Existem duas Estratégias de Desenvolvimento de um Pais. Essas duas Estratégias estão Indexadas em dois Modelos Económicos, também distintos.
Um desses dois Modelo, centra a competitividade da economia nos baixos salários. A lógica é que a baixa qualificação indexa numa base de negócio de mão de obra intensiva, logo “low cost” . Como este Modelo requer no produto final um baixo teor tecnológico, a riqueza exportada é também de teor baixo. Assim, o valor acrescentado no Produto Interno Bruto é também modesto. Mas aqui reside outro problema. Se este Modelo foi relativamente útil quando o patamar primava pela ausência de recursos qualificados e um Portugal de há 30 anos profundamente subdesenvolvido, agora o mesmo seria desastroso quando esse nível de qualificação nos posiciona noutro patamar. Mais ainda, na actual lógica do mercado global, mesmo que o nossa Estratégia retorcesse existiriam sempre outros a fazer com custo mais baixo : China , Norte África, Este Europeu , etc. Este é o Modelo que , agora, nos propõem. Uma aposta no “downgrade” da Qualificação e um “upgrade” no trabalho intensivo sem valor acrescentado. Trabalhar mais por menos dinheiro e menos direitos, para assim termos um País moderno, progressista, inovador e dinâmico !!!!!.. Não será esta a apoteose da cegueira?!….O resultado futuro será proporcionalmente Inverso, ou seja , um País seguramente mais pobre, retrógrada e desigual.
O Outro Modelo focaliza-se na cadeia de valor do Produto. Não são, aqui, lugares comuns a qualificação e Inovação. Não são valores vãos, a concepção, o design, e o desenvolvimento de marcas e produtos. Deixo-vos um exemplo de sucesso. O sector do calçado estava condenado á insolvência á seis anos atrás, porque o negocio era apenas sustentado pelos salários baixos e desqualificados. Hoje representa um notável contributo para o PIB e exportações, precisamente porque se inverteu a Estratégia. Promoveram-se marcas nacionais e com trabalho qualificado criaram-se novas apostas em segmentos de mercados. Investiu-se, não se desinvestiu. Incentivou-se, não se alienou a esperança. Não se baixaram os salários mas apostou-se nos salários qualificados com mais remunerações. Não se reduziram os dias de trabalho, apelou-se e promoveu-se o empreendedorismo. Criou-se valor.
No limite, deixo-vos outro elucidativo “case study” . Uma mala Louis Vuitton custa numa loja credenciada nos Chans Ellise €2.000. No “breakdown” do custo do Produto apenas €100 é representado pelas matérias primas e mão de obra que compõem os Materiais. Os restantes 95% da cadeia de valor da mala são: Promoção, Inovação, Marketing , Desenvolvimento, Design , Investimento, Prestigio logo lucro , … Pergunto : qual deve ser a estratégia para um País que tem um razoável nível de qualificação? apostar nos 5% da cadeira de valor , mesmo podendo ser esmagado por outros mercados , ou apostar nos outros 95% da cadeia de valor , estimulando o talento e a qualificação dos recursos ? Onde é que está o potencial de crescimento : Nos 5% ou nos 95% da cadeia de valor?!
Infelizmente esta não é a visão actual, e repugna-me quando um PM apela ao empobrecimento como Estratégia de Desenvolvimento. Ainda mais, como cereja no cimo do bolo, um Secretários Estado incentivar os jovens para Emigrar,… abaixo deste “statement”, nada.
Um abraço
Joaquim
domingo, 4 de dezembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
A mentira Colossal
Culpar sempre os outros, para explicar e desculpar as próprias medidas. Este é o mais básico e clássico truque, que mais não é que a pior das qualidades do Português: sempre “eles” os malvados, e nós os iluminados. Ou a dicotomia entre os bons e os maus. Mas o pior não é essa avaliação facciosa, mas a mentira que a sustenta.
O governa refugia a sua acção num buraco de três mil milhões de euros. Ou a falaciosa teoria de se já ter gasto 70% do défice anualizado. O que é que eles viram que a Troika não viu ? O que é que eles viram para além dos 1,6 mil milhões reportado pela da União Europeia? E calma, os mesmos 1,6 mil milhões são explicados por 3 curiosas componentes: o buraco da Madeira, o Buraco do BPN, e a quebra de receita não corrente. Onde está na execução orçamental a responsabilidade do anterior Governo!? O anterior executivo em 2011, governou 3 meses, mais dois meses em governo de Gestão. É preciso muita lata para alguém se desculpabilizar com este embuste de suposto desvio.
Mas é na substância que está o previsível desastre. O Mentira colossal vai indexar num erro colossal. Explico porquê. Na minha perspectiva, como Economista, as reformas e nomeadamente as da administração Publica, devem ser feitas em alturas de expansão económica. É nestas circunstâncias que o estado tem de equilibrar e até criar um folga nas contas publicas, para poder á posterior ser uma almofada de injecção de cash na economia quando esta entra em contracção. O estado deve ser o contra ciclo dos ciclos da Economia.
Os Governos de Cavaco e Guterres não fizeram este trabalho. E de aqui resultaram os problemas de crescimento e consequente Endividamento.
Voltando ás medidas do Governo. O problema não está na equidade dos sacrifícios. O problema está neste voluntarismo inútil de se querer mostrar mais serviço que o requerido pela Troika. Esse voluntarismo idiota vai levar o País para o abismo. Esse abismo levará ao Incumprimento. Estas medidas vão acelerar o actual ciclo recessivo. Não havia necessidade. O Financiamento foi garantido cumprindo o memorando assinado com a Troika. Mais do que isso levará a cisões sociais. O clico passa a ser Invertível. E desta forma: mais austeridade traduz-se em mais recessão. Mais recessão implica mais défice. Mais défice potencia mais divida. Mais divida requer novamente mais austeridade. É um beco sem saída. Ou a única saída é o dowgrade da sociedade. O empobrecimento é o único output do referido ciclo. Tem razão o Primeiro Ministro quando defende que a saída da crise da Divida passa pelo empobrecimento País. Tem razão na tese, mas falha redondamente na cura. Estas medidas de autoridade não são preventivas, mas sim o acelerador definitivo para o default. Assim sim, o empobrecimento é irreversível.
Isto, meus amigos, foi rigorosamente a solução suicida para a Grécia. E hoje é o próprio FMI que reconhece que o garrote financeiro da Grécia não resultou. Mais, hoje é o próprio FMI que não quer repetir a asneira em Portugal, sugerindo estímulos ao crescimento. Eles não querem, mas o nosso Governo sim, quer. Repito: a mentira colossal vai indexar num erro colossal.
Um abraço
O governa refugia a sua acção num buraco de três mil milhões de euros. Ou a falaciosa teoria de se já ter gasto 70% do défice anualizado. O que é que eles viram que a Troika não viu ? O que é que eles viram para além dos 1,6 mil milhões reportado pela da União Europeia? E calma, os mesmos 1,6 mil milhões são explicados por 3 curiosas componentes: o buraco da Madeira, o Buraco do BPN, e a quebra de receita não corrente. Onde está na execução orçamental a responsabilidade do anterior Governo!? O anterior executivo em 2011, governou 3 meses, mais dois meses em governo de Gestão. É preciso muita lata para alguém se desculpabilizar com este embuste de suposto desvio.
Mas é na substância que está o previsível desastre. O Mentira colossal vai indexar num erro colossal. Explico porquê. Na minha perspectiva, como Economista, as reformas e nomeadamente as da administração Publica, devem ser feitas em alturas de expansão económica. É nestas circunstâncias que o estado tem de equilibrar e até criar um folga nas contas publicas, para poder á posterior ser uma almofada de injecção de cash na economia quando esta entra em contracção. O estado deve ser o contra ciclo dos ciclos da Economia.
Os Governos de Cavaco e Guterres não fizeram este trabalho. E de aqui resultaram os problemas de crescimento e consequente Endividamento.
