sábado, 11 de junho de 2011

O Fim do ódio e da crise (!)

Parabéns aos vencedores da noite eleitoral. Não votei na mudança, mas simultaneamente sinto um grande alívio... Estão surpreendidos!? Não, não comungo de nenhum paradoxo ou contradição. Apenas uma razão muito simples: é duro, neste País, ser-se portador de uma mensagem pela positiva. É duro ser-se atacado por se valorizar os trunfos e as boas iniciativas. É duro ser-se atacado por se promover o mérito e o empreendedorismo dos que arriscam em detrimento dos que se desculpam todos os dias de não fazer. É duro estar em contra corrente e torcer pelas “energias” do País . Como vezes sem conta já referi, o inverso é o mais fácil. A antítese é praticar a cultura da maledicência, que nunca compromete. A Antítese é o Politicamente correcto que dá “longevidade” a quem só sabe invocar o miserabilismo. Ser-se preza desta corrente é alimentar o pior do País e as suas profecias da desgraça . Para mim, basta.

Mas, meus queridos amigos, o que nos entrou nos ouvidos a uma só voz pela oposição e em circuito fechado pela comunicação social foram duas mensagens “assassinas”: a primeira era que a crise está circunscrita a Portugal. A segunda é que existe um só responsável: Sócrates.
Pois bem Sócrates saiu e a crise acabou no Domingo (!!!). Hum,...pois, mas preparem-se para o descaramento que está para vir : vão agora descobrir a crise Internacional, e que é grave. Vão agora desculpar-se com as eventuais indexações á reestruturação da divida Grega. Haja pudor!
Encerrou-se também o capitulo do ódio. Dos que nunca souberam perder. Dos que jamais suportaram o sucesso dos adversários . Um exemplo : a grande “estadista” Manuela Ferreira Leite, profetizou em campanha eleitoral esta notável citação : «O Eng. Sócrates tem de sair a qualquer custo e de qualquer forma : não só do governo mas também da oposição». Eu completo o que a Srª queria dizer na sua plenitude, mas não teve coragem : «e a seguir, aniquilem-no como fizeram ao Bin Laden». Percebe-se o porquê deste mar de ódio ter acabado no Domingo !

Após Indisponibilidade de Antonio Costa (outros voos se proporcionarão), o bom senso leva-me a concluir que Pedro Passos Coelho é bastante mais capacitado que Antonio José seguro, mas uns degraus abaixo de Francisco Assis.
Pois bem, os que me conhecem sabem que ao meu País quero e desejo incondicionalmente o melhor. Boa sorte para quem agora governa, mas por favor não se desculpem pateticamente com as armas e argumentos com que atacaram os outros. Elevem o debate e a dignidade.

Um abraço a todos
Joaquim Marques

segunda-feira, 28 de março de 2011

A apoteose da irresponsabilidade

O governo caiu. Compreendo o contentamento de alguns, pelo facto de governar significar cada vez mais desagradar. Mais evidente ainda nas circunstancias actuais onde não existe alternativa á austeridade. Mas outros rejubilam-se. Celebram, amplamente, aqueles que culpam sempre os outros e o Governo pelas suas próprias frustrações. Pelo seus auto insucessos. Mas até quando ? Não, não haja ilusões porque os que estão para vir vão ser as suas próximas vitimas. Os cobardes nunca assumem seja o que for, não tomam partido de nada, não dão a cara para não tirarem a cabeça da areia. O problema, meus amigos, é que as reformas necessárias neste país são suportadas pela linguagem de “ tasca “ que invade a comunicação social através daqueles que têm a responsabilidade de ser a suposta massa critica do País . É impossível para um Governo minoritário vencer esta mediocridade. Quando os cobardes são os analistas e os fazedores de opinião está decretada a ruína duma sociedade.

Estive na Alemanha a semana passada. A semana que acabou em crise politica. Acompanhei á distancia os acontecimentos, logo longe do ruído habitual. Ouvi e li a impressa internacional, mas também a opinião dos meus colegas locais . A perplexidade era total. Os mais entendidos que acompanham e investem nos mercados, falavam do impulso no euro e das bolsas após o programa de austeridade apresentado pelo governo Português ( pec iv). O euro valorizava, os juros da divida soberana baixavam. A execução orçamental ultrapassava as expectativas , com um “superavit” histórico . As expectativas da cimeira europeia eram boas com intuito do FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) poder comprar directamente divida no mercado secundário, criando assim um tecto para os juros. A alternativa era (vai ser agora!) o FMI com juros acima dos 11% (como a Irlanda e Grécia). Tudo isto conjugado com o unanimíssimo coro de elogios de todas as instituições e quadrantes políticos : OCDE , União Europeia , Banco Mundial ,BCE, agências de notação financeira. Estava a ser bem feito o que devia ser feito.

