Já verificámos que pela despesa não vamos lá
Analizemos agora (b) o auemto das receitas
Ora ele será conseguido de imediato com o aumento dos impostos ao cnsumo como o IVA, os combustíveis, o tabaco e o alcool. Quanto aos impostos sobre os rendimentos IRC e IRS apenas produzirão efeitos 12 meses depois.
Atendendo a que a carga fiscal é já enorme, é evidente que o aumento dos impostos levará á redução do consumo.
Ora numa economia estagnada em que o Estado deixa de investir e os privados já não investem, a redução do consumo levará a novas falências, ao desemprego e á recessão !
As falências, a redução do consumo e o aumento do desemprego levará a um efeito de boomerang e reduzirá as receitas e aumentará as despesa do Estado em subsídio de desemprego.
Ou seja, o aumento da carga fiscal tem um efito contrário ao que se pretende não gerando mais receita para o Estado , antes pelo contrário reduzirá as receitas e criará mais despesas.
Concluo assim, que não é nem com a redução impossível das despesa nem com o aumento dos impostos que vamos lá.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Investimento público 1ª parte
As quetões que o Adolfo escreve sobre o investimento público são, como sempre, muito interesantes e merecem reflexão. Devo dizer que, no campo da teoria, estou de aocrdo com o que entendemos por investimento público.
No entanto gostava de me ater á realidade actual do país onde se apresenta o cancelamento de grandes obras públicas como a panaceia para a redução do défice.
Quer-me aparcer que para alinharmos neste ponto de vista estamos a seguir os habituais sound bites e não raciocinar fria e objectivamente.Ora a razão principal do défice público deve-se ao número excessivo de funcionários e ás prestações sociais acima do que a economia do país pode pegar.
Or para reduzir o défice só podemos fazer se reduzirmos as despesas ou aumentarmos as receitas
(a) reduir as despesas
Se temos 75% da despesa primária do Estado para pagar os sal´rios dos funcionários e as prestções sociais e ainda mais 5% de despesas de funcinamento que dependem do número de funcionários(mobiliário, estacionário, frota, equipamento, energia,água, etc) verificamos que , apesar de serem benvindas poupanças nos 15% que restam só conseguiremos reduzir o défice atacando os 80% ou seja por uma redução massiva de pessoal o que reconhecemos que não pode ser feito de chofre. Trtar-se-á de um processo lento e , mesmo assim, não conduzirá aá eliminação pura e simples duma despesa mas apenas á sua redução já que o pessoal despedido ou antecipará as reformas ou pura e simplesmente receberá o subsídio de desemprego.
Não parece portanto pese embpra a habitual demagogia que possamos reduzir drásticamente as despesas do EStado e é por isso que os economistas e a OCDE consideram a despesa do orçamento português rígida
No entanto gostava de me ater á realidade actual do país onde se apresenta o cancelamento de grandes obras públicas como a panaceia para a redução do défice.
Quer-me aparcer que para alinharmos neste ponto de vista estamos a seguir os habituais sound bites e não raciocinar fria e objectivamente.Ora a razão principal do défice público deve-se ao número excessivo de funcionários e ás prestações sociais acima do que a economia do país pode pegar.
Or para reduzir o défice só podemos fazer se reduzirmos as despesas ou aumentarmos as receitas
(a) reduir as despesas
Se temos 75% da despesa primária do Estado para pagar os sal´rios dos funcionários e as prestções sociais e ainda mais 5% de despesas de funcinamento que dependem do número de funcionários(mobiliário, estacionário, frota, equipamento, energia,água, etc) verificamos que , apesar de serem benvindas poupanças nos 15% que restam só conseguiremos reduzir o défice atacando os 80% ou seja por uma redução massiva de pessoal o que reconhecemos que não pode ser feito de chofre. Trtar-se-á de um processo lento e , mesmo assim, não conduzirá aá eliminação pura e simples duma despesa mas apenas á sua redução já que o pessoal despedido ou antecipará as reformas ou pura e simplesmente receberá o subsídio de desemprego.
