Bom,parece que numa coisa estamos bàsicamente de acordo (com algumas nuances é certo mas no essencial de acordo) : a qualidade e intenções da classe politica tuga (a de turno no Poder e a que ,actualmente na Oposição,anseia lá chegar) não são de molde a que possamos esperar que "puxe" o País para um caminho de progresso (isto para ser simpático que eu hoje estou com veia "institucional"...)
Perante isto,resta aos anónimos cidadãos (nós e outros como nós...) pegar o "animal pelos cornos" e fazer pela vida. Quando penso nisto,lembro-me sempre de um estudo que li ,há vários anos,numa revista económica sobre a Itália.Isto era no tempo dos chamados "anos de chumbo" em que a Itália era dominada por duas forças qual delas a mais "tramada" : as máfias e as forças de extrema esquerda que,inclusive,assassinaram,na maior das impunidades um Primeiro Ministro (Aldo Moro).Na altura,a revista concluia que o Estado italiano pràticamente era inexistente e que a qualidade e integridade dos politicos italianos era mais do que duvidosa.Contudo,e ao contrário do que uma situação deste tipo poderia fazer prever,a Itália era (e continua a ser) a terceira maior economia europeia e uma das oito maiores economias do Mundo de então (hoje está decerto entre as 10 maiores economias do Mundo). A conclusão da revista para tão bizarra combinação era que a "sociedade" italiana tinha assumido que o Estado não era de confiança e que,portanto,tinha de tomar o seu futuro nas próprias mãos. O resultado era uma vitalidade económica e empresarial notável,aliada a uma capacidade criativa muito grande que permitia criar produtos que se impunham no mercado mundial e ,assim,consolidadr a economia italiana como uma das maiores do Mundo. Ou seja,os italianos compreenderam que as máfias não iam desaparecer,a extrema esquerda ia continuar em força mas em vez de chorarem e "lamentarem" tamanha sina decidiram que se não podiam ter um país perfeito iriam ter pelo menos o melhor país possivel.
Todo este arrazoado só para dizer que não estou a dizer que a Itália é um modelo : não conheço suficientemente a realidade italiana para o dizer,mas sim que se a Itália ,nas condições que descrevi,conseguiu construir-se como um País próspero,criativo e com peso no Mundo não há razão para que nós,apesar da má qualidade dos nossos politicos (e ,graças a Deus,sem problemas de maior no que respeita a crime organizado ou extremismos politicos agressivos) não possamos fazer algo que nos permita "sair da cepa torta".
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