Sobre a virtualidade do Keynes na situação actual já escrevemos muito.
Por mim,esta é a minha última participação neste "peditório"...
Os mercados cairam após o anúncio das medidas anti-crise (sobre a qualidade e virtualidade das quias já dei a minha opinião...)? Então e antes delas estavam a subir? Estarei enganado ou a maior queda de sempre da bolsa portuguesa,espenhola,etc. não se verificou na véspera do anuncio das medidas anti crise e a coberto do convencimento dos mercados de que os páises europeus (sobretudo os super endividados)teriam dificuldade em pagar aquilo que já deviam e ainda mnais o que viriam a dever a insistirem nos investimentos públicos que anunciavam querer fazer ?
A verdade é que os mercados assinalavam,antes das medidas anti crise,um claro convencimento de que alguns países (como Portugal) poderiam estar à beira da insolvência pura e dura.
As medidas anti-crise podem levar à recessão ? Claro que sim. No entanto tentam evitar (sobretudo naqueles casos em que sèriamente se tenta actuar nos problemas estruturais.Infelizmente esse não é o caso em Portugal,como sabemos...)que os países entrem pura e simplesmente em insolvência cujas consequências nem Keynes nem ninguém sabe muito bem determinar mas que não custa imaginar que serão muito piores do que uma recessão temporária.
Havia outra solução ? Eu não a conheço e,pelos vistos,em toda a Europa a esmagadora maioria dos economistas também não.
É agradável esta situação e o que ela prenuncia ? Claro que não mas entendamo-nos : pusemo-nos a jeito (repito que se a situação de endividamento dé um País como Portugal é perigosissima a situação de endividamento dos particulares e privados no País é ainda maior...)e agora vamos colher os frutos do que semeámos .
Finalmente,volto a repetir : este mês tenho andado a "passear" por Espanha . O que tenho visto é um país cheio de TGV's e "investimentos públicos" feitos e que nem por isso escapou a uma situação de crise igual ou pior que a portuguesa.Qual o traço comum ? Um endividamento galopante e a um nivel que quem empresta duvida possa ser mantido e reembolsado quando as dividas se vencerem.
Por isso,essa fé cega de que estes "investimentos" serão suficientes para nos evitar desgraças futuras não é suportada por factos que não precisamos de ir buscar muito longe : basta apanhar o comboio (mesmo o regular...) e passar para Espanha para o comprovar.
A "solução",para um país como o nosso é enfrentar e actuar nos verdadeiros problemas.Um e muito gordo é o "monstro" que consome uma fatia importante dos recursos gerados e dos que obtemos pedidndo fiado no estrangeiro.Mis do que o Keynes ou não Keynes seria bom que tratássemos desse assunto.É dificil,bem sei mas se o não fizermos ou alguém nos obrigará a fazê-lo ou seremos arrastados para a cova por esse lastro bem pesado.
Boa semana para todos que eu vou "usar o TGV espanhol" ...
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