Não parece portanto pese embpra a habitual demagogia que possamos reduzir drásticamente as despesas do EStado e é por isso que os economistas e a OCDE consideram a despesa do orçamento português rígida
Já cá faltava...
Quem ?
Pois quem poderia ser : o nosso estimado amigo Jorge que depois de andar no "bem bom"(privilégio de reformado !!!) pelas Áfricas voltou ao nosso seio e ,felizmente para nós,com "comichão nos dedos"...
Vejo que é mais um com palavras simpáticas para o novo líder do PSD. Infelizmente será mais um que vai apanhar uma desilusão quando o tempo provar (como estou plenamente convencido) que o personagem não é senão uma cópia (como sempre menos interessante que o original) do inefável Sócrates.
Também acho interessante a ideia de que estes personagens,ao aparecerem juntos,"defenderam a Pátria contra os especuladores" !!!
Que se saiba,o efeito prático dessa aparição em que ambos não disseram coisa alguma que,realmente,fosse útil para usar contra os "especuladores" foi que os juros da divida portuguesa subiram em flecha e uma agência de rating (uma mais...) assinalou que (em tempo oportuno) baixaria o rating da República.
Com defesas destas está mal a Pátria !!!
Pois quem poderia ser : o nosso estimado amigo Jorge que depois de andar no "bem bom"(privilégio de reformado !!!) pelas Áfricas voltou ao nosso seio e ,felizmente para nós,com "comichão nos dedos"...
Vejo que é mais um com palavras simpáticas para o novo líder do PSD. Infelizmente será mais um que vai apanhar uma desilusão quando o tempo provar (como estou plenamente convencido) que o personagem não é senão uma cópia (como sempre menos interessante que o original) do inefável Sócrates.
Também acho interessante a ideia de que estes personagens,ao aparecerem juntos,"defenderam a Pátria contra os especuladores" !!!
Que se saiba,o efeito prático dessa aparição em que ambos não disseram coisa alguma que,realmente,fosse útil para usar contra os "especuladores" foi que os juros da divida portuguesa subiram em flecha e uma agência de rating (uma mais...) assinalou que (em tempo oportuno) baixaria o rating da República.
Com defesas destas está mal a Pátria !!!
A Inovação
Vitima da famosa nuvem vulcânica ( e do trato abaixo de cão da nossa estimada Companhia aérea nacional -TAP . Decididamente quando ler a noticia que esta "Empresa" acabou acho que será um momento importante e feliz para este pobre páis...) fiquei ontem em terra e,à espera de novo voo,aqui estou para dar a minha colherada,a propósito do último post (como sempre interessantissimo,devo dizer...) do amigo Adolfo.
Estou de acordo com a ideia de que o "investimento" estatal na Investigação é de apoiar,mas discordo totalmente de que se deixe o "Estado" (seja ele qual fôr) a pilotar em exclusivo essa actividade.
Com o que conheço,distingo bàsicamente dois modos de "administrar" a Investigação : um (que,para simplificar,vou apelidar de "francês") em que o Estado tem uma rede de Investigadores que são pagos por bolsas ( ou esquemas semelhantes) estatais e um outro (que apelidarei de "americano") em que a actividade de Investigação é fortemente dependente de fontes privadas (Empresas,Fundações,Individuos,etc.).
O primeiro,é uma fonte de desperdicio e de inutilidade.Nele os "investigadores" investigam ao ritmo e com os objectivos que muito bem entendem,consideram-se "primas donnas" intocáveis e inquestionáveis (assim um bocadinho como os juízes portugueses...) e o que produzem é de escassissimo interesse e nunca justifica nem um décimo do que o Estado gasta. Como exemplo,retenho sempre o que vi em França onde há centenas (não exagero´,é mesmo verdade) de "investigadores" a "trabalharem" na área da Ciência Politica. Não duvido que isso possa ser interessante para a auto estima de alguém,mas tenho a certeza que os milhões de Euros gastos com estes "investigadores" têm um efeito reprodutivo "abaixo de zero".
