terça-feira, 1 de junho de 2010

Crenças !

Directamente de Madrid aqui estou eu a dar novas para que o nosso amigo Jorge nao "fique a alar sòzinho",como ele diz.
Pego na palavra do sempre oportuno Adolfo para marcar algumas das minhas crenças que nao sei explicar de forma cientifica mas que tenho por muito arreigadas no meu espirito : acredito que um país que nao produz o que come (ou,pelo menos,uma parte significativa do que come)e nao possui uma forte base de produçao de produtos manufacturados transaccionáveis é um país com fturo muito incerto.

Nao me peçam que demonstre a base cientifica do que digo porque nao o sei fazer mas acredito profundamente na validade do que deixo escrito.

Dito isto,como está Portugal nestes dois aspectos : nada bem,diria eu. A agricultura vem sendo paulatinamente abandonada e a base industrial vai-se retraindo de forma constante.Os teóricos do optimismo que pululam em Portugal,acham que estes dois sectores sao "old fashioned" e que o futuro está nas actividades dos serviços,do turismo e de coisas exóticas que ninguém verdadeiramente sabe o que significam,como "o mar".

Num Mundo globalizado e extremamente concorrencial como o nosso,a vida está dificil até para os que nao descuram essas áreas por isso imaginem como nao será para os que pouco fazem para as consolidar.Hoje,nem de propósito,fiz uma viagem de duas horas e meia de Málaga a Madrid no TGV cá do sitio (aqui chamam-lhe AVE e é uma maravilha de conforto e eficácia.A Espanha está cehia deles e,nem por isso,escapou às dificuldades.Só para lembrar que associar TGVs a sucesso é mais do que falacioso...) e é mpressinante como cada parcela de terreno está aproveitada com cultivos variados e/ou manadas de gado pastando.O que mais me surpreendeu foi que vi muitas áreas que claramente foram plantadas muito recentemente o que marca uma clara diferença entre Espanha e Portugal : por aqui têm uma agricultura das mais fortes de Europa e continuam a desenvolvê-la enquanto que em Portugal...
Voltando ao Adolfo,comparto com ele que os investimentos "de todos" como o Alqueva têm de ser usados para o fim com que foram feitos . Neste caso para aumentar o regadio e viabilizar a agricultura.Nao se pode ,â custa do erário público,isto é de todos nós,permitir que uns chico espertos" se permitam agora desviar a utilizaçao desses investimentos com o único objectivo de enriquecerem nas costas de todos nós. Isto conflictua com o direito de propriedade consagrado constitucionalmente? Paciência.O que está em jogo é mais importante do que a chico espertice.

Infelizmente,a minha esperança de que isto se altere é infima : se os tereenos do Alqueva estao a ser usados ,quase em exclusivo,por espanhois enquanto os tugas se dedicam ao disfrute imediato que resulta da venda dos seus terrenos aos espanhóis. Mais tarde havemos de ver um clamôr nacional porque os espanhóis nos estao a invadir e a roubar" as nossas terras !!!

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