segunda-feira, 14 de junho de 2010

Leitura em dia

Aproveitei o longo fim de semana para pôr a leitura em dia e gostaria de partilhar convosvo algumas notícias correndo o risco de póvávelmente ser redundante pois, provávelmente, também asleram.

Já escrevi que a crise actual, tendo embora começado com uma crise financeira, despoletada pela falência do Lehman Brothers nos EEUU e que o Governo americano, fiel ao seu ADN liberal e não intervêncionista, permitiu, a verdade é que a crise é económica antes de mais.
Defendi ainda que a desregulção do sector financeiro , em particular , quer pelo Sr Greenspan quer pela Sra Tthatcher, segidos pelo BCE, foi culpada por toda esta situação e que, portanto urgia alterar a situação e tomar medidas em termos de "lessons learned".
Entretanto, só o Sr Greenspan reconheceu o erro e disso se desculpou. Os "liberais" esses continuam a defender a não inevenção do Estado na economia excepto quando precisam do dinheiro dos contribuintes para "salvar" os seus negócios e as suas fortunas.
Lamentávelmente, por outro lado, além de medidas pontuais e envergonhadas , não se vêem verdadeiras medidas correctivas para prevenir crises financeiras e restaurar a confiança necessária. Perdeu-se portanto mais uma oportunidade e certamente haverá um preço a no futuro e infelizmente mais próximo do que se possa pensar.

Assim, verifico que a crise financeira redundou numa verdadeira crise económica . Por todo o mundo ouvimos notícias negativas.
Os EEUU têm um défice público de cerca de 13% do PIB e um endividamento terceiro mundista tendo a sua dívida sido subscrita na sua grande maioria pela China. O novo Governo do Japão já informou que teme a bancarrota porque o defice público se encontra perto dos 12% e a dívida pública de mais de 200% ! do PIB.
Na China o crescimento económico é de menos de 5% quando nos últimos anos chegou sempre aos 2 digitos. Na Hungria, desconfia-se da situação estando a UE a investigar também a situação da Bulgária.
Entretanto o novo governo inglês fala em despedir milhares de funcionários o´públicos já que o seu defice e de 2 digitos e o seu endividamento é superior a 120% do PIB, números aliás identicos ao outrora tigre celta, a Irlanda.
A Itália também tem um défice de 2 digitos e um endividamento de cerca de 100% do PIB.Quanto a Alemanha e a França que estão pelos 5 e 6% de défice estão perto do dobro do défice que é permitido pelos PEC (3%)!
Quanto ao défice Espanha vai nos 13% e endividamento em 60% e Portugal nos 9,5% e nos 80% , quanto á Grécia é um desastre.
Na verdae, os PIIGS até nem são os piores. Se tivesse a mesma bitola para qualificar os políticos idêntica ao Manel, o que não é o caso, diria simplesmente que o Sócrates e os 1º ministros que o antecederam estão"perdoados ão são piores que os outros , são até muito melhores".
Leia-se no Expresso na página internacional: Com o título Balbúrdia na Eurolandia-surpresa - Afinal não são só os PIIGS que têm problemas otçamentais. Os grandes países também.
Isto significa que há uma crise mundial (do capitalismo) que não se resolverá com medidas avulsas e regionais e com medidas de salve-se quem puder!
Quanto ás medidas tomadas,levantam-se as vozes conra elas de todos os lados. Todos concordam com medidas de austeridade, mas discordam do cancelamento do investimento público.
Por mais que procure, não encontro ninguém que concorde como que se está a fazer.
Já indiquei o Presidente do FMI e o próprio Prémio Nobel da Paz, agora indico outros:
Jacques Caieux , falando realativamente a Portugal, afirma que embora o endividamento público português seja alto encontra-se na média dos países europeus, abaixo dos EUA e do Japão e melhor que países com economias fortes na zona euro como a Itália e a Inglaterra membros do G 8 !
Declara ainda que a sendo adívida pública cerca de 80% do PIB, a dívida privada detida por estrangeiros " é bem o dobro do correspondente á dívida pública".
Assim se o Estado, mesmo com planos de austeridade tem dificuldade em pagar as dívidas, imagine-se o que acontecerá com os privados que, com uma economia estagnada e sem investimento , não têm hipóteses de realizar lucros para pagar sequer o serviço da dívida quanto mais amortizá-la.Assim "sem investimento público, a situaçãp será agravada a curto e longo prazo".
O Nicolau Santos no Expresso escreve com o título "A estúpida decisão da Europa" : " A Europa além de estar velha e gorda também ficou estúpida ?...." Os severos cortes orçamentais que estão a ser praticados vão lançar a UE numa recessão- qua a Aelemanha se prepara para agravar ".
Se a minha poisição começou contra a corrente, afinal agora está a favor da corrente.

Mas não nos precipitemos, atendendo á mediocridade dos jogos do Mundial a nossa selecçao também não é das piores, portanto,se calhar,ainda temos uma hipótese. Cá para mim aposto no empate amanhÃ.

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