quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

As pandemias

Há anos que digo (e por exemplo o MSTavares também defende) que esta histáoria das pandemias é uma grande treta e que permite que a indústria farmacêutica enriqueça á custa das medidas preventivas derivadas do medo das populações. Os mais recentes foi a gripe das aves que matou 6 cidadãos em todo o mundo e a gripe A que matou umas dezenas mas muito menos que os AVC, o cancro , as doenças de coração ou mesmo a prosaica gripe sazonal que matou muitos mais !
Esta teoria da conspiração foi agora aprovada pelo Parlamento Europeu que decidiu avançar com uma incestigação sobre o assunto no seguimento de rumores de luvas pagas a elementos da OMS!
Muito bem , veremos o resultado!
Só o Estado português acabou por negociar uma redução de 30% das vacinas compradas com os laboratórios farmacuticos, mas, mesmo assim, ainda ficou com vacinas inúteis que depressa passr´o prazo de validade e acabará no lixo. Se atentarmos o que se passará com o resto do mundo poderemos ter uma ideia da contribuição destas "pandemias" nas vendas e lucros da indústria farmacêuticas. Conta-se mesmo que uma das maiores empresas saíu de coma profundo graças às vendas geradas por este "negócio".
O pânico das populações é bem justificado sobretudo com organizações credíveis( ???) como a OMS intervêm e , também, graças aos "idiotas úteis" que por aqui grassa.
Por exemplo, o Director do Instituto de Doenças Tropicais no Hospital Egas Moniz, um médico, disse e escreveu que a Gripe A , mesmo com todas as medidas preventivas, mataria pelo menos 100 000 portugueses, ou seja 10% dos infecctados expectáveis, 1 milhão !
Quando pseudo especialistas tomam estas atitudes está tudo dito !
Mas, como sempre, o indivíduo continua com o taxo e provávelmente com uma conferência paga pela indústria farmacêutica em sítio quente e convidativo!

Vamos lá ao positivo

Parece que todos aderimos à proposta do Zé.
O manel começou por falar na gastronomia que faz parte do ADN de qualquer povo e que, no nosso caso, é um dos alicerçes para o turismo ,actividade de interesse decisivo para o país. Appesar das barbaridades que foram feitas no Algarve, parece que o bom senso prevalece e devo dizer que tenho utilizado o conceito muito recente do turismo rural e de habitação e recomendo. É verdade também que os estrangeiros continuam a procurar-nos, ao nosso sol e á nossa gente hospitaleira e simpática.
Li no Fiantial Times que passar férias em Portugal é preciso afastar o stress e as pressas porque o velocidade dos serviços é lenta. No entanto é de longe compensada pela simpatia e vontade de bem servir!

Gostava de dar uma achega sobre a inovação.
Tudo indica que esta característica falta à sociedade e à economia portuguesa.
No entanto na nossa experiência profisional verificámos que pertencemos a um povo criativo que "inventa" soluções baratas para resolver grandes problemas !
No entanto, a inovação não é a invenção e a criatividade mas a capacidade de transformar boas ideias em negócio . E aqui os empresários não costumam ser muito sensíveis às invenções dos seus trabalhadores.
Que dizer todavia de 3 ou 4 negócios inventados e transformados em negócios realizados pela nossa gente :
1. Multibanco
O insuspeito Fiantial Times considera a rede de Multibanco em Portugal não só a melhor da Europa mas das melhores do mundo! Pode fazer-se práticamente tudo (levantar dinheiro, obter saldos, pagar impostos, compras fazer transfeências para bancos diferentes, etc, etc ,etc.
2. Via Verde
A via verde é também considerada não só a melhor da Europa mas também do mundo!
Grandes países copiaram este sistema incluindo os EUA.
Mas não parou. Agora este sistema está em funcionamento em parques de estacionamento.
É uma catividade lean porque não necessita de empregados, máquinas de pagamento, etc. Poupa tempo aos utilizadores que não `têm necessidade de ir para as filas, etc, etc.
3. Software para controlar o espaço Schengen
Uma empresa portuguesa foi escolhida para desempenhar esta tarefa com a adesão de novos países. A razão de tal escolha foi baseada na necessidade de realizar esta operação em tempo record e nenhuma das outras empresas contactadas pela UE o poderia fazer dentro dasitações de tempo. A empresa portuguesa utilizou um novo conceito de software que possibilitou cumprir os objetivos.
4. Garrafa de gás leve e pequena
Apesar de mais prosaica, esta inovação trás um grande conforto aos uitilizadores que até agora só de carro podiam abastecer-se. Só que ainda há parte da população que não dispõe de carro ou que não pode gastar dinheiro numa garrafa maior duma vez!