Só que a seguir veio a bomba atómica. A oposição chumbava no parlamento o pec iv – na minha opinião, a apoteose da IRRESPONSABILIDADE. Foi como trabalhar duro, com muitos sacrifícios e a seguir morrer na praia. O castigo deveria ser severo, para que irrepetível. O senhor Presidente da Republica foi o primeiro incendiário desta tragédia, com aquele lapidar discurso de tomada de posse. Inédito discurso este, de um PR cheio de ódio. Faccioso em vez de aglutinador. Dividiu em vez de unir. Atacou em vez de reconciliar . Demagógico, ao pedir redução de despesa, mas com limite aos sacrifícios! Atacou o governo mas acabou por “entalar” e condicionar o PSD, não lhe dando qualquer espaço de manobra para negociar seja o que fosse. Tudo isto induziu na queda do governo. Veja-se o que aconteceu a seguir.... Não, os mercados não se enganam. As agencias de notação financeira cortaram dois níveis o rating do País, só com um único facto : a queda do governo. Pelos vistos só na mediocridade da opinião dos makers em Portugal é profetizava que o governo era o empecilho dos mercados ! (se não fosse trágico dava vontade de rir !) A Chanceler Angela Merkel fez uma violentíssima critica á oposição em Portugal . Estavam á espera de quê? Que sejam os contribuintes alemães a pagar pela irresponsabilidade dos meninos bonitos da oposição!? Ou será dos auto intitulados incorruptíveis e segundo os quais os outros têm que nascer duas vezes para lhe chegarem aos calcanhares !! Não penso que Cavaco fosse um mau Primeiro Ministro, mas tenho a certeza que está a ser um péssimo Presidente da Republica. O pior dos últimos. É ele o primeiro logo o principal responsável desta crise Politica.

Quando regressei e ainda no aeroporto liguei o radio. Não queria acreditar nas duas noticias que ocupavam o espaço mediático.
A primeira era que o líder da oposição , ainda com as orelhas a arder – pós raspanete em Bruxelas , defendeu a eventual subida do IVA . Como ? Então não tinha implorado uma semana atrás a redução da despesa do estado e proibição da subida de impostos ! Notável para quem ainda só está na oposição , mas já com tantas vertigens! Como já referenciei neste Fórum , penso que apesar de tudo Passos Coelho está um pouco acima da decadência progressiva dos últimos Lideres laranjas.
Mas a outra noticia era ainda mais Brutal : com um governo demissionário, apesar da ainda não dissolução da Assembleia da Republica pelo PR, a oposição no parlamento brinda-nos com a revogação da avaliação dos professores. Não cria acreditar em tal oportunismo Politico. Nem sequer se disfarça a caça ao voto corporativo e deferimento do interesse Nacional . Deixo as perguntas : como vão explicar aos professores que se esforçaram para ter boas notas ? Quem, partindo daqui, vai fazer reformas na educação? O poder ficou na rua e nos Sindicatos. A mensagem que fica é de Laxismo em vez de exigência. Facilitismo em vez de Ambição. Inacção em vez de Reformismo. Esta é a maior das ilusões, porque infantil e perigosa.

Sinceramente não me revejo neste patamar “reles”. A antítese e a solução é só uma : liderança forte. Esta não se cultiva, ajusta ou manipula. Ou se tem ou não tem. A mediocridade dos fazedores de opinião tentou “matar” este primeiro ministro , pare eles continuarem a sua carreira de suicídio para o país . Vou agora falar de Sócrates e da sua liderança .
Se ainda fosse hábito atribuir cognomes, Sócrates seria certamente recordado pelo de lutador.
Nenhum outro político, desde o 25 de Abril, sofreu tanto ataque, tanta censura, tanto ódio. Nenhum outro Politico foi tão determinado em inverter o status quo. Nenhum outro foi tão corajoso em enfrentar a corja dos interesses instalados e cooperativistas. Se não fosse brilhante não tinha resistido tanto tempo a gente que vive na chafurdice da intriga e da insinuação, e que têm como única arma para justificarem a sua própria nulidade, o ataque pessoal de quem avança e reforma . Atacar Sócrates dá direito a título em prol de vaidade pessoal. O resto dá sono. Aqui emerge Sócrates como um lutador , alguém que não cede ou abandona só porque é difícil ou impopular . Raros são os políticos com tamanha força de determinação. O que exaspera mais os seus opositores, pois a recente história portuguesa mostra como é mais fácil e compensador desistir. Fugir .