No sistema "americano" os "investigadores",geralmente organizados à volta das Universidades,têm que "vender" a sua investigação a quem lhes possa proporcionar os meios financeiros que precisam para a levar a cabo. O resultado é uma investigação virada para a utilização reprodutiva e que não pode ser "investigação de chacha" porque senão não há quem a pague.
O resultado disto vê-se na capacidade de inovar que as Empresas apresentam. Na Europa (que,grosso modo segue o sistema "francês") a diferença de criação de novos produtos/serviços relativamente aos Estados Unidos é abissal.
Há dois indicadores que ,normalmente,são usados para avaliar as diferenças nestas matérias : o numero de Prémioss Nobel "cientificos" e o numero de patentes registadas.Em qualquer um deles os Estados Unidos apresentam numeros que são mais do dobro dos apresentados pelos europeus.
Por isso,acho que a investigação se for deixada sòmente ao Estado só pode dar "barraca" e será mais um sorvedouro de fundos públicos. O que é necessário é que os "financiadores" portugueses apostem na comunidade cientifica portuguesa,mas com marcos de exigência claros para que a "investigação" produzida não o seja com o único beneficio de satisfazer o umbigo do investigador.
Aliás,o exemplo que o Adolfo cita é bem indicador disso porque não tenho duvida que se ele está focado em "investigação útil" é porque tem,por trás,o MIT que certamente financia a aprte que lhe cabe com fundos que lhe são proporcionados por quem lhes pede contas sobre a utilização dos mesmos.
Resumindo,se o Governo (???) do inefável Sr. Engenheiro quiser apostar nesta via e por esta forma,por mim só poderei estar de acordo. A ver vamos e foi um fogacho ou se é para levar para a frente !!!
Estou de acordo com a ideia de que o "investimento" estatal na Investigação é de apoiar,mas discordo totalmente de que se deixe o "Estado" (seja ele qual fôr) a pilotar em exclusivo essa actividade.
Com o que conheço,distingo bàsicamente dois modos de "administrar" a Investigação : um (que,para simplificar,vou apelidar de "francês") em que o Estado tem uma rede de Investigadores que são pagos por bolsas ( ou esquemas semelhantes) estatais e um outro (que apelidarei de "americano") em que a actividade de Investigação é fortemente dependente de fontes privadas (Empresas,Fundações,Individuos,etc.).
O primeiro,é uma fonte de desperdicio e de inutilidade.Nele os "investigadores" investigam ao ritmo e com os objectivos que muito bem entendem,consideram-se "primas donnas" intocáveis e inquestionáveis (assim um bocadinho como os juízes portugueses...) e o que produzem é de escassissimo interesse e nunca justifica nem um décimo do que o Estado gasta. Como exemplo,retenho sempre o que vi em França onde há centenas (não exagero´,é mesmo verdade) de "investigadores" a "trabalharem" na área da Ciência Politica. Não duvido que isso possa ser interessante para a auto estima de alguém,mas tenho a certeza que os milhões de Euros gastos com estes "investigadores" têm um efeito reprodutivo "abaixo de zero".
No sistema "americano" os "investigadores",geralmente organizados à volta das Universidades,têm que "vender" a sua investigação a quem lhes possa proporcionar os meios financeiros que precisam para a levar a cabo. O resultado é uma investigação virada para a utilização reprodutiva e que não pode ser "investigação de chacha" porque senão não há quem a pague.
O resultado disto vê-se na capacidade de inovar que as Empresas apresentam. Na Europa (que,grosso modo segue o sistema "francês") a diferença de criação de novos produtos/serviços relativamente aos Estados Unidos é abissal.
Há dois indicadores que ,normalmente,são usados para avaliar as diferenças nestas matérias : o numero de Prémioss Nobel "cientificos" e o numero de patentes registadas.Em qualquer um deles os Estados Unidos apresentam numeros que são mais do dobro dos apresentados pelos europeus.
