Meu querido amigo, eu por mim dou de barato porque isso não altera nada, pelo seguinte:
1. Se o Estado tem 25% difícilmente convencerá os restantes 75% da bondade da ideia de reduzir drásticamente os dividendos desses accionistas. E aqui nem funciona a chamada golden share. A golden share significa que o Estado tem direito de veto de certas questões como OPA, vendas de activos. É um poder "negativo" , portanto não funcionaria.
2 Mesmo que por absurdo conseguisse convençer esses accionistas, a redução dos lucros dessas empresas reduziria os dividendos dos aciionistas e portanto o Estado seria penalizado recebendo menos divedendos e portanto tendo menos receitas no Orçamento que já está mais que mau.
3. Seria ilegal porque violaria as regras da concorrência a que somos obrigados a cumprir nomeadamente nos acordos do mercado ibérico. Este acordo permite a sobrevivência da EDP. A não haver, quer a Endesa quer a Iberdrola tomariam conta da península.
4. Mesmo que se conseguisse por absurdo ultrapassar os pontos acima, uma razão definitiva é o facto dessa medida não ter qualquer efeito no desemprego porque o desemprego é consequência da redução do consumo, ou seja as pessoas não compram e as empresas não vendem. Dar mais dinheiro ás empresas não faz com que as pessoas comprem e portanto ´e apenas uma forma de subsidiar as empresas para menterem trabalhadores que de outra forma estariam no desemprego.LOgo n montante do value chain est+a o consumo e não as empresas que estão a jusante. Portanto teremos que actuar a montante e não a juzante.
Os liberais e normalmente a direita discordam da intervenção do Estado na economia (excepto quando é preciso o Estado pagar as crises como se viu na corrente crise). Os liberais portanto defendem que estas ajudas do Estado penalizam o orçamento e o endividamento do Estado e não conduzem ao crescimento e nisto têm razão (Leiam Friedman e fiquem arrepiados). No entanto a seguir este caminho teriámos um orçamenbto equilibrado mas o dobro ou o triplo do desemprego e uma crise social sem precedentes o que não os emociona de todo pois para eles trata-se das leis da economia e do mercado que os cidadãos e governos têm que cumprir nem que morram de fome.
O que é curioso é que são estes liberais que quando falam da economia olham para o Estado (aqui e lá fora) quando lhes convém e sendo defensores dos privados a quem , seguindo a sua teoria se devia responsbilizar, ao contrário culpam o Estado em completa contradição com os seus dogmas.
Ora a UE acredita na economia de mercado, mas aceita que se o investimento está estagnado tem que ser o Estado o motor da economia investindo em infraestruturas induzindo o investimento privado , a criação de emprego e o crescimento económico. foi o que aconteceu com os dinheiros que dali vieram para Portugal e para todos os aderentes.
Esta política foi defendida por Lord Keynes e aplicada na crise de 1920 e sobretudo na reconstrução da Europa depois da guerra mundial e recorrentemente nos países europeus aquando de crises graves ou durante a expansão da UE para países mais pobres. Estou neste momento a reler Keynes (A Grande Crise e otros textos da editorial Relógio de água )que recomendo ao invés de ouvirmos certos "papagaios" nacionais.
Resumindo o Estado em situações de crise faz duas coisa:
- Aumenta as despesas de caráter social para apoiar os desempregados e as empresas.
Tal política sendo de carácter social não tem implicações no crescimento da economia mas tão só evitar crises sociais mais graves e subsidiar as empresas para menterem os postos de trabalho.
Assim , reduziu-se o IRC em 50% para as PME, reduzui-se as comparticipações para a segurança Social, eliminou-se a obrigatoriedade de pagamento de IVA nos negócios com o Estado, redução para reembolso do IVA para 30 dias, formação de um seguro á exportação financiado em 100% pelo Estado para estimular exportação para países de risco, subsídios para formação como foi dada na indústria automovel, et etc.
Estas medidas , repito , destinam-se apenas a não aumentar o desemprego a atenuar a crise social e não se destinam de modo nenhum a estimular a economia, embora mentendo um padrão de consumo pela meneuntenção do emprego haverá tendência a não redizir o consumo.
E foi o que aconteceu. Esas medidas tomadas em todo o mundo levaram pelo menos a estancar a redução do consumo (lleia-se recessão).
- Investe na economia, induzindo o investimento privado o emprego e a economia.
Os investimentos de crácter social indicados acima económica e estratégicamente são, por assim dizer, a fundo perdido, ~sendo ditados pelo carácter humanista das economias e democracias ocidentais.
O investimento público, pelo contário, é despesa "virtuosa"e de carácter estratégico pois irá induzir a saída da crise e o crescimento económico tal como é defendido por Keynes e já provou na prática concreta ao longo de todo o sec XX.
Mas há quem esteja do contra , não porque discorde mas porque é preciso ser do contra na oposição-
Mas o que me parece que o Manel fala é noutra questão que é a falta de competividade das nossa empresas que, diz ele, concorrem com empresas de outros países em que os factores de produção são mais baratos.
Esta é uma outra questão que nada tem a ver com a luta contra a crise e que não se deve misturar. A luta conra a crise é prioritária ( O Soares noutros tempos já pôs o socialismo na gaveta) e não se confunde com os problemas estruturais com a nossa economia.
Se, nos ativermos a esta questão dos problemas estrurais (que, repito, não pode ser tratda ao mesmo tempo que a luta contra a crise ) tem toda a pertinência discutir as ideias do Manel.
