quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O défice do Estado e o endividamento externo

Temos ouvido desde as eleições legislativas dos partidos da direita que Portugal está^à beira da rotura quer no que respeita às finanças públicas quer no que respeita ao endividamento externo.
Esperava-se portanto que coerentemente estes partidos defendessem acções ou omissões que aumentassem as receitas (os aumentos de impostos), ou pelo menos as mantessem no nível actual e ao mesmo tempo diminuíssem as despesas.
Afinal o que se viu foi a aprovação (com o apoio da eztrema esquerda) de diplomas na Assembleia da República que retiraram cerca de 1,3 mil milhões das receitas do Estado !!!
(adiamento do Código Contributivo, eliminação do PEC, etc, etc). Levar o Governo ao tapate foi portanto um orgasmo para a oposição.
No entanto, mais tarde, verificando que esta situação era insustentável, decidiram adiar para a discussão do Orçamento estas questões.
Ora na discussão do Orçamento o que separa o Governo e o PSD e o CdS,não é a oposição "travar " o Governo no aumento das despesas como seria de esperar de partidos que fazem a sua oposição sobretudo alertando para o défice e o endividamento externo. Pelo contrário o que acontece é que é o Governo a tentar "travar" a oposição no aumento do défice e da dívida !!!!
Diz hoje o Económico que o eventual acordo com o CDS irá custar ao Orçamento mais 830 milhões!!!
O PSD sobretudo pela voz da sua Presidente e do influente Pacheco Peraira defende que não chega e que portanto o PSD deve votar contra!!!!!
Em que é que ficamos ?
Mantemos o défice já de si enorme como quer o Governo, ou sehuimos a oposição que ao mesmo tempo que defende objectivos de equilíbrio orçamental, apenas aprova um Orçamento que aumentará o défice e a dívida ???
Que coerência, senhores. Viva a quadratura do círculo.
A direita liberal, mais uma vez, renega os seus dogmas e apela para o Estado! E não exita na hipócrisia de defender uma coisa e fazer outra antagónica.
Surpreendidos ? Eu, não.

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