Afinal ,sempre tinham razão os que diziam que a sentença do Tribunal europeu , não adiantaria muito.
A sentença condena a existência de golden shares mas não dos direitos especiais do Estado "desde que estejam garantidos por forma diversa das golden shares" o que , afinal, vem a dar no mesmo.
O Estado substiui as golden shares por um acordo para social´e está tudo bem.
Assim, a Telefonica que arrogantemente avançou para o negócio ignorando e até desprezando o Estado português, decidiu arrear as calças e "negociar" que era o que deveria ter feito desde o princípio.Este dossier foi gerido pela Telefonica com os pés !
Seja qual fôr o desfecho da história pelo menos conseguimos defender a honra.
Poderá ser pouco, mas para mim, é muito.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Zé
Meu amigo falo em directo porque não sou homem de meias como bem sabes.
Não estou incomodado , pelo contrário , com as tuas intervenções. Quando discordo delas faço-o com a mesma v^veemencia que tu o fazes em relação ás minhas.
Não concordo contigo em muitas coisas, mas não me sinto , por isso "incomodado"
Qd digo que estou farto de algumas das tuas afirmações, é em resposta nos mesmos termos que tu falas das minhas.Quando falas que estás farto da ladaínha (que é a minha) não estás certamente á espera que te responda com rosas. No entanto, a forma de escrever acutilante e mesmo agressiva faz parte do estilo de cada um e portanto ninguém pode "afinar". O que deve é estar preparado para o interlocutor pagar da mesma moeda!
Portanto, tudo bem.
Por outro lado, não pretendo dar lições seja do que fôr a ti e a ninguém, apenas expresso as minhas ideias, portanto essa tirada heroica de que continuarás a dizer o que quizeres mesmo que me incomodes parece descabida e ridícula . Desculpa lá mas parece a Moura Guedes a corajosamente se opôr á censura!
Assim, quer em relação ao patriotismo quer em relação a outra coisa não compreendo porque é que julgues que eu quero "impor" um conceito.
A não ser que quando expresso uma opinião não respeito a dos outros .
Ora depois de tantos anos a discordar de muitas coisas, não sei como conseguiste inventar esse conceito sobre mim.
Finalmente , registo que estás de perfeita saúde , tal como eu suspeitava.
Como disse, embora ás vezes disfarces ,não farás parte do grupo que apontei.
Quanto aos teus gostos por cores, que te façam bom proveito, pois essa questão para mim, não tem qualquer interesse.
Já agora, gostava de expressar a minha solidariedade com o teu pesar.
A saída do Moutinho , o grande e admirável capitão, e ainda por cima para o FCP certamente que causaram azia, mas com o JEB vai continuar a ser assim !
Desculpa lá, mas do verde é que eu não gosto mesmo !
Um abraço
Não estou incomodado , pelo contrário , com as tuas intervenções. Quando discordo delas faço-o com a mesma v^veemencia que tu o fazes em relação ás minhas.
Não concordo contigo em muitas coisas, mas não me sinto , por isso "incomodado"
Qd digo que estou farto de algumas das tuas afirmações, é em resposta nos mesmos termos que tu falas das minhas.Quando falas que estás farto da ladaínha (que é a minha) não estás certamente á espera que te responda com rosas. No entanto, a forma de escrever acutilante e mesmo agressiva faz parte do estilo de cada um e portanto ninguém pode "afinar". O que deve é estar preparado para o interlocutor pagar da mesma moeda!
Portanto, tudo bem.
Por outro lado, não pretendo dar lições seja do que fôr a ti e a ninguém, apenas expresso as minhas ideias, portanto essa tirada heroica de que continuarás a dizer o que quizeres mesmo que me incomodes parece descabida e ridícula . Desculpa lá mas parece a Moura Guedes a corajosamente se opôr á censura!
Assim, quer em relação ao patriotismo quer em relação a outra coisa não compreendo porque é que julgues que eu quero "impor" um conceito.
A não ser que quando expresso uma opinião não respeito a dos outros .
Ora depois de tantos anos a discordar de muitas coisas, não sei como conseguiste inventar esse conceito sobre mim.
Finalmente , registo que estás de perfeita saúde , tal como eu suspeitava.
Como disse, embora ás vezes disfarces ,não farás parte do grupo que apontei.
Quanto aos teus gostos por cores, que te façam bom proveito, pois essa questão para mim, não tem qualquer interesse.
Já agora, gostava de expressar a minha solidariedade com o teu pesar.
A saída do Moutinho , o grande e admirável capitão, e ainda por cima para o FCP certamente que causaram azia, mas com o JEB vai continuar a ser assim !
Desculpa lá, mas do verde é que eu não gosto mesmo !
Um abraço
Lamento,mas...
Parece que a minha ultima intervençao no blog causou algum incomodo e mereceu até comentários que ultrapassam em muito o objecto da minha intervençao e a que nao vou responder nao porque "enfie o barrete" mas porque nao me parece que sirvam de muito aos nossos poucos leitores.
A única coisa que quero deixar escrita é que,incomode quem incomode,nao deixarei de escrever aquilo que acho ser o mais apropriado em cada situaçao.Também nao deixarei de ler,com prazer,aquilo que outros escrevem mesmo que discorde do conteúdo porque já aprendi que o Mundo é feito decoisas e gentes diversas e a piada está nesse balanço e complementaridade.
Quanto ao meu estado emocional,tranquilizo todos : estou "em grande forma" e de bem com a vida.Acho que o Mundo é feito de coisas de muitas e diversas cores,mas confesso que o côr de rosa (sobretudo no que respeita aos assuntos tugas...) nao é a predominante.Por isso,suicidio é coisa que nao me passa pela cabeça !!!!
Resumindo e concluindo,enquanto este blog nao estiver sujeito à obrigatoriedade "do pensamento único" eu continuarei a frequentá-lo para partilhar as minhas opinioes e beneficiar das dos restantes autores.
Se um dia a "pureza do pensamento" prevalecer entao deixarei de o frequentar porque nao acredito nos beneficios do unanimismo nem sequer quanto ao que cada um de nós considera ser "o patriotismo".
Espero que isso nao incomode ninguém !!!
A única coisa que quero deixar escrita é que,incomode quem incomode,nao deixarei de escrever aquilo que acho ser o mais apropriado em cada situaçao.Também nao deixarei de ler,com prazer,aquilo que outros escrevem mesmo que discorde do conteúdo porque já aprendi que o Mundo é feito decoisas e gentes diversas e a piada está nesse balanço e complementaridade.
Quanto ao meu estado emocional,tranquilizo todos : estou "em grande forma" e de bem com a vida.Acho que o Mundo é feito de coisas de muitas e diversas cores,mas confesso que o côr de rosa (sobretudo no que respeita aos assuntos tugas...) nao é a predominante.Por isso,suicidio é coisa que nao me passa pela cabeça !!!!
Resumindo e concluindo,enquanto este blog nao estiver sujeito à obrigatoriedade "do pensamento único" eu continuarei a frequentá-lo para partilhar as minhas opinioes e beneficiar das dos restantes autores.
Se um dia a "pureza do pensamento" prevalecer entao deixarei de o frequentar porque nao acredito nos beneficios do unanimismo nem sequer quanto ao que cada um de nós considera ser "o patriotismo".
Espero que isso nao incomode ninguém !!!
Manipulação
Ainda as golden shares, desta vez em sede de teoria geral e não referente á PT.
Dizia no domingo o Marcelo que não lhe repugnava a existência de gloden shares porque existiam outros expedientes que as substituíam e obtinham os mesmos resultados. Portanto para se considerarem ilegais umas , teríamos que considerar ilegais também as outras.
Governos, á parte, dizia ainda o Prof Marcelo que , por exemplo na Inglaterra, um accionista com apenas uma acção pode ter o direito de nomear o Presidente e todo o Conselho de Administração !! desde que os Estatutos aprovados em AG o prevejam !!
Portanto , afinal, o problema não é a existência de accionistas com acções com direitos especiais, afinal é se o proprietário destas acções fôr o Estado !
Ou seja, os accionistas de uma qualquer sociedade podem decidir o que bem entenderem já que são os donos da empresa por mais desproporcionadas que sejam as suas decisões.
No entanto, quando o Estado é accionista também, os accionistas não têm aparentemente o mesmo de poder de atribuir a um dos accionistas poderes especiais desde que seja o Estado.!!!!
Sinceramente, não tem ponta por onde se lhe pegue!
Portanto aqui e sempre, trata-se da questão ideológica das funções do Estado e nada tem a var com livre transferência de capitais e quejandos.
Portanto como segundo li ontem e hoje, se o Estado transferir as golden share para a CGD que é uma sociedade anónima, pode continuar a ter acesso ainda que indirecto a tais direitos especiais.
Foi o que a Espanha fez e é o que Berlusconi vai fazer !
Hipocrisia e água benta cada um toma a que quer !
Dizia no domingo o Marcelo que não lhe repugnava a existência de gloden shares porque existiam outros expedientes que as substituíam e obtinham os mesmos resultados. Portanto para se considerarem ilegais umas , teríamos que considerar ilegais também as outras.
Governos, á parte, dizia ainda o Prof Marcelo que , por exemplo na Inglaterra, um accionista com apenas uma acção pode ter o direito de nomear o Presidente e todo o Conselho de Administração !! desde que os Estatutos aprovados em AG o prevejam !!
Portanto , afinal, o problema não é a existência de accionistas com acções com direitos especiais, afinal é se o proprietário destas acções fôr o Estado !
Ou seja, os accionistas de uma qualquer sociedade podem decidir o que bem entenderem já que são os donos da empresa por mais desproporcionadas que sejam as suas decisões.
No entanto, quando o Estado é accionista também, os accionistas não têm aparentemente o mesmo de poder de atribuir a um dos accionistas poderes especiais desde que seja o Estado.!!!!
Sinceramente, não tem ponta por onde se lhe pegue!
Portanto aqui e sempre, trata-se da questão ideológica das funções do Estado e nada tem a var com livre transferência de capitais e quejandos.
Portanto como segundo li ontem e hoje, se o Estado transferir as golden share para a CGD que é uma sociedade anónima, pode continuar a ter acesso ainda que indirecto a tais direitos especiais.
Foi o que a Espanha fez e é o que Berlusconi vai fazer !
Hipocrisia e água benta cada um toma a que quer !
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Alqueva
Vi também um documentário que mostrava as ´´aguas do Alqueva a chegar a terras antes secas e improdutivas.
Vi o entusiasmo das gentes dessas terras sobretudo dos agricultores. Vi o Presidente da Associação falar dos sues sonhos que agora parecem realidades.
Foi bom.
E também uma lição: porque levámos 40 anos a trazer a alegria e prosperidade a esta gente ?
Ainda não apendemos?
Vi o entusiasmo das gentes dessas terras sobretudo dos agricultores. Vi o Presidente da Associação falar dos sues sonhos que agora parecem realidades.
Foi bom.
E também uma lição: porque levámos 40 anos a trazer a alegria e prosperidade a esta gente ?
Ainda não apendemos?
A realpolitik
Já aqui afirmei que sou dos que ainda acredita no pai Natal.
Acredito que o mundo se desenvolveu no caminho certo , mas reconheço que ainda há muito a trabalhar e que as novas gerações se encontrarão empenhadas e ocupadas a resolvê-los.
Ainda há 50 anos os negros nos EEUU ou na África do Sul eram discriminados, mortos e explorados e, tudo isso, de forma totalmente legal !
Todavia, hoje não é assim !
É apenas um exemplo a favor da tese que favorece os homens de boa vontade.
Dito isto, queria dizer que sou um adepto confesso da Realpolitik.
Ela é vista muitas vezes como a defesa de interesses pouco nobres como o dinheiro ou afins.
Não partilho desta visão.
Sendo o mundo (ou talvez mais rigirozamente o planeta) constituído por várias civilizações com princípios diferentes e mesmo conflituosos, é preciso arranjar uma forma que permita que essas civilizações possam dialogar, comerciar que é como quem diz influênciarem-se mutúamente.
Ora o mundo gerido apenas em esferas de poder , nomeadamente o económico e mesmo militar, está em vias de extinção.
A globalização estabelece dependências mútuas : os chineses compraram a dívida americana o que aparentemente amarrava os americanos e os obrigava a fazer cedências que de outra forma não fariam. Nada mais errado. Se , por exemplo, o dolar baixa nos mercados internacionais, significa brutais prejuízos para a China !Portanto é preciso "concertar" e não radicalizar.
A aventura do Bush no Iraque mostrou também que, mesmo os EEUU, não podem sózinhos dominar um país quanto mais o mundo.
A crise económica , orçamental e de endividamento dos EEUU, que levou á desvolarização do dólar face ás moedas rivais, ´bem como a crise que se abateu sobre o mundo mais recentemente, afastaram a teoria do mundo unipolar dominado pela América.
Daí que mesmo os países ainda comunistas decidiram abrir as suas fronteiras e comerciar e até permitir o intercambio entre pessoas.
Ora eu vejo a Realpolitik como a forma de, tolerantemente, as nações e as "civilizações" se influenciarem mútuamente e , assim, permitir aos povos conhecer novas realidades.
A não ser assim, como disse uma vez Durão Barroso (que raramente diz alguma coisa interessante), a UE quase só teria relações com os países que a compõem.
O estabelecimento de realções entre nações e civilizações diferentes e mesmo conflituais, serve para distender as tensões e evitar guerras. A não acontecer, , cada um terá tendência a radicalizar a sua posição e , assim, tender a resolver esses conflitos "manu militare" mesmo que seja de forma não convencional como o terrorismo.
Vi na televisão um documentário em que um grupo pacifista israelita decidiu ir buscar em camionetas crinças palestinianas da Cisjordânia e levá-los pela 1ª vez a ver o mar.
Para tal debateram-se com dificuldades para obterem as necessárias autorizações, mas por fim , conseguiram.
As entrevistas feitas a ambas as partes , mostraram que ambas tinham uma visão de ódio mútuo artificial.
Em ambos os campos há bons e maus, adeptos da paz negociada e falcões.
Ora, como disse uma vez MSTavares, se tivesse nascido em Israel odiaria os palestinianos , se tivesse nascido em Gaza ou na Cisjordânia odiaria os israelitas.
Se, mesmo numa área onde o ódio comanda a vida, se conseguem acções como a que acima conto, então é mais uma razão para mantermos a esperança que um dia, os políticos de ambas as partes estão condenados a entenderem-se. Ora para que tal aconteça é necessário cedências e mesmo aceitar injustiças e ceder no campo ideológico: a realpolitik.
Portanto, a Realpolitik pode ser uma arma eficaz na direcção da paz e , por isso, defendo-a.
Como todos os instrumentos tem , claro, que ser utilizada no bom sentido.
Pode começar-se com relações apenas de carácter financeiro (abdicando aparentemente ás vezes de valôres).
Todavia, a pouco e pouco, quer as partes queiram quer não , a interligação de culturas far-se-á !
Acredito que o mundo se desenvolveu no caminho certo , mas reconheço que ainda há muito a trabalhar e que as novas gerações se encontrarão empenhadas e ocupadas a resolvê-los.
Ainda há 50 anos os negros nos EEUU ou na África do Sul eram discriminados, mortos e explorados e, tudo isso, de forma totalmente legal !
Todavia, hoje não é assim !
É apenas um exemplo a favor da tese que favorece os homens de boa vontade.
Dito isto, queria dizer que sou um adepto confesso da Realpolitik.
Ela é vista muitas vezes como a defesa de interesses pouco nobres como o dinheiro ou afins.
Não partilho desta visão.
Sendo o mundo (ou talvez mais rigirozamente o planeta) constituído por várias civilizações com princípios diferentes e mesmo conflituosos, é preciso arranjar uma forma que permita que essas civilizações possam dialogar, comerciar que é como quem diz influênciarem-se mutúamente.
Ora o mundo gerido apenas em esferas de poder , nomeadamente o económico e mesmo militar, está em vias de extinção.
A globalização estabelece dependências mútuas : os chineses compraram a dívida americana o que aparentemente amarrava os americanos e os obrigava a fazer cedências que de outra forma não fariam. Nada mais errado. Se , por exemplo, o dolar baixa nos mercados internacionais, significa brutais prejuízos para a China !Portanto é preciso "concertar" e não radicalizar.
A aventura do Bush no Iraque mostrou também que, mesmo os EEUU, não podem sózinhos dominar um país quanto mais o mundo.
A crise económica , orçamental e de endividamento dos EEUU, que levou á desvolarização do dólar face ás moedas rivais, ´bem como a crise que se abateu sobre o mundo mais recentemente, afastaram a teoria do mundo unipolar dominado pela América.