Tenho a certeza que depois de assentar a poeira, muitos farão a história. E aí irremediavelmente serão saudosistas do carisma de Sócrates como estadista. Veja-se, Sócrates quando chegou ao poder, o País estava em recessão e com uma crise orçamental. O país, não a Europa. A Europa estava em expansão económica. Nessa altura os Países do sul da Europa já tinham corrigido o padrão da economia. A nossa cadeia de valor assentava na mão de obra intensiva, sem valor acrescentado e competitividade. Assim, as nossa grandes referência eram a Grécia ( objecto de comparação e de lamurias) e a Irlanda ( esse grande modelo económico a seguir !) . Pois bem , chegamos a Março de 2011 , e o que aconteceu ?? A crise financeira mergulha a economia global na maior recessão da historia. Todos sem excepção (que não é novidade !) Nessa altura traçaram o destino do País. «que iria bater imediatamente na parede , que seria o primeiro a cair , que não iria existir dinheiro para pagar salários , e claro que a culpa da crise ( pasme-se !) era de Sócrates !etc,..etc» .

Pois bem, com a maior crise da história , com a necessidade de converter definitivamente o estrutura da economia e das exportações , com as reformas em curso na educação , saúde e administração publica , com um esforço simultâneo de investimento em energias alternativas e na modernização de país ( investimento significa Esforço agora ,para retorno no Futuro ), e com o ataque especulativo dos mercados ao euro , logo ás economias mais periféricas, .... Então o que aconteceu ? Qual foi resultado ? Todos esperavam o apocalipse ! Pois bem , o País resistiu e não entrou em bancarrota, nem foi resgatado . Não só não caiu, como foram os outros que se a afundaram. E porquê !!?? Porque Sócrates resistiu, lutou, trabalhou e puxou incondicionalmente pelo país. Procurou como uma energia impar o investimento externo , e a procura de diversificação da divida para aliviar os seus encargos . Tantas e tantas vezes era o único timoneiro, o resto, eram desculpas e incapacidade. Ou pura inveja e maledicência . Antes e depois do governo cair , convido os meus amigos a ler ou reler o que a imprensa internacional escreveu ( Wall Street Journal , FT , The NYT , WP , Die Zeit , Faz , El País, ABC, Figaro ,...). Estes não mudaram a tónica porquê o governo caiu, reconheceram-lhe mérito . Os mercados não são emotivos, mas brindam a competência. Cá dentro o importante era assassinar , ...o timoneiro. Sobram-me as palavras !!!!....

Fácil é falar mal . Ridículo é faze-lo permanentemente . Indecoroso é assumi-lo como uma cultura. Os que me conhecem bem, sabem que em nenhuma circunstancia me escondo. O que acabo de escrever é contra a maré, e o politicamente correcto. Fácil é ser-se pessimista e ir-se na onda . Ser-se optimista dá trabalho .
Não vejo a politica, como um clube de futebol . Se “mataram” o mais brilhante Politico da democracia Portuguesa , é-me agora indiferente quem vai ser ( á excepção de António Costa ) o novo Primeiro Ministro, seja : Passos Coelho , Francisco Assis , Rui Rio , Antonio Vitorino, Antonio Borges , Jose Seguro, Jaime Gama . Ou se quiserem num patamar de mediocridade : Ferreira Leite , Manuel Alegre , Marques Mendes , Maria Carrilho , Ana Gomes ,Aguiar Branco ,...

Deixo-vos, neste ultimo paragrafo, o pessimismo de um optimista – por isso conta muito.