Por isso,acho que a investigação se for deixada sòmente ao Estado só pode dar "barraca" e será mais um sorvedouro de fundos públicos. O que é necessário é que os "financiadores" portugueses apostem na comunidade cientifica portuguesa,mas com marcos de exigência claros para que a "investigação" produzida não o seja com o único beneficio de satisfazer o umbigo do investigador.
Aliás,o exemplo que o Adolfo cita é bem indicador disso porque não tenho duvida que se ele está focado em "investigação útil" é porque tem,por trás,o MIT que certamente financia a aprte que lhe cabe com fundos que lhe são proporcionados por quem lhes pede contas sobre a utilização dos mesmos.
Resumindo,se o Governo (???) do inefável Sr. Engenheiro quiser apostar nesta via e por esta forma,por mim só poderei estar de acordo. A ver vamos e foi um fogacho ou se é para levar para a frente !!!
domingo, 9 de maio de 2010
Voltei (Cont)
Sempre afirmei que os políticos portugueses são corruptos e incompetentes e não são patriotas colocando á frente dos interesses do país os interesses partidários (e pessoais). Defendi e defendo que Portugal só se resolverá com um pacto de regime entre as principais forças políticas . É preciso que PS e PSD encontrem um conjunto de questões fundamentais em que acordem prosseguir enquanto estiverem no Governo, mantendo, no entanto, outras questões em que diferem e apresentem ao eleitorado. Nem me parece difícil dada a pouca ou nehuma ideologia que esá por detrás destes partidos que se encontram dentro do mesmo espectro político. E isto porque as reformas só se fazem a longo prazo e produzem efeitos á la longue. O que vemos é reformas avulsas que após eleições perdidas são destruídas pela oposição (seja ela qual seja) adiando Portugal.Este procedimento na Nova Zelândia ou na Coreia do Sul foi o principal responsável pelo desenvolvimento acelarado destes países.
Portanto só tenho que saudar a posição do novo Presidente do PSD que coloca os interesse do pais acima de tudo na defesa do euro e contra os ataques de especuladores tal como tem feito o PR e muito bem(que não terá o meu voto).
Não percebo qual era a alternativa a não ser a continuação da gritaria que já nos fere os tímpanos. Talvez ainda seja demasiado cedo mas este tipo está a começar bem e como este governo já está arrumado talvez constitua uma boa alternativa. Até lá continuo a dar-lhe o benefício da dúvida e a apoiar a sua atitude patriótica
Portanto só tenho que saudar a posição do novo Presidente do PSD que coloca os interesse do pais acima de tudo na defesa do euro e contra os ataques de especuladores tal como tem feito o PR e muito bem(que não terá o meu voto).
Não percebo qual era a alternativa a não ser a continuação da gritaria que já nos fere os tímpanos. Talvez ainda seja demasiado cedo mas este tipo está a começar bem e como este governo já está arrumado talvez constitua uma boa alternativa. Até lá continuo a dar-lhe o benefício da dúvida e a apoiar a sua atitude patriótica
Voltei
Acabou a paz já cá estou e estou surpreendido pelos interessantes escritos dos meus amigos o que pensei impossível sem a minha douta colaboração
1. Crise na Europa
Não alinho na cndenação da Sra Merkel como a "destruidora da Europa e do euro" por duas razões: (a) está pressionada pelas eleições no NordenRheinWestefalia que , a correrem mal, podem alterar a maioria no BUndestag.(b) porque os cidadãos alemães que já comparticiparam largamente nos dinheiros recebidos pela Grécia (e já gora por Portugal) aquando da entrada na UE e por longos anos, não têm obrigação de continuar a pagar para esses relapsos que em vez de aproveitarem esse dinheiro para o seu desenvolvimento, o desbarataram (o mesmo fez Portugal). De notar , por exemplo , que os cidadãos gregos se reformam aos 60 anos quando os alemães (os que pagam) apenas o fazem aos 67 anos!! Era preciso portanto marcar a posição que a UE não está aqui para ajudar a qualquer preço os relapsos e incompetentes. (c) o euro está bem e recomenda-se. O valôr de uma moeda não se vê por dificuldades temporais mas pelo contrário pela sua estabilidade cambial a longo prazo. E ainda está acma do dolar. Ora todos sabemos que o euro estav sobrevalorizado devido ás dificuldades do dolar e á política dos EU, a fim de dificultar as importações e facilitar as exportações. Essa sobrevalorizaçãom do euro afectou negativamente a Europa e portanto no interesse de trocas comerciais harmónicas, a paridade parece o mais interessante para ambas as partes.
