Creio que todos concordamos que o actual Governo perdeu o seu prazo de validade.
E , em parte por razões conjunturais e em parte por culpas próprias.
Claro que este governo padece de todos os males da nossa democracia, assim como todos os outros antes dele: nepotismo, clientelismo,etc.
Considero, no entanto que os 3 primeiros anos do governo Sócrates foram provávelmente o melhor que tivemos a seguir a Abril: consolidou-se as finanças públicas para um record de 2,3%, saiu-se da recessão e pos-se a economia a crescer, reformou-se a Previdência Social , desenvolveu-se um plano energético (hoje o consumo de 45% é de energias alternativas a fósseis) e afrontaram-se as corparações que há longo tempo paralizam a vida do país.
Tudo isto e pela primeira vez depois de 25 de Abril, cumprindo as metas orçamentais definidas pela AR e sem necessitar de qualquer Orçamento rectificativo.
Tudo corria bem até que no último ano o Governo começou a meter água porque a sua aptência pela menutenção ao poder , o levou a errar:
Primeiro aumentou os funcionários publicos em mais 2,9% apesar da inflaçao ser inferior a 2% , apesar de 75% do Orçamento do Estado ser com salários e prestações sociais !
A sede de poder, mais uma vez prevaleceu e passou a valer tudo.
O Governo começou a andar para trás na luta contra as corporações (embora mantivesse corajosamente a sua luta contra os professores),etc.
Depois veio a crise inesperada e seguiu a receita de todoa os governos do mundo despejando dinheiro na economia.Também convinha para as eleições e , em vez de 8% de defice como estava no orçamento, acbou em mais de 9% (um governo que sempre controlou os gastos públicos não necessitando de qualquer orçamento rectificativo, não exitou em exced^-lo para tentar minimizar a crise e assim amnter o poder nas eeições).
Nessa altura pensou , e certamente bem, que atendendo á extenção da crise, a UE permitiria que a consolodação se fizesse gradualmente sem dôr.
No entanto em virtude de factores externos ,a UE viu-se obrigada a endurecer a sua posição em virtude do ataque ao euro e aqui estamos!
Eis como um Governo que começa bem, atraído pela necessidade de políticas eleitorais para se manter no poder, acaba por saír pela esquerda baixa.
Baixa foi também o papel da oposição sem alternativas credíveis e alinhando na onda das corpaorações descontentes. Tal , no entanto, é outra das péssimas caracteristicas da democracia portuguesa seja qual for a opsição.
Será Passos Coelho o novo 1º MInistro. Até agora tem causado boa impressão e tem tido decisões acertadas. Certamente que o habitual nepotismo e clientelismo continuará, mas esperemos que ao menos seja competente, para variar.
terça-feira, 18 de maio de 2010
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