terça-feira, 15 de junho de 2010

(cont)

Ora o governo e o PS não pretendem fazer alterações na lei laboral porque entendem que, na presente conjuntura, iria adensar as dificuldades com a reacção dos sindicatos ,com instabilidade social e greves que afectariam a tão depauperada economia.
Por outro lado, Passos Coelho e o PSD defendem que se deve aproveitar a situação em que as pessoas estão mais preaparadas para más notícias e , até, para realizar alterações temporárias que só deveriam vigorar no período de crise.
Vejo-me obrigado a , neste particular, estar do lado de Passos Coelho. Todos os momentos são bons momentos para fazer o que interessa ao país.

Ora, a visãp acima é a que é pública.
No entanto há uma mais política e de cinismo táctico que se aproximará mais da realidade.
O PS e o Governo já está em dificuldades e sabe que quem fizer esta reforma ficará com um estigma na sociedade portuguesa devido á emoção consequente da manipulação dos sindicatos.
Sabe, portanto, que a fazer esta reform, teria que fazer uma travessia do deserto mais longa que a que, a meu ver, irá fazer e a curto prazo, porque perderia apioi á sua esquerda.
Quanto ao PSD , reconhecendo a validade das alterações ,pretende, no entanto, que seja o PS a faz^-las para que o partido não fique com o estigma de ser ele próprio a realizá-lo, reduzindo o apoio eleitoral do centro esquerda.
Parece-me que esta última versão será a que se aproxima da realidade.

Aqui se vê a diferença entre politiquiçe e política e entre líderes de pacotilha e estadistas.

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