quarta-feira, 31 de março de 2010

Ainda a justiça

Ouvimos ontem a Dra Maria José Morgado, descendente directa de Torquemada afirmar no seu relatório que quer os crimes de alta violência quer os crimes de colarinho branco não se resolvem devido á inépcia da Polícia Judiciária.
O que é curioso é que no mesmo relatório se indica que 90% dos crimes acusados pelo Departamento que a senhora é responsável, são arquivados. E dos 10% que vão a tribunal em apenas 10% os arguidos são condenados.
A Referida senhora não explica como é isto possível , ou será que também neste particular são outros os culpados? Diz a senhora que é por causa da nova legislação. Ora a antiga legislação permitia ter pessoas na prisão por 3 anos sem culpa formada (lembram-se de Kafka ?). Não ouvi nessa altura a referida senhora a lutar por alterar uma legislação bárbara (qualificação do Presidente do Supremo) e violadora dos direitos dos cidadãos, e não existente em qualquer país civilizado.
É evidente que esta senhora faz parte daqueles que defendem que para apanhar criminosos é preciso aceitar como inevitáveis "danos colaterais" como seja manter presas por 3 anos cidadãos sem que se possam sequer defender (não tendo sido acusados) , etc.
Portanto a Judite e a nova legislação levam as culpas.
O exercício bem português de sacudir a água do capote é um dos mais usados e queridos por estas bandas.

A JUstiça ou a justiça

Tentemos agora e só por uns minutos abstrairmo-nos da nossa clubite e analizemos a quetão da Justiça ou melhor justiça desportiva.
Provou-se como matéria de facto que houve agressões a um steward por um jogador profissional.
A atribuição da penalização depende da pessoas agredida !
Ou seja, o mesmo acto é julgado não por si próprio, agressão, mas pela pessoa agredida !!
Agredir um treinador é muito mais grave que agredir um espectador !
Não sei se isto é sequer constitucional pois é uma evidente discriminação, mas se é, não é certamente moral.
No entanto ,fieis aos desvalores ,esta questão só muito pela rama foi abordada.
Numa sociedade corrompida e pôdre não é de admirar que a área do desporto (??) também siga as pisadas do país, afinal fazem parte dele.
Mas os esclarecidos não podem ir por aí ....

Os submarinos

Embora não seja nada de novo, a questão dos submarinos veio agora á tona, básicamente porque a polícia alemã está a investigar o negócio !
Aquando do Freeport ,a questão veio ao de cima também por uma investigação da polícia inglesa.
Acontece que a questão dos submarinos está em lume muito brando e certamente não vai causar o mesmo frisson que o Freeport.
O Dr Durão Barroso fez uma declaração e ao Dr Paulo Portas , o responsável pela aquisição, nem uma declaração foi pedida !
Imaginem que este negócio tinha sido feita por um Governo do Eng José Sócrates e o Ministro era o actual Santos Silva. Aí teríamos toda a imprensa "livre" , as televisões e as Comissões de inquérito em cima do acontecimento!!
Realmente a comunicação social em Portugal ~representa os verdadeiros submarinos manipuladores da democracia.

