sexta-feira, 14 de maio de 2010

Medidas

já respondi ao nosso consócio Adolfo ácerca dos investimentos públicos que podem ver no comentário que fiz directamente ao artigo do Adolfo.
Mas resumidamente digo que:
(a) toda a Europa considera o TGV como uma infraestrura estratégica já que os países escandinavos acabam de aderir á iniciativa. O facto de ele ser considerado estratégico pela UE +e provado pelo facto de tal infreestrutura ser subsidiada em biliões pela mesma UE.Temos portanto que TODOS os países europeus consideram esta infraestutura estratégica mas nós, os inteligentes, consideramos que não e estamos mesmo prontos a abdicar desse dinheiro em prole de outros que certamente o receberão de braços abertos.
Quem terá razão ? : Toda a Europa ou NÓS ?
(b) Também existem artigos nos jornais bem construídos a defenderem o TGV assinados por professores catedátricos incluindo o Presidente da Ordem dos Engenheiros
(c) A quetão não é técnica mas política e qualquer parecença dos negativistas com o velho do Restelo não é pura coincidência (salvo o devido respeito no que toca aos meus amigos, claro)

Quanto ás medidas de austeridade , quem paga é o mexilhão!
Não percebo o espanto : já debati largamente (e até no meu livro) que o Estado não poderá reduzir a despesa sem tocar nos funcionários públicos, o que não fará certamente enquanto eles significarem um grupo decisivo para ganhar (ou perder) eleições.
De qualquer forma não era neste programa de austeridade que se podia fazer algo sobretudo em tempo útil relativamente a esse problema. Portanto a critica só pode ser feita pelo que não se fez nos últimos 30 anos neste particular e nada mais.
Finalmente este programa de aumento de impostos sobretudo no que respeita aos do domínio do consumo, terão , como defendi, um efeito contrário ao pretendido. Aumentarão o defice e não diminuirão como se pretende. A suspensão dos investimentos públicos levarão á estagnação da economia e mesmo á recessão. Portanto estas medidas obtusas não resolverão nada e , pelo contrário, ainda acentuarão a crise económica e social no país.
Espero não ter razão !

Finalmente , infelizmente não considero que estamos perante um novo paradigma em alternativa ao consumismo, embora concorde com o Adolfo que um desenvolvimento económico baseado apenas no consumo e do desrespeito pelo ambiente e pelos recursos naturaisnão tem futuro.
No entanto o mundo não é a Ue ou os países ricos que são pouco mais 1/3 da humanidade.
2/3 da Humanidade não têm o suficiente para sobreviver e não têm outro remédio de explorar os recursos naturais.
Por outro lado, o paradigma do capitalismo não mudou.
Ele ganhou sobre o comunismo e, quando a crise passar, ninguém se lembrará dela.
De notar que após uma crise que abalou as instituições e ameaçou a sociedade estamos ás voltas com as mesmas agências de rating que provaram a sua incompetência(e a falta de ética) e com os especuladores que não exitam em condenar populações para conseguirem aumentar as suas contas bancárias. Não meu amigo , não há novo paradigma: não aproveitámos a oportunidade para trnar o capitalismo mais humano porque não soubemos ou não pudemos

1 comentário:

  1. Sugestão - vejam o artigo escrito por Jeffrey Garten - professor da Yale School of Management , no último número da Newsweek . Desanimador , confirmando a linha de pensamento defendida neste artigo escrito pelo Jorge Cardoso - mercados financeiros vão continuar a ditar as leis à sociedade mundial . Até quando o poder económico se vai sobrepor ao político ?
    Adolfo

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