Voltando ás medidas do Governo. O problema não está na equidade dos sacrifícios. O problema está neste voluntarismo inútil de se querer mostrar mais serviço que o requerido pela Troika. Esse voluntarismo idiota vai levar o País para o abismo. Esse abismo levará ao Incumprimento. Estas medidas vão acelerar o actual ciclo recessivo. Não havia necessidade. O Financiamento foi garantido cumprindo o memorando assinado com a Troika. Mais do que isso levará a cisões sociais. O clico passa a ser Invertível. E desta forma: mais austeridade traduz-se em mais recessão. Mais recessão implica mais défice. Mais défice potencia mais divida. Mais divida requer novamente mais austeridade. É um beco sem saída. Ou a única saída é o dowgrade da sociedade. O empobrecimento é o único output do referido ciclo. Tem razão o Primeiro Ministro quando defende que a saída da crise da Divida passa pelo empobrecimento País. Tem razão na tese, mas falha redondamente na cura. Estas medidas de autoridade não são preventivas, mas sim o acelerador definitivo para o default. Assim sim, o empobrecimento é irreversível.
Isto, meus amigos, foi rigorosamente a solução suicida para a Grécia. E hoje é o próprio FMI que reconhece que o garrote financeiro da Grécia não resultou. Mais, hoje é o próprio FMI que não quer repetir a asneira em Portugal, sugerindo estímulos ao crescimento. Eles não querem, mas o nosso Governo sim, quer. Repito: a mentira colossal vai indexar num erro colossal.
Um abraço
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Já chegamos á Madeira.
«A Madeira é um exemplo de desenvolvimento e de Gestão de dinheiros públicos». Sabem o Autor(a) desta citação? Manuela Ferreira Leite em Setembro de 2009. Pelo menos não falta coerência: o espectáculo deplorável da Madeira está ao nível desse grande embuste de estadista que nos queriam vender.
Não venham agora com a conversa a treta da Democratização da culpa. Não venham agora com o Tribunal de contas, INE, ou outros. Não democratizem a culpa quando esta tem um rosto. Não estendam responsabilidades Politicas quando estas têm uma cor. Não desculpabilizem, defendendo á boa maneira Portuguesa que afinal são todos iguais. Muitos achavam Graça. Só que esta Graça vai ficar agora muito cara. Não me parece é que os que contribuíram para o circo queiram agora pagar. Ou os que gostam deste espectáculo deprimente, estejam na frente dos sacrifícios para tapar o buraco. Penso que para além da tragédia financeira esta é uma questão de sanidade mental. Esconder despesa ao governo central e União Europeia é crime. É crime violar grosseiramente obrigações legais. E é eticamente deplorável. Mais ainda, quando confirmado que foi feito deliberamente, sem qualquer sinal de arrependimento, constrangimento ou vergonha. Isto não é autoritarismo, mas má educação. Não é uma forma de fazer Política, mas sim o caciquismo do pior da Política. Não é querer ser-se inimputável, mas sim grotesco e boçal. Não é querer ser-se engraçado, mas ser-se palhaço. Nem sequer é ser-se um básico de baixo nível com falhas de formação, mas sim um palerma.
E como é feita a defesa por toda esta entourage?! Pois bem, vou explicar e seguro que estarão de acordo. Qual é a velha técnica? Muito simples : criar um Inimigo comum. Um demagogo para arregimento das forças internas cria um inimigo comum. O Insulto passa a ser arma para gerar mais ódio , e esconder a própria mediocridade. Assim os que não alinham pelo discurso oficial são intitulados como os traidores. O tal inimigo comum foi, é, e será Jose Sócrates. Mas que grande homenagem ao ex. PM! Sem duvida que o azeite vem sempre ao de cima. Apenas um único Político repudiou a tempo este desastre. Sim, o mesmo que foi culpado pela crise interna e global (!). Sim, o mesmo que confrontou o lóbi cooperativista. Sim, o mesmo e único que quis inverter o Status Quo. Logo desagradou porque governou em circunstâncias tremendamente difíceis. O Homem que “carregou” sozinho crise e as frustrações de muitos, para que o colapso fosse evitado, mas que não desistiu ou fugiu. Percebe-se o porquê de tanto Ódio e Cobardia.
Mas o paradigma da Madeira brindou-nos ainda com o maior dos anacronismos: Um Presidente da República fútil, tendencioso e Inócuo. Uma sensação generalizada, que o senhor está ultrapassado e vencido pelo tempo. Na entrevista desta semana dos 100 dias de governo veio-nos comunicar que antes alertou para o descalabro da divida por culpa do anterior governo (Qual crise Internacional qual quê!), mas que agora tudo depende da Grécia e da evolução da crise Internacional. Ou seja ,depende agora da mesma crise que antes não existia! Depois diz que tinha avisado. Mas avisado se quê? Que o Sub prime iria induzir uma crise financeira numa crise económica á escala Global!? Mas qual era a substância dos avisos? Não entendo como é que a Irlanda , Espanha, Itália , Reino Unido , Estados Unidos e o resto de todos os outros Países, não seguiram os iluminados avisos do PR de Portugal. A seguir brinda-nos que o agora maior buraco da democracia Portuguesa, se resume a uma questão de estilo do Dr: Jardim (repita lá ,por favor !) . Quando lhe foi feita a pergunta relativamente ao facto dos impostos adicionais serem sobre o Rendimento , o sr: PR teve uma resposta absolutamente evasiva : « o problema de taxar os rendimentos tem a haver com a cultura histórica do legislador» Fiquei perplexo.
Outra ideia que nos brindou é que antes havia limites para os sacrifícios,…pois a culpa era do Sócrates! , agora já não há pois a culpa é da conjuntura! Nas comunicações que fez ao País (antes da queda do Governo) nunca referenciou a crise da Europa , mas agora defende algo notável : O BCE deve comprar divida dos Países periféricos duma forma ilimitada. Repito Ilimitada!!! Eu fiquei atónico, mas tenho a certeza e esperança, reforçando o que atrás mencionei, que os Líderes Europeus devem se preocupara tanto com o nosso PR , como eu próprio de algum tempo para cá : ou seja ,lixo.
Tantos e tantos queriam reinventar um clássico da Política : a suposta herança do Governo anterior. Afinal depois da poeira assentar, registam-se dois grandes desvios colossais: A Madeira (€1,2 b) e o BPN (€0,4b). Bom, não quero voltar á cor política , mas que existem algumas coincidências lá isso existem,…
Deixo-vos a minha avaliação dos primeiros 100 dias do novo Governo. Penso que é já possível fazer uma primeira avaliação, que com simpatia lhe atribuía um Suficiente (11 valores). Este é o “breakdown” : Paulo Campos (Muito Bom); Ministro da Finanças (BOM); Primeiro Ministro (Satisfaz +) ; Portas (Satisfaz), e a seguir um mar de mediocridade,…. Um Super Ministro da Economia desparecido, com dotes de Incapacidade. Pois é , não basta escrever um livro a partir do Canadá (Vancouver) no papel de profeta da desgraça ! Agora é preciso fazer e ter ideias. Pois, pois .
O da Educação tinha uma revolução para fazer ,…. mas esta semana desviou para outros fins o dinheiro destinado para os melhores alunos do secundário. Castigando o mérito! Pobres maquinas de calcular! Depois Miguel Relvas, brinda-nos com intervenções brilhantes como esta tirada: «estávamos empatados com a Grécia e agora descolamos» - quando um Político “pequenino “ , em tempos de crise e dificuldades, a única coisa que tem para dizer ao País é que eles são os bons e os outros eram os maus , é sinal de preocupação muito grave ,…
Volto a pedir aos meus amigos que não se acomodem
Participem, escrevam e colaborem com a vossa massa critica.