terça-feira, 30 de março de 2010

Os impérios

Bem vindo o nosso novo confrade. É sempre um prazer com ele conversar.
Aliás começou muito bem colocando 2 perspectivas sobre os EUA e , por arrasto o chamado mundo ocidental.
É evidente que ambas as teses são respeitáveis e tudo pode acontecer.
Desde logo, no entanto não acredito na "queda abrupta" do Imperio Americano.
Desde logo porque a história nos ensinou que os impérios que têm substância ou seja, cidadania, inovação, cultura e ADN próprios levam muito tempo á "caír".
O império macedónio durou centenas de anos com Felipe e caíu com o seu filho Alexandre sobretudo porque a extensão do imp´´erio conquistado e a distância da pátria aliado ao facto de Alexandre ser homosexual e não ter deixado descendência , tendo os seus generais ficado com "bocados" da área conquistada.
Alexandre era um conquistador , um guerreiro ,mas não tinha consciência da ne cessidade estratégica da consolidação territorial e cultural necessária a manter o império unido.
O império romano é totalmente diferente: tinha a cultura , a cidadania, a tecnologia e a inovação e o seu território era sobretudo unido pelo mediterrâneo.
O sistema republicano foi substituído pela ditadura de um imperador (e mais tarde aquando da separação , de 2)já que a extensão do império, a necessidade de decidir depressa , a necesidade duma autoridade unificadora, levou ao Império. Este foi o principal legado de jùlio César o homem que acabou com a republica.
A economia do império era , no entanto, caracterizada pela escravatura , sistema aliás aceite na altura.
Quando a escravatura acabou (o Imperador Constantino converteu-se ao Cristianismo) começou a faltar pão mesmo continuando a haver circo.
No entanto , apesar disso, foi necessário mais de 300 anos para Alarico tomar conta do império do ocidente mantendo-se o do oriente ainda por mais dezenas de anos.
O Império caíu porque a sua economia enfraqueceu devido ao fim da escravatura e ainda porque a maioria da população já não era de "romanos" mas de "bárbaros assimilados" que viviam há séculos dentro das fronteiras do império conseguindo com o tempo a cidadania.
Houve vários imperadores descendentes de bárbaros.
POrtanto o império levou centenas de anos a "caír"
Outro exemplo é o Império português:
Começou com D. João I e seus filhos e atingiu o apogeu com D. João III (apesar de nessa altura se começarem a abandonar praças estratégicas no NOrte de África).
Portanto D.João I, D. Duarte, D.João II, D. Manuel e finalmente D.João III (sendo os 2 últimos o apogeu) protagonizaram o que Jorge Nascimento Rodrigues e Telasseno Devezas chamam "Portugal o pioneiro da globalização"
E aconteceu porque a dinastia de Aviz ( que começou com um bastardo) queria o reconhecimento da sua legitimidade e seguiu em virtude da expansão ser impossível por terra com a existência dos povos espanhois.
E também porque tínhamos a tecnologia, a capacidade de inovação sempre necessária ás civizações superiores. Éramos "determinados e crueis" características necessárias aos guerreiros conquistadores. (hoje não somos nem uma coisa nem outra).
Durante este período de 150 anos Portugal foi a maior potência mundial porque tinha reis estrategas (com destaque para D.João II). que com a sua política destruíram o monopólio da Sereníssima Republica de Veneza
E só após Carlos V, pai de Filipe que veio a ser o rei de Portugal, o império se desmembrou sobretudo na àsia pacífico.
No entanto não sendo já a "maior" potência do mundo, Portugal continuou a ter possessões em África e no Brasil e algumas poucas na ìndia cujo ouro deu ao reinado de D:João V o fausto conhecido (o Homem queria ser o Luís XIV português, aliás a sua tia avó Catarina de Bragança que que casou com o Rei Charles de INgaterra era inicialmente destinada a ser a consorte de Luís XIV !).
Aliás o império português em bom rigôr só caíu depois do 25 de Abril com a indeppendência das colónias.
Discordo portanto de qualquer queda abrupta ou qualquer crescimento abrupto.
Julgo que há questões mais ou menos claras relativamente ao peso económico relativo das potências no próximo futuro. A China será a 1ª economia sem dúvida em termos de PIB e também a Índia o Brasil terão uma posição cimeira.
O japão não poderá ser mais que parte dos 10 mais já que é uma ilha e não tem recursos naturais (o que os levou á guerra de expansão em 1941).
A china tem evidentes problemas sendo o maior de todos o facto de ser uma ditadura. Até que ponto a sus população aceitará esta realidade é um ponto de interrogação importante e pode ter um efeito tremendo no seu desenvolvimento e mesmo na sua unidade ttanto territorial como nação. O facto de ser uma ditadura foi um grande handicap para a China quando governada por incompetentes como Mao Tse tung. É no entanto uma vantagem quando governada por indivíduos competentes (Gen. Loureiro dos Santos).
A dilação, a discussão essenciais á democracia, são também um handicap porque causa exitações e demora no decision making com custos significativos. Daí o Churchil dizer que a democracia é o pior sistema, exceptuando todos os outros.
hà portanto demasiadas variáveis em jogo que nos permitam ter uma opinião segura , mas não penso que haja quedas abruptas. Penso também que a existência de apenas 1 superpotência não é boa para o mundo como se viu com a performance desastrosa do Presidente mais idiota que a América teve G.W Bush.
Aliás a política multilateral de Obama (que já tinha sido reconhecida por Bush)por p é o reconhecimento da necessidade do fortalecimento das relações com os seus aliados (e nada mais importante que as relações económicas) por forma a criar dependências mútuas ,construíndo um network gobal que lhe permitam fazer frente á China.
Mais uma questão: os impérios caem sobretudo quando o seu sistema económico falha em dar ás suas populaç~pes o que necessitam.
O capitalismo foi o triunfador do sec XX sobre o comunismo. Mesmo o poderio da China é derivado ao abandono do sistema comunista em detrimento da iniciativa privada.
Apesar de pequenos desaires (como a actual crise que no computo histórico têm pouca importância), não apagam o longo domínio deste sistema que utilizado correctamente é o que traz mais prosperidade e progresso (quer económico quer teccológico- a consorrência obriga á descoberta de novas coisas).
Não vejo qualquet arremedo de sistema social e económico que se sobreponha a este nosso sistema.
Talvez haja no futuro , as por enquanto não se vê.
Portanto até aos nossos bisnetos não acho que tenhamos algo a temer

