sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

contraditorio

Ainda bem que os meus amigos voltaram. Alguns comentários às vossos últimos escritos:
1. Quanto às Agências de rating estamos conversados. Partilho do grupo daqueles que entendem que são apenas um negócio ilegítimo. Ainda convinha lembrar que foram estas mesmas agências de rating que classificavam em AAA a dívida da Islândia no dia anterir ao governo do país ter anunciado a bancarrota. A USB também agora neste negócio foi comprado em quase metade (40%) pelo Governo suiço, senão ia à falência. Os EUA têm um défice do Estado de cerca de 12% e uma dívida pública terceiro mundista e na mão dos chineses. Todavia estas mesmas agências não reagem , a lista negra é só para alguns.
A coninuação da existência destas agências é também mais uma prova que nada mudou. O capitalismo foi salvo do cataclismo pelos dinheiros públicos, agora esqueceu-se desse "incidente" e tudo volta ao mesmo. Foi mais uma oportunidade perdida!
Isto não significa que temos que reconhecer a nossa dívida como mto grande, claro!
Outras afirmações realtivamente ao Ministro das Finanças parecem-me injustas por parte do Manel que continua o seu raciocínio toldado pelas simpatias politico partidárias.
É verdade que em 2009 o Ministro das Finanças não foi capaz de prever a evolução da crise. Mas o mesmo aconteceu com as tais agências, com o FMI, a OCDE e todos os países ocidentais !!!
Quem é que poderia prever o que aconteceria ? Talvez o Professor Karamba !!!
No entanto este Ministro foi o mais credível que tivemos se formos isentos e honestos: recebeu uma recessão económica e 6% de defice. Em 3 anos E SEM ORÇAMENTOS RECTIFICATIVOS foi capaz de trazer a dívida pública para 2,3% o melhor défice desde o 25 de Abril e com a economia a crescer 1,9%. Sem dúvida com grandes sacrifícios mas pelo menos desta vez esses sacrifícios foram compensados. Depois veio a crise e parece-me desonesto estar a culpar estas tipos pela crise.
Quanto específicamente ao Orçamento deste ano é o possível e não há outra alternativa. Como já disse 85% do Orçamento do Estado é para pagar os funcionários públicos e as despesas socias que aumentaram drásticamente com a crise. Como queríamos equilibrar o Orçamento ? Despedíamos 300 000 funcionários que estão a mais, redizíamos o subsídio de desemprego, reduzíamos o subsídio de doença ? Parávamos com os subsídios às empresas? Aumentávamos os impostos?
Como disse o Estado gastador não é para pagar esses 14 000 políticos é pagar os 900 000 funcionários. O Manel continua a culpar os políticos de tudo! Acho mesmo que o que se paga aos políticos é ridiculo. Nós os 3 durante muitos anos ganhámos muito mais que o 1 MInistro. Se nos tivessem convidado para Ministros e Secrtários de Estad aceitávamos? Esta atitude, sem ofensa, é prova da pequenez e do nosso provincianismo. Como não sabemos como resolver os grandes problemas resoolvemos aderir à inveja e à pequena política.
Os portugueses querem a quadratura do circulo . Por um lado querem mais regalias mais sal´rios, etc. Por outro querem o Orçamento equilibrado !!! Em que é que ficamos ?
Quanto ao investimento público (há algum privado?), eu já não acredito que se façam as barragens (uma já está interrompida porque está numa área de uma colónia de mexilhões em via de extinção ) nem o TGV. Alguns ficarão muito contentes porque o país não se irá endividar. Outros, como eu, dirão que o endividamento permanecerá. E lembrarão que levámos 30 anos a discutir o Alqueva, mais de 10 a segunda ponte do Tejo e o TGV e o Aeroporto há pelo menos 8 anos!!!!! Como dizem os Gatos , discutimos muito e não fazemos nada. Bem tinha razão o Camões, conhecedor da idiossincracia portuguesa com o velho do Restelo.
Eu meus amigos sou contra o endividamento e o défice descontrolados. Mas também não sou a favor do orçamento e divida controlada como o foi pelo Salazar a custa de obrigar o povo a emigrar massiçamente, 17% das pessoas iam à escola e 11% ao hospital !
E se queremos um Orçamento equilibrado é preciso que o povo entenda que o regabofe não pode continuar. Temos que reduzir o número de férias, feriados e faltas, as baixas fraudelentas, etc. O Estado não pode pagar reformas ao nível actual, sobretudo na função pública que tem direito ao salário por inteiro enquanto os privados que pagam o seu salário apenas podem atingir o máximo de 60%, temos que aceitar que o subsídio de desemprego , a existir, é amis baixo e por menos tempo e temos que reduzir alongo prazo cerca de 300 000 funcionários públicos, congelando o seu salário p+ara os próximos 5 anos ( numa empresa falida os empregados não exigem aumentos ao patrão, mas num Estado falido os funcionários e sindicatos continuam a pedir aumentos). Estaremos preparados ? Como diz o Zé, não acho !
Assim, qualquer Governo que faça aquilo que está correcto é imediatamente apeado e nem sequer será eleito, ponto final. Chega de criticar os políticos quando em situação de quase catrástofe, os médicos pedem 1700 euros para trabalharem 40 horas (agora são 36), quando os enfermeiros fazem greve por aumentos de ordenado e, sem dúvida aí virão de novo os professores (esses arautos do bom ensino) e os funcionários públicos com greves nacionais !
Veja-se que os Partdidos estão agora preocupados com a Madeira. No Governo de GUterres a dívida da Madeira foi perdoada! Entretanto nestes anos já atingiu 1, 2 mil milhões de euros!
Discute-se agora dar-lhe mais dinheiro para que ele tenha "obra feita"!
Depois as percerias públicas privadas? Não as queremos porque endividam o Estado ? Acabemos com a hipócrisia. Não queremos ,mas sabe bem ter 3 autoestradas Lisboa Porto (aquela de Aveiro dá bem jeito), gostamos que só apenas 100 000 portugueses não tenham uma urgência a menos de 20KM. Gostamos que as Cãmaras provendenciem transportes de borla para as populações por tudo e por nada. Gostamos que todas as escolas tenham Pavilhões gimnodesportivos, etc, etc.
Se não fossem as parcerias público privadas nda havia porque repito 85% DAS DESPESAS DO ESTDA SÃO PARA PAGAR AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS E PARA AS DESPESAS SOCIAIS. Os impostos mal chegam para isso. Mas continuo a não ouvir ninguém a dizer que o Estado não aguenta este número de empregados !!!Enquanto este assunto não for resolviado NÃO HAVERÁ ORÇAMENTOS EQUILIBRADOS ! Como disse , temos que discutir os 85% e não os 15% !
Para termos um país equlibrado é preciso que não vivamos acima daquilo que produzimos, tout court. ´Para tal teríamos que reduzir o nosso nível de vida em 1/3 !!!
Não creio que estejamos dispostos a tal e, se acontecer, teremos primeiro em bancarrota porque este povo segue alegremente para o buraco. Não reconhecer que este é o mal e atribuir todo o mal aos 14 000, é errado. Não são 14 000 , são 10 milhões !!!!

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