Um grande abraço
Joaquim
Não venham agora com a conversa a treta da Democratização da culpa. Não venham agora com o Tribunal de contas, INE, ou outros. Não democratizem a culpa quando esta tem um rosto. Não estendam responsabilidades Politicas quando estas têm uma cor. Não desculpabilizem, defendendo á boa maneira Portuguesa que afinal são todos iguais. Muitos achavam Graça. Só que esta Graça vai ficar agora muito cara. Não me parece é que os que contribuíram para o circo queiram agora pagar. Ou os que gostam deste espectáculo deprimente, estejam na frente dos sacrifícios para tapar o buraco. Penso que para além da tragédia financeira esta é uma questão de sanidade mental. Esconder despesa ao governo central e União Europeia é crime. É crime violar grosseiramente obrigações legais. E é eticamente deplorável. Mais ainda, quando confirmado que foi feito deliberamente, sem qualquer sinal de arrependimento, constrangimento ou vergonha. Isto não é autoritarismo, mas má educação. Não é uma forma de fazer Política, mas sim o caciquismo do pior da Política. Não é querer ser-se inimputável, mas sim grotesco e boçal. Não é querer ser-se engraçado, mas ser-se palhaço. Nem sequer é ser-se um básico de baixo nível com falhas de formação, mas sim um palerma.
E como é feita a defesa por toda esta entourage?! Pois bem, vou explicar e seguro que estarão de acordo. Qual é a velha técnica? Muito simples : criar um Inimigo comum. Um demagogo para arregimento das forças internas cria um inimigo comum. O Insulto passa a ser arma para gerar mais ódio , e esconder a própria mediocridade. Assim os que não alinham pelo discurso oficial são intitulados como os traidores. O tal inimigo comum foi, é, e será Jose Sócrates. Mas que grande homenagem ao ex. PM! Sem duvida que o azeite vem sempre ao de cima. Apenas um único Político repudiou a tempo este desastre. Sim, o mesmo que foi culpado pela crise interna e global (!). Sim, o mesmo que confrontou o lóbi cooperativista. Sim, o mesmo e único que quis inverter o Status Quo. Logo desagradou porque governou em circunstâncias tremendamente difíceis. O Homem que “carregou” sozinho crise e as frustrações de muitos, para que o colapso fosse evitado, mas que não desistiu ou fugiu. Percebe-se o porquê de tanto Ódio e Cobardia.
Mas o paradigma da Madeira brindou-nos ainda com o maior dos anacronismos: Um Presidente da República fútil, tendencioso e Inócuo. Uma sensação generalizada, que o senhor está ultrapassado e vencido pelo tempo. Na entrevista desta semana dos 100 dias de governo veio-nos comunicar que antes alertou para o descalabro da divida por culpa do anterior governo (Qual crise Internacional qual quê!), mas que agora tudo depende da Grécia e da evolução da crise Internacional. Ou seja ,depende agora da mesma crise que antes não existia! Depois diz que tinha avisado. Mas avisado se quê? Que o Sub prime iria induzir uma crise financeira numa crise económica á escala Global!? Mas qual era a substância dos avisos? Não entendo como é que a Irlanda , Espanha, Itália , Reino Unido , Estados Unidos e o resto de todos os outros Países, não seguiram os iluminados avisos do PR de Portugal. A seguir brinda-nos que o agora maior buraco da democracia Portuguesa, se resume a uma questão de estilo do Dr: Jardim (repita lá ,por favor !) . Quando lhe foi feita a pergunta relativamente ao facto dos impostos adicionais serem sobre o Rendimento , o sr: PR teve uma resposta absolutamente evasiva : « o problema de taxar os rendimentos tem a haver com a cultura histórica do legislador» Fiquei perplexo.
Outra ideia que nos brindou é que antes havia limites para os sacrifícios,…pois a culpa era do Sócrates! , agora já não há pois a culpa é da conjuntura! Nas comunicações que fez ao País (antes da queda do Governo) nunca referenciou a crise da Europa , mas agora defende algo notável : O BCE deve comprar divida dos Países periféricos duma forma ilimitada. Repito Ilimitada!!! Eu fiquei atónico, mas tenho a certeza e esperança, reforçando o que atrás mencionei, que os Líderes Europeus devem se preocupara tanto com o nosso PR , como eu próprio de algum tempo para cá : ou seja ,lixo.
Tantos e tantos queriam reinventar um clássico da Política : a suposta herança do Governo anterior. Afinal depois da poeira assentar, registam-se dois grandes desvios colossais: A Madeira (€1,2 b) e o BPN (€0,4b). Bom, não quero voltar á cor política , mas que existem algumas coincidências lá isso existem,…
Deixo-vos a minha avaliação dos primeiros 100 dias do novo Governo. Penso que é já possível fazer uma primeira avaliação, que com simpatia lhe atribuía um Suficiente (11 valores). Este é o “breakdown” : Paulo Campos (Muito Bom); Ministro da Finanças (BOM); Primeiro Ministro (Satisfaz +) ; Portas (Satisfaz), e a seguir um mar de mediocridade,…. Um Super Ministro da Economia desparecido, com dotes de Incapacidade. Pois é , não basta escrever um livro a partir do Canadá (Vancouver) no papel de profeta da desgraça ! Agora é preciso fazer e ter ideias. Pois, pois .
O da Educação tinha uma revolução para fazer ,…. mas esta semana desviou para outros fins o dinheiro destinado para os melhores alunos do secundário. Castigando o mérito! Pobres maquinas de calcular! Depois Miguel Relvas, brinda-nos com intervenções brilhantes como esta tirada: «estávamos empatados com a Grécia e agora descolamos» - quando um Político “pequenino “ , em tempos de crise e dificuldades, a única coisa que tem para dizer ao País é que eles são os bons e os outros eram os maus , é sinal de preocupação muito grave ,…
Volto a pedir aos meus amigos que não se acomodem
Participem, escrevam e colaborem com a vossa massa critica.
Um grande abraço
Joaquim
terça-feira, 12 de julho de 2011
Viva la Vida - o “estado de graça”
Enganaram-se todos os que profetizaram que este governo não iria ser contemplado com o habitual estado de graça. Definitivamente só Santana Lopes não foi agraciado. Calma que vou, abaixo, falar bem deste governo.
Pois bem, vamos aos factos que sustentam este extraordinário estado de Graça . O Primeiro Ministro propõem o populista Fernando Nobre para Presidente da AR, e em duas votações humilhantes não é eleito. E não o é pela sua própria maioria de coligação. A seguir nomeia uma ilustre desconhecida, e os analistas rendem-se. Não se percebe a quê e porquê. Mais, na constituição do Governo o PM leva seis negas (seis!), a seguir vêm as segundas escolhas, e mais uma vez os analistas vergam-se ao talento dos ilustres desconhecido. Vitor quê? Álvaro quantos? – Ninguém conhece mas são seguramente o supra sumo da Economia. Ou será da Economia das Universidades!? Meus queridos amigos Advogados e Engenheiros: aprendam esta lição: um Economista jamais deprecia um colega de profissão. Estes que agora estão no Governo passam a ser a referência! Querem um exemplo bastante análogo: lembram-se do Campos e Cunha (Primeiro Ministro das Finanças de Sócrates)? Recordam-se do que se dizia? Sim, que não havia ninguém mais dotado,.. mas pelos vistos bastaram os singelos meses para se confirmar o grande Bluff. Com os mesmos trunfos a história só se poderá repetir. O estado de Graça é total. Afinal agora parece que descobriram os problemas de contágio da Grécia e da Incapacidade da União Europeia. Antes, a culpa da crise, era da total responsabilidade do Governo Sócrates. Hoje a surpreendente a nova “onda” diz-nos que o problema é a falta de Liderança da Europa. Vasco Polido Valente dizia esta semana que a «Europa Morreu». Até Medina Carreira citava «agora o Problema de Portugal estará dependente do que se passar na Europa». Agora, antes não !?. Por favor poupem-nos a Inteligência! Ainda mais notável e surpreendente é o unanimíssimo voto de censura ás agências de notação financeira, mais precisamente á “Moody’s” . Cavaco, que ainda não deu uma para a caixa depois que foi reeleito, vem agora com lágrimas de crocodilo atacar o “dowgrade” do “rating” da Republica. É bom lembrar-mos da historia recente: O único factor de serenidade e confiança dado aos mercados foi o PEC IV , onde o “rating” desceu apenas e após a demissão do governo e da consequente instabilidade politica. Agora toda a gente acordou, reitero. Eu já aqui defendi o ataque irracional que o País estava a ser vitima – principalmente pelo objectivo ultimo no ataque ao Euro. Antecipo-vos algo que na minha perspectiva terá probabilidades de acontecer. Sendo as três agências da rating Norte Americanas (apesar de a Fitch ter sido adquirida por capitais Franceses), num futuro próximo vão atacar a divida soberana dos Estados Unidos. Por uma razão muito simples: Politica. Todas estas agências estão conotadas com o partido Republicano. O ataque via deficit e divida publica, terá como alvo Barak Obama. Os americanos Republicanos ainda não digeriram a derrota, e muito menos o facto de serem conotados com o colapso da Economia, que paradoxalmente é o expoente máximo que legitima a sua ideologia. Mais grave ainda, registe-se o maior anacronismo dos tempos modernos: a nata dos reguladores financeiros promover o “tea Party’s” de Michele Backmann . Garanto-vos que até de J.W.Bush iríamos ter saudades.
