Vamos a ver se eu me explico melhor:
1. O que eu penso da classe política, está bem claro na Pag 195 e seguintes do meu livro. Penso muito mal da CLASSE POLITICA em geral seja ela de que partido fôr.
2.Não embarco em bota abaixos do Medina Carreira e do António Barreto que dizem que Portugal tende a desaparecer. Não posso deixar no entanto de concordar com eles sobretudo no que toca ao diagonóstico. O progresso extraordinário após o 25 de Abril, apesar de tudo, fez Portugal outro país sob todos os aspectos.
3. Além da classe política também digo no livro que nos faltam elites dirigentes. Os Sindicatos vivem no PREC, os empresários temem o riscos os intelectuais fazem romances, os professores universitários discutem a letra referente ao ordenado. Com estas elites não vamos a lado nenhum. Não é portanto a classe política a única culpada do que mau existe. Também, neste particular, concordo que felizmente existem ilhas de excelência, contudo sem massa critica para exercer influência sobre a sociedade.
4. Para além de não possuirmos elites dirigentes e boas influências para a sociedade civil, realmente o povo português pese embora as qualidades que tem, tem defeitos enormes.
É uma sociedade corrupta (cultural e económicamente), não tem coragem para enfrentar as dificuldades, caeitando-os no entanto passivamente quando lhe é imposta. É invejosa e facilitista.
Prefere a estabilidade de uma vida pobre à aventura de uma vida conquistada pelo mérito. Crirtica o EStado mas vive à sua custa. Critica os outros mas não assume as suas responsabilidades, é filha do facilitismo detesta a exigência. No entanto é muito exigente com os outros, etc, etc
5. Portanto sem elites dirigentes capazes ( políticas, sindicatos, empresários e intectuais) nenhuma sociedade tem hipóteses de progredir. O progresso actual deve-se à nossa entrada na UE e não às "forças" nacionais.
Como consequência não posso comprar a ideia que a culpa da situação do país e o Orçamento é devida aos tais 14 000 gajos que pouco fazem a não ser tratar da vidinha, mas devido TAMBEM à falta de elites e ao povinho que temos!
Para além disso, nós falamos nas despesa do Estado mas esquecemos que 85% é gasto com os sal´rios e despesas sociais e, portanto, é desses 85% que devemos procurar solução e não dos 15% como dizia o Pareto.
Esta questão é quase esquecida dos políticos por razões eleitorais, pelos media porque não é políticamente correcto !
Finalmente é ignorada por nós porque temos todos à nossa volta funconários públicos na nossa família ( eu tenho uma cunhada e uma nora) e apesar de clamarmos contra os políticos e governantes, nós próprios não estamos dispostos a enfrentar a realidade porque ela se pode virar contra nós!
Como bem diz o Zé se nos virmos ao espelho estaremos a olhar para os culpados !
Finalmente não quero que o Manel não se zangue da "acusação " de partidarismo.
Meu amigo , não vem mal nenhum ao mundo.
Mas quando se critica deve-se ser objectivo e procurar ser justo. Se rever as suas criticas vão em apenas uma direcção. Quallquer critica feita por um qualquer "papagaio" nacional desde que contra o Governo é acolhida sem olhar à credibilidade do autor e mesmo ao mérito da causa .Não o vejo falar da oposição , do Alberto João Jardim e para o meu querido amigo toda a culpa é dos políticos que, como se vê , não concordamos.A mim já me viu criticar o Governo no acordo dos professores, de não enfrentar o problema da função pública ( e isto repito-o quase todos os dias aqui e no livro )de permitir um sistema de educação em que impera o facilitismo incluindo na "produção de catedráticos", na "urgência" de resolver o roblema dos homosexuais, no Estatuto dos Açores, no nepotismo habiyual nos taxos, etc, etc, etc.
Isso não implica que considere que outras coisas foram bem feitas, como é óbvio.
Igualmente , como diz o Zé, verifico que se este Governo é mau (nunca tivemos um bom), as alternativas nem sequer são iguais, são piores, como se viu nesta discussão em que se critica o Orçamento mas ao mesmo tempo se procura aumentar as despesas e diminuir as receitas. Como diz o Sousa Tavares no Expresso, toda a gente clama contra o endividamento e o defice, mas, ao mesmo tempo, o Oeste quer sibsídios por causa do vento, as beiras por causa do frio e o Alentejo por causa do Sol !!!
Ao mesmo tempo pretende-se dar dinheiro à Madeira.
A Madeira sózinha recebe do Estado 4,6 mil milhões. TODOS os outros municípios portugueses recebem 5 mil milhões. A Madeira viu o défice de 700 milhões, perdoado pelo Governo do António Guterres e entretanto já tem uma dívida acumulada de 1,2 mil milhões !!!
Tudo indica que o Governo com base no princípio da negociação de um Governo minoritário prepara-se para dar a este despesista mais dinheiro do povo. No entanto mesmo que isso aconteça , mesmo assim é muito menos do que é pretendido pelo PSD (a tal alternativa ao actual Governo !!!) que pretende muito mais e até com efeitos retroactivos !!
No entanto a vida é feita do contraditário e discordar não é problema antes pelo contrário e é a discordância e o debate que dá a dinâmica a este espaço..
Já li o último escrito do Zé mais que uma vez. Além de concordar em 100% (incluindo as criticas certeiras e justas ao Ministro da Finanças, ao contrário de outras que são inverdades e injustas), talvez tenha o condão de me convencer que ainda há saída para isto.
Finalmente mais um fim de semana futebolistico em grande. Afinal no Porto descobriram petróleo. Como consequência o Administrador do pelouro financeiro demitiu-se da SAD do Porto discordando do despesismo. No dia seguinte a compra do Kléber foi cancelada "por não terem chegado a acordo" (!!!).
Na Madeira um penálty perdoado ao Porto e um penalty mal marcado contra o Nacional deram mais uma vitória ao Porto e mostram que as "escutas" não traduzem uma situação de há anos mas a actual.
O Sporting continua na senda do êxito perdendo limpinho graças ao futuro treinador do Porto e à sua incapacidade, e o Benfica lá se vai aguentando.
Já viram o escandalo dos bancos apoiarem estas SAD que estando técnicamente falidas actuam como se estivessem ricas ??
Se fossem empresas de outro ramo de actividade certamente que teriam ZERO de apoio da Banca.!!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
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