Um grande abraço
Joaquim

domingo, 20 de março de 2011

Geração à Rasca - A Nossa Culpa

Meus queridos amigos,

Hoje deixo-vos um texto que me foi endereçado , e que anda a circular na Internet e cuja autoria tem, ao que parece, suscitado muita celeuma. Como compreendo o anonimato ! Hoje é proibido desalinhar no ataque , na censura e no ódio a quem luta , resiste e trabalha. No Estado Novo a critica era censurada , hoje é proibido apoiar as boas iniciativas e reformas de quem liderada . Mas o maior paradoxo é o facto de jornalistas e comentadores se confundirem cada vez mais uns com os outros e funcionam em circuito fechado. Antes existiam heróis com massa critica , apesar da clandestinidade, hoje somos brindados com o “lixo” de Manuela Moura Guedes(só para dar um exemplo brutalmente representativo ).
Aqui fica, revejo-me em absoluto :



Geração à Rasca - A Nossa Culpa

Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.

Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a geração actualmente entre os 30 e os 50 anos vingaram-se da forma em que foram criados, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse.

Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos phones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou.

Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada;

uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso.

Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento.

Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.

Pode ser que nada/ninguém seja assim.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Massa Critica: é possível descer mais baixo?

Convido e incentivo os meus queridos amigos a voltar participar neste blogue. Vão a seguir perceber porque relevo muito mais o que escrevem, mesmo muitas vezes discordando, do que em contraponto com a mediocridade crescente de analistas e comentadores que assentou na nossa Praça. Há anos que tenho a percepção desta “catástrofe”, mas infelizmente e definitivamente bateu agora no fundo.

Os Vencidos da Vida criaram esta moda snob de falar mal do País incondicionalmente.
É ridículo o Provincianismo, dos mesmos, no deslumbramento de tudo que é “de lá de fora”. É parola esta tertúlia chique e cheia de clichés. Os vencidos da vida, porque foram derrotados ou preveligiados pelo sistema ,têm que agora auto responsabilizar sempre os outros pelos seus fracassos. Como desculpariam a suas frustrações pessoais e profissionais se não existisse por exemplo um Governo ? seja ele qual for , independente da cor politica ?! . Evocam permanentemente o colapso e a falência do País. Mas falham sempre no alvo. Ainda por cima quando há uma crise global ( até já os Marroquinos perceberam melhor !), e Portugal não se afundou como tanto eles anteciparam e desejaram. A mim ainda me perplexa o facto de nas empresas algumas/poucas pessoas não irem a contas , mas o que mais me impressiona é estes senhores nunca serem questionados . Não admira , assim , a proliferação de Politólogos (essa nova profissão com mercado garantido !)

O exemplo acabado que valida o que acabo de escrever tem a haver com a transferência
de Manuela Moura Guedes para a SIC . Mais concretamente : a transferência da pior Jornalista da historia da democracia, para o maior símbolo de Independência e qualidade da comunicação social. Como é possível esta transposição? Por favor, quem pode explicar este antagonismo? Quem aceita este paradoxo? Concordarão , que não é possível descer mais abaixo...

Deixo-vos outro exemplo bem recente . O Presidente da Câmara de Coimbra, abandonou o cargo porque estava farto do Governo. O que eu pergunto, e que não vi escrito ou defendido por ninguém, é o seguinte: Porque é que este senhor não explica o facto incontornável de Coimbra ter ficado para trás em comparação com as suas cidades vizinhas : Aveiro, Viseu e Leiria ?! Não parece ter sido por questões Politicas olhando para as três cidades que referenciei. Pois é , o dinamismo e sucesso destas 3 cidades não se coaduna com a cultura das desculpas e da Incompetência . Mas notaram que os supostos críticos reviram-se neste choradinho. Os notáveis para a comunicação social são os coitadinhos e os pedantes, e não quem apresenta resultados. Definitivamente, todos os caminhos vão dar ao mesmo....


E este é outra vez definitivamente o principal problema do País : a ausência de uma massa critica que Influencie e Incentive o Mérito com bons exemplos transversais a todos os patamares da sociedade Portuguesa. Inversamente o que temos é o Invocar do miserabilismo, da desgraça alheira e da Inveja de quem vence. Um exemplo desta catástrofe cultural : Ontem li que de um estudo de opinião os Portugueses poupariam mais nesta quadra Natalícia. A seguir os movimentos de pagamentos electrónicas mostram o Inverso. Nada de novo , a mentalidade incutida nos Portugueses tem prepotência para a desgraça ( se possível alheia) e paixão pela crise , mesmo quando e objectivamente a realidade mostra ser diferente .