Como dizia, vou–vos falar pela positiva. Começou bem o Primeiro Ministro na atitude. Já se percebeu que não vai sustentar a sua governação no lavar de roupa suja daqueles que o procederam. E porque isso é inédito é também notável. Tem estado bem, ao tentar tomar medidas coerentes com o que tinha defendido na campanha eleitoral. Exemplo pragmático: a extinção dos Governadores Civis. De aplaudir também a formatação do Governo em apenas 11 Ministros, sendo que metade são Independentes. Existente outros bons sinais e exemplos , como a plano da Privatizações ou noutro âmbito o fim das borlas de Agosto na ponte 25 abril , ou ainda o fim das outras “ pontes” ligadas aos feriados. Na constituição do governo, para além dos ilustres desconhecidos que me condiciono avaliar, destaco uma escolha certeira e irrepreensível. Paulo Macedo na Saúde. Não colocaria ninguém acima. Porque competente e Pragmático. E certeiro foi também o Ministério, que seguramente é o que gera mais desperdícios sem valor acrescentado para estado e utentes.
Antes de passar ao negativo, deixo-vos no meio, as tiradas populistas logo evitáveis. Refiro-me ao “decretar” viajar em “Economic”. Não dignifica o estatuto de PM. É Demagógico o PM do meu País viajar em “Economic” e qualquer “burro gesso” em “Business”. E veja-se o resultado , na cimeira Europeia era noticia esse “fait divers “ e não o que se jogava nos interesses do País
Deixo-vos agora o pessimismo de um optimista. Refiro-me ao patamar , dos Ministros que têm todas as condições de falhar , por culpa própria. Refiro-me ao novo Ministro da Educação e da Ministra da Justiça. Não por serem dois antigos “ódios de estimação” que há muito observo. A atitude é comum aos dois : eles intitulam-se como os iluminados, e todas as reformas que os outros fizeram foram um desgraça. Educação : garanto-vos que a historia reconhecerá a obra do Governo Sócrates protagonizada por Maria de Lurdes Rodrigues. O que li de Nuno Crato foi que tudo o que foi feito foi péssimo. Pergunto. Então foi péssimo as crianças agora permanecerem na escola com actividades extracurriculares até ás cinco da tarde? Foi péssimo a introdução do Inglês ? Foi má opção as aulas de substituição? Foi mau fechar as escolas com insucesso escolar, com poucos alunos e a mesma Professora em todos os anos lectivos? É péssimo ter uma das melhores taxas de cobertura no pré escolar em toda a União Europeia? É péssimo promover a avaliação de professores? É Péssimo a equidade escolar? É péssimo o ratio conseguido de pela primeira vez a escola incluir mais de 80% dos jovens dos 15 aos 19 anos? Pois bem, Nuno Crato diz-nos que o problema está nas maquinas de calcular, e por isso a escola precisa é de uma evolução (!?). Mais, diz-nos que só os talentosos a poderão frequentar. Exclusão em vez de Inclusão? Então é esse o novo Modelo? Talvez esta seja uma fractura ideológica. Para mim não se suscitam duvidas: a melhor das formas de promover o “elevador” da sociedade é através da escola Publica. O investimento na qualidade da escola Publica é o maior expoente da igualdade de oportunidades. Todas estas reformas eram reclamadas á décadas , mas agora foram concretizadas . Por isso o desconforto de muitos .
Quanto á Ministra da Justiça , os meus caros amigos estarão de longe muito mais creditados para fazer o “outlook” . Aguardo a vossa opinião para seguramente influenciar e formatar a minha. Mas deixo-vos esta dica : não vos parece Paula Teixeira Cruz a Ana Gomes lá do sitio ? Pelo menos em termos de “arruaça” a diferença não é grande!
Mas o mais surpreendente que este governo nos brindou foi o imposto extraordinário com formula de calculo indexada ao Subsidio de Natal. Primeiro , cuidado que não é 50% do 13ºmês , mas sim de todos os rendimentos. Já agora aqui fica a formula para os meus amigos : Total Rendimentos anuais (X) 1/14 (X) 50% (-) Ordenado mínimo . Mas vamos á questão Politica . O que ouvimos dizer vezes sem conta é que tudo se resolvia pela redução dos desperdícios e despesa do estado. O mais brilhante é que a solução de tudo estava nos «consumos intermédios do estado». Pois bem , onde está na prática a medida para a tão proclamada solução ? Quem são os Senhores
“consumos intermédios”? Onde estão os “savings”? Pois , pela boca morre o peixe. Não só foi pela via despesa do estado , nem via impostos do consumo , mas sim pela via do imposto sobre o Rendimento. Este seria ,na minha opinião, a ultima medida de recurso a ser executada. O ultimo patamar a ser sacrificado, uma vez que é pela via do trabalho que se incute ambição diferenciação e se gera riqueza. Assim é fácil ! Bem prega frei Tomás ....
Esta semana assisti ao concerto ao vivo dos Coldplay no Optimus alive. Um dos grandes êxitos da banda é o “Viva la Vida” – e eu transponho aqui para uma analogia bastante presente: “Viva o estado de Graça “- esqueçam a utopia dos consumos intermédios do estado !
Boas Ferias. Este ano vou estar em Cabo Verde , e seguramente recordar que 14 anos atrás estávamos aí a avaliar uma oportunidade de Investimento , com os queridos amigos : Cândido Serra, Jorge Cardoso , Luis Figueiredo . Tanta nostalgia ,...
Escrevam.
Um grande abraço
Joaquim
Pois bem, vamos aos factos que sustentam este extraordinário estado de Graça . O Primeiro Ministro propõem o populista Fernando Nobre para Presidente da AR, e em duas votações humilhantes não é eleito. E não o é pela sua própria maioria de coligação. A seguir nomeia uma ilustre desconhecida, e os analistas rendem-se. Não se percebe a quê e porquê. Mais, na constituição do Governo o PM leva seis negas (seis!), a seguir vêm as segundas escolhas, e mais uma vez os analistas vergam-se ao talento dos ilustres desconhecido. Vitor quê? Álvaro quantos? – Ninguém conhece mas são seguramente o supra sumo da Economia. Ou será da Economia das Universidades!? Meus queridos amigos Advogados e Engenheiros: aprendam esta lição: um Economista jamais deprecia um colega de profissão. Estes que agora estão no Governo passam a ser a referência! Querem um exemplo bastante análogo: lembram-se do Campos e Cunha (Primeiro Ministro das Finanças de Sócrates)? Recordam-se do que se dizia? Sim, que não havia ninguém mais dotado,.. mas pelos vistos bastaram os singelos meses para se confirmar o grande Bluff. Com os mesmos trunfos a história só se poderá repetir. O estado de Graça é total. Afinal agora parece que descobriram os problemas de contágio da Grécia e da Incapacidade da União Europeia. Antes, a culpa da crise, era da total responsabilidade do Governo Sócrates. Hoje a surpreendente a nova “onda” diz-nos que o problema é a falta de Liderança da Europa. Vasco Polido Valente dizia esta semana que a «Europa Morreu». Até Medina Carreira citava «agora o Problema de Portugal estará dependente do que se passar na Europa». Agora, antes não !?. Por favor poupem-nos a Inteligência! Ainda mais notável e surpreendente é o unanimíssimo voto de censura ás agências de notação financeira, mais precisamente á “Moody’s” . Cavaco, que ainda não deu uma para a caixa depois que foi reeleito, vem agora com lágrimas de crocodilo atacar o “dowgrade” do “rating” da Republica. É bom lembrar-mos da historia recente: O único factor de serenidade e confiança dado aos mercados foi o PEC IV , onde o “rating” desceu apenas e após a demissão do governo e da consequente instabilidade politica. Agora toda a gente acordou, reitero. Eu já aqui defendi o ataque irracional que o País estava a ser vitima – principalmente pelo objectivo ultimo no ataque ao Euro. Antecipo-vos algo que na minha perspectiva terá probabilidades de acontecer. Sendo as três agências da rating Norte Americanas (apesar de a Fitch ter sido adquirida por capitais Franceses), num futuro próximo vão atacar a divida soberana dos Estados Unidos. Por uma razão muito simples: Politica. Todas estas agências estão conotadas com o partido Republicano. O ataque via deficit e divida publica, terá como alvo Barak Obama. Os americanos Republicanos ainda não digeriram a derrota, e muito menos o facto de serem conotados com o colapso da Economia, que paradoxalmente é o expoente máximo que legitima a sua ideologia. Mais grave ainda, registe-se o maior anacronismo dos tempos modernos: a nata dos reguladores financeiros promover o “tea Party’s” de Michele Backmann . Garanto-vos que até de J.W.Bush iríamos ter saudades.