São alguns exemplos de "inovação" e não são de pequena importância !!!
Exemplos a seguir, sem dúvida.
Aconselho a leitura de um artigo do Nicolau Santos no Expresso "Portugal vale a pena" onde se elencam um número significativo de empresas que , de uma forma ou outra, se distinguem da mediocridade nacional.
Concordo que é publicitando o que é bom é que se vai a algum lado´, sobretudo num país ém que o negativo é que dá notícia.
um bom exemplo é que em Portugal se querem acabar os ricos. Eu pensava , no entanto , que o qeu queríamos acabar era com os pobres!

Já agora outro ratio importante que nunca é noticiado : Somos o país da Europa com o menor nível de mortalidade quer das grávidas quer das crianças. Para quem está sempre a protestar com os sreviços de saúde, isto é um bom exemplo em que somos os líderes.
Mas há mais

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

... o que faz bem!

Estou de acordo com o Zé.
Tanta lamechice, e nós, que experimentamos viver nos Países mais desenvolvidos, sempre concluímos que aqui é que é bom! Bom clima, boa gente, bonitos sítios, grande história e, como se diz na "Nora do Zé da Curva", uma filha da puta de uma gastronomia inigualável! Os políticos que se lixem!
Vou inserir um artigo que me foi enviado pela minha, politicamente insuspeita, cunhada. Imaginem o que ele diria se um dia o levassemos, o dito embaixador, à dita "Nora do Zé da Curva" ou ao leitão de Angeja!!

Um artigo sobre Portugal pelo Embaixador Britânico sobre o nosso país - vale a pena ler!


Dez coisas que melhoraram em Portugal nos últimos 15 anos
Alexander Ellis,
Embaixador Britânico

Chegou a época do espírito natalício. Então, deixemos de lado quaisquer
miserabilismos e concentremo-nos nas coisas boas - não como escape mas como
realidade. Vivi em Portugal há quinze anos. Agora, de volta, quero sugerir
dez coisas, entre muitas outras, que melhoraram em Portugal desde a minha
primeira estadia. Não incluo aqui coisas que já eram, e ainda são,
fantásticas (desde a forma como acolhem os estrangeiros até à pastelaria).
Aqui ficam algumas sugestões de melhorias:

- Mortalidade nas estradas; as estatísticas não mentem - o número de pessoas
que morre em acidentes rodoviários é muito menor, cerca de 2000 em 1993 e de
776 em 2008. A experiência de conduzir na marginal é agora de prazer, não de
terror. O tempo do Fiat Uno a 180km/h colado a nós nas auto-estradas está a
passar.

- O vinho; já era bom, mas agora a variedade e a inovação são notáveis, com
muito mais oferta e experiências agradáveis. Também se pode dizer a mesma
coisa sobre o azeite e outros produtos tradicionais.

- O mar; Lisboa, em 1994, era uma cidade virada de costas para o mar; poucos
restaurantes ou bares com vista, e pouca gente no mar. Hoje, vemos
esplanadas e surfistas em toda a parte. Muita gente a aproveitar melhor um
dos recursos naturais mais importantes do país.

- A zona da Expo; era horrível em 1994, cheia de poluição, com as antigas
instalações petrolíferas. Agora é uma zona urbana belíssima, com museus e um
Oceanário entre os melhores que há no Mundo.