segunda-feira, 29 de março de 2010

Complexity and Collapse

Meus caros Amigos ,
Vou-me iniciar no blog , trazendo-vos um tema que foge aos assuntos paroquiais que animam o nosso dia a dia ( também é uma forma de me esquivar a um tema que deixou de ter interesse : futebol , pelo menos para as minhas cores - honra aos vencidos , glória aos vencedores ! Para o ano há mais ... ) .
O tema que vos trago , tem muito pouco de minha autoria , pretendo compartilhar um artigo que li na Foreign Affairs - número Mar/Abril de 2010 . Escrito por : Niall Ferguson , com título : Complexity and Collapse . Como referência , digo-vos que o Niall Ferguson é um historiador e professor universitário ( Harvard , Oxford ,Standford ) , com alguns livros publicados em Portugal , nomeadamente : A guerra do Mundo ; A ascensão do dinheiro . Ambos editados pela Editora Civilazação .
O texto que a seguir vão ler é um resumo do artigo publicado , dado o vosso comando de inglês vou transcrever na língua original .

Complexity and Collapse

Empires are complex systems that sooner or later succumb to sudden and catastrophic malfunctions , rather than cycling sedately from Arcadia , to Apogee , to Armageddon .
Most imperial falls are associated with fiscal crisis . Sharp imbalances between revenue and expenditures , as well as difficulties with financing public debt .
US 2009 deficit - more than $1,4 trillion = 11,2% GDP ( biggest deficit in 60 years ) . Public debt is moving from $5,8 trillion in 2008 to $14,3 trillion in 2019 . Within the same timeframe , interest payments on the debt are forecast to leap from 8% of federal revenue to 17% . ( Nota : o trilião americano é um milhão de milhões , ou seja : 1 seguido de doze zeros ) .

In imperial crisis , it is not the material underpinings of power that really matter but expectations about future power . The fiscal numbers cited above cannot erode US strength on their own , but they can work to weaken a long-assumed faith in the US ability to weather any crisis .
But one day , a seemingly random piece of bad news - perhaps a negative report by a rating agency - will make the headlines during an otherwise quiet news cycle . Suddenly , it will be not just a few policy wonks who worry about the sustainability of US fiscal policy but also the public at large , not to mention investors abroad . It is this shift that is crucial : a complex adaptive system is in big trouble when its component parts lose faith in its viability .
Over the last 3 years , the complex system of the global economy flipped from boom to bust - all because a bunch of Americans started to default on their subprime mortgages , thereby blowing huge holes in the business models of thousands of highly leveraged financial institutions . The next phase of the current crisis may begin when the public begins to reasses the credibility of the monetary and fiscal measures that the Obama administration has taken in response . Neither interest rates at zero nor fiscal stimulus can achieve a sustainable recovery if people in the US and abroad collectively decide , overnight , that such measures will lead to much higher inflation rates or outright default . Such decisions are self-fulfilling : it is not the base supply of money that determines inflation but the velocity of its circulation , which in turn is a function of expectations . In the same way , it is not the debt - to - GDP ratio that determines government solvency but the interest rate that investors demand . Bonds yields can shoot up if expectations change about future government solvency , intensifying an already bad fiscal crisis by driving up the cost of interest payments on new debt .
A shift in expectations about monetary and fiscal policy could force a reassessment of future US foreign policy . This is a zero sum game at the heart of the budgetary process : if interest payments consume a rising proportion of taxes revenue , military expanditures is the item most likely to be cut because , unlike mandatory entitlements , it is discritionary . A US president who says he will deploy 30 000 additional troops to Afghanistan and then , in 18 months time , start withdrawing them again already has something of a credibility problem . And what about the US other strategic challenges ? For the US enemies in Iraq and Iran , it must be consoling to know that US fiscal policy today is preprogrammed to reduce the resources available for all overseas military operations in the years ahead .
Defeat in the mountains of the Hindu Kush or on the plains of Mesopotamia has long been a harbinger of imperial fall . It is no coincidence that the Soviet Union withdrew from Afghanistan in the annus mirabilis of 1989. What happened 20 years ago , like the events of the distant fifth century , is a reminder that empires do not in fact appear , rise , reign , decline and fall according to some recurrent and predictable life cycle . It is historians who retrospectively portray the process of imperial dissolution as slow-activity , with multiple overdetermining causes . Rather , empires behave like all complex adaptive systems . They function in apparent equilibrium for some unknowable period . And then , quite abruptly , they collaps .