Como dizia, vou–vos falar pela positiva. Começou bem o Primeiro Ministro na atitude. Já se percebeu que não vai sustentar a sua governação no lavar de roupa suja daqueles que o procederam. E porque isso é inédito é também notável. Tem estado bem, ao tentar tomar medidas coerentes com o que tinha defendido na campanha eleitoral. Exemplo pragmático: a extinção dos Governadores Civis. De aplaudir também a formatação do Governo em apenas 11 Ministros, sendo que metade são Independentes. Existente outros bons sinais e exemplos , como a plano da Privatizações ou noutro âmbito o fim das borlas de Agosto na ponte 25 abril , ou ainda o fim das outras “ pontes” ligadas aos feriados. Na constituição do governo, para além dos ilustres desconhecidos que me condiciono avaliar, destaco uma escolha certeira e irrepreensível. Paulo Macedo na Saúde. Não colocaria ninguém acima. Porque competente e Pragmático. E certeiro foi também o Ministério, que seguramente é o que gera mais desperdícios sem valor acrescentado para estado e utentes.
Antes de passar ao negativo, deixo-vos no meio, as tiradas populistas logo evitáveis. Refiro-me ao “decretar” viajar em “Economic”. Não dignifica o estatuto de PM. É Demagógico o PM do meu País viajar em “Economic” e qualquer “burro gesso” em “Business”. E veja-se o resultado , na cimeira Europeia era noticia esse “fait divers “ e não o que se jogava nos interesses do País
Deixo-vos agora o pessimismo de um optimista. Refiro-me ao patamar , dos Ministros que têm todas as condições de falhar , por culpa própria. Refiro-me ao novo Ministro da Educação e da Ministra da Justiça. Não por serem dois antigos “ódios de estimação” que há muito observo. A atitude é comum aos dois : eles intitulam-se como os iluminados, e todas as reformas que os outros fizeram foram um desgraça. Educação : garanto-vos que a historia reconhecerá a obra do Governo Sócrates protagonizada por Maria de Lurdes Rodrigues. O que li de Nuno Crato foi que tudo o que foi feito foi péssimo. Pergunto. Então foi péssimo as crianças agora permanecerem na escola com actividades extracurriculares até ás cinco da tarde? Foi péssimo a introdução do Inglês ? Foi má opção as aulas de substituição? Foi mau fechar as escolas com insucesso escolar, com poucos alunos e a mesma Professora em todos os anos lectivos? É péssimo ter uma das melhores taxas de cobertura no pré escolar em toda a União Europeia? É péssimo promover a avaliação de professores? É Péssimo a equidade escolar? É péssimo o ratio conseguido de pela primeira vez a escola incluir mais de 80% dos jovens dos 15 aos 19 anos? Pois bem, Nuno Crato diz-nos que o problema está nas maquinas de calcular, e por isso a escola precisa é de uma evolução (!?). Mais, diz-nos que só os talentosos a poderão frequentar. Exclusão em vez de Inclusão? Então é esse o novo Modelo? Talvez esta seja uma fractura ideológica. Para mim não se suscitam duvidas: a melhor das formas de promover o “elevador” da sociedade é através da escola Publica. O investimento na qualidade da escola Publica é o maior expoente da igualdade de oportunidades. Todas estas reformas eram reclamadas á décadas , mas agora foram concretizadas . Por isso o desconforto de muitos .
Quanto á Ministra da Justiça , os meus caros amigos estarão de longe muito mais creditados para fazer o “outlook” . Aguardo a vossa opinião para seguramente influenciar e formatar a minha. Mas deixo-vos esta dica : não vos parece Paula Teixeira Cruz a Ana Gomes lá do sitio ? Pelo menos em termos de “arruaça” a diferença não é grande!
Mas o mais surpreendente que este governo nos brindou foi o imposto extraordinário com formula de calculo indexada ao Subsidio de Natal. Primeiro , cuidado que não é 50% do 13ºmês , mas sim de todos os rendimentos. Já agora aqui fica a formula para os meus amigos : Total Rendimentos anuais (X) 1/14 (X) 50% (-) Ordenado mínimo . Mas vamos á questão Politica . O que ouvimos dizer vezes sem conta é que tudo se resolvia pela redução dos desperdícios e despesa do estado. O mais brilhante é que a solução de tudo estava nos «consumos intermédios do estado». Pois bem , onde está na prática a medida para a tão proclamada solução ? Quem são os Senhores
“consumos intermédios”? Onde estão os “savings”? Pois , pela boca morre o peixe. Não só foi pela via despesa do estado , nem via impostos do consumo , mas sim pela via do imposto sobre o Rendimento. Este seria ,na minha opinião, a ultima medida de recurso a ser executada. O ultimo patamar a ser sacrificado, uma vez que é pela via do trabalho que se incute ambição diferenciação e se gera riqueza. Assim é fácil ! Bem prega frei Tomás ....
Esta semana assisti ao concerto ao vivo dos Coldplay no Optimus alive. Um dos grandes êxitos da banda é o “Viva la Vida” – e eu transponho aqui para uma analogia bastante presente: “Viva o estado de Graça “- esqueçam a utopia dos consumos intermédios do estado !
Boas Ferias. Este ano vou estar em Cabo Verde , e seguramente recordar que 14 anos atrás estávamos aí a avaliar uma oportunidade de Investimento , com os queridos amigos : Cândido Serra, Jorge Cardoso , Luis Figueiredo . Tanta nostalgia ,...
Escrevam.
Um grande abraço
Joaquim
sábado, 11 de junho de 2011
O Fim do ódio e da crise (!)
Parabéns aos vencedores da noite eleitoral. Não votei na mudança, mas simultaneamente sinto um grande alívio... Estão surpreendidos!? Não, não comungo de nenhum paradoxo ou contradição. Apenas uma razão muito simples: é duro, neste País, ser-se portador de uma mensagem pela positiva. É duro ser-se atacado por se valorizar os trunfos e as boas iniciativas. É duro ser-se atacado por se promover o mérito e o empreendedorismo dos que arriscam em detrimento dos que se desculpam todos os dias de não fazer. É duro estar em contra corrente e torcer pelas “energias” do País . Como vezes sem conta já referi, o inverso é o mais fácil. A antítese é praticar a cultura da maledicência, que nunca compromete. A Antítese é o Politicamente correcto que dá “longevidade” a quem só sabe invocar o miserabilismo. Ser-se preza desta corrente é alimentar o pior do País e as suas profecias da desgraça . Para mim, basta.
