terça-feira, 13 de julho de 2010

A Crise

Já aaqui várias vezes escrevi que as medidas draconianas impostas pela UE aos seus países membros, poderiam não só não resolvar a questão da dívida externa como os defices orçamentais como poderia ainda torná-los mais graves.
Passado algum tempo , verifica-se que , infelizmente esta situação se vislumbra.
A UE parou de crescer mesmo que pouco e a recessão está no horizonte.
Na entrevista do tipo da MOODY, que decidiu colocar Portugal em A2 o que não fazia há 12 anos, reconhecendo, assim, o rating das outras agencias, disse que a maior razão era de que as medidas drásticas e abruptas tomadas por Portugal, resultaria um abrandamento da economia e mesmo uma recessão ,aprofundando os defices e dívidas.
Markus Wolf vem defendendo o mesmo no Finantial Times.
E O Banco de Portugal (que de repente depois da saída de Constâncio, passou , tal como eu previa, a ser bom), indica que se o crescimento em 2010 será um pouco melhor que o previsto pelo Governo, em 2011 será pior e continuará o aumento do desemprego.
De notar que apesar do defice e da dívida, no 1º trimestre Portugal cresceu 1,8% sendo o 2º melhor da zona euro, tendo esse crescimento sido práticamente conseguido com o aumento das exportações.
Assim, o Estado conseguiu arrecadar de impostos quase 6% mais que o trimestre do ano anterior , contribuição importante para a redução do defice e da dívida.
Com as referidas medidas as exportações baixarão porque os nossos principaus clientes não crescem e o investimento público é baixo e o privado é nulo.
Assim, o desemprego aumentará, as falências aumentarão e despesa do EStado aumentará automáticamente e as receitas do Estado diminuirão quer na Previdência Social quer no IRC e IVA !, o que aumentará quer o défice quer o endividamento.
Não é preciso rocket cience para o reconhecer !
Entretanto as medidas foram adoptadas para "proteger" o Euro.
Como se vê, não resultaram no abrandamento das pressões.
Agora fala-se no "stress test" dos Bancos para "acalmar" os mercados !
Depois, a continuarem as pressões, inventar-se-á qualquer outra coisa.
De vitória em vitória até á derrota final.
O desespero não é bom conselheiro e leva á tomada de medidas sem se analisar correctamente e calmamente as suas consequências.
Até agora todas as medidas não resultaram e inventam-se novas.
POrque não se para um pouco para pensar ?
Não há estadistas , como diz o Zé e com razão, para corajosamente enfrentar as dificuldades e tomar as medidas adequadas.
Tempos ainda piores nos esperam, graças á miopia destes senhores !

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