A visita do Papa certamente esperada ansiosamente pelos crentes veio mais uma vez trazer á tona a estupidez oportunismo e desleixo dos nossos dirigentes políticos..
Decidiu o Governo que os funcionários púbicos teriam tolerancia de ponto e também as Cãmaras de Lisboa e Porto decidiram o mesmo.
Mesmo que não se estivesse em época de crise não é entendível que o Governo e as Cãmaras mais representativas do país tomem esta decisão.Estando em crise ainda pior pois dá-se uma mensagem para o exterir muito negativa.
Desde logo porque discriminam os funcionários públicos e os trabalhadores dos privados mais uma vez , reforçando a clivagem de direitos e regalias entre estas categorias de trabalhadores beneficiando os funcionários públicos que já dispõem de salários, pensões e regalias sociais superiores áqueles que, a final, pagam estas regalias !
Segundo, porque é uma mensagem de desprezo pela situação do país que se vê agravada todos os dias por entidades internas e externas.
Claro que as empresas privadas não podem fazer o mesmo porque os seus clientes não fazem feriado e portanto é necessário continuar a trabalhar para os frnecer e manter as vendas afinal condição necessária para a sobrevivência dos postos de trabalho.
Claro que na função pública os clientes , ou seja todos os cidadãos, nada interessam e não merecem o respeito destes senhores privando-os de serviços essenciais durante 1 dia pelo menos. Quem quer saber dos cidadãos ? Eles apenas servem para pagar os impostos e as regalias do pessoal do Estado e nada mais: é a verdadeira carneirada que , na verdade, bem merece ser tratada desta maneira pelos detentores dos poderes.
Significa isto uma atitude anti clerical e de ataque á Igreja e ao Papa (como a hierarquia da Igreja protesta para "lavar" os seus próprios pecados )?
Nada disso : aqueles que querem estar presentes para praticar a sua devoção poderão certamente fazê-lo desde que tirem um dias das suas férias para tal. Se a sua devoção não é tão forte para "perder" um dia de férias, não devem ser os portugueses a pagar.
Aliás , como se espera, a maioria aproveitará para tirar umas fériazinhas subsidiadas por este povo sofrido que cada vez vive pior para manter um Estado cujo orçamento é gasto em 75% pelo pagamento de salários e regalias sociais aos funcionários, e em que 600 000 esperam ter um emprego mesmo que seja precário.
Tudo isto para beneficiar aqueles que têm emprego garantido e que ainda fazem greves por tudo e por nada.
É uma vergonha e é uma excelente mensagem ao exterior em como os dirigentes portugueses não estão empenhados na recuperação e no cumprimento do PEC o que certamente custará bem caro !
É abjecto
quinta-feira, 15 de abril de 2010
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