Mas, meus queridos amigos, o que nos entrou nos ouvidos a uma só voz pela oposição e em circuito fechado pela comunicação social foram duas mensagens “assassinas”: a primeira era que a crise está circunscrita a Portugal. A segunda é que existe um só responsável: Sócrates.
Pois bem Sócrates saiu e a crise acabou no Domingo (!!!). Hum,...pois, mas preparem-se para o descaramento que está para vir : vão agora descobrir a crise Internacional, e que é grave. Vão agora desculpar-se com as eventuais indexações á reestruturação da divida Grega. Haja pudor!
Encerrou-se também o capitulo do ódio. Dos que nunca souberam perder. Dos que jamais suportaram o sucesso dos adversários . Um exemplo : a grande “estadista” Manuela Ferreira Leite, profetizou em campanha eleitoral esta notável citação : «O Eng. Sócrates tem de sair a qualquer custo e de qualquer forma : não só do governo mas também da oposição». Eu completo o que a Srª queria dizer na sua plenitude, mas não teve coragem : «e a seguir, aniquilem-no como fizeram ao Bin Laden». Percebe-se o porquê deste mar de ódio ter acabado no Domingo !
Após Indisponibilidade de Antonio Costa (outros voos se proporcionarão), o bom senso leva-me a concluir que Pedro Passos Coelho é bastante mais capacitado que Antonio José seguro, mas uns degraus abaixo de Francisco Assis.
Pois bem, os que me conhecem sabem que ao meu País quero e desejo incondicionalmente o melhor. Boa sorte para quem agora governa, mas por favor não se desculpem pateticamente com as armas e argumentos com que atacaram os outros. Elevem o debate e a dignidade.
Um abraço a todos
Joaquim Marques
Mas, meus queridos amigos, o que nos entrou nos ouvidos a uma só voz pela oposição e em circuito fechado pela comunicação social foram duas mensagens “assassinas”: a primeira era que a crise está circunscrita a Portugal. A segunda é que existe um só responsável: Sócrates.
Pois bem Sócrates saiu e a crise acabou no Domingo (!!!). Hum,...pois, mas preparem-se para o descaramento que está para vir : vão agora descobrir a crise Internacional, e que é grave. Vão agora desculpar-se com as eventuais indexações á reestruturação da divida Grega. Haja pudor!
Encerrou-se também o capitulo do ódio. Dos que nunca souberam perder. Dos que jamais suportaram o sucesso dos adversários . Um exemplo : a grande “estadista” Manuela Ferreira Leite, profetizou em campanha eleitoral esta notável citação : «O Eng. Sócrates tem de sair a qualquer custo e de qualquer forma : não só do governo mas também da oposição». Eu completo o que a Srª queria dizer na sua plenitude, mas não teve coragem : «e a seguir, aniquilem-no como fizeram ao Bin Laden». Percebe-se o porquê deste mar de ódio ter acabado no Domingo !
Após Indisponibilidade de Antonio Costa (outros voos se proporcionarão), o bom senso leva-me a concluir que Pedro Passos Coelho é bastante mais capacitado que Antonio José seguro, mas uns degraus abaixo de Francisco Assis.
Pois bem, os que me conhecem sabem que ao meu País quero e desejo incondicionalmente o melhor. Boa sorte para quem agora governa, mas por favor não se desculpem pateticamente com as armas e argumentos com que atacaram os outros. Elevem o debate e a dignidade.
Um abraço a todos
Joaquim Marques
segunda-feira, 28 de março de 2011
A apoteose da irresponsabilidade
O governo caiu. Compreendo o contentamento de alguns, pelo facto de governar significar cada vez mais desagradar. Mais evidente ainda nas circunstancias actuais onde não existe alternativa á austeridade. Mas outros rejubilam-se. Celebram, amplamente, aqueles que culpam sempre os outros e o Governo pelas suas próprias frustrações. Pelo seus auto insucessos. Mas até quando ? Não, não haja ilusões porque os que estão para vir vão ser as suas próximas vitimas. Os cobardes nunca assumem seja o que for, não tomam partido de nada, não dão a cara para não tirarem a cabeça da areia. O problema, meus amigos, é que as reformas necessárias neste país são suportadas pela linguagem de “ tasca “ que invade a comunicação social através daqueles que têm a responsabilidade de ser a suposta massa critica do País . É impossível para um Governo minoritário vencer esta mediocridade. Quando os cobardes são os analistas e os fazedores de opinião está decretada a ruína duma sociedade.
Estive na Alemanha a semana passada. A semana que acabou em crise politica. Acompanhei á distancia os acontecimentos, logo longe do ruído habitual. Ouvi e li a impressa internacional, mas também a opinião dos meus colegas locais . A perplexidade era total. Os mais entendidos que acompanham e investem nos mercados, falavam do impulso no euro e das bolsas após o programa de austeridade apresentado pelo governo Português ( pec iv). O euro valorizava, os juros da divida soberana baixavam. A execução orçamental ultrapassava as expectativas , com um “superavit” histórico . As expectativas da cimeira europeia eram boas com intuito do FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) poder comprar directamente divida no mercado secundário, criando assim um tecto para os juros. A alternativa era (vai ser agora!) o FMI com juros acima dos 11% (como a Irlanda e Grécia). Tudo isto conjugado com o unanimíssimo coro de elogios de todas as instituições e quadrantes políticos : OCDE , União Europeia , Banco Mundial ,BCE, agências de notação financeira. Estava a ser bem feito o que devia ser feito.
Só que a seguir veio a bomba atómica. A oposição chumbava no parlamento o pec iv – na minha opinião, a apoteose da IRRESPONSABILIDADE. Foi como trabalhar duro, com muitos sacrifícios e a seguir morrer na praia. O castigo deveria ser severo, para que irrepetível. O senhor Presidente da Republica foi o primeiro incendiário desta tragédia, com aquele lapidar discurso de tomada de posse. Inédito discurso este, de um PR cheio de ódio. Faccioso em vez de aglutinador. Dividiu em vez de unir. Atacou em vez de reconciliar . Demagógico, ao pedir redução de despesa, mas com limite aos sacrifícios! Atacou o governo mas acabou por “entalar” e condicionar o PSD, não lhe dando qualquer espaço de manobra para negociar seja o que fosse. Tudo isto induziu na queda do governo. Veja-se o que aconteceu a seguir.... Não, os mercados não se enganam. As agencias de notação financeira cortaram dois níveis o rating do País, só com um único facto : a queda do governo. Pelos vistos só na mediocridade da opinião dos makers em Portugal é profetizava que o governo era o empecilho dos mercados ! (se não fosse trágico dava vontade de rir !) A Chanceler Angela Merkel fez uma violentíssima critica á oposição em Portugal . Estavam á espera de quê? Que sejam os contribuintes alemães a pagar pela irresponsabilidade dos meninos bonitos da oposição!? Ou será dos auto intitulados incorruptíveis e segundo os quais os outros têm que nascer duas vezes para lhe chegarem aos calcanhares !! Não penso que Cavaco fosse um mau Primeiro Ministro, mas tenho a certeza que está a ser um péssimo Presidente da Republica. O pior dos últimos. É ele o primeiro logo o principal responsável desta crise Politica.
Quando regressei e ainda no aeroporto liguei o radio. Não queria acreditar nas duas noticias que ocupavam o espaço mediático.
A primeira era que o líder da oposição , ainda com as orelhas a arder – pós raspanete em Bruxelas , defendeu a eventual subida do IVA . Como ? Então não tinha implorado uma semana atrás a redução da despesa do estado e proibição da subida de impostos ! Notável para quem ainda só está na oposição , mas já com tantas vertigens! Como já referenciei neste Fórum , penso que apesar de tudo Passos Coelho está um pouco acima da decadência progressiva dos últimos Lideres laranjas.
Mas a outra noticia era ainda mais Brutal : com um governo demissionário, apesar da ainda não dissolução da Assembleia da Republica pelo PR, a oposição no parlamento brinda-nos com a revogação da avaliação dos professores. Não cria acreditar em tal oportunismo Politico. Nem sequer se disfarça a caça ao voto corporativo e deferimento do interesse Nacional . Deixo as perguntas : como vão explicar aos professores que se esforçaram para ter boas notas ? Quem, partindo daqui, vai fazer reformas na educação? O poder ficou na rua e nos Sindicatos. A mensagem que fica é de Laxismo em vez de exigência. Facilitismo em vez de Ambição. Inacção em vez de Reformismo. Esta é a maior das ilusões, porque infantil e perigosa.