1. Crise na Europa
Não alinho na cndenação da Sra Merkel como a "destruidora da Europa e do euro" por duas razões: (a) está pressionada pelas eleições no NordenRheinWestefalia que , a correrem mal, podem alterar a maioria no BUndestag.(b) porque os cidadãos alemães que já comparticiparam largamente nos dinheiros recebidos pela Grécia (e já gora por Portugal) aquando da entrada na UE e por longos anos, não têm obrigação de continuar a pagar para esses relapsos que em vez de aproveitarem esse dinheiro para o seu desenvolvimento, o desbarataram (o mesmo fez Portugal). De notar , por exemplo , que os cidadãos gregos se reformam aos 60 anos quando os alemães (os que pagam) apenas o fazem aos 67 anos!! Era preciso portanto marcar a posição que a UE não está aqui para ajudar a qualquer preço os relapsos e incompetentes. (c) o euro está bem e recomenda-se. O valôr de uma moeda não se vê por dificuldades temporais mas pelo contrário pela sua estabilidade cambial a longo prazo. E ainda está acma do dolar. Ora todos sabemos que o euro estav sobrevalorizado devido ás dificuldades do dolar e á política dos EU, a fim de dificultar as importações e facilitar as exportações. Essa sobrevalorizaçãom do euro afectou negativamente a Europa e portanto no interesse de trocas comerciais harmónicas, a paridade parece o mais interessante para ambas as partes.
Investimento Público
Não quero voltar ao TGV ou outros investimentos , tipo grandes obras públicas . Quero , sim , trazer à vossa atenção uma outra perspectiva para os investimentos públicos .
Numa economia de mercado , como a nossa , as empresas procuram a maximização do lucro e um retorno rápido para os investimentos feitos . Não consigo imaginar empresas em que a nível do centro de decisão de topo sejam analisadas e decididas propostas de investimento a longuíssimo prazo ( 20 anos ou mais ) e com resultado incerto quanto ao sucesso do investimento . Admito excepções : industria farmaceutica vem-me à memória . Nesta industria o montante investido em I&D é significativo , havendo grande grau de incerteza quanto ao resultado . Mesmo nesta industria as coisas começam a alterar-se por via da entrada de grande quantidade de fabricantes de genéricos ( fim do período de protecção às patentes ) , e também devido às fusões e aquisições que se verificam no sector , procurando proteger as margens , havendo um sentido claro de diminuição dos fundos dedicados a I&D . Voltando à linha condutora do meu pensamento - admitindo excepções - a regra é : investimento , sim , mas com retorno rápido e seguro .
Com este tipo de regra muito do que hoje assistimos de inovador e criador de novas fronteiras para o conhecimento humano , não existiria se não tivesse havido investimento público em I&D , exemplos : micro e biotecnologia ,micro-electrónica , nanotecnologia , robótica , novos materiais , novas tecnologias no foro médico . Muito deste conhecimento foi gerado em Universidades ou Institutos Públicos suportados pelo erário público . Posso chamar a isto : Investimento Público . Algum daquele conhecimento tem mais de 25 anos de pesquisa , com todo o tipo de gastos que lhe estão associados , sem haver o mínimo de garantia de sucesso .
O ponto que quero fazer é : sem investimento público neste tipo de actividades , simplesmente a humanidade não teria chegado lá porque a lógica da economia de mercado não teria permitido que as empresas privadas ( eventualmente com alguma excepção ) o tivesse feito . Este facto coloca uma questão interessante sobre o evoluir das sociedades de economia de mercado - se quizermos : sociedade capistalista - e o papel do poder público como investidor . Novas exigências e regras estão a ser desenhadas . Quero com isto dizer que o poder público - leia-se Estado / Governo - vai deixar de investir em infra-estruturas ? A resposta é : não ! Mas torna-se claro que o papel do poder público / estado vai ser substancialmente alterado e alargado , sendo necessário que assuma um papel activo na criação de novo conhecimento através das suas universidades e institutos de investigação , devido ao : tempo , dinheiro a investir e grau elevado de incerteza quanto ao resultado produzido .