- A saúde; muitas das minhas colegas têm feito esta sugestão - a qualidade
do tratamento é muito melhor hoje em dia, apesar das dificuldades
financeiras, etc. A prova está no aumento da esperança de vida, de cerca de
74 em 1993 para 78 anos em 2008.

- Os parques naturais; viajei muito este ano do Gerês
a
Monserrate

; tudo mais limpo, melhor sinalizado, mais agradável. O pequeno jardim está,
de facto, mais bem cuidado.

- O cheiro. Sendo por natureza liberal nos costumes sociais, não fui grande
fã da proibição de fumar - mas, confesso, a experiência de estar num bar ou
num restaurante em Portugal é hoje mais agradável com a ausência de
tabagismo. E a minha roupa cheira menos mal no dia seguinte.

- A inovação; talvez seja fruto da minha ignorância do país em 1994, mas
fico de boca aberta quando visito algumas das empresas que estão a investir
no Reino Unido ;
altíssima tecnologia, quadros dinâmicos e - o mais importante de tudo - não
há medo. Acreditam que estão entre os melhores do mundo, e vão ao meu país,
entre outros, para prová-lo.

- O metro de Lisboa. É limpo, rápido, acessível e tem estações bonitas.

- As cores; Portugal tem e sempre teve cores naturais bonitas. Mas a minha
memória de 1994 era o aspecto visual bastante cinzento das cidades, desde a
roupa até aos carros. Hoje há mais alegria - recordo um português que me
disse, talvez com tristeza, que o país estava a tornar-se mais tropical.

Em termos de imagem, parece-me um elogio!

Esta é a minha lista. E a sua?
Alexander Ellis,

Exposição para o que se faz bem (2)

Como ?

Por mim acho que já esgotámos o tema de fazer o diagnóstico da qualidade dos politicos,da falta de ambição da generalidade dos "empresários",da "fraca massa" de que são feitos os tugas,etc.Se continuarmos nesta via,vamos chatear-nos uns aos outros e ,mais dia menos dia,ficamos como os "velhos dos Marretas" : reclamamos,reclamamos,mas pouco fazemos para mudar de vida.

Importa,por isso,passar a uma nova fase : temos que tentar mudar algo de forma mais positiva. Eu continuo a achar que em Portugal estamos a ficar cada vez mais mediocres porque,entre outras coisas,a única coisa que se publicita é a mediocridade ,o falhanço e a desgraça.
Porém,ao lado dessas situações,existem muitas evideências de Empresas e organizações bem sucedidas,com ideias de vanguarda,com afirmação nos seus mercados e com provas de excelência. Temos que conseguir que,em vez do miserabilismo e da desgraça se "faça um escarcéu do caraças" com o que de positivo se faz nesta Terra. Todos aprendemos que as histórias de sucesso são um dos maiores potenciadores do brio e da iniciativa das pessoas e por isso acho importante que nos esforcemos por as publicitar.
Isto significa dar evidência a estas realidades mas também à forma como elas se estableceram.Estou certo que vamos ver que,em cada caso de sucesso,existe muito trabalho,rigor e exigência e que ninguém obteve sucesso ficando a "coçar a micose" em casa em frente à Televisão.Vamos de certeza ouvir gente a dizer que "furar" no mercado global é muito dificil,mas possivel,desde que se tenha a atitude,a vontade e a preserverança certas.Vamos ouvir que o sucesso "dá muito trabalho" (como dizia alguém o único sitio onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário...).

Sugiro pois uma espécie de cruzada pela exposição do que se faz bem. Nós,os nossos amigos,os amigos dos nossos amigos porque não começamos por inundar as Televisões deste País a proptestar pela falta de cobertura criteriosa destes casos em substituição do "choradinho" com que nos agridem todos os dias?

O que acham os meus dilectos amigos? "Pirei" de vez ou isto tem pernas para andar?

