaram-se estas mesmas medidas e o défice não só não diminuiu como, pelo contrário, aumentou!
Já agora aquilo de reduzir os salários dos políticos soa-me a populismo, já que ter o PR a ganhar 6 000 euros e o 1º Ministro a ganhar 5000 euros é demagógico e ridículo.
Não será a pagar estes salários que teremos os mais capazes a dirigir o país.
Mas, como sempre, trata-se de atirar areia para os olhos do povinho!
E, claro, os mesmos que dão feriado a milhões para ver o Papa, são aqueles que nos vêm aumentar os impostos ! (o famoso bloco central)
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