segunda-feira, 22 de março de 2010

A libedade de expressão

Não sei se leram o artigo do MSTavares no Expresso.
Básicamente o que diz é o seguinte: agora que os deputados da comissão de ética estão a trabalhar no assunto da liberdade de expressão, era tempo de falarem na ética dos jornalistas e dos directores de jornais ao "informarem " ou "manipularem" a opinião pública.
Vem isto ao caso do Leandro , a criança que se "suicidou" no Tua. Todos os jornais e televisões noticiaram que esta criança foi vítima de bulliyng que se suicidou em consequência dessa situação que professores, pais e mesmo o Engº Sócrates nada fizeram.
A Ministra anunciou nova legislação e a oposição culpou o Governo.
O próprio MSTavares fez um programa na SIC com uma peidopsiquaitra sobre o assunto.
Afinal depois de uma semana de histeria, a montanha pariu um rato.
O Leandro era afinal o agressor já há um ano tinha participado num "ataque " a outra escola, os pais tinham sido avisados pela escola, estava a ser seguido por clinicos e não se suicidou antes foi ao banho (quem se suicida não despe a roupa antes da acção).
Tudo isto não invalida a tragédia (trata-se de uma crinça de 10 anos) mas diz bem do rigôr jornalístico da nossa classe jornalística verdadeiros arautos da liberdade de expressão contra pseudo salzaristas que os pretendem calar de "informar" a opinião pública.
O estado em que está a imprensa escrita (com as empresas em défice financeiro) leva a criar o sensacionalismo e mesmo a informações virtuais como muito bem diz o General Loureiro dos Santos no seu u´ltimo livro que recomendo.
Ora hoje reconhecemos que os media são as instituições mais poderosas no mundo democrático. Como disse em tempos o Emídio Rangel, os media podem levar á Presidência da Républica uma marca de sabonetes!
Ora seria de esperar que os detentores de maior poder fossem indivíduos bem formados e preparados para tal função. Na verdade, são uns verdadeiros pulhas e conhecidos como uma das classes mais venais existentes na nossa sociedade.
Este exemplo do Leandro mostra como se "constrói" uma teoria virtual para vender mais jornais, explorando a tragédia e ignorando com desprezo os direitos dos leitores que querem ser informados com verdade.
É esta a nossa "imprensa livre", assunto ignorado pela tal comissão da AR.
Utilizando o meu direito absoluto de liberdade de expressão apetece dizer: vão-se f....!

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