No entanto haverá primeiramente que explicar as suas causas:
1. Falta de formação e qualificação dos empregados portugueses. O dinheiro do Fundo Social Europeu foi desbratado tendo feito fortunas devido á fraca fiacalizção do Governo e á trafulhice dos portugueses. Foram conseguidas fortunas com esse dinheito sem o aproveitar, um verdadeiro crime. Mais uma vez não dá criticar os governos mas sim o espírito corrupto dos portugueses.
2.Devido também ao baixíssimo n´vel da educação em Portugal.
Ora se é de compreender nos anos a seguir ao 25 de Abril , porque há a extenção do ensino a toda a população ( antes de Abril apenas 17% ia à escola- agora é práticamente 100%) o que levou à necessidade de criar professores a martelo, passdos que são 35 anos, jé este assunto deveria estar resolvido.
E, mais uma vez, não adianta criticar todos os governos, porque os pais, os sindicatos e os próprios alunos também têm a sua cota de culpa.
3.Finalmente a questão de uma justça lenta e ineficaz faz com que as empresas e os cidadãos não conseguem receber dívidas a tempo, etc
4.Finalmente o Estado gastador:
É um facto mas não é gastador por si próprio. É gastador porque tem quase um milhão de funcionários e não há nenum governo ou mesmo partidos na oposição que fale deste assunto. Fala-se de reduzir as despesas do Estado mas "esquece-se" a despesa que é 80% da despesa prima´ria e mais 5% resultantes do número de funcionários como papel higiénico, estacionário, mobiliário, instalaçoes, manutenção, frota, etc.
Assim a nossa despesa é caracterizada por ser rígida. Ninguém a consegue resolver a não ser que se reduza drásticamente o número de funcionários, tarefa de longo prazo.
Aliás os que sempre culpam o Estado por esta situação o mais que dizem é para congelar os sal´rios não para reduzi-los.E as medidas que preconizam ou aumentam a despesa ou diminue a receita.
Como dizia o Pareto, 20% dos nossos problemas são responsáveis or 80% dos nossos custos, portanto temos que tratar deses 20% de problemas e não dos outros. Aqui em Portugal discute-se todos os dias os 15%, mas ningém põe em causa os 85% !!!! Pudera, quem falar nisto perde logo as eleições.
Para dar o seu a seu dono há que reconhecer que este governo (o anterior) foi o único que depois de 1974 nem apresentou orçamentos rectificativos durante 3 anos, e foi o único que reduziu a despesa do Estado (como % do PIB) e portanto não houve redução nominal, mas mesmo assim fez melhor que TODOS os governos antes.
Ora esta situação é devida à má gestão do PS e PSD e ás vezes do CDS que nos governaram e sobretudo dos Governos de Cavaco que estabeleceram a regra de promoção por antiguidade na função pública.
Mas concordo com o Zé que quem quizer por isto na ordem perderá as eleições, portanto não se espera que hajam mudanças substanciais.
Com esta conta de sal´rios para pagar, o Orçamento está sempre endividado e não pode portanto reduzir receitas com o imposto sobre o combustível , sobre os csrros ou outros !!!
Esta é que é a questão.
Reparem que nos governos do Cavaco (10 anos) a média do défice foi de cerca de 5%!!! apesar de vivermos o período de maior prosperidade depois de Abril onde recebemos biliões da UE.
Mais uma vez dando o seu a seu dono foi o Governo anterir que conseguiu o menor défice desde Abril (2,3%).
5.Finalmente há uma outra razão da falta de competitividade das nossas empresas. É a qualidade dos nossos "empresários" que se habituaram ao longo de séculos a viver á conta do EStado , a não pagar impostos (ainda hoje 87% dos restaurantes não pagam impostos) , falta de formação, ganância (querem ficar ricos, não ter uma vida desafogada), etc
Veja-se um exemplo concreto: o Alentejo é considerado a zona mais pobre do país (menor rendimento per capita). Sempre se atribuiu esse facto ao solo pobre (só dá para cereais e oleaginosas) e o clima tórrido no Verão que não "ajuda as terras" que têm falta de água.
A falta de água é um facto mas precisámos de 30 anos de discussões para finalmente fazrem o Alqueva (Sempre é assim, agora é o TGV amanhã será outra coisa, discutimos muito mas munca fazemos nada e por duas ordens de rãzões: por tudo e por nada).
Ora é estranho que o Alentejo tenha sido invadido por indivíduos do Norte da Europa que aceitaram e desafiaram o clima, a terra etc e vivem desafogados, apeasr de terem que pagar os mesmos factores de produção.
Se os factores de produção mais altos que a concorrência inernacional fossem o problema principal das nossas empresas então não se compreende que uma empresa espanhola, sendo a 5ª maior do mundo na produção e comercialização de azeite, tenha escolhido o "terrível" alentejo para investir em oliveiras e que, graças a este investimento, fomos pela primeira vez superavitários na produção de azeite!!!! ( o que é uma vergonha terem sido os espanhóis)
O que foi feito dos milhões da UE investidos na agritultura ?
Eu digo-vos não foram investidos na agricultura mas na construção civil e no comércio automóvel pela compre de Ferraris e Mercedes.
´´E um facto que "alguns" custos de produção são mais caros que a concorrência mas h´outros nomeadamente os "sal´rios" que ainda são uma vantagem comparativa de Portugal. Vejam que o sal´rio mínimo em Espanha é 1000 euros e quase ninguém o ganha, todos nos lembramos dos custos nas nossas fábricas nea Europa´, ainda hoje até os sal´rios gregos são mais altos.
Quer-me paracer portanto que o atavismo, a falta de coragem, a fuga ao risco são os principais factores do nosso desenvolvimento.
Não chega criticar os políticos sobretudo quando eles fazem o que o meu povo quer ! Não é isto a democracia ?
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário