Desde o 25 de Abril, abriu-se uma guerra entre estas duas instituições. Os sindicatos controlados pelo PCP lutaram denodadamente contra as Comissões de Trabalhadores e conseguiram em larga percentagem neutralizá-la.
Porquê?
Básicamente por 2 razões:
- Primeiro porque as CT integram no seu seio tendências de vária ordem que, pela aplicação do método de Hondt têm sempre participação maioritária ou minoritária , sendo assim mais difícil o controle por parte do PCP (ou de outro qualquer partido como o PS na UGT).
O facto de que a CT obriga a que pelo mnos 50% mais um trabalhadores votem , faz com que seja muito mais representativa que os sindicatos (em que apenas votam os trabalhadores sindicalizados naquele sindicato)
Assim, numa empresa de 1000 pesssoas a CT foi votada pelo menos por 501 pessoas, enquanto que se a empresa tiver apenas 100 empregados sindicalizados , eles podem eleger os seus delegados sindicais que pouco ou nada representam mas que têm poderes consideráveis que lhes são atribu+idos por lei!
Ou seja a empresa tem que dialogar com a CT que representa pelo menos 500 trabalhadores e, em igualdade de direitos, com os sindicatos que apenas representam 100 !!
Assim é possível mmanter os dirigentes sindicais por dezenas de anos , embora eleitos por um número ridiculamente diminuto de trabalhadores e o controle apertado de partidos, nomeadamente o PCP.
- Se juntarmos ao acima dito existe ainda uma outra razão para que os sindicatos temam as CT e as queiram ,pura e simplesmente suprimir: trata-se do facto das CT estarem muito mais viradas para os interesses dos trabalhadores e da própria empresa, preferindo tratar de assuntos concretos que afecte a vida dos seus representados, estão pouco virados para acções de carácter político/partidário, greves de solidariedade, etc
O que penso é que a forma de eleição dos sindicatos é pouco democrática e os sindicatos passam a ser vanguardas políticas dado que têm pouca representatividade.
Assim, talvez uma alteração no sistema de eleição dos delegados sindicais fosse no sentido de tornar os sindicatos mais verdadeiramente representativos e independentes de partidos políticos.
Parecia-me uma boa achega.
A não ser assim, temos o exemplo da AutoEuropa que tem CT e CSindical.
A CT acordou coma Administração um "pacote" determinado.
A CSindical, dominada pelo PCP , que nunca acorda com nada, manipulou o plenário e acabou (por uma unha negra) por regeitar o "pacote"
Como saír desta confusão ? Com quem deve a Administração dialogar ? Bagunça !!
Se os políticos estão tão interessados em alterar a CRP, talvez fosse mais útil alterar estas leis para assegurar um melhor e mais democrático funcionamento dos órgãos representativos dos trabalhadores !
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário