De acordo com um professor catedrático de Recursos Humanos penso do ISCTE , cada feriado custa ao país cerca de 37 milhões de euros.
Portugal é o país , a seguir á Itália, que tem mais férias e feriados na UE.
Assim parece-me de saudar uma iniciativa parlamentar(acho que do PS) que pretende reduzir 4 feriados por ano e , também, juntá-los aos fins de semana para evitar as chamadas "pontes".
Se a iniciativa é de louvar, o seu sucesso é duvidoso. Segundo parece os deputados já começaram a discutir o assunto e uns acham que devem ser só feriados religiosos mantendo os laicos inalterados, outros o contrário, outros fifty fifty enter laicos e religiosos e outros acham que nesta conjuntura difícil isto não agradará ao povo!!!
Não há paciência.
Outra boa notícia , para compensar o clima habitual de bota abaixo é de que a balança energética em Portugal, pela 1ª vez na nossa história é superavitária. O país conseguiu exportar mais electricidade do que a que importa. Num país em que só temos más notícias é de saudar esta que é sem dúvida boa.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Mais do mesmo
Nem de propósito, no seguimento do que escrevi ontem, leio hoje de manhã um artigo de Paul Krugman intitulado : Krugman acusa a Europa de masoquismo.
No artigo "The Global transmission of european austerity" diz o homem:" Alguém já pensou sériamente em como tudo isto afecta todo o mundo e também os EEUU ?Isto está a pôr-se feio. Os EEUU têm que pensar numa forma de se distanciarem deste masoquismo europeu."
Diz ainda o Presidente da Reserva Federal Bernake que as consequências do exagero das medidas tomadas na Europa, irá pôr em causa o crescimento económico nessa região e afectará também o crescimento nos EEUU.
São mais 2 achegas.
Entretanto os mercados continuam instáveis, temendo, e com razão, uma recessão económica na UE, prova de que as medidas tomadas não conseguiram obter qualquer sucesso na defesa do euro , que continua a caír.
Numa poll realizada a investidores internacionais, 73% dos inquiridos discorda das medidas tomadas na Europa e apontam para o incumprimento por parte da Grécia e mesmo a sua saída da zona euro !
Não me admirava nada que no próximo futuro, estejamos a discutir investimentos públicos massivos para fazer crescer a economia !
No artigo "The Global transmission of european austerity" diz o homem:" Alguém já pensou sériamente em como tudo isto afecta todo o mundo e também os EEUU ?Isto está a pôr-se feio. Os EEUU têm que pensar numa forma de se distanciarem deste masoquismo europeu."
Diz ainda o Presidente da Reserva Federal Bernake que as consequências do exagero das medidas tomadas na Europa, irá pôr em causa o crescimento económico nessa região e afectará também o crescimento nos EEUU.
São mais 2 achegas.
Entretanto os mercados continuam instáveis, temendo, e com razão, uma recessão económica na UE, prova de que as medidas tomadas não conseguiram obter qualquer sucesso na defesa do euro , que continua a caír.
Numa poll realizada a investidores internacionais, 73% dos inquiridos discorda das medidas tomadas na Europa e apontam para o incumprimento por parte da Grécia e mesmo a sua saída da zona euro !
Não me admirava nada que no próximo futuro, estejamos a discutir investimentos públicos massivos para fazer crescer a economia !
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Os burros
Apesar de, sempre que defendo as minhas ideias o faça com a força das convicções, não posso deixar de ser influenciado pelos comentários dos meus amigos bloguistas. Queria confessar que as vossas ideias , sobretudo aquelas em que discordam de mim, têm em mim uma influência muito grande. O que nos une é de longe uma questão de afecto de pessoas que passaram muito em comum. Mas, também o respeito intelectual por pessoas que respeito pelas suas ideias , pela sua inteligência e por sermos pessoas de bem que queremos , ainda que de forma muito modesta, contribuir para o melhor da nossa terra.
Daí, que sempre que haja discordâncias entre nós, me preocupe com honestidade intelectual de aprender e ser escravo daquela dúvida metódica cartesiana de descobrir se afinal estou ou não do lado da razão (mesmo que o não confesse).Como é óbvio nunca o conseguirei.
Assim, dado que os meus amigos me conhecem, sabem perfeitamente que as minhas convicções são directamente proporcionais ás minhas dúvidas !
Portanto quando pessoas , como os meus amigos, discordam de mim, isso transforma-se não num jogo do berlinde, mas, pelo contrário, num desafio sobre a bondade das posições que defendo e me fazem perguntar se afinal sou eu que tenho razão ou se pelo contrário tenho que reconhecer que não é o caso (com grande pena minha).
Vem isto a propósito do Keynes e das medidas tomadas pela UE e consequentemente por Portugal para resolver a crise instalada.
Eu defendo, como Keynes (desculpem a arrogância, quem sou eu ?), que as medidas tomadas pela UE relativamente á crise actual terão um efeito contrário e não resolverão o problema do défice público e do endividamento.
Nomeadamente o facto de se acabar com o investimento público ( e não falo do TGV mas de tudo resto: hospitais, estradas, escolas, etc). E falo não só em Portugal como na Europa.
Embora em termos morais seja aceitável que as economias endividadas não se devem endividar ainda mais, a verdade é que a economia política não é guiada por conceitos morais mas económicos. E , se é verdade que o endividamento atingiu níveis assustadores , é também verdade, como diz Keynes , que ele só pode ser resolvido numa primeira fase pelo investimento público (em Portugal e na Europa).
Estou convencido disso porque sou pouco influenciado pelos sound bites (também os sentimos na empresa em que trabalhámos com os resultados que estão á vista) e sou mais influenciado por práticas já experimentadas e com sucesso.
Dizem os meus amigos que as teorias (e práticas) do pensamento Keynesiano não aplicáveis na conjuntura actual. No entanto, até agora não foram capazes de me explicar porquê , a não ser porque "não há dinheiro".
Ora bem , verifiquei que não estou sózinho na minha tese e, salvo melhor opinião, estou bem acompanhado:
- O Sr Stass Kahn, presidente do FMI disse que as medidas de consolidação orçamental e do controle do endividamento não deviam ser exagerados e ~por em causa o crescimento da economia.
-No dia seguinte o Chief economist do FMI disse que medidas que causem uma deflacção económica (recessão)não só não resolverão o problema do endividamento como o tornarão ainda pior.
-Faz algumas semanas, um economista canadiano que estava na lista dos`Prémios Nobel do ano passado fez uma conferência em Lisboa e disse o seguinte: A UE está em pânico por causa do euro. Ora, o euro não está em perigo tal como o dólar , mesmo quando se desvalorizou 50% em relação ao euro, também não está.
O euro apesar de tudo ainda vale mais que o dolar e , mesmo que atingisse a paridade e mesmo se desvalorizasse em relação ao dólar continuava a ser uma moeda forte já que quase 40% do comércio mundial passa pela UE, um colosso económico.
Mesmo que , por absurdo, o euro estivesse em perigo, se se tivesse que escolher entre o euro e a economia , não se devia exitar e escolher a economia.
Disse mais, que a economia privada em Portugal, tem uma dívida externa muito superior ao Estado, o que quer dizer que nos próximos anos não haveá investimentos privados na economia e que só o investimento público, mesmo com altos indices de endividamento poderá por a economia a funcionar.Sem dúvida que há que reduzir os custos do Estado, mas, a curto prazo tal não é possível já que 75% do orçamento é para pagar os salarios dos funcionários públicos.
Quanto á falta de dinheiro diz que se a UE um colosso económico não consegue financiamento para a sua dívida o que dizer então da àfrica, América do Sul e Asia Pacícifico ? Se os bancos portuguese não têm dinheiro , há mais quem tenha, fora de Portugal.
Segundo este burro , os empréstimos dos Estados, sobretudo nos EUA, Japão e UE encontram-se entre os financiamentos com menores riscos. Conta-se pelos dedos os Estados que não solveram as suas dívidas, em comparação com os investimentos em projectos privados onde nunca há garantia de pagamento. Diz ainda que os ratios de solvabilidade dos bancos exigem emprestimos garantizados e os com maiores garantias são os empréstimos aos Estados sobretudo os Estados ricos como os menbros da UE !
-João Ferreira do Amaral, professor de economia e apoiante da direita política, disse ontem que a política da UE é incompreensível e suicidária.
-O Prof Medi´na Carreira também acha que o Keynes está acabdo e que os portugueses com não podem andar de carro, devem andar de burro (concordo 100% com a crónica do Zé sobre este personagem e afins).
-Finalmente comprei hoje um livro da autoria de um tipo que não conheço chamado Robert Skidelsky ( um professor da Universidade de WarwicK).
O que é curioso é que o título é: Keynes O regresso do Mestre e , imediatamente por baixo do título em a seguinte frase: O Grande economista e as suas teorias nunca foram tão relevantes : quem assina esta frase é sómente o Sr Paul Kruger, prémio nobel da economia.
Na contra capa pode ler-se o seguiinte do editorial da Business Week :Sildelsky explica de forma soberba a relevânvia actual das teorias de Keynes(...) É uma polémica acesa que apela fortemente a que economistas e políticos voltem a ler Keynes.
Ainda na contracapa : O Guardian, perstigiado jornal de economia diz que " Devia ser leitura obrigatória para todos os futuros ministros" e , novamente Paul Kruger " Um livro extraordináriamente estimulante , que reflecte a erudição do autor. ESTAMOS A VIVER UMA SEGUNDA ERA DE KEYNES......"
Pois meus amigos, não sabemos quem efectivemente tem razão , é preciso ver os resultados. Mas entre os políticos europeus e nacionais e o prémio nobel, entre outros, ninguém me pode levar a mal de alinhar pelos últimOS.
É nas alturas difíceis que se vêem os líderes.Nós já vivemos muitas situações em que , por muito assustados que estivessemos, fizemos uma análise fria e objectica e agimos em conformidade, mesmo quando isso afectou oa nossos corações.
O p^nico e falta de coragem dos líderes europeus, e portugueses é patente.
Basta var as afirmações dos dirigentes europeus que se desdizem nas próximas entervistas , tal qual o do Governo português e do PSD, que criam trapalhadas atrás de trapalhadas e que contribuem desta forma para a volatilidade dos mercados e para a falta de confiança dos cidadãos.
Os líderes têm que ser frios, objectivos e assertivos e não cobardes que aumentam a incerteza dos mercados. Não era ssim na nossa empresa?
Eu , como se lembram e digo-o com orgulho,. nunca alinhei pelo "save the ass policy" e , desculpem, tenho muito orgulho em dizê-lo:certamente uma pequena contribução comparada com os líderes europeus e do país.
Podem dizer os meus amigos que os que defendem o Keynes são burros. E quem sabe se estão certos?
O que eu digo é que entre os políticos europeus e nacoinais , prefiro estes burros!
Quem tem razão só os resultados decidirão, mas desculpem-me se me acho mais próximo dos que estão contra a corrente. Não sera a primeira vez.....
Daí, que sempre que haja discordâncias entre nós, me preocupe com honestidade intelectual de aprender e ser escravo daquela dúvida metódica cartesiana de descobrir se afinal estou ou não do lado da razão (mesmo que o não confesse).Como é óbvio nunca o conseguirei.
Assim, dado que os meus amigos me conhecem, sabem perfeitamente que as minhas convicções são directamente proporcionais ás minhas dúvidas !
Portanto quando pessoas , como os meus amigos, discordam de mim, isso transforma-se não num jogo do berlinde, mas, pelo contrário, num desafio sobre a bondade das posições que defendo e me fazem perguntar se afinal sou eu que tenho razão ou se pelo contrário tenho que reconhecer que não é o caso (com grande pena minha).
Vem isto a propósito do Keynes e das medidas tomadas pela UE e consequentemente por Portugal para resolver a crise instalada.
Eu defendo, como Keynes (desculpem a arrogância, quem sou eu ?), que as medidas tomadas pela UE relativamente á crise actual terão um efeito contrário e não resolverão o problema do défice público e do endividamento.
Nomeadamente o facto de se acabar com o investimento público ( e não falo do TGV mas de tudo resto: hospitais, estradas, escolas, etc). E falo não só em Portugal como na Europa.
Embora em termos morais seja aceitável que as economias endividadas não se devem endividar ainda mais, a verdade é que a economia política não é guiada por conceitos morais mas económicos. E , se é verdade que o endividamento atingiu níveis assustadores , é também verdade, como diz Keynes , que ele só pode ser resolvido numa primeira fase pelo investimento público (em Portugal e na Europa).
Estou convencido disso porque sou pouco influenciado pelos sound bites (também os sentimos na empresa em que trabalhámos com os resultados que estão á vista) e sou mais influenciado por práticas já experimentadas e com sucesso.
Dizem os meus amigos que as teorias (e práticas) do pensamento Keynesiano não aplicáveis na conjuntura actual. No entanto, até agora não foram capazes de me explicar porquê , a não ser porque "não há dinheiro".
Ora bem , verifiquei que não estou sózinho na minha tese e, salvo melhor opinião, estou bem acompanhado:
- O Sr Stass Kahn, presidente do FMI disse que as medidas de consolidação orçamental e do controle do endividamento não deviam ser exagerados e ~por em causa o crescimento da economia.
-No dia seguinte o Chief economist do FMI disse que medidas que causem uma deflacção económica (recessão)não só não resolverão o problema do endividamento como o tornarão ainda pior.
-Faz algumas semanas, um economista canadiano que estava na lista dos`Prémios Nobel do ano passado fez uma conferência em Lisboa e disse o seguinte: A UE está em pânico por causa do euro. Ora, o euro não está em perigo tal como o dólar , mesmo quando se desvalorizou 50% em relação ao euro, também não está.
O euro apesar de tudo ainda vale mais que o dolar e , mesmo que atingisse a paridade e mesmo se desvalorizasse em relação ao dólar continuava a ser uma moeda forte já que quase 40% do comércio mundial passa pela UE, um colosso económico.
Mesmo que , por absurdo, o euro estivesse em perigo, se se tivesse que escolher entre o euro e a economia , não se devia exitar e escolher a economia.
Disse mais, que a economia privada em Portugal, tem uma dívida externa muito superior ao Estado, o que quer dizer que nos próximos anos não haveá investimentos privados na economia e que só o investimento público, mesmo com altos indices de endividamento poderá por a economia a funcionar.Sem dúvida que há que reduzir os custos do Estado, mas, a curto prazo tal não é possível já que 75% do orçamento é para pagar os salarios dos funcionários públicos.
Quanto á falta de dinheiro diz que se a UE um colosso económico não consegue financiamento para a sua dívida o que dizer então da àfrica, América do Sul e Asia Pacícifico ? Se os bancos portuguese não têm dinheiro , há mais quem tenha, fora de Portugal.
Segundo este burro , os empréstimos dos Estados, sobretudo nos EUA, Japão e UE encontram-se entre os financiamentos com menores riscos. Conta-se pelos dedos os Estados que não solveram as suas dívidas, em comparação com os investimentos em projectos privados onde nunca há garantia de pagamento. Diz ainda que os ratios de solvabilidade dos bancos exigem emprestimos garantizados e os com maiores garantias são os empréstimos aos Estados sobretudo os Estados ricos como os menbros da UE !
-João Ferreira do Amaral, professor de economia e apoiante da direita política, disse ontem que a política da UE é incompreensível e suicidária.
-O Prof Medi´na Carreira também acha que o Keynes está acabdo e que os portugueses com não podem andar de carro, devem andar de burro (concordo 100% com a crónica do Zé sobre este personagem e afins).
-Finalmente comprei hoje um livro da autoria de um tipo que não conheço chamado Robert Skidelsky ( um professor da Universidade de WarwicK).
O que é curioso é que o título é: Keynes O regresso do Mestre e , imediatamente por baixo do título em a seguinte frase: O Grande economista e as suas teorias nunca foram tão relevantes : quem assina esta frase é sómente o Sr Paul Kruger, prémio nobel da economia.
Na contra capa pode ler-se o seguiinte do editorial da Business Week :Sildelsky explica de forma soberba a relevânvia actual das teorias de Keynes(...) É uma polémica acesa que apela fortemente a que economistas e políticos voltem a ler Keynes.
Ainda na contracapa : O Guardian, perstigiado jornal de economia diz que " Devia ser leitura obrigatória para todos os futuros ministros" e , novamente Paul Kruger " Um livro extraordináriamente estimulante , que reflecte a erudição do autor. ESTAMOS A VIVER UMA SEGUNDA ERA DE KEYNES......"
Pois meus amigos, não sabemos quem efectivemente tem razão , é preciso ver os resultados. Mas entre os políticos europeus e nacionais e o prémio nobel, entre outros, ninguém me pode levar a mal de alinhar pelos últimOS.
É nas alturas difíceis que se vêem os líderes.Nós já vivemos muitas situações em que , por muito assustados que estivessemos, fizemos uma análise fria e objectica e agimos em conformidade, mesmo quando isso afectou oa nossos corações.
O p^nico e falta de coragem dos líderes europeus, e portugueses é patente.
Basta var as afirmações dos dirigentes europeus que se desdizem nas próximas entervistas , tal qual o do Governo português e do PSD, que criam trapalhadas atrás de trapalhadas e que contribuem desta forma para a volatilidade dos mercados e para a falta de confiança dos cidadãos.
Os líderes têm que ser frios, objectivos e assertivos e não cobardes que aumentam a incerteza dos mercados. Não era ssim na nossa empresa?
Eu , como se lembram e digo-o com orgulho,. nunca alinhei pelo "save the ass policy" e , desculpem, tenho muito orgulho em dizê-lo:certamente uma pequena contribução comparada com os líderes europeus e do país.
Podem dizer os meus amigos que os que defendem o Keynes são burros. E quem sabe se estão certos?
O que eu digo é que entre os políticos europeus e nacoinais , prefiro estes burros!
Quem tem razão só os resultados decidirão, mas desculpem-me se me acho mais próximo dos que estão contra a corrente. Não sera a primeira vez.....
terça-feira, 8 de junho de 2010
Regionalização e descentralização
Estou há muito tempo de acrdo com o Zé (só para variar)no que respeita á regionalização.
Não só é tendencialmente despesista porque cria mais "empregos políticos" como abala a coesão nacional.
Imagine-se num paradigma de reginalização, a região mais rica do país (lisboa e Vale do Tejo ) abdicar de algumas das suas receitas para beneficiar as mais fracas ( Trás os Montes ou Alentejo).
Está-se mesmo a ver !!! Nem pensar!!!
Isto significa que as diferenças entre as regiões mais ricas e as mais pobres se iriam acentuar em vez de se reduzirem.
Aliás, se verificarem, quem reinvidica normalmente a regionalização e autonomia são as regiões mais ricas, quem não está interessado são as regiões mais pobres!
Por outro lado, Portugal é um Estado Nação e é um país pequeno.
Espanha, pelo contrário é um país com várias nações, culturas e línguas que talvez justifique uma organização tendente á regionalização e mesmo á autonomia.
Portugal , quanto a mim, não justifica nem sequer as autonomias ( ou o arremedo de autonomia )das ilhas atlênticas,
; foi uma invenção para terem uns caciques próprios e tudo a expensas do continente!
O que eles entendem por autonomia é: Passem para cá a massa e não se metam connosco deixem-nos gastá-la como muito bem entendemos! Podemos endividarmo-nos á vontade porque os empréstimos são avalizados pelo Estado que , se houver azar, terá que pagar ! É realmente perfeito ! Assim pode fazer-se "obra" !
Dito isto, no entanto tenho que aplaudir a descentralização administrativa e até á abolição ppura e simples do Governador CIvil passando as suas atribuições para os autarcas que aliás são eleitos, bem como repartições, gestão de escolas, bombeiros, polícias, etc.
o "centralismo" de Lisboa não é bom para o país, descentralização sim ,regionalização NÃO !
Não só é tendencialmente despesista porque cria mais "empregos políticos" como abala a coesão nacional.
Imagine-se num paradigma de reginalização, a região mais rica do país (lisboa e Vale do Tejo ) abdicar de algumas das suas receitas para beneficiar as mais fracas ( Trás os Montes ou Alentejo).
Está-se mesmo a ver !!! Nem pensar!!!
Isto significa que as diferenças entre as regiões mais ricas e as mais pobres se iriam acentuar em vez de se reduzirem.
Aliás, se verificarem, quem reinvidica normalmente a regionalização e autonomia são as regiões mais ricas, quem não está interessado são as regiões mais pobres!
Por outro lado, Portugal é um Estado Nação e é um país pequeno.
Espanha, pelo contrário é um país com várias nações, culturas e línguas que talvez justifique uma organização tendente á regionalização e mesmo á autonomia.
Portugal , quanto a mim, não justifica nem sequer as autonomias ( ou o arremedo de autonomia )das ilhas atlênticas,
; foi uma invenção para terem uns caciques próprios e tudo a expensas do continente!
O que eles entendem por autonomia é: Passem para cá a massa e não se metam connosco deixem-nos gastá-la como muito bem entendemos! Podemos endividarmo-nos á vontade porque os empréstimos são avalizados pelo Estado que , se houver azar, terá que pagar ! É realmente perfeito ! Assim pode fazer-se "obra" !
Dito isto, no entanto tenho que aplaudir a descentralização administrativa e até á abolição ppura e simples do Governador CIvil passando as suas atribuições para os autarcas que aliás são eleitos, bem como repartições, gestão de escolas, bombeiros, polícias, etc.
o "centralismo" de Lisboa não é bom para o país, descentralização sim ,regionalização NÃO !
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Os velhos .......
Ora pois muito bem o nosso maigo Zé ficou muito ofendido pelo facto de ter chamado velhos do Restelo aos que são contra o TGV, dizendo que, no seu caso, a questão é que no contexto actual, o TGV não se pode fazer que teremos que esperar melhores tempos.
Pois, se calhar é verdade.
Mas também é verdade que aqueles que eu chamei velhos do restelo, não têm desde o início esta posição.
São contra o TGV, tout court, agora e nunca!
É desses que falo.E são os mesmos que criticaram a política de betão, a POnte Vasco da Gama, a Expo, o Europeu, o comboio na ponte 25 de Abril (a ponte ia caír lembram-se?) ou o túnel do marquês (até os bombeiros diziam que não tinham condições de segurança), para não falar do Alqueva que durou 40 anos de discussões!!!.
Só relembrando algumas das razões apresentadas:
- Não havia ROI do investimento inicial e a simples exploração era deficitária.
Como se o investimento público tivesse que ter retorno do investimento imediato, ou seja, não teríamos caminhos de ferro desde o sec XIX , não teríamos estradas, hospitais, escolas ,etc.
Estes são os mesmos que dizem que Portugal já tem estradas que cheguem e que há autoestradas que não se justificam porque não têm movimento que as justifique, ou seja , os cidadãos de Évora e Beja e de Bragança , já só para falar em alguns, não têm direito a autoestradas !
- Após verificarem que este argumanto não colhe, começaram a pôr em causa a contribuição que o TGV pode dar para a consolidação de Portugal como país periférico na Europa. Argumentavam eles que os países escandinavos tinham o mesmo problema e não estavam interessados no TGV.
Azar, porque estes países acabaram por aderir ao projecto das vias transeuropeias, também !
- Ao argumento de que Portugal perderia o dinheiro comunitário refente a esta obra, diziam os críticos, que tal verba deveria ser utilizada em outras obras mais pequenas e úteis. Ora a verdade é que só se pode utilizar menos de 10% desse dinheiro e o restante a UE não enviará para Portugal, ponto final.
- Depois os novos argumentos foram de que a bitola utilizada era a Espanhola o que era negativo.
Ora atendendo a que a Espanha já tem o TGV (somos sempre os últimos em tudo), está-se mesmo a ver que ia destruir tudo o que já tem para satisfazer apenas um troço que vem de Portugal!!!
- Finalmente dizem que não se pode fazer agora porque não há dinheiro.
Ora se o amigo Zé não se identifica com esta malta a minha recomendação é que não enfie a carapuça.
Eu, por mim, para o acalmar não tenho qualquer dúvida em chamar-lhe velho do...Bernabéu o que certamente estará em linha com a sua recente "admiração" por Espanha.
Pois, se calhar é verdade.
Mas também é verdade que aqueles que eu chamei velhos do restelo, não têm desde o início esta posição.
São contra o TGV, tout court, agora e nunca!
É desses que falo.E são os mesmos que criticaram a política de betão, a POnte Vasco da Gama, a Expo, o Europeu, o comboio na ponte 25 de Abril (a ponte ia caír lembram-se?) ou o túnel do marquês (até os bombeiros diziam que não tinham condições de segurança), para não falar do Alqueva que durou 40 anos de discussões!!!.
Só relembrando algumas das razões apresentadas:
- Não havia ROI do investimento inicial e a simples exploração era deficitária.
Como se o investimento público tivesse que ter retorno do investimento imediato, ou seja, não teríamos caminhos de ferro desde o sec XIX , não teríamos estradas, hospitais, escolas ,etc.
Estes são os mesmos que dizem que Portugal já tem estradas que cheguem e que há autoestradas que não se justificam porque não têm movimento que as justifique, ou seja , os cidadãos de Évora e Beja e de Bragança , já só para falar em alguns, não têm direito a autoestradas !
- Após verificarem que este argumanto não colhe, começaram a pôr em causa a contribuição que o TGV pode dar para a consolidação de Portugal como país periférico na Europa. Argumentavam eles que os países escandinavos tinham o mesmo problema e não estavam interessados no TGV.
Azar, porque estes países acabaram por aderir ao projecto das vias transeuropeias, também !
- Ao argumento de que Portugal perderia o dinheiro comunitário refente a esta obra, diziam os críticos, que tal verba deveria ser utilizada em outras obras mais pequenas e úteis. Ora a verdade é que só se pode utilizar menos de 10% desse dinheiro e o restante a UE não enviará para Portugal, ponto final.
- Depois os novos argumentos foram de que a bitola utilizada era a Espanhola o que era negativo.
Ora atendendo a que a Espanha já tem o TGV (somos sempre os últimos em tudo), está-se mesmo a ver que ia destruir tudo o que já tem para satisfazer apenas um troço que vem de Portugal!!!
- Finalmente dizem que não se pode fazer agora porque não há dinheiro.
Ora se o amigo Zé não se identifica com esta malta a minha recomendação é que não enfie a carapuça.
Eu, por mim, para o acalmar não tenho qualquer dúvida em chamar-lhe velho do...Bernabéu o que certamente estará em linha com a sua recente "admiração" por Espanha.
Patetas
Ora faz o nosso amigo Manel muito bem. Que tenha uma boa viagem e que encontre todos bem.
Já agora, não deixo de verificar que este nosso amigo criou uma nova bitola para "pontuar" os políticos.
Na verdade a sua exigência relativamente aos Drs e engenheiros do Continente contrasta com a benevolência com que perdoa Jardim "porque não é pior que os outros", ou seja , um indivíduo que é uma vergonha para a democracia portuguesa (asfixia), que se caracteriza pelo despesismo do Estado e que manda ás urtigas as regras da Contabilidade Pública, merece do nosso amigo a benevolência (ou será o aplauso) do nosso amigo Manel.
Ora eu sou daqueles que já estou farto do argumento que tem obra feita, porque o que fez foi por ter recebido ao longo de 30 anos 50% !!! do total das receitas de TODAS as autarquias do país !( apesar da Madeira só ter 200 mil habitantes)
Pelo mesmo critério TODOS os Governos do país fizeram obra só que com um preço bem pesado com a situação orçamental e o endividamento.
E o endividamento da Madeira ? E so comentários anuais do Tribunal de Contas sobre a Madeira , não conta?
Pois , meu amigo ,para quem tanto critica os políticos , é realmente de ficar surpreendido ( ou talvez não ) relativamente a esta "lavagem " do Alberto.
A aplicar esta nova máxima teremos que também aceitar que o Presidente de Oeiras também tem obra feita e mesmo até a ex presidente de Felgueiras, que certamente "não são piores que os outros".
E, já agora, o Sócrates , o Barroso, o Guterres , o Cavaco, etc "também não são pior que os outros".
Que me desculpe o Manel mas não maior incoerência do que atacar uns e "lavar" outros, sobretudo este indivíduo.
Que tenha boas férias e feliz regresso.
Já agora, não deixo de verificar que este nosso amigo criou uma nova bitola para "pontuar" os políticos.
Na verdade a sua exigência relativamente aos Drs e engenheiros do Continente contrasta com a benevolência com que perdoa Jardim "porque não é pior que os outros", ou seja , um indivíduo que é uma vergonha para a democracia portuguesa (asfixia), que se caracteriza pelo despesismo do Estado e que manda ás urtigas as regras da Contabilidade Pública, merece do nosso amigo a benevolência (ou será o aplauso) do nosso amigo Manel.
Ora eu sou daqueles que já estou farto do argumento que tem obra feita, porque o que fez foi por ter recebido ao longo de 30 anos 50% !!! do total das receitas de TODAS as autarquias do país !( apesar da Madeira só ter 200 mil habitantes)
Pelo mesmo critério TODOS os Governos do país fizeram obra só que com um preço bem pesado com a situação orçamental e o endividamento.
E o endividamento da Madeira ? E so comentários anuais do Tribunal de Contas sobre a Madeira , não conta?
Pois , meu amigo ,para quem tanto critica os políticos , é realmente de ficar surpreendido ( ou talvez não ) relativamente a esta "lavagem " do Alberto.
A aplicar esta nova máxima teremos que também aceitar que o Presidente de Oeiras também tem obra feita e mesmo até a ex presidente de Felgueiras, que certamente "não são piores que os outros".
E, já agora, o Sócrates , o Barroso, o Guterres , o Cavaco, etc "também não são pior que os outros".
Que me desculpe o Manel mas não maior incoerência do que atacar uns e "lavar" outros, sobretudo este indivíduo.
Que tenha boas férias e feliz regresso.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Hungria
Mais uma má noticia para a Europa : o novo Governo húngaro avisa que os numeros usados pelo anterior estavam viciados e que o país está á beira da bancarrota.
Acho muito curiosa esta tendência dos Governos actuais para se comportarem como as Direcções dos clubes de futebol portugueses. O que é que faz uma Direcção que é eleita ? A primeira medida é "encomendar" uma auditoria que,invariàvelmente,determina que o elenco anterior aldrabou as contas e a sitação é muito pior do que se imaginava.
Pois bem,parece que a coisa está a tornar-se vulgar no que diz respeito aos Governos. O que chega diz que o anterior era aldrabão e a situação é catastrofica.Depois lá vem a desculpa estafada que a culpa é da "crise internacional" esse monstro de costas largas que esconde a incompetência e irresponsabilidade dos governantes de cada país em dificuldades.
Por mim,cruzo os dedos para que na alteração politica que se adivinha para o nosso burgo não tenhamos a "surpresa" de descobrir que,afinal,os numeros foram martelados e o buraco é maior do que nos tinham dito.
Para dizer a verdade,não me surpreenderia por aí além.Ainda guardo na memória a "honesta" afirmação do Sr. Min. das Finanças ( o tal que reivindica um estatuto de seriedade acima de qualquer dúvida.Quando assim é ,estamos sempre perante alguém "capaz de tudo"...) que em Agosto do ano passado afirmava,com maus modos e de forma arrogante,que o défice do Estado em 2009 não seria superior a 5%.Em Dezembro "descobriu" que afinal era 9,3% (só sensivelmente o dobro !!!!).Pelos vistos há quem se engane em previsões a 5 anos,mas também há quem se "engane" em contas de 4 meses.De quem desconfio mais ?
Adivinhem!!!! E oxalá as "auditorias" futuras não nos levem a maiores desilusões !!!!
Acho muito curiosa esta tendência dos Governos actuais para se comportarem como as Direcções dos clubes de futebol portugueses. O que é que faz uma Direcção que é eleita ? A primeira medida é "encomendar" uma auditoria que,invariàvelmente,determina que o elenco anterior aldrabou as contas e a sitação é muito pior do que se imaginava.
Pois bem,parece que a coisa está a tornar-se vulgar no que diz respeito aos Governos. O que chega diz que o anterior era aldrabão e a situação é catastrofica.Depois lá vem a desculpa estafada que a culpa é da "crise internacional" esse monstro de costas largas que esconde a incompetência e irresponsabilidade dos governantes de cada país em dificuldades.
Por mim,cruzo os dedos para que na alteração politica que se adivinha para o nosso burgo não tenhamos a "surpresa" de descobrir que,afinal,os numeros foram martelados e o buraco é maior do que nos tinham dito.
Para dizer a verdade,não me surpreenderia por aí além.Ainda guardo na memória a "honesta" afirmação do Sr. Min. das Finanças ( o tal que reivindica um estatuto de seriedade acima de qualquer dúvida.Quando assim é ,estamos sempre perante alguém "capaz de tudo"...) que em Agosto do ano passado afirmava,com maus modos e de forma arrogante,que o défice do Estado em 2009 não seria superior a 5%.Em Dezembro "descobriu" que afinal era 9,3% (só sensivelmente o dobro !!!!).Pelos vistos há quem se engane em previsões a 5 anos,mas também há quem se "engane" em contas de 4 meses.De quem desconfio mais ?
Adivinhem!!!! E oxalá as "auditorias" futuras não nos levem a maiores desilusões !!!!
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