Daí que mesmo os países ainda comunistas decidiram abrir as suas fronteiras e comerciar e até permitir o intercambio entre pessoas.
Ora eu vejo a Realpolitik como a forma de, tolerantemente, as nações e as "civilizações" se influenciarem mútuamente e , assim, permitir aos povos conhecer novas realidades.
A não ser assim, como disse uma vez Durão Barroso (que raramente diz alguma coisa interessante), a UE quase só teria relações com os países que a compõem.
O estabelecimento de realções entre nações e civilizações diferentes e mesmo conflituais, serve para distender as tensões e evitar guerras. A não acontecer, , cada um terá tendência a radicalizar a sua posição e , assim, tender a resolver esses conflitos "manu militare" mesmo que seja de forma não convencional como o terrorismo.
Vi na televisão um documentário em que um grupo pacifista israelita decidiu ir buscar em camionetas crinças palestinianas da Cisjordânia e levá-los pela 1ª vez a ver o mar.
Para tal debateram-se com dificuldades para obterem as necessárias autorizações, mas por fim , conseguiram.
As entrevistas feitas a ambas as partes , mostraram que ambas tinham uma visão de ódio mútuo artificial.
Em ambos os campos há bons e maus, adeptos da paz negociada e falcões.
Ora, como disse uma vez MSTavares, se tivesse nascido em Israel odiaria os palestinianos , se tivesse nascido em Gaza ou na Cisjordânia odiaria os israelitas.
Se, mesmo numa área onde o ódio comanda a vida, se conseguem acções como a que acima conto, então é mais uma razão para mantermos a esperança que um dia, os políticos de ambas as partes estão condenados a entenderem-se. Ora para que tal aconteça é necessário cedências e mesmo aceitar injustiças e ceder no campo ideológico: a realpolitik.
Portanto, a Realpolitik pode ser uma arma eficaz na direcção da paz e , por isso, defendo-a.
Como todos os instrumentos tem , claro, que ser utilizada no bom sentido.
Pode começar-se com relações apenas de carácter financeiro (abdicando aparentemente ás vezes de valôres).
Todavia, a pouco e pouco, quer as partes queiram quer não , a interligação de culturas far-se-á !
PT & Intervenção do Governo
Suporto a intervenção do Governo , parando a venda da Vivo . É minha convicção que se trata de um assunto estratégico nacional . Para o demonstrar vou-me socorrer da opinião de um par de autores .
1- " Entre a mais recente produção intelectual referente às relações espaciais encontramos o que E. N. Luttwak designa de geoeconomia .Em vez dos mapas assentes nas fronteiras nacionais , os canais de telecomunicações assumem um significado de primeira ordem .As decisões relativas à localização das infra-estruturas de produção não são tomadas por referência às fronteiras entre estados mas , principalmente , devido a factores como a disponibilidade e custo de mão de obra , os acessos aos mercados , questões monetárias , a regulamentação ambiental , assim como a receptividade face ao investimento. O mapa geoeconómico do mundo é , assim , desenhado a partir das redes financeiras internacionais , dos padrões de investimento , dos movimentos de pessoas e ideias e dos amplos fluxos de informação .Num mundo geoecenómico, a internacionalização do capital e o crescente fluxo de informação enfraquecem as fundações políticas do estado , tradicionalmente definido em termos geográficos .Estas entidades , baseadas numa dimensão territorial fixa , são desestabilizadas ou mesmo dissolvidas por intermédio da acção das forças associadas às tecnologias de informação .Num mundo geoeconómico , o poder é mensurado tendo como referência a capacidade , baseada em sofisticados níveis de investigação e desenvolvimento , de conquistar os mercados do futuro através da detenção de uma superioridade tecnológica decisiva . É assim que o acesso aos mercados emergentes se torna mais importante do que o controlo efectivo do território ."
Relações Internacionais - as teorias em confronto , pags199 e 200 .
Socorro-me agora do prof. Adriano Moreira - A consciência do estado exíguo
" Um Estado com assumida consciência da debilidade das capacidades disponíveis , talvez deva adoptar como primeiro objectivo estar sempre presente com autoridade nos centros internacionais de decisão , para não ser apenas objecto dos efeitos das políticas ."
E ainda do mesmo autor :
"Mas uma ordem em que as fronteiras são de natureza múltipla e não apenas geográficas , em que as fronteiras geográficas tendem para transparentes , abrigando uma soberania disposta a reconhecer o multiculturalismo no lugar de antiga uniformidade cultural , eventualmente multinacional e multiétnica , contratualizada , respeitadora das solariedades transfronteiriças e transnacionais , confiando mais na sociedade civil , menos no centralismo .
O que significa a crise do Estado soberano como actor de ordem interna e internacional , mas não significa a crise do valor nacional , nem dos valores cimeiros que os modelos políticos se destinam a servir ."
Confesso que me inclino a comungar a visão da teoria realista nas relações internacionais :
- a política internacional é essencialmente conflitual
- os estados relacionam-se com base numa soberania legal , protegendo os seus interesses e o poder , com vista ao objectivo último : garantia da sobrevivência . A sobrevivência constitui o objectivo básico da política externa e o interesse nacional central
- o poder abrange as capacidades militares , económicas e tecnológicas dos estados .
Por todas estas razões penso que o Governo esteve bem ao impedir a venda da Vivo , porque protegeu o interesse nacional .
Um abraço
Adolfo
1- " Entre a mais recente produção intelectual referente às relações espaciais encontramos o que E. N. Luttwak designa de geoeconomia .Em vez dos mapas assentes nas fronteiras nacionais , os canais de telecomunicações assumem um significado de primeira ordem .As decisões relativas à localização das infra-estruturas de produção não são tomadas por referência às fronteiras entre estados mas , principalmente , devido a factores como a disponibilidade e custo de mão de obra , os acessos aos mercados , questões monetárias , a regulamentação ambiental , assim como a receptividade face ao investimento. O mapa geoeconómico do mundo é , assim , desenhado a partir das redes financeiras internacionais , dos padrões de investimento , dos movimentos de pessoas e ideias e dos amplos fluxos de informação .Num mundo geoecenómico, a internacionalização do capital e o crescente fluxo de informação enfraquecem as fundações políticas do estado , tradicionalmente definido em termos geográficos .Estas entidades , baseadas numa dimensão territorial fixa , são desestabilizadas ou mesmo dissolvidas por intermédio da acção das forças associadas às tecnologias de informação .Num mundo geoeconómico , o poder é mensurado tendo como referência a capacidade , baseada em sofisticados níveis de investigação e desenvolvimento , de conquistar os mercados do futuro através da detenção de uma superioridade tecnológica decisiva . É assim que o acesso aos mercados emergentes se torna mais importante do que o controlo efectivo do território ."
Relações Internacionais - as teorias em confronto , pags199 e 200 .
Socorro-me agora do prof. Adriano Moreira - A consciência do estado exíguo
" Um Estado com assumida consciência da debilidade das capacidades disponíveis , talvez deva adoptar como primeiro objectivo estar sempre presente com autoridade nos centros internacionais de decisão , para não ser apenas objecto dos efeitos das políticas ."
E ainda do mesmo autor :
"Mas uma ordem em que as fronteiras são de natureza múltipla e não apenas geográficas , em que as fronteiras geográficas tendem para transparentes , abrigando uma soberania disposta a reconhecer o multiculturalismo no lugar de antiga uniformidade cultural , eventualmente multinacional e multiétnica , contratualizada , respeitadora das solariedades transfronteiriças e transnacionais , confiando mais na sociedade civil , menos no centralismo .
O que significa a crise do Estado soberano como actor de ordem interna e internacional , mas não significa a crise do valor nacional , nem dos valores cimeiros que os modelos políticos se destinam a servir ."
Confesso que me inclino a comungar a visão da teoria realista nas relações internacionais :
- a política internacional é essencialmente conflitual
- os estados relacionam-se com base numa soberania legal , protegendo os seus interesses e o poder , com vista ao objectivo último : garantia da sobrevivência . A sobrevivência constitui o objectivo básico da política externa e o interesse nacional central
- o poder abrange as capacidades militares , económicas e tecnológicas dos estados .
Por todas estas razões penso que o Governo esteve bem ao impedir a venda da Vivo , porque protegeu o interesse nacional .
Um abraço
Adolfo
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