Sou totalmente favorável a este papel do Estado / Governo . É por esta razão que me senti agradado com a notícia do Expresso - 24 de Abril - caderno de economia - pag. 19 . Transcrevo um pouco do artigo :
" Revolucionar o negócio da energia , descobrir tratamentos inovadores com células estaminais , conceber carros eléctricos só para andar em cidades ou dar qualidade de vida a quem precisa de próteses para caminhar são apenas alguns exemplos do que está a ser feito no programa MIT - Portugal .
Um dos principais objectivos da maior parceria europeia com o MIT é encontrar soluções que beneficiem as pessoas e proporcionar às empresas novos modelos de negócio . "
Acredito que esta é uma via fundamental para arrancar Portugal ao marasmo ecómico em que caímos . Por outro lado isto dará saída a inúmeros portugueses devidamente preparados , dando-lhes a oportunidade de ajudarem a criar riqueza para o país . É desulador ver sair para o estrangeiro 400 licenciados por mês devido a falta de perspectivas de futuro para as suas vidas . Portugal , percentualmente já é considerado o país , a nível mundial , que mais mão de obra qualificada exporta ou cede ao exterior . Não são só estatísticas , vou dar-lhes a minha experiência : entre a minha casa e Ponte Sôr - cerca de 4Km - registo os seguintes casos de emigrantes qualificados :
- Fazenda - filho da minha antiga empregada doméstica : está em Inglaterra , licenciatura em engenharia , seguida de doutoramento , está a trabalhar no departamento de motores para aviação da Rolls Royce
- Meu vizinho Augusto - filho com licenciatura no Técnico , seguida de mestrado com nota final de 18 . Trabalha na Suécia
- Minha filha : licenciada em direito , Coimbra , seguida de mestrado em Utrque . Há três anos que é emigrante .
- Ângelo ( um ex-supervisor geral da Delphi PDS ) - filho licenciado em engenharia no Técnico , a fazer doutoramento , trabalha em Taiwan
- Filho do Dr. Gouveia - licenciado em economia - trabalha em Moçambique .
Todas as pessoas citadas são da geração da minha filha .
Seremos tão ricos que possamos continuar a esbanjar todos estes recursos ?
É também por este tipo de situações que acredito que há que investir fortemente em novas tecnologias , novos conhecimentos , porque o futuro de Portugal , também , passa por fazermos aquilo que ainda não existe e foi criado por nós , seja em ciência pura ou aplicada , seja na agricultura , no mar ,nas energias ou no campo médico , etc .
Esta é a minha perspectiva que submeto à vossa crítica .
Um abraço
Adolfo
Numa economia de mercado , como a nossa , as empresas procuram a maximização do lucro e um retorno rápido para os investimentos feitos . Não consigo imaginar empresas em que a nível do centro de decisão de topo sejam analisadas e decididas propostas de investimento a longuíssimo prazo ( 20 anos ou mais ) e com resultado incerto quanto ao sucesso do investimento . Admito excepções : industria farmaceutica vem-me à memória . Nesta industria o montante investido em I&D é significativo , havendo grande grau de incerteza quanto ao resultado . Mesmo nesta industria as coisas começam a alterar-se por via da entrada de grande quantidade de fabricantes de genéricos ( fim do período de protecção às patentes ) , e também devido às fusões e aquisições que se verificam no sector , procurando proteger as margens , havendo um sentido claro de diminuição dos fundos dedicados a I&D . Voltando à linha condutora do meu pensamento - admitindo excepções - a regra é : investimento , sim , mas com retorno rápido e seguro .
