segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Os Burros e os camelos

Meus amigos entre burros e camelos, perdão camilos, venha o diabo e escolha.
Eu pessoalmente estou farto das dicas dos chamados experts da economia que são justamente os economistas.
Estes individuos são tão bons que ganhando bom dinheiro com os abusos do sector financeiro e das bolsas não foram capaz de prevêr o descalabro da área financeira que foi a maior do século.
Estes indivíduos são aliás dos tais que seguindo a escola americana de Friedman "pregam" o capitalismo desregulado, clamam contra a intervenção do Estado e contribuíram para o descalabro. O Sr Greeespan , no entanto , fez mea culpa perante o Congresso dos EUA reconhecendo que a ausência de regulação tinha siso da sua culpa porque julgava que os Bancos ao defenderem os seus próprios interesses se tornariam mais fortes e não o contrário.
Os camelos, perdão, camilos, pelo contrário continuam a defender o mesmo que anteriormente (esquecendo-se muito convenientemente do facto de que se não fosse as intervenções do Estado os Bancos iriam falir e ainda atirando para o desemprego e para a recessão muitos mais milhões de pessoas e empresas). Por exemplo o Dr António Borges ex vice presidente dum Banco há semanas dizia que não se deveriam criar novos sistemas de supervisão na Banca porque "já era demasiado regulada"!!!!!
O pior não é errar é não aprender com os erros. E a diferênça de atitude do Sr Greenspan e do Dr Borges marca a diferênça entre a honestidade intelectual e o oprtunismo e a incompetência.
Em Portugal temos dois tipos de economistas : os que já foram responsáveis das Finanças como Catroga, Pina Moura, Braga de Macedo,Bessa, Mateus e o inefável ministro das finanças do Dr Santana Lopes que enganou os portugueses por ter aprovado um orçamento de expansão onde as receitas do Estado só deram para 9 meses. Estes indivíduos a quem legitimamente se devem assacar responsabilidades no estado a que chegou o país (intencionalmente não coloquei o Dr Ernani Lopes que no governo Mário Soares - que pôs o socialismo na gaveta, efectivamente recuperou as finanças úblicas e portanto continuo a ouvir com respeito- e fala pouco), dizia eu que esses indivíduos continuam a dar bitates aos governos e são "ouvidos" aparentemente com veneração!!! É outro sintoma da mediocridade social . Estes indivíduos na Alemanha , França e Ingalterra teriam passado á história , qaui em Portugal continuam a opinar e dar conselhos para os governos em funções (este ou outros) das acções que os referidos governos deveriam tomar mas que eles quando lá estiveram, não fizeram !!
Temos depois outro tipo de economistas como César das Neves, Camilo Lourenço, Gomes Ferreira e os Directores do Jornal e Negócios e do Diário Económico que são aqueles que, graças a Deus ,nunca tiveram experiência governativa e portanto julgam-se livres de opinar sem consequ~encias. Podem criticar á vontade, matéria em que os portugueses são mestres, sem que da´venha mal ao mundo.
Acontece que o curriculum destes indivíduos é apenas académico. Não consta que tenham gerido nada nem sequer uma mercearia. O seu objectivo é tornarem-se notados para conseguirem um tachito (por exemplo o ex Director do Diário Económico foi para a Sonae).
O César das Neves ensina na Católica que o sistema económico mais defensável é o capitalismo liberal americano ( o Tal em que 50 milhões de cidadãos não têm Segurança Social e critica o Plano Obama). Ao mesmo tempo defende que o defice publico controlado e o endividamento externo sob controle definem os países ricos. Quando pessoalmente o confrontei com a situação dos EUA "antes da crise" em que quer o défice público terceiro mundista ( com a dívida nas mãos dos chineses) e o endividamente em poercentagem pior que o de Israel (normalmente dos mais altos do mundo), embatucou. Foi também este tipo que enquanto assessor económico do Cavaco, ajudou a criar o que eles mais tarde apelidaram " O monstro", ou seja as acrreiras automáticas na função pública responsáveis por 80% da despesa pública e criadas nos governos Cavaco.
Os outros da lista não consta que algo tivessem feito, além de escrever em jornais e dar aulas (como dizia ou outro, quem sabe faz, quem não sabe....ensina).
Li barbaridades escritas no Expresso e no Diário Económico sobre o encerramento da Azambuja incluindo sobre a Delphi. Daí tirei as minhas conclusões: estes tipos falam de tudo e de nada sem perceberem nada do assunto e sem honestidade intelectual. Se falaram assim destes assuntos que nós percebemos há mais de 25 anos, podemos imaginar a leviandade como opinam sobre qualquer outro assunto.
Isto para explicar que a "classe dos economistas" quando fala certamente que não diz nada de útil e quando diz raramente quando tem oportnidade a põe em prática.
Não considero que o camelo, perdão Camilo, tenha qualquer legitimidade para criticar o burro actual ministro das finanças pela actuação do governo na crise financeira. Este burro em 3 anos e sem qualquer orçamento rectificativo trouxe as finanças públicas para o nível mais baixo da 2ª republica (2,3%) e com a a economia a crescer 1,9% tendo herdado do governo anterior um defice de 6% e uma recessão económica ! Este burro deve-me portanto muito mais credibilidade que aquele Camelo. E bom seria que os portugueses dessem valor a quem o tem e não vissem a vida sempre flitrada pelas cores partidárias, até porque como se disse aqui são farinha do mesmo pão.
O problema que tenho contra a visão maioritária dos economistas em Portugal ( a visão liberal) é a de que a economia tem leis próprias que os homens têm que aceitar ....senão lixam-se.
A verdade da realidade é de que as tais leis pura e simplesmente não existem. A exisrirem teria sido facílimo prever as crises económocas. E não existem porque quem faz a economia é o mercado( leia-se as pessoas) e ele não reage só baseado em dados racionais mas tanmbém políticos , espirituais, religiosos e emocionais. E essa é a razão por haver diversas concepções de como conduzir a economia. E, finalmente porque a economia está aqui para servir as pessoas e não o contrário. E este é que é o verdadeiro problema. Nada tenho quanto ás visões académicas. Mas elas têm que ser completadas com a experiência prática.
Experimentem a porem uma empresa dirigida só por académicos e imaginem o que pode acontecer. Agora imaginem um país.
Sugiro que formemos uma Associação: APEC (Associação Para Calar os Economistas)e se não queremos fazer parte dos burros e dos camelos, ler e julgar com olhos de ver e com a NOSSA opinião e~não aproveitar afirmações de qualquer camelo só porque ele bate nos burros de que não gostamos.

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