Antes de começar o assunto em título, explicar "o fim da crise "
Em primeiro lugar, o fim da crise económica que assola o mundo é um facto, não é uma opinião. Até agora práticamente todas as economias relevantes estavam em recessão. Neste momento nenhuma está em recessão. No entanto isto não significa que os problemas estão resolvidos. A retoma será lenta sem dúvida. Temos que deixar esta mentalidade de pensarmos no curto prazo. Qd se fala em economia ,o curto prazo é irrelevante. Mesmo assim, e só falando em Portugal, por exemplo ,venderam-se mais carros em Novembro que o ano anterior ( o que não significa que tudo está bom já que o ano anterior foi mto mau ), as agências de viagem esgotaram os seus packages, o crédito à habitação aumentou cerca de 7%, a economia parou de regredir,etc.
Como a crise é profunda vai ser difícil e lenta a retoma mas já não há bancos a falir, o mercado financeiro está a funcionar sobretudo nas principais praças mundiais, etc, etc.
Portugal tem também problemas estruturais a resolver independentemente desta crise mas, tal como diz o Finantial Times e eu digo no meu livro, só um Governo de maioria parlamentar poderá "atacar" este problema. Hoje todos vemos o espectáculo deprimente da nossa liderança e da nossa oposição como mto bem descreve o Zé. Assim não vamos lá. Se há criticas a fazer ao governo anterior , hoje só os fanáticos não reconhecem que estamos pior.
E também ,volto a frizar ,que não dou para o peditório de apenas culpar os políticos dos nossos problemas: e os sindicatos, e os patrões e os intelectuais? Ou seja, cadê as elites ? E quanto a este povo invertebrado e oportunista ? Pensam que lhes interessa a corrupção ? Então porque votam no Isaltino e no Valentim Loureiro ?, porque querem os professores promoções automáticas e ausência de avaliação ? Porque somos os campeões da Europa de baixas por doença ? Porque recebemos os subsídios de desemprego e trabalhamos recebendo de dois carrinhos ? Porque metemos cunhas sempre que seja possível ? Porque fugimos ao fisco (" Quem rouba ao Estado, empresta a Deus ") , porque dizemos mal das pessoas mas depois vamos ao seu funeral e dizemos: coitado, era tão boa pessoa ?
Desta sociedade preguiçosa , corrupta e pecadora deveria sáír uma classe política virtuosa?
Volto a frisar Portugal é um país maravilhoso mas mal frequentado.
Por exemplo sabem que está parada uma das barragens (das dez que auemtará a exploração dos recursos hídricos e reduzirá drásticamente a factura energética) em virtude de se ter descoberto uma colónia de uma espécie de mexilhão de 5 cm que não é sequer comida, mas que está em vias de extinção ? ( bem me dizia o Zé que esperava para ver a construção das barragens)
Se O Governo avançar ignorando este problema, pensam que tem apoio da populaça?
Veja-se o caso da co-icineração utilizada em todos os países europeus, e aqui levou a uma guerra jurídica que já dura há 8 anos ! Entretanto pagámos fortunas à Alemanha para co-icinerar os nossos lixos tóxicos que as nossas populações e o oportunismo político não permitiram.
Como se os portugueses estivessem tão preocupados com o ambiente como a Alemanha.
Daí mais uma vez reafirmar que os nossos problemas são a sociedade em que vivemos a ausencia de elites e não apenas a classe política. É pura demagogia e oportunismo culpar apenas estes tipos e ignorar as nossas culpas.
Vamos ao assunto: Os Orçamentos rectificativos são o exemplo da forma como a classe política e os partidos entendem a nossa democracia. Trata-se duma prática em que incorreram TODOS os Governos da Républica , com a EXCEPÇÃO, há que reconhecê-lo, de três anos do Governo Sócrates.Mesmo o Cavaco com maioria absoluta e uma situação económica invejável, apresentou todos os 10 anos da sua governação orçamentos rectificativos.
Ora os Governos ao aprovarem o Orçamento na AR receberam desta uma autorização de despesa determinada. Se acontecerem factos supervenientes e se necessita mais despesas cabe aos Governos submeter à AR um Orçamento rectificativo (ou chamem-lhe os que quizer) e "pedir autorização " para maior despesa, ANTES de efectuar essa despesa.
O que acontece em Portugal , no entanto ,é bem diverso.Os Governos primeiro gastam e depois pedem autorização para o endividamento. Ora isto é uma intolerável chantagem sobre a AR que não tem outro remédio senão aprovar, senão o Estado não paga os salários, não paga fornecedores. É além disso um total desvirtuamento do Orçamento que ninguém já liga verdadeiramente.
Eis como a nossa democracia funciona. Mas como dizia Pessoa " Cada um tem o rei que merece"
Estou acomeçar a saír do pessimismo. Mas nada de más interpretações a razão é o que o Benfica voltou às vitórias e goleadas ( embora o treinador da Académica tenha considerado que levar 4 não era uma goleada-aprendeu óbviamente muito com o Mourinho), e também à goleada de 1 a zero ao Porto. O Natal vai ser mais quentinho !
E também poruq saíu o Hertha uma equipa que até o Sporting derrotou, o que abre boas prerspectivas na Europa.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
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