Sinceramente não me revejo neste patamar “reles”. A antítese e a solução é só uma : liderança forte. Esta não se cultiva, ajusta ou manipula. Ou se tem ou não tem. A mediocridade dos fazedores de opinião tentou “matar” este primeiro ministro , pare eles continuarem a sua carreira de suicídio para o país . Vou agora falar de Sócrates e da sua liderança .
Se ainda fosse hábito atribuir cognomes, Sócrates seria certamente recordado pelo de lutador.
Nenhum outro político, desde o 25 de Abril, sofreu tanto ataque, tanta censura, tanto ódio. Nenhum outro Politico foi tão determinado em inverter o status quo. Nenhum outro foi tão corajoso em enfrentar a corja dos interesses instalados e cooperativistas. Se não fosse brilhante não tinha resistido tanto tempo a gente que vive na chafurdice da intriga e da insinuação, e que têm como única arma para justificarem a sua própria nulidade, o ataque pessoal de quem avança e reforma . Atacar Sócrates dá direito a título em prol de vaidade pessoal. O resto dá sono. Aqui emerge Sócrates como um lutador , alguém que não cede ou abandona só porque é difícil ou impopular . Raros são os políticos com tamanha força de determinação. O que exaspera mais os seus opositores, pois a recente história portuguesa mostra como é mais fácil e compensador desistir. Fugir .
Tenho a certeza que depois de assentar a poeira, muitos farão a história. E aí irremediavelmente serão saudosistas do carisma de Sócrates como estadista. Veja-se, Sócrates quando chegou ao poder, o País estava em recessão e com uma crise orçamental. O país, não a Europa. A Europa estava em expansão económica. Nessa altura os Países do sul da Europa já tinham corrigido o padrão da economia. A nossa cadeia de valor assentava na mão de obra intensiva, sem valor acrescentado e competitividade. Assim, as nossa grandes referência eram a Grécia ( objecto de comparação e de lamurias) e a Irlanda ( esse grande modelo económico a seguir !) . Pois bem , chegamos a Março de 2011 , e o que aconteceu ?? A crise financeira mergulha a economia global na maior recessão da historia. Todos sem excepção (que não é novidade !) Nessa altura traçaram o destino do País. «que iria bater imediatamente na parede , que seria o primeiro a cair , que não iria existir dinheiro para pagar salários , e claro que a culpa da crise ( pasme-se !) era de Sócrates !etc,..etc» .
Pois bem, com a maior crise da história , com a necessidade de converter definitivamente o estrutura da economia e das exportações , com as reformas em curso na educação , saúde e administração publica , com um esforço simultâneo de investimento em energias alternativas e na modernização de país ( investimento significa Esforço agora ,para retorno no Futuro ), e com o ataque especulativo dos mercados ao euro , logo ás economias mais periféricas, .... Então o que aconteceu ? Qual foi resultado ? Todos esperavam o apocalipse ! Pois bem , o País resistiu e não entrou em bancarrota, nem foi resgatado . Não só não caiu, como foram os outros que se a afundaram. E porquê !!?? Porque Sócrates resistiu, lutou, trabalhou e puxou incondicionalmente pelo país. Procurou como uma energia impar o investimento externo , e a procura de diversificação da divida para aliviar os seus encargos . Tantas e tantas vezes era o único timoneiro, o resto, eram desculpas e incapacidade. Ou pura inveja e maledicência . Antes e depois do governo cair , convido os meus amigos a ler ou reler o que a imprensa internacional escreveu ( Wall Street Journal , FT , The NYT , WP , Die Zeit , Faz , El País, ABC, Figaro ,...). Estes não mudaram a tónica porquê o governo caiu, reconheceram-lhe mérito . Os mercados não são emotivos, mas brindam a competência. Cá dentro o importante era assassinar , ...o timoneiro. Sobram-me as palavras !!!!....
Fácil é falar mal . Ridículo é faze-lo permanentemente . Indecoroso é assumi-lo como uma cultura. Os que me conhecem bem, sabem que em nenhuma circunstancia me escondo. O que acabo de escrever é contra a maré, e o politicamente correcto. Fácil é ser-se pessimista e ir-se na onda . Ser-se optimista dá trabalho .
Não vejo a politica, como um clube de futebol . Se “mataram” o mais brilhante Politico da democracia Portuguesa , é-me agora indiferente quem vai ser ( á excepção de António Costa ) o novo Primeiro Ministro, seja : Passos Coelho , Francisco Assis , Rui Rio , Antonio Vitorino, Antonio Borges , Jose Seguro, Jaime Gama . Ou se quiserem num patamar de mediocridade : Ferreira Leite , Manuel Alegre , Marques Mendes , Maria Carrilho , Ana Gomes ,Aguiar Branco ,...
Deixo-vos, neste ultimo paragrafo, o pessimismo de um optimista – por isso conta muito.
Um grande abraço
Joaquim
Estive na Alemanha a semana passada. A semana que acabou em crise politica. Acompanhei á distancia os acontecimentos, logo longe do ruído habitual. Ouvi e li a impressa internacional, mas também a opinião dos meus colegas locais . A perplexidade era total. Os mais entendidos que acompanham e investem nos mercados, falavam do impulso no euro e das bolsas após o programa de austeridade apresentado pelo governo Português ( pec iv). O euro valorizava, os juros da divida soberana baixavam. A execução orçamental ultrapassava as expectativas , com um “superavit” histórico . As expectativas da cimeira europeia eram boas com intuito do FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) poder comprar directamente divida no mercado secundário, criando assim um tecto para os juros. A alternativa era (vai ser agora!) o FMI com juros acima dos 11% (como a Irlanda e Grécia). Tudo isto conjugado com o unanimíssimo coro de elogios de todas as instituições e quadrantes políticos : OCDE , União Europeia , Banco Mundial ,BCE, agências de notação financeira. Estava a ser bem feito o que devia ser feito.
Só que a seguir veio a bomba atómica. A oposição chumbava no parlamento o pec iv – na minha opinião, a apoteose da IRRESPONSABILIDADE. Foi como trabalhar duro, com muitos sacrifícios e a seguir morrer na praia. O castigo deveria ser severo, para que irrepetível. O senhor Presidente da Republica foi o primeiro incendiário desta tragédia, com aquele lapidar discurso de tomada de posse. Inédito discurso este, de um PR cheio de ódio. Faccioso em vez de aglutinador. Dividiu em vez de unir. Atacou em vez de reconciliar . Demagógico, ao pedir redução de despesa, mas com limite aos sacrifícios! Atacou o governo mas acabou por “entalar” e condicionar o PSD, não lhe dando qualquer espaço de manobra para negociar seja o que fosse. Tudo isto induziu na queda do governo. Veja-se o que aconteceu a seguir.... Não, os mercados não se enganam. As agencias de notação financeira cortaram dois níveis o rating do País, só com um único facto : a queda do governo. Pelos vistos só na mediocridade da opinião dos makers em Portugal é profetizava que o governo era o empecilho dos mercados ! (se não fosse trágico dava vontade de rir !) A Chanceler Angela Merkel fez uma violentíssima critica á oposição em Portugal . Estavam á espera de quê? Que sejam os contribuintes alemães a pagar pela irresponsabilidade dos meninos bonitos da oposição!? Ou será dos auto intitulados incorruptíveis e segundo os quais os outros têm que nascer duas vezes para lhe chegarem aos calcanhares !! Não penso que Cavaco fosse um mau Primeiro Ministro, mas tenho a certeza que está a ser um péssimo Presidente da Republica. O pior dos últimos. É ele o primeiro logo o principal responsável desta crise Politica.
Quando regressei e ainda no aeroporto liguei o radio. Não queria acreditar nas duas noticias que ocupavam o espaço mediático.
A primeira era que o líder da oposição , ainda com as orelhas a arder – pós raspanete em Bruxelas , defendeu a eventual subida do IVA . Como ? Então não tinha implorado uma semana atrás a redução da despesa do estado e proibição da subida de impostos ! Notável para quem ainda só está na oposição , mas já com tantas vertigens! Como já referenciei neste Fórum , penso que apesar de tudo Passos Coelho está um pouco acima da decadência progressiva dos últimos Lideres laranjas.
Mas a outra noticia era ainda mais Brutal : com um governo demissionário, apesar da ainda não dissolução da Assembleia da Republica pelo PR, a oposição no parlamento brinda-nos com a revogação da avaliação dos professores. Não cria acreditar em tal oportunismo Politico. Nem sequer se disfarça a caça ao voto corporativo e deferimento do interesse Nacional . Deixo as perguntas : como vão explicar aos professores que se esforçaram para ter boas notas ? Quem, partindo daqui, vai fazer reformas na educação? O poder ficou na rua e nos Sindicatos. A mensagem que fica é de Laxismo em vez de exigência. Facilitismo em vez de Ambição. Inacção em vez de Reformismo. Esta é a maior das ilusões, porque infantil e perigosa.
Sinceramente não me revejo neste patamar “reles”. A antítese e a solução é só uma : liderança forte. Esta não se cultiva, ajusta ou manipula. Ou se tem ou não tem. A mediocridade dos fazedores de opinião tentou “matar” este primeiro ministro , pare eles continuarem a sua carreira de suicídio para o país . Vou agora falar de Sócrates e da sua liderança .
Se ainda fosse hábito atribuir cognomes, Sócrates seria certamente recordado pelo de lutador.
Nenhum outro político, desde o 25 de Abril, sofreu tanto ataque, tanta censura, tanto ódio. Nenhum outro Politico foi tão determinado em inverter o status quo. Nenhum outro foi tão corajoso em enfrentar a corja dos interesses instalados e cooperativistas. Se não fosse brilhante não tinha resistido tanto tempo a gente que vive na chafurdice da intriga e da insinuação, e que têm como única arma para justificarem a sua própria nulidade, o ataque pessoal de quem avança e reforma . Atacar Sócrates dá direito a título em prol de vaidade pessoal. O resto dá sono. Aqui emerge Sócrates como um lutador , alguém que não cede ou abandona só porque é difícil ou impopular . Raros são os políticos com tamanha força de determinação. O que exaspera mais os seus opositores, pois a recente história portuguesa mostra como é mais fácil e compensador desistir. Fugir .
Tenho a certeza que depois de assentar a poeira, muitos farão a história. E aí irremediavelmente serão saudosistas do carisma de Sócrates como estadista. Veja-se, Sócrates quando chegou ao poder, o País estava em recessão e com uma crise orçamental. O país, não a Europa. A Europa estava em expansão económica. Nessa altura os Países do sul da Europa já tinham corrigido o padrão da economia. A nossa cadeia de valor assentava na mão de obra intensiva, sem valor acrescentado e competitividade. Assim, as nossa grandes referência eram a Grécia ( objecto de comparação e de lamurias) e a Irlanda ( esse grande modelo económico a seguir !) . Pois bem , chegamos a Março de 2011 , e o que aconteceu ?? A crise financeira mergulha a economia global na maior recessão da historia. Todos sem excepção (que não é novidade !) Nessa altura traçaram o destino do País. «que iria bater imediatamente na parede , que seria o primeiro a cair , que não iria existir dinheiro para pagar salários , e claro que a culpa da crise ( pasme-se !) era de Sócrates !etc,..etc» .
Pois bem, com a maior crise da história , com a necessidade de converter definitivamente o estrutura da economia e das exportações , com as reformas em curso na educação , saúde e administração publica , com um esforço simultâneo de investimento em energias alternativas e na modernização de país ( investimento significa Esforço agora ,para retorno no Futuro ), e com o ataque especulativo dos mercados ao euro , logo ás economias mais periféricas, .... Então o que aconteceu ? Qual foi resultado ? Todos esperavam o apocalipse ! Pois bem , o País resistiu e não entrou em bancarrota, nem foi resgatado . Não só não caiu, como foram os outros que se a afundaram. E porquê !!?? Porque Sócrates resistiu, lutou, trabalhou e puxou incondicionalmente pelo país. Procurou como uma energia impar o investimento externo , e a procura de diversificação da divida para aliviar os seus encargos . Tantas e tantas vezes era o único timoneiro, o resto, eram desculpas e incapacidade. Ou pura inveja e maledicência . Antes e depois do governo cair , convido os meus amigos a ler ou reler o que a imprensa internacional escreveu ( Wall Street Journal , FT , The NYT , WP , Die Zeit , Faz , El País, ABC, Figaro ,...). Estes não mudaram a tónica porquê o governo caiu, reconheceram-lhe mérito . Os mercados não são emotivos, mas brindam a competência. Cá dentro o importante era assassinar , ...o timoneiro. Sobram-me as palavras !!!!....
Fácil é falar mal . Ridículo é faze-lo permanentemente . Indecoroso é assumi-lo como uma cultura. Os que me conhecem bem, sabem que em nenhuma circunstancia me escondo. O que acabo de escrever é contra a maré, e o politicamente correcto. Fácil é ser-se pessimista e ir-se na onda . Ser-se optimista dá trabalho .
Não vejo a politica, como um clube de futebol . Se “mataram” o mais brilhante Politico da democracia Portuguesa , é-me agora indiferente quem vai ser ( á excepção de António Costa ) o novo Primeiro Ministro, seja : Passos Coelho , Francisco Assis , Rui Rio , Antonio Vitorino, Antonio Borges , Jose Seguro, Jaime Gama . Ou se quiserem num patamar de mediocridade : Ferreira Leite , Manuel Alegre , Marques Mendes , Maria Carrilho , Ana Gomes ,Aguiar Branco ,...
Deixo-vos, neste ultimo paragrafo, o pessimismo de um optimista – por isso conta muito.
Um grande abraço
Joaquim
domingo, 20 de março de 2011
Geração à Rasca - A Nossa Culpa
Meus queridos amigos,
Hoje deixo-vos um texto que me foi endereçado , e que anda a circular na Internet e cuja autoria tem, ao que parece, suscitado muita celeuma. Como compreendo o anonimato ! Hoje é proibido desalinhar no ataque , na censura e no ódio a quem luta , resiste e trabalha. No Estado Novo a critica era censurada , hoje é proibido apoiar as boas iniciativas e reformas de quem liderada . Mas o maior paradoxo é o facto de jornalistas e comentadores se confundirem cada vez mais uns com os outros e funcionam em circuito fechado. Antes existiam heróis com massa critica , apesar da clandestinidade, hoje somos brindados com o “lixo” de Manuela Moura Guedes(só para dar um exemplo brutalmente representativo ).
Aqui fica, revejo-me em absoluto :
Geração à Rasca - A Nossa Culpa
Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a geração actualmente entre os 30 e os 50 anos vingaram-se da forma em que foram criados, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse.
Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos phones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou.
Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada;
uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso.
Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento.
Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.
Hoje deixo-vos um texto que me foi endereçado , e que anda a circular na Internet e cuja autoria tem, ao que parece, suscitado muita celeuma. Como compreendo o anonimato ! Hoje é proibido desalinhar no ataque , na censura e no ódio a quem luta , resiste e trabalha. No Estado Novo a critica era censurada , hoje é proibido apoiar as boas iniciativas e reformas de quem liderada . Mas o maior paradoxo é o facto de jornalistas e comentadores se confundirem cada vez mais uns com os outros e funcionam em circuito fechado. Antes existiam heróis com massa critica , apesar da clandestinidade, hoje somos brindados com o “lixo” de Manuela Moura Guedes(só para dar um exemplo brutalmente representativo ).
Aqui fica, revejo-me em absoluto :
Geração à Rasca - A Nossa Culpa
Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a geração actualmente entre os 30 e os 50 anos vingaram-se da forma em que foram criados, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse.
Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos phones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou.
Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada;
uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso.
Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento.
Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.
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