Dizia um dia destes o Madrinha no Expresso que todos os Presidentes do PSD se tinham espalhado na Madeira comentando a visita da MFL àquelas bandas passendo-se num carro do governo (embora em funções partidárias e participando numa inauguração de uma estrada de 260m(ela que acusava o Governo do país de eleitoralismo) e defendendo a Madeira como um exemplo de democracia em oposição do que se passava no continente.
Pois, a nível mundial também todos os Presdentes dos EUA se têm espalhado com o conflito em epígrafe.
No que respeita ao povo judeu tenho por eles o maior respeito , aquele que se deve ter por um povo perseguido durante séculos em consequência da perseguição religiosa. Nomeadamente os católicos foram os percursores do anti semitismo. Convém não esquecer que só no reinado do decente Papa João XXIII, se aboliu uma oração que devia ser rezada nas missas de sexta feira e que apontava para a condenação dos judeus que tinham morto Jesus.
O anti semitismo, uma ideologia racista atingiu o clímax com o nazismo e enviou para a morte milhões de homens , mulheres e crianças. Entretanto o Papa Pio XII entregou os judeus de Roma aos nazis, ao contrário de muitos padres, freiras e bispos católicos na Alemanha que receberam, esconderam , protegeram judeus contra a sanha assassina dos nazis. Não é de admirar a atitude deste Papa que ensombra a Igreja de Roma (embora tenha sido canonizado santo, aliás como todos os outros Papas), já que foi ele que enquanto núncio na Alemanha negociou a concordata que n~~ao permitia a existência do Partido Democrata Cristão na Alemnha de longe o maior Partido democrático (e que ainda pervalece), o único que tinha possibilidades de "parar" o Partido Nazi. Foi também este Papa que instituiu o Código de Direito Canónico que transferiu para os Papas as escolhas dos Cardeais e Bispos (o que antes era realizado por escolha dos padres e prelados locais), tornando a Igreja Ctáolica num corpo autoritário onde os fieis e mesmo os paders não têm uma palavra a dizer. Aliás é sintomático que o actual Papa tenha pertencido quando jovem à Juventude Hitleriana.
Finda a 2ª Guerra Miundial ninguém sabia o que fazer dos judeus. Estes, justamente indignados com a situação ,decidiram `pôr mãos à obra e influenciar o seu destino. Formaram uma organização a que chamaram sionista e que era baseada no terrorismo e na luta violenta. Depois de vários atentados onde morreram muitos inocentes (de que se destaca uma bomba num hotel que albergava soldados inglêses ( que os tinham libertado do nazismo) onde morreram centenas de pessoas) acabaram "manu militare" por convencer as Nações Unidas (melhor dizendo os vencedores) a reconhecer o Estado de Israel.
A sua justifição deste facto era o direito biblico da terra prometida que antes era do povo judeu. (esperemos nós que os espanhóis não invadam Portugal com o argumento que esta terra era dos visigodos).
Claro que para isto acontecer foi necesário expulsar das terras que ocupavam à séculos mais de 4 milhões de árabes sem que quer a consciencia dos judeus ou a do ocidente fosse mínimamente afectada.
Os árabes decidiram enveredar pela luta armada copiando a teoria da violência que aprenderam com o sionismo. Aqui, a chamada comunidade internacional rebelou-se. Sermos mortos pelos sionistas vá que não vá , agora pelos árabes é que não pode ser.
Após algumas guerras, Israel fortemente armada pelo ocidente invadiu ainda mais terras e nelas instalaram settlements com o argumento da defesa da segurança de Israel. A este povo perseguido por ideologias racistas nem sequer ocorreu que o que faziam aos palestinianos era o mesmo que lhe tinham feito a eles.
Os palestinianos acabaram por convencer-se que a luta armada (ou terrorismo) não ia obter ganhos para a sua causa e após milhares de mortos inocentes decidiram afastar a luta armada.
Pareciam criadas as condições para uma paz naquela zona, já que embora o direito apontasse para o direito dos palestinianos àquelas terras e ao regresso dos refugiados, não era possível negar a existência de Israel mesmo que conseguida contra o direito a moral e o povo palestiniano.
No entanto isso não aconteceu. Primeiro porque o 1º e histórico acordo conseguido por Arafat e Rabin, foi para o cesto dos papeis com o assassinato de Rabin, não pelos árabes mas pelos extremistas judeus.
O ocidente passou o tempo a ganhar tempo. Entretanto Israel reagia às provocações dos extremistas respondendo com tanques contra fisgas e demonstrando a "coragem " do Tshal, continuando a instalar colonatos nas terras que não lhes pertencia.
Por outro lado, diabolizou-se o Arafat como tipo de má fé, explorou-se a corrupção da AP e deciduiu-se que, para haver a paz era necessário que se estabelecesse um regime democrático na palestina. Como sempre o nosso direito natural à razia dá-nos a "autoridade moral" para impôr sistemas políticos de acordo com os nossos valôres e também temos o direito de não admitir a corrupçãp. Claro que neste particular, Israel não é um bom exemplo. Rabin foi processado por ter ilegalmente transferido dinheiro para os EUA. Sharon foi procesado com o filho por ter recebido donativos ilegais para o Partido e para si próprio. O penúltimi Presidente pediu a demissão assolado por escandalos financeiros e sexuais. O mesmo se diga do sucessor de Sharon, obrigad a pedir a demissão por vários escandalos: tudo desculpado pela "consciencia" ocidental.
Na esperança de obter a paz os palestinianos aderiram à democracia. O problema é que quem ganhou democráticamente as eleições foi o Hamas partido extremista que cansado de anos de negociações e de constantes cedências. Eis no que deu a arrogância e má fé do ocidente que aliás serviu perfeitamente Israel que nunca quis chegar a acordo para a paz. Particularmente o actual 1º ministro que públicamente afirmou ao longo ad aua carreira política que a única forma de haver paz é exterminando os palestinianos (afinal, como vemos, o Hitler não estava assim tão errado, só que se enganou no povo eleito para o extermínio) e prossegue com os colonatos.
Faz-me lembrar aquela anedota em que o Bush estava com os seus conselheiros que o presionavam para bombardear um país : Sr Presidente estes tipos invadem os vizinhos e matam mulheres e crianças. Bush não se deixou levar e eles insistiram: Mas, Sr Presidente estes tipos têm armas de destruição massiça . Então ,Bush ,convencido, ordenou: bombardeiam imediatamente o Iraque . Os conselheiros surpreendidos disseram: Estávamos a falar de Israel.
Eis que pela estupidez dos homens morrem milhares !
Comparado com isto, as nossas preocupações são uma brincadeira.
A não ser que alguns animados com o que ouvem na Fox News - Estação afecta a "religiosos" extremistas( em que se diz que Obama é aliado da Al Qaeda e que merece ser morto tomem em mãos medidas t~~ao drásticas.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
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