Exposição para o que se faz bem

Bom,parece que numa coisa estamos bàsicamente de acordo (com algumas nuances é certo mas no essencial de acordo) : a qualidade e intenções da classe politica tuga (a de turno no Poder e a que ,actualmente na Oposição,anseia lá chegar) não são de molde a que possamos esperar que "puxe" o País para um caminho de progresso (isto para ser simpático que eu hoje estou com veia "institucional"...)
Perante isto,resta aos anónimos cidadãos (nós e outros como nós...) pegar o "animal pelos cornos" e fazer pela vida. Quando penso nisto,lembro-me sempre de um estudo que li ,há vários anos,numa revista económica sobre a Itália.Isto era no tempo dos chamados "anos de chumbo" em que a Itália era dominada por duas forças qual delas a mais "tramada" : as máfias e as forças de extrema esquerda que,inclusive,assassinaram,na maior das impunidades um Primeiro Ministro (Aldo Moro).Na altura,a revista concluia que o Estado italiano pràticamente era inexistente e que a qualidade e integridade dos politicos italianos era mais do que duvidosa.Contudo,e ao contrário do que uma situação deste tipo poderia fazer prever,a Itália era (e continua a ser) a terceira maior economia europeia e uma das oito maiores economias do Mundo de então (hoje está decerto entre as 10 maiores economias do Mundo). A conclusão da revista para tão bizarra combinação era que a "sociedade" italiana tinha assumido que o Estado não era de confiança e que,portanto,tinha de tomar o seu futuro nas próprias mãos. O resultado era uma vitalidade económica e empresarial notável,aliada a uma capacidade criativa muito grande que permitia criar produtos que se impunham no mercado mundial e ,assim,consolidadr a economia italiana como uma das maiores do Mundo. Ou seja,os italianos compreenderam que as máfias não iam desaparecer,a extrema esquerda ia continuar em força mas em vez de chorarem e "lamentarem" tamanha sina decidiram que se não podiam ter um país perfeito iriam ter pelo menos o melhor país possivel.
Todo este arrazoado só para dizer que não estou a dizer que a Itália é um modelo : não conheço suficientemente a realidade italiana para o dizer,mas sim que se a Itália ,nas condições que descrevi,conseguiu construir-se como um País próspero,criativo e com peso no Mundo não há razão para que nós,apesar da má qualidade dos nossos politicos (e ,graças a Deus,sem problemas de maior no que respeita a crime organizado ou extremismos politicos agressivos) não possamos fazer algo que nos permita "sair da cepa torta".

