Almocei com um meu amigo de há mais de 30 anos com o qual partilho muitas das preocupações e que foi o grande incentivador do livro que ambos publicámos. Partilhamos os pricípios e os valôres mas nem sempre concordamos com tudo o que só aguça o engenho e , da discussão geram-se consenços importantes.
Isto a propósito do que o Adolfo já aqui escreveu da ssociedade baseada no consumo que não tem futuro.
Fal´mos na democracia de que ambos somos acérrimos defensores , mas também reconhecemos os seus problemas. Como Churchil concordamos que a democracia é o pior dos sistemas exceptuando todos os outros. Na ânsia bem compreensível de limitarmos os poderes dos líderes ainda que eleitos, construimos uma dependência dos mesmos em re~lação ás opiniões públicas que tem ás vezes efeitos preversos.
Os líderes das democracias ocidentais , para obterem o poder têm que realizar acções que, a longo prazo têm efeitos preversos. Assim, por exemplo, atribuímos regalias sociais quando as economias não tinham condições para as satisfazerem. Como consequência, as economias ocidentais e, por arrasto todo o resto do mundo dado o seu poder económico, estão falidas.
Como é habitual , criticamos os políticos e está o problema resolvido.
Nem os intelectuais que não deviam ter aptência pelo exercício do poder, ou não existem ou não estudam uma alternativa á economia de consumo que literalmente falhou.
Sem esses intelectuais que normalmente se caracterizam pelo desafio ao status quo difícilmente as nossas sociedades crescerão no sentido correcto da solidariedade no planeta.
A democracia obriga que os líderes procurem o bem estar do seu povo acima de tudo e , portanto, a humanidae esgota as sua energias em "guerras" paroquiais (comparadas como planeta) que a nada levam senão ás dúvidas sobre o futuro , sobretudo para os países mais desfavorecidos e as populações mais vulneráveis.
Contudo, a nós (dsiscussão ao almoço) não satisfaz o mero reconhecimento da situação antes quremos, com algum atrevimento ,contribuír para ideias diferentes e talvez seja o mote para o nosso próximo livro.
Como exemplo mais prosaico e próximo, temos os que se passa hoje em Portugal.
Há um mês atrás, a sondagem do Expresso dava o PSD muito perto da maioria absoluta. Se bem que tenha sido depois da "entronização" de Passos Coelho no Congresso do Psd e das suas intervenções moderadas (a classe média não gosta de radicalismos), o resultado era o esperado tendo em conta a situação do país, mesmo que á semalhança dos países europeus.
Só recentemente e como consequência da crise , que os cidad~ºaos têm a tendência bem compreensível de culpar os governos em funções, foram substituídos os governos da Grécia, Irlanda, Inglaterra,Hungria, Holanda,etc e ganharam eleições os flamengos na Bélgica , para não falar da queda do governo do Japão e a eleição de Obama.
Ora , a verdade é que , um mês depois, a nova sondagem do Expresso apresenta o PSD apenas com menos de 1% de vantagem sobre o PSD !!!
Isto não faz sentido nenhum, ou se calhar até faz.
O Presidente do PSD de que nada tenho a apontar, antes pelo contrário, sendo um político pouco experiente começou a falar do que era necess´rio fazer no país. Redução do Estado (minist´´rios, governadores civis, assessores e até deputados, etc). Não contente com isto pretende allterar as leis laborais. O que o homem foi dizer !
É evidente que a classe dirigente não pode apoiar quem diminue as probendas, por outro lado, os sindicatos não podem deixar que se altere a legislação laboral !
Ora bem, como vêem, qualquer político ou partido que pretenda fazer o que é melhor para o país , não tem hipótese de ganhar quaisquer eleições pelo menos em condições estáveis de governação com uma maioria no Parlamento.
No nosso livro digo que exceptuando o Governo munoritário do Guterres nenhum governo minoritario ou de coligação cumpriu 4 anos de legislatura (POrtugal é o único pa+is dos 27 que tem um Governo minoritário)! Nem a AD (com 3 partidos) !
Ora o que diz esta sondagem é que se houvesse eleições hoje o PSD e o CDS não conseguriam formar governo ( e todos os governos PSD/CDS caíram antes do fim da legislatura).
A questão é: devem os políticos continuar a alimentar a opinião pública e desenvolver pol+iticas suicidárias para estarem no poder ?
A resposta é não.
No entanto , se o não fizerem e falarem verdade, não têm hipóteses de serem eleitos.
Em que é que ficamos ?
Não é a democracia a vontade da maioria? Pois aí temos o resultado.
O que fazer e ,apesar de tudo em termos de democracia a "defensora da vontade dos cidadãos ??
segunda-feira, 14 de junho de 2010
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