Perspectiva interessante , digo eu . Se em contra ponto pensarmos em Roma e no seu imenso império , podemos dizer de uma forma muito resumida que Roma teve um problema desde a sua génese : gente a mais para pão a menos . Esta foi a mola que os impulsinou à criação do império . No entanto , por mais terra que tivesse sido conquistada , o problema inicial nunca foi resolvido , os povos conquistados nunca produziram tanto como quando eram livres . Logo , não só o problema inicial não foi resolvido , como em muitos casos foi agravado . Este alargamento de fronteiras impôs a necessidade de um enorme exército para as defender . Os recursos imensos necessários para alimentar a máquina de guerra , levou a exaurir o governo do império , que em conjunto com a corrupção foram os mecanismos que conduziram à queda do império romano.
Vemos alguma semelhança com o que o Niall Ferguson expõe no texto ?
Vemos algume semelhança com os USA ? Neste caso é sabido que os USA são auto-suficientes na questão alimentar , mas não o são em termos de recursos naturais e energéticos para alimentar toda a sua máquina produtiva e os hábitos da sua hiper sociedade de consumo . Terá isto alguma semelhança com o problema de Roma ?

É curioso referir que num outro artigo da Foreign Affairs , publicado no número de Set/Out 2009 , chamado " The default power - the false prophecy of America's decline " , autor : Josef Joffe ( creio que é professor em Standford ) , é defendido que , e passo a citar :
" Academics such as the Yale historian Paul Kennedy predicted the ruin of the US , driven by overextension abroad and profligacy at home . The US was at risk of imperial overstretch , Kennedy wrote in 1987 , arguing that the sum total of the United States' global interests and obligations is nowadays far larger than the country's power to defend them all simultaneously . "
A tese deste articulista vai no sentido de que :
- USA continua a ser o primeiro , e com perspectivas de assim continuar por muito mais tempo , em qualquer uma das escalas importantes de poder : económico , militar , diplomático ou cultural . E exemplifica :
* A economia dos US vale $ 14,3 triliões , três vezes mais do que a segunda maior economia mundial - Japão , e um pouco menos do que a junção das quatros economias : Japão , China , Alemanha e França .
* USA em 2008 dispendeu $ 607 biliões no seu exército , representando quase metade do total dispendido em todo o mundo .
Na lista de países com maiores gastos militares , a seguir aos USA , os nove países seguintes gastaram em total $ 476 biliões .
A China , a Índia , Japão , Rússia e EU em conjunto não podem conduzir uma guerra a 8 000 milhas de distância das suas fronteiras , conforme USA fez duas vezes com o Iraque e uma com o Afeganistão .
* Do ponto de vista de educação , nas primeiras 20 melhores universidades do mundo , 17 são americanas , e nas 50 melhores , só 11 não o são .
USA gasta perto de 6% do GDP em educação , enquanto a China no último quarto de século gastou 2 a 2,5% do GDP , para uma população 4 vezes maior e uma economia 4 vezes menor .
Para R&D a mesma tendência , os USA gastam duas vezes mais do que a China , numa base percentual do GDP .
* O que faz um país grande ? Grande população , grande economia e um grande exército . Mas também uma grande influência em todas as questões / conflictos locais ou regionais ( Afeganistão , Iraque , Irão , Balcãs , Médio Oriente , etc , etc )
* Conforme o século XXI avance , os USA terá uma população mais jovem e será mais dinâmico do que os seus competidores . O envelhecimento da população da China irá requerer uma mudança de recursos de investimento para a segurança social , reduzindo a sua capacidade de crescimento .
Para terminar , passo a citar : " As a liberal empire ( USA ) , it can work the international system with fewer costs than yesterday's behemoths , which depended on territorial possessions and had to conduct endless wars against natives and rivals .
Who would actually want to live in a world dominated by China , India , Japan , Russia , or even Europe , which for all its enormous appeal cannot take care of its own backyard ? Not even those who have been trading in glee and gloom decade after decade would prefer any of them to take over as house keeper of the world .