A (falta de) propensão para o investimento

Vejam alguns números interessantes que também vão dar razão quando afirmamos que os empresários portugueses têm pouca propensão para o investimento.
Os dinheiros da UE são negociados como um todo que define a dotação tota´l atribuída a cada país.
No entanto há uma parte que é destinada automáticamente ao Estado e Poder Local que é o PIDAC. Além disso há ainda partipação de dinheiros comunitários em investimentos em infraestruturas (pontes , autoestradas, aeroportos, linhas férreas, et) que têm que obedecer a critérios definidos pela UE.
Finalmente há uma grande fatia que é destinada aos particulares. Os projectos apresentados pelos particulares têm que obedecer critérios que são definidos pela UE e também pelos governos nacionais que escolhem áreas prioritárias e que, lógicamente variam de país para país.
Ora õ ratio de execução dos dinheiros comunitários foi de 36% nos Governos de Cavaco sem dúvida dos melhores..
É bem de ver que o Estado utilizou a totalidade do dinheiro disponível pois foi durante estes 10 anos que se fizeram infraestruturas ,nomeadamente rodoviárias ,mais vultosas.
Isto quer dizer, portanto, que os privados ou não apresentaram propostas de acordo com os critérios ou pura e simplesmente as não apresentaram.
Ora, nos governos Guterres a taxa de execução subiu muito pouco mantendo-se abaixo de 50% e só nos governos de Barroso, Santana e Sócrates a taxa de execução chegou quase a 70%.
O que quer dizer que a falta de investimento não resulta da falta de dinheiro.
Mais uma vez aqui está uma prova do que dizemos.
Queixam-se os empresários que os critérios são muito exigentes!
Pois, pois, é como aqueles treinadores que atribuem a derrota ao estado do campo (como se também não o fosse tambem para a equipa adversária.)
O que se passa é que os empresários ou não investem ou querem investir em actividades que eram feitas pelos avós e que não se adaptaram ao novo paradigma apesar de milhões gastos quer pelo Estado quer pelas próprias Associações Patronais para informar e formar os empresários dos novos paradigmas !
O que acontece é que são os próprios governos que ,na ansia legitima de aproveitar todo o dinheiro comunitário, andam á procura de investidores !
Não é o que lhes compete. Não é afinal á iniciativa privada que compete ser o motor da economia? Não é tal a sua vocação segundo o liberalismo defendido pelas direitas que tem horror ao EStado (embora se aproveite dele quando lhe convém).?
Aqui se prova que em POrtugal mesmo na 1ª republica e durante o Estado Novo, o Estado sempre foi responsável por complementar a inexistência da iniciativa privada (lembram-se dos planos de fomento subsiados pelo Estado que por exemplo construíram Alvalade (a parte nova de Lisboa) com dinheiros públicos ?
Tal como disse no livro : em Portugal "isto sem o Estado não vai lá"
Eis como os tais economistas copiam ipsis verbis o que aprendem nos livros sem aplicar esses conhecimentos á realidade do país e do povo em apreço.
Mais um exemplo da fraca classe empresarial uma das culpadas pelo fraco crescimento do país e do afastar das médias europeias !

Como saír disto ?

Vamos a ver se eu me explico melhor:
1. O que eu penso da classe política, está bem claro na Pag 195 e seguintes do meu livro. Penso muito mal da CLASSE POLITICA em geral seja ela de que partido fôr.
2.Não embarco em bota abaixos do Medina Carreira e do António Barreto que dizem que Portugal tende a desaparecer. Não posso deixar no entanto de concordar com eles sobretudo no que toca ao diagonóstico. O progresso extraordinário após o 25 de Abril, apesar de tudo, fez Portugal outro país sob todos os aspectos.
3. Além da classe política também digo no livro que nos faltam elites dirigentes. Os Sindicatos vivem no PREC, os empresários temem o riscos os intelectuais fazem romances, os professores universitários discutem a letra referente ao ordenado. Com estas elites não vamos a lado nenhum. Não é portanto a classe política a única culpada do que mau existe. Também, neste particular, concordo que felizmente existem ilhas de excelência, contudo sem massa critica para exercer influência sobre a sociedade.
4. Para além de não possuirmos elites dirigentes e boas influências para a sociedade civil, realmente o povo português pese embora as qualidades que tem, tem defeitos enormes.
É uma sociedade corrupta (cultural e económicamente), não tem coragem para enfrentar as dificuldades, caeitando-os no entanto passivamente quando lhe é imposta. É invejosa e facilitista.
Prefere a estabilidade de uma vida pobre à aventura de uma vida conquistada pelo mérito. Crirtica o EStado mas vive à sua custa. Critica os outros mas não assume as suas responsabilidades, é filha do facilitismo detesta a exigência. No entanto é muito exigente com os outros, etc, etc
5. Portanto sem elites dirigentes capazes ( políticas, sindicatos, empresários e intectuais) nenhuma sociedade tem hipóteses de progredir. O progresso actual deve-se à nossa entrada na UE e não às "forças" nacionais.

Como consequência não posso comprar a ideia que a culpa da situação do país e o Orçamento é devida aos tais 14 000 gajos que pouco fazem a não ser tratar da vidinha, mas devido TAMBEM à falta de elites e ao povinho que temos!
Para além disso, nós falamos nas despesa do Estado mas esquecemos que 85% é gasto com os sal´rios e despesas sociais e, portanto, é desses 85% que devemos procurar solução e não dos 15% como dizia o Pareto.
Esta questão é quase esquecida dos políticos por razões eleitorais, pelos media porque não é políticamente correcto !
Finalmente é ignorada por nós porque temos todos à nossa volta funconários públicos na nossa família ( eu tenho uma cunhada e uma nora) e apesar de clamarmos contra os políticos e governantes, nós próprios não estamos dispostos a enfrentar a realidade porque ela se pode virar contra nós!

