sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Aprofundamento da nossa democracia

Entre a parte II e a parte III vou lançar alguns grãos que espero se venham a desenvolver em partes subsequentes. Já foi, e muito bem, realçado pelo Jorge que um dos principais, quiçá o principal factor do nosso descontentamento, é a fraca representatividade da Nação que se senta no Parlamento. O aspecto, e muitas vezes o espectáculo, mais do que confrangedor é assustador. O palco parece muito viciado: muitos são sempre os mesmos e, assim, não conseguem, por muito bem que representem, esconder uma certa promiscuidade na relação, mais contrária ou contraditória no tom de voz ou na semântica, do que na acção consequente; e entre muitos existem mesmo relações/afinidades familiares que numa democracia à séria (como nas Empresas "à séria"), seriam consideradas incompatibilidades, pela óbvia sujeição a conflitos de interesses. Quantos casos destes existem?
O outro grão que deixo é o centralismo vigente no sistema. Sempre foi assim desde que somos Republica. É o indicador que melhor responde ao porquê do nosso atraso politico/civilizacional. E tudo começa com o facto de na AR quase todos os Deputados que representam o " resto do País ", ou seja, tudo o que não é Região de Lisboa, não viverem no " resto do País ". Não será este um dos principais motivos para que a maioria já não vote?

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