Dito tudo isto , deixo à vossa consideração onde está a melhor razão : potencial de queda abrupta do império americano ou longa vida e continuada superioridade sobre o concerto das restantes nações ?

A Páscoa também é ( para os crentes só é ) um tempo de reflexão sobre esta dualidade perturbadora : vida e morte . Esperando que a reflexão seja profíqua e clarificadora , junto os meus votos de uma BOA PÁSCOA para os leitores deste blog .
Adolfo

domingo, 28 de março de 2010

Bento XVI insiste....

Insiste em quê ? Em envergonhar todos os católicos que ainda têm vergonha na cara (e felizmente são milhões ainda...).
O Papa declarou hoje que a sua fé o ajudaria a não se deixar intimidar por aqueles que o acusam relativamente à protecção qu,ao que parece,fez pessoalmente a um padre pedófilo.
Realmente invocar a fé para se esconder de um juizo de censura que é mais do que merecido só pode revelar falta de vergonha na cara.
Como já disse anteriormente o senhor que se esconde por trás do titulo de "Bento XVI" vive a ocupar lugares do maior destaque na hierarquia da Igreja Católica há mais de 50 anos.Só por essa razão e atendendo à infeliz realidade de a Igreja Católica estar minada por inumeros padres pedófilos que nestes anos trataram de forma inaceitável milhares de crianças,o Senhor Cardeal Ratzinger (como todos os que na Igreja ocuparam lugares semelhantes ao dele) sabiam da existência destes factos e cobriram,de forma activa e passiva(mas nem por isso menos censurável) ,os seus executores.
Por isso,o senhor que se esconde por tràs do titulo de Bento XVI (para infelicidade da Igreja Católica,digo eu...) muito provàvelmente cobriu não só este padre americano de que se fala nestes dias mas muitos outros que lhe surgiram no caminho.

Diz o homem que não se deixa intimidar.Esta conversa é tipica dos algozes que se prevalecem da força ou da posição para praticarem o "vale tudo". Não deve tardar muito para que o Senhor venha a falar na exist^ªencia de uma cabala contra si !!!

Infelizmente,nem original vai ser !!!!

Patético !!!!

sábado, 27 de março de 2010

Para reflectir....

Ainda no programa da TSF a partir da Feira do Folar em Valpaços,houve outra coisa que retive e ,acho eu,vale a pena pensar naqueles momentos de recolhimento que todos temos de vez em quando.

A certa altura,no meio da conversa sobre o trabalho dos alunos da Escola,de que falei antes,o Presidente da Câmara disse que tinha apoiado a iniciativa (p. exemplo contribuindo para que os alunos de Valpaços visitem Auschwitz no fim deste ano lectivo e contactem com os seus "parceiros" polacos e com sobreviventes do campo de concentração) porque tudo o que girava à volta da 2ª Guerra Mundial lhe tocava de perto porque o pai,que era norte-americano,tinha sido combatente em várias frentes de batalha (Flandres,libertação de Paris,etc.)e lhe tinha transmitido muitas coisa à volta dos acontecimentos durante a Guerra.

Mas,dizia o Presidente (que já deve ser um homem "maduro" porque já está no último mandato e é Presidente da Câmara há 23 anos) que aquilo que mais retinha do pai era um conselho dele aquando da primeira eleição do Senhor para a Câmara.Segundo ele,quando isso aconteceu ele,naturalmente eufórico por ter ganho as eleições,falou com o pai de forma entusiasmada e a reacção dele surpreendeu-o,na altura,porque o pai lhe terá dito :

- "Filho,não te esqueças que para tu estares tão feliz muitos estão infelizes,por isso,relativiza a vitória porque nada nem ninguém te garante que vais ganhar sempre"

Bem sei que,no "calor do momento" nem sempre será fácil conseguir fazê-lo ,mas que são "palavras sábias" lá isso são !!!

Como viram a minha manhã correu-me bem!!!!