Como bem diz o Zé se nos virmos ao espelho estaremos a olhar para os culpados !

Finalmente não quero que o Manel não se zangue da "acusação " de partidarismo.
Meu amigo , não vem mal nenhum ao mundo.
Mas quando se critica deve-se ser objectivo e procurar ser justo. Se rever as suas criticas vão em apenas uma direcção. Quallquer critica feita por um qualquer "papagaio" nacional desde que contra o Governo é acolhida sem olhar à credibilidade do autor e mesmo ao mérito da causa .Não o vejo falar da oposição , do Alberto João Jardim e para o meu querido amigo toda a culpa é dos políticos que, como se vê , não concordamos.A mim já me viu criticar o Governo no acordo dos professores, de não enfrentar o problema da função pública ( e isto repito-o quase todos os dias aqui e no livro )de permitir um sistema de educação em que impera o facilitismo incluindo na "produção de catedráticos", na "urgência" de resolver o roblema dos homosexuais, no Estatuto dos Açores, no nepotismo habiyual nos taxos, etc, etc, etc.
Isso não implica que considere que outras coisas foram bem feitas, como é óbvio.
Igualmente , como diz o Zé, verifico que se este Governo é mau (nunca tivemos um bom), as alternativas nem sequer são iguais, são piores, como se viu nesta discussão em que se critica o Orçamento mas ao mesmo tempo se procura aumentar as despesas e diminuir as receitas. Como diz o Sousa Tavares no Expresso, toda a gente clama contra o endividamento e o defice, mas, ao mesmo tempo, o Oeste quer sibsídios por causa do vento, as beiras por causa do frio e o Alentejo por causa do Sol !!!
Ao mesmo tempo pretende-se dar dinheiro à Madeira.
A Madeira sózinha recebe do Estado 4,6 mil milhões. TODOS os outros municípios portugueses recebem 5 mil milhões. A Madeira viu o défice de 700 milhões, perdoado pelo Governo do António Guterres e entretanto já tem uma dívida acumulada de 1,2 mil milhões !!!
Tudo indica que o Governo com base no princípio da negociação de um Governo minoritário prepara-se para dar a este despesista mais dinheiro do povo. No entanto mesmo que isso aconteça , mesmo assim é muito menos do que é pretendido pelo PSD (a tal alternativa ao actual Governo !!!) que pretende muito mais e até com efeitos retroactivos !!

No entanto a vida é feita do contraditário e discordar não é problema antes pelo contrário e é a discordância e o debate que dá a dinâmica a este espaço..
Já li o último escrito do Zé mais que uma vez. Além de concordar em 100% (incluindo as criticas certeiras e justas ao Ministro da Finanças, ao contrário de outras que são inverdades e injustas), talvez tenha o condão de me convencer que ainda há saída para isto.

Finalmente mais um fim de semana futebolistico em grande. Afinal no Porto descobriram petróleo. Como consequência o Administrador do pelouro financeiro demitiu-se da SAD do Porto discordando do despesismo. No dia seguinte a compra do Kléber foi cancelada "por não terem chegado a acordo" (!!!).
Na Madeira um penálty perdoado ao Porto e um penalty mal marcado contra o Nacional deram mais uma vitória ao Porto e mostram que as "escutas" não traduzem uma situação de há anos mas a actual.
O Sporting continua na senda do êxito perdendo limpinho graças ao futuro treinador do Porto e à sua incapacidade, e o Benfica lá se vai aguentando.
Já viram o escandalo dos bancos apoiarem estas SAD que estando técnicamente falidas actuam como se estivessem ricas ??
Se fossem empresas de outro ramo de actividade certamente que teriam ZERO de apoio da Banca.!!