Se este é o “statement” a que chegamos, eu reconheço que começo a ficar também rendido. Compro desde á 25 anos religiosamente o Semanário Expresso , e nos últimos anos simultaneamente o Sol e o Expresso. A cerca de dois meses deixei de o fazer. É tempo de dizer : BASTA . O tónico da degradação chegou também aos Jornais de Referencia , pelo que me poupa falar dos outros . Esta teia contaminou o agora também telelixo dos Canais de Informação. Para mim a única excepção é agora a RTPN ou o flash de noticias “Hoje” na RTP 2. É Deplorável ver todos dias o cinismo e o mau
Profissionalismo de Mário Crespo. Imaginem agora em dupla com a M.M. Guedes... Terror por Terror, Ficção por Ficção prefiro ver agora as series da FOX .

É difícil remar e Inverter a maré. Eu reconheço que não tenho mais “pachorra” .
Por isso acabo onde comecei : escrevam mais, tragam mais amigos, critiquem , falem bem e falem mal ,diabolizem se for o caso, mas não comunguem do actual establishment .

Um Grande Abraço
Bom Natal e um excelente 2011

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Novas oportunidades

Á partida não me repugnam sistemas menos convencionais de habilitar cidadãos a estar preparados para a Universidade. Daí não me ter apercebido da potencial injustiça que o programa em título pode criar, bem como o ser um outro foco do vício do facilitismo bem á moda dos portugueses.
Ora a verdade é que foi possível a centenas de estudantes apenas com um exame, embora em iguais condições que os outros candidatos, entrarem na Universidade sem terem passado pelos bancos do liceu durante anos como todos os outros.
A ser assim não se pode justificar que , em condições normais, os alunos precisem de 12 anos de ferquência da escola e bom aproveitamento para conseguirem concorrer ás universidades.
Não faltará que no futuro toda a gente prefira este "atalho" em lugar de terem que estudar e "aturar" a frequencia das auas por período tão dilatado.
Eis como uma boa ideia e com o mérito de desfazer desigualdes, acba ela própria por criar injustiça e discriminação.
Donde se conclue que as ideias meritórias precisam de gente competente para as implementar, senão acbam por ter consequências perversas e mesmo contraditórias com os objectivos que prosseguem.

Ainda os políticos

A forma trauliteira e irresponsável utilizada pelos políticos portugueses na sua ânsia para manipularem os eleitores por forma a estarem no Poder, é por demais evidente e a vergonha não existe.
O secretário geral da OCDE veio a Lisboa analisar com as autoridades portuguesas, como é habitual, a situação da economia e as medidas tomadas e a tomar para debelar a presente crise.
É claro que toda a gente respeita a OCDE como fonte competente e avisada como até o próprio Presidente da Republica reconheceu ao aconselhar os políticos e economistas portugueses a analisar o respectivo realtório.
É evidente que o Dr Nogueira Leite, pelo contrário, decidiu atacar o referido senhor acusando-o de ter vindo a Portugal fazer a apologia do Governo e do PS , já que as conclusões da OCDE vinham na mesma direcçao que o Governo , seu inimigi figadal.
Eis como se passam as coisas em Portugal.
Se a referida organização se pronunciasse contra as opçoes do Governo ,certamente teria a atenção e até a veneração do Dr Leite.
É realmente impensável que os políticos portugueses que tão afanosamente colaboram para gerar a instabilidade e a pressão dos mercados seja desmentidos por estrangeiros aparentemente mais preocupados com Portugal que os próprios portugueses.
É claro que o Dr Leite tem o direito de não concordar~, eu próprio também não estou de acordo com tdo o que foi dito. o QUE NÃO TEM O DIREITO É DIFAMAR O TAL SENHOR. Porque carga de água é que a OCDE teria interesse a "fazer o jogo" de qualquer partido político ou governo em qualquer parte do mundo ?
O prestígio da OCDE não existiria se essa fosse a sua forma de actuar.
Eis como pessoas inteligentes e competentes como parece ser o Dr Leite, quando enfeudados a partidos, ou perdem a sua autonomia técnica e intelectual passando a defender as posições so partido a todo o transe, ou passam a sofrer do sectarismo partidário mais abjecto ou finalmente a ânsia do tacho é tão grande que perdem quaisquer escrúpulos intelectuais.
O Dr Nogueira Leite para mim deixou de ser um reputado economista cujas opiniões ouvia e lia com respeito para se tornar em outro aparatchic . É uma pena !

