Leio hoje que o Papa expressou que estava "envergonhado" pela confirmação de inúmeros casos de pedofilia por parte de padres na Irlanda e que,compungido,terá pedido perdão às vitimas e familias dos ofendidos.
A minha reacção a esta coisa é que Sua "Santidade" deve tomar o Mundo por parvo e é,indiscutivelmente,um homem de um cinismo elevado a uma tal potência que ,a mim,me causa algo entre a pena e o nojo.
Alguém,minimamente equilibrado,poderá acreditar que o Sr. Cardeal Ratzinger,homem que conhece a Igreja Católica por dentro e por fora e que,no seio da mesma,ocupou sempre lugares de maior destaque,só agora é que descobriu que a Igreja Catolica alberga no seu seio inúmeros pedófilos que,de forma vergonhosa para si e para a Igreja que representam (????),vitimaram milhares de crianças que,supostamente,lhes foram confiadas para serem protegidas e não violadas e violentadas como estes pulhas fizeram?
O Senhor Cardeal Ratzinger (que agora se esconde por trás do nome de Bento XVI) sabe,há dezenas de anos disto.Há dezenas de anos que o Senhor Cardeal sabe que a Igreja Católica pactua e protege os pedófilos e exerce sobre as vitimas uma pressão criminosa para que "se calem e aguentem".Muito provavelmente,o Senhor Cardeal Ratzinger,pelas posições que tem ocupado na estrutura da Igreja Católica,"protegeu" alguns pedófilos que lhe estavam mais próximos.
Perante isto,vir hoje com um ar compungido dizer da sua "vergonha" como se acabasse de descobrir esta tramoia só é digno não do herdeiro da palavra de Jesus no Mundo mas sim do mais maquiavélico e oportunista representante de uma "nomenclatura" que tudo faz e fará para se "perpetuar" no "bem bom" das mordomias vaticanas.
Vergonha sinto eu,como simples e humilde católico,por a Igreja estar ,infelizmente,enxameada de personagens sinistros como estes pedófilos e este Senhor Cardeal Ratzinger. Com atitudes destas,modelos de falsidade e de cinismo hipócrita,esta gentinha a única coisa que faz e consegue é denegrir a palavra de Jesus que devia ser a inspiradora das suas vidas.
Para os Católicos não dogmáticos e não "cegos" pela "verdade conveniente de cada momento",isto constitui mais uma achega para pôr em dúvida o dogma da infalibilidade do Papa.
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