Com este tipo de regra muito do que hoje assistimos de inovador e criador de novas fronteiras para o conhecimento humano , não existiria se não tivesse havido investimento público em I&D , exemplos : micro e biotecnologia ,micro-electrónica , nanotecnologia , robótica , novos materiais , novas tecnologias no foro médico . Muito deste conhecimento foi gerado em Universidades ou Institutos Públicos suportados pelo erário público . Posso chamar a isto : Investimento Público . Algum daquele conhecimento tem mais de 25 anos de pesquisa , com todo o tipo de gastos que lhe estão associados , sem haver o mínimo de garantia de sucesso .
O ponto que quero fazer é : sem investimento público neste tipo de actividades , simplesmente a humanidade não teria chegado lá porque a lógica da economia de mercado não teria permitido que as empresas privadas ( eventualmente com alguma excepção ) o tivesse feito . Este facto coloca uma questão interessante sobre o evoluir das sociedades de economia de mercado - se quizermos : sociedade capistalista - e o papel do poder público como investidor . Novas exigências e regras estão a ser desenhadas . Quero com isto dizer que o poder público - leia-se Estado / Governo - vai deixar de investir em infra-estruturas ? A resposta é : não ! Mas torna-se claro que o papel do poder público / estado vai ser substancialmente alterado e alargado , sendo necessário que assuma um papel activo na criação de novo conhecimento através das suas universidades e institutos de investigação , devido ao : tempo , dinheiro a investir e grau elevado de incerteza quanto ao resultado produzido .
Sou totalmente favorável a este papel do Estado / Governo . É por esta razão que me senti agradado com a notícia do Expresso - 24 de Abril - caderno de economia - pag. 19 . Transcrevo um pouco do artigo :
" Revolucionar o negócio da energia , descobrir tratamentos inovadores com células estaminais , conceber carros eléctricos só para andar em cidades ou dar qualidade de vida a quem precisa de próteses para caminhar são apenas alguns exemplos do que está a ser feito no programa MIT - Portugal .
Um dos principais objectivos da maior parceria europeia com o MIT é encontrar soluções que beneficiem as pessoas e proporcionar às empresas novos modelos de negócio . "
Acredito que esta é uma via fundamental para arrancar Portugal ao marasmo ecómico em que caímos . Por outro lado isto dará saída a inúmeros portugueses devidamente preparados , dando-lhes a oportunidade de ajudarem a criar riqueza para o país . É desulador ver sair para o estrangeiro 400 licenciados por mês devido a falta de perspectivas de futuro para as suas vidas . Portugal , percentualmente já é considerado o país , a nível mundial , que mais mão de obra qualificada exporta ou cede ao exterior . Não são só estatísticas , vou dar-lhes a minha experiência : entre a minha casa e Ponte Sôr - cerca de 4Km - registo os seguintes casos de emigrantes qualificados :
- Fazenda - filho da minha antiga empregada doméstica : está em Inglaterra , licenciatura em engenharia , seguida de doutoramento , está a trabalhar no departamento de motores para aviação da Rolls Royce
- Meu vizinho Augusto - filho com licenciatura no Técnico , seguida de mestrado com nota final de 18 . Trabalha na Suécia
- Minha filha : licenciada em direito , Coimbra , seguida de mestrado em Utrque . Há três anos que é emigrante .
- Ângelo ( um ex-supervisor geral da Delphi PDS ) - filho licenciado em engenharia no Técnico , a fazer doutoramento , trabalha em Taiwan
- Filho do Dr. Gouveia - licenciado em economia - trabalha em Moçambique .
Todas as pessoas citadas são da geração da minha filha .
Seremos tão ricos que possamos continuar a esbanjar todos estes recursos ?
É também por este tipo de situações que acredito que há que investir fortemente em novas tecnologias , novos conhecimentos , porque o futuro de Portugal , também , passa por fazermos aquilo que ainda não existe e foi criado por nós , seja em ciência pura ou aplicada , seja na agricultura , no mar ,nas energias ou no campo médico , etc .
Esta é a minha perspectiva que submeto à vossa crítica .
Um abraço
Adolfo
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