sexta-feira, 2 de abril de 2010

Os Santos

Não sendo crente tenho no entanto alguma restrição de falar sobre assuntos religiosos sobretudo para respeitar as escolhas dos meus amigos e de todos aqueles que professam convicções religiosas.
Mas a existir Deus Ele nada tem com esta igreja, não admira portanto que aqueles esclarecdos que dela fazem parte a critiquem e no fundo sofram com os seus desmandos.
Li na ùnica a entrevista do porta voz da conferência episcopal.
Uma parte sobretudo me chocou: quando lhe foi feita a pergunta se achava que a política de silêncio e de tolerância do Papa João Paulo II com os abusadores de crianças seria um óbice á sua canonização, respondeu que não, que os vardadeiros culpados eram os abusadores o Papa não.
Ora a moral cristã , que subscrevo no essencial, é normalmente mais exigente que a lei dos homens.Por isso, a igreja não reconhece o Divórcio.
Neste caso , no entanto, parece que a moral e a lei dos homens é mais exigente pois considera cúmplice e portanto sujeito a sanções criminais aqueles que de alguma forma são colaborem ou encobrem os criminosos.
Ora alguém duvida que a hierarquia da Igreja foi cumplice com estes abusadores ? Inclusivamente manteve os abusadores nas mesmas funções em muitos casos embora sabendo dos abusos e permitindo que eles continuassem a sua obra.
Eis como a Igreja se porta como qualquer instituição política : as regras para os crentes são diferentes para aqueles que deveriam dar o exemplo.
Considero um erro que a Igreja canonize Santos, sobretudo quando TODOS os Papas foram canonizados tendo para isso sido provado que cometeram pelo menos um milagre !
Ora estes senhores deveriam tratar estes assuntos com seriedade e não como na vida civil se distribuem condecorações.
Não o fazem e portanto perdem a credibilidade sobretudo quando nesta entrevista defendem a canonização de mais um Santo que foi cumplice no abuso de crianças e deficientes.
Que me desculpem os meus amigos mas quando vivemos num mundo materialista em que os valores pouco interessam, há lugar ás instituições religiosas para dar o exemplo e certamente terem os respeito de crentes e não crentes. Assim, são apenas instituições sem credibilidade e que enformam dos mesmos males da sociedade que supostamente deveriam influenciar positivamente.

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