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A selecçao

Já aqui escrevi que não gosto do Queiróz que o acho vaidoso e incompetente e ainda gosto menos do contrato com ele feito pela Federação.
o processo que lhe foi feito é no mínimo vergonhoso e mostra a baixesa das pessoas.
Primeiro, os senhores da ADOP, só após muitas semanas é que se lembraram que o senhor tinha sido malcriado e ainda tinha causado problemas nas colheitas aos jogadores porque os médicos, coitadinhos, estavam perturbados com a linguagem vicentina do seleccionador !
Depois, o Conselho de Disciplina castigou o indivíduo porque foi malcriado mas ilbou-o da acusaçã de ter interferido com a colheita aos jogadores.
A ADOP não gostou e avocando o processo o que aparentemente é permitido por lei mas que é claramente inconstitucional (já que julga em casa própria e portato não se compreende o envio da queixa para a Federação já que , se não concordar comas deliberações da FPF, pode sempre avocar o processo !!!), resolveu dar um castigo exmplar ao seleccionador proibindo-o entretanto de treinar ( o que realmente não se entende, tal é o autoritarismo ).
Entretanto o Sr Secretário de Estado dos Desportos (cujqa utilidade se desconhece) toma partido a defender os interesses do Estado !!! entendendo que o seleccionador tem que ir para a rua de acordo com o processo que exibiu á frente dos jornalistas e que aparentemente o senhor conhece mas que não foi facultado ao arguido que aliás nem seqquer foi ouvido, visto que o seu pedido de audição foi negado.
Este senhor secretário de Estado é o tal que nada fez quando o Sr Scolari bateu num jogador adversário sendo, por isso, castigado severamente pela FIFA.
É também este senhor que retirou o estatuto de utilidade pública á Ferderação de Vela por não estarem os seus estautos conformes a lei, mas permite que a FPF há mais de um ano esteja na mesma situação sem que lhe tennha sido retirada a utilidade pública!!
É claro a marosca foi tão mal engendrada que tinha que dar para o torto:
Assim, o Conselho de Justiça da Federação, anulou a pena de 1 mês do Conselho de Disciplina porque as acções do seleccionador tiveram lugar mais de um mês antes da participação, tendo os factos prescrito porque tinham passado mais que 30 dias exigidos pela lei.
Também não se compreende como a Comissão de Disciplina deixa passar tal coisa, simples de perceber !
Em seguida, o TAS levantou o efeito suspensivo do castigo da ADOP o que prenuncia que provávelmente que o rapaz será inocentado.
O embróglio é o seguinte:
- Desde logo a Federação tem que lhe pagar o salário até á decisão de o despedir
- A FPF terá que indicar justa causa para despedimento. No entanto como os seus órgãos jurisdicionais o inocentaram , não há justa causa.
- Não havendo justa causa a FPF tr´s 2 hipóteses: negociar com o seleccionador uma indeminização inferior aos salários que tem direito até ao fim do contrato, ou então pagar a indemização prevista no contrato de 3 milhões!!
Compreende-se portanto a demissão do Sr Madaíl: quem vier atrás que feche a porta.
A FPF ficará financeiramente arruinada para pagar o contrato que ele próprio acordou !
Entretanto o sr secretário do desporto que concordou com a penalizaão da ADOP , agora diz que concorda com a decisão do TAS em completa contradição (não que haja qualquer surpresa, o tipo é político para alguma coisa!)

Não contentes com a barracada, vai-se a Espanha tentar o impensável: propor um contrato a prazo ao Mourinho na esperança que quem lhe paga 13 milhões /ano lhe autorize uma licença sem vencimentos para 2 jogos e atire os interesses do R. Madrid ás urtigas.
Como óbviamente não resultou ,contrata-se o P. Bento por 50 mil euros 4 ou 5 vezes menos que o queiróz.
O rapaz não vai ganhar mais porque não tem grande curriculum.
Não se compreende como é que nao tem curriculum para ganhar bem mas tem para levar a selcção em 7º na Europa ao Europeu. Em que ficamos?
Entretanto não tarda que tenhamos que^pôr os suplentes das equipas na selecção porque Miguel, Ferreira, Simão ,etc, não querem mais a selecção.
Já estou a ver a selcção com o Luís Filipe a defesa direito e o Peixoto a defesa esquerdo e como ponta de lança o Orlando Sá. No meio campo o Manuel Fernandes sempre fresco porque nem é suplente no Valência e aí por diante